Mikel Nieve

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Mikel Nieve
Mikel Nieve Roubion 2017.jpg
Informação pessoal
Nome nativo Mikel Nieve Iturralde
Nascimento 26 de maio de 1984 (34 anos)
Leiza
Estatura 1,78 m[1]
Peso 71 kg[1]
Cidadania Flag of Spain.svg Espanha
Ocupação Ciclista desportivo (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Informação equipa
Equipa atual Mitchelton-Scott
Disciplina Estrada
Função EscaladorVisualizar e editar dados no Wikidata
Amador
2003-2007 Caixa Rural
Profissional
2008
2009-2013
2014-2017
2018-
Orbea-Oreka SDA
Euskaltel-Euskadi
Sky
Mitchelton-Scott
Maiores vitórias
Giro de Itália: 3 etapas e montanha Jersey blue.svg (2016)
Volta a Espanha: 1 etapa
Estatísticas
Mikel Nieve no ProCyclingStats

Mikel Nieve Iturralde (Leitza, Navarra, 26 de maio de 1984) é um ciclista profissional espanhol. Estreiou como profissional em 2008 com a equipa Orbea-Oreka SDA. Desde o 2009 competiu com o Euskaltel-Euskadi[1] até que em 2013 passou ao novo Euskaltel Euskadi. Depois do desaparecimento deste, alinhou pelo Team Sky do Reino Unido.

Foi um dos melhores corredores aficionados espanhóis de 2007 (2º na Copa de Espanha de Ciclismo),[2] o que fez que em 2008 passasse a profissionais na equipa filial do Euskaltel-Euskadi (Orbea-Oreka SDA).[3] Seu bom primeiro ano como profissional produziu que ascendesse à primeira equipa[4] graças ao ser o melhor do Orbea em multidão de provas durante esse ano.[5]

Depois do seu primeiro ano de adaptação à máxima categoria cedo destacou na Volta a Espanha de 2010 pese a ir como gregário do seu líder Igor Antón. Mantendo desde essa data uma boa regularidade em corridas dessas características. De facto, devido ao seu bom desempenho nas etapas montanhosas (onde tem ganhado uma etapa reina na Volta a Espanha e outra no Giro de Itália) seu pior resultado numa Grande Volta tem sido o 23º conseguido no Tour de France de 2013[6] apesar de perder muito tempo na especialidade de contrarrelógio.[7][8]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ciclismo aficionado[editar | editar código-fonte]

Como aficionado, desde 2003 até 2007, correu na Caixa Rural do Clube Ciclista Burunda, um das equipas mais potentes dentro do ciclismo amador vasco-navarro.

Nos seus primeiros quatro anos obteve modestos resultados a destacar somente uma vitória em 2004 do Prêmio Sallurtegi em Salvatierra pertencente ao Troféu Lehendakari[9] e em 2006 o terceiro posto no Campeonato de Navarra sub-23, em Xavier.

Em 2007 já ganhou provas importantes como o Memorial Valenciaga[10][11] e a Cursa Ciclista do Llobregat, ambas puntuáveis para uma Copa da Espanha de Ciclismo na que terminou segundo.[2][12] Completando o seu palmarés amador desse ano com vitórias em Elgeta e Altsasu entre outros bons resultados e postos de honra.[13] Ademais, participou em várias corridas profissionais destacando na Clássica Memorial Txuma (oitavo) e Volta a Navarra (nono).[14]

Seus bons resultados em 2007, que fizeram que fosse qualificado como um dos melhores do campo aficionado de Espanha, facilitaram seu contrato pela Fundação Euskadi, responsável pelo Euskaltel-Euskadi (de categoria UCI ProTour), para debutar como profissional em seu filial Orbea-Oreka SDA de categoria Continental (3ª categoria).[3]

Ciclismo profissional[editar | editar código-fonte]

2008: estreia profissional no Orbea[editar | editar código-fonte]

Mikel Nieve recolhendo o troféu ao melhor neoprofesional da Bicicleta Basca 2008.

Sua temporada de estreia manteve uma boa regularidade sendo muitas vezes o melhor de sua equipa nas corridas que disputou. A destacar o 19º posto na Bicicleta Basca, uma corrida da máxima categoria do UCI Europe Tour,[15] na que a maioria do resto de equipas, excepto o Burgos Monumental, eram de categoria superior ao Orbea: 3 UCI ProTour (1ª categoria) e 8 Profissionais Continentais (2ª categoria)[16][17] recebendo o prêmio ao melhor neoprofesional da prova.[18]

Outros dos seus resultados destacados produziram-se em outras corridas bascas de similares características de participação, ainda que desta vez de um só dia e de menor categoria, a Klasika Primavera e a Subida a Urkiola, ao terminar 12º, sendo de novo o melhor classificado da equipa. Finalizou a temporada com o seu melhor posto do ano, um terceiro posto na corrida de menor nível do Cinturó de l'Empordá.[15]

Em meados da temporada Miguel Madariaga, presidente da Fundação Euskadi, anunciou que Mikel Nieve subiria ao finalizar a temporada à primeira equipa, o Euskaltel-Euskadi,[4][19] depois da boa temporada realizada.

2009: estreia no UCI ProTour[editar | editar código-fonte]

Ao pouco de estreiar na máxima categoria destacou no Troféu Bunyola da Challenge de Mallorca ao finalizar sétimo e oito dias depois com um quinto posto na 4ª etapa da Volta a Andaluzia. Finalizou esse bom início de temporada três semanas depois com um nono posto na 4ª etapa da Volta a Múrcia sendo seus melhores postos da temporada.[5]

No mês de abril correu a Volta ao País Basco, corrida de máxima categoria e um dos grandes objectivos da equipa, onde entrou na pré-seleção de nove corredores e conseguiu desbancar da equipa ao experimentado Íñigo Landaluze.[20][21] Depois de disputar as cinco primeiras etapas dessa corrida não tomou a saída do contrarrelógio final de Zalla,[22] para um dia depois fazer parte do alinhamento do equipo laranja na Klasika Primavera.[5]

No mês de junho participou, em outra corrida de máxima categoria, o Critérium du Dauphiné Libéré, acompanhando a vários dos ciclistas que pouco depois formariam o bloco da conjunto laranja no Tour de France.[23] Conseguiu acabar a prova como o terceiro melhor corredor da equipa, o 42.º a 28'04" do vencedor Alejandro Valverde, na sua equipa só superado pelos corredores experimentados Mikel Astarloza e Igor Antón[24] posto meritório para um corredor estreiante em corridas de máximo nível destas características com alta montanha e com mais de 50 km contrarrelógio[25] (até essa data o máximo de quilómetros contrarrelógio disputados numa corrida profissional foi de 21,2 na prova de menor categoria da Volta à Comunidade de Madrid de 2008)[26] e apesar de perder na última etapa mais de 10 minutos devido ao cansaço acumulado.[27]

As suas últimas provas foram em Espanha nas que não destacou especialmente sendo seu melhor posto o 15º na Clássica de Ordizia. Acabou a sua temporada a princípios do mês de agosto, na Volta a Burgos sendo o melhor da equipa nessa prova[28] acabando em 25ª posição.[5]

Ao finalizar a temporada foi terceiro corredor que menos dias de competição teve da equipa com 47,[29] como costuma ser habitual nos corredores estreiantes na máxima categoria.

2010: líder da equipa improvisada na Volta a Espanha[editar | editar código-fonte]

Mikel Nieve na Volta à Romandia de 2010.

Como no ano anterior destacou numa das provas da Challenge de Mallorca, desta vez foi no Troféu Inca no que finalizou quarto.[30] Um mês depois participou na Paris-Nice, onde na quarta etapa foi um dos seis integrantes da escapada da jornada (sendo atingidos a 11 quilómetros da meta),[31] prova que conseguiu acabar.

Durante o resto da temporada não destacou especialmente, em parte como seu calendário se baseou em corridas do UCI World Ranking e da máxima categoria do UCI Europe Tour ainda que conseguiu ser o segundo melhor da equipa na prova em media-montanha e com quase 30 km contrarrelógio da Volta à Romandia ao acabar 41º. Seu segundo melhor posto até o mês de agosto quando foi o 12º numa prova de menor categoria que a anterior, na Volta à Comunidade de Madrid, graças ao nono posto conseguido na última etapa montanhosa com final em la Morcuera[32] já em plena preparação para a Volta a Espanha.

Volta e últimas corridas da temporada: salto à fama[editar | editar código-fonte]

No mês de setembro estreiou na Volta a Espanha, cujas etapas asturianas preparou sobre o terreno no mês de agosto junto aos que seriam seus chefes de filas Igor Antón e Beñat Intxausti.[33]

Na Volta apesar de perder tempo no contrarrelógio por equipas inicial, concretamente 51 segundos (24 mais que a sua equipa)[34] devido ao mau rendimento de Intxausti que acabou por abandonar na 15.ª etapa e à queda de Igor na 14.ª etapa, Nieve, devido ao seu posto no top-20, ficou como líder da equipa. Na etapa rainha com final em Cotobello (16.ª etapa) conseguiu filtrar-se na escapada boa da jornada com ajuda do seu colega de equipa Amets Txurruka atacando a mais de 50 km de meta e unindo-se finalmente com outro colega de equipa, Juan José Oroz, que marchava num grupo atacante. Ambos trabalharam em favor de Nieve e este respondeu se escapando na última subida e chegando em solitário[35][36] para conseguir desta maneira sua primeira vitória como profissional e o deixando bem perto do "top ten" da corrida a tão só 6' 30" do novo líder, Joaquim Rodríguez.[37] A pouco da sua vitória, em pleno transcurso da Volta, renovou por mais duas temporadas.[38]

Dias mais tarde, na última etapa montanhosa (20.ª etapa) repetiram a mesma táctica, mas com os papéis mudados, já que essa vez foi a próprio Nieve o que ajudou a Txurruka a tentar ganhar a etapa atacando a pouco mais de 50 km e se unindo de novo com Oroz que marchava por diante, no entanto o pelotão deu-lhes caça na última subida a Navacerrada apesar das tentativas de Txurruka de correr em solitário.[39][40] Apesar de estar entre os melhores nessa última etapa montanhosa com final na Bola del Mundo, na que ajudou a Txurruka, não pôde entrar entre os 10 primeiros como na contrarrelógio da 17.ª etapa perdeu mais de 3 minutos com respeito aos que lutavam por esses postos: Carlos Sastre, Thomas Danielson e Luis León Sánchez, 8.º. 9,º e 10.º respectivamente. Pelo que finalmente foi 12.º a 10' 58" do vencedor final, Nibali;[41] e pouco depois ascendendo um posto mais graças à desclassificação por doping de David García Dapena[42] que acabou 11º[41] (já que apanhou Mikel).[43]

Depois de finalizar a Volta foi considerado como uma das revelações da ronda hispana[44] como até a data não tinha conseguido destacar em nenhuma prova importante já que não tinha chegado a entrar nem entre os 40 primeiros em nenhuma competição de máxima categoria.

Depois disputou umas últimas corridas da temporada destacando o seu sétimo posto na Volta à Lombardia,[32] depois de ter trabalhado para o seu líder nessa prova, Samuel Sánchez.[45]

2011: Giro de Itália e Volta a Espanha como objectivos[editar | editar código-fonte]

Neve partiu com os objectivos de estar em plena forma no Giro de Itália e na Volta a Espanha, para ajudar a seu líder Igor Antón. Sobretudo na segunda já que o objectivo era ganhar a ronda espanhola com Igor.[46] Por isso antes do Giro mal destacou sendoo seu melhor posto o oitavo conseguido no G. P. de Llodio.[47]

Mikel Neive no Giro d'Italia de 2010.
Giro: de novo etapa rainha e 11.º na geral[editar | editar código-fonte]

No Giro de Itália salvou com fugas uma das etapas mais complicadas da primeira semana com trechos sem asfaltar chegando no grupo atacante de uma vintena de corredores e inclusive atacando na parte final.[48] No entanto, ainda estava em postos atrasados na classificação geral como a sua equipa ficou última na contrarrelógio por equipas da 1.ª etapa (na que Mikel não se descolou,[49] ao invés que na Volta a Espanha do passado ano),[34] concretamente o 32º a 1'15" do líder nesse momento Pieter Weening, vencedor da mencionada etapa.[50][51]

Já nas etapas montanhosas progressivamente conseguiu adiantar postos repetindo a actuação da sua última Grande Volta. Primeiro trabalhando a favor do seu líder, que conseguiu a vitória, e acabando sétimo nessa etapa com final no alto do Monte Zoncolan. Um dia após a etapa do Zoncolan ganhou a etapa rainha, a 15.ª, com final em Gardeccia/Val di Fassa, depois de ser o melhor da escapada de 18 que se formou quase de saída depois de mais de 7 horas em cima da bicicleta e superando no último porto ao experimentado Stefano Garzelli. Graças a essa vitória situou-se quinto na geral superando a seu colega de equipa Igor Antón, teórico chefe de filas, que nessa etapa rainha cedeu 7 minutos.[52] Dita etapa foi catalogada como uma das mais duras da história com 6.100 metros de desnível crescente acumulado e segundo palavras do dominador do Giro, Alberto Contador: a etapa mais dura da minha vida.[53]

No entanto, Mikel de novo ficou fora do top-ten da geral segundo as suas palavras devido a uma tosse que apanhou no dia da sua vitória que lhe produziram um baixo de rendimento na última semana,[7] além da sua perdida de tempo acumulada nas etapas contrarrelógio.[54] Apesar de que Antón, junto a Miguel Mínguez que vinha de uma escapada, lhe ajudasse na 20.ª etapa com final em Sestriere em procura desse objectivo.[55][56][57] Entre seus outros postos finais destacou o quarto na classificação da montanha.[58]

Depois da resolução do Caso Contador Mikel ascendeu um posto em todas as classificações nas que Alberto ficou por adiante dele.

Volta e final da temporada[editar | editar código-fonte]

Depois do seu bom Giro inspecionou as etapas decisivas da Volta a Espanha junto a seus colegas Igor Antón, Iñaki Isasi e Juan José Oroz[59] Não voltando a competir até quase dois meses após a finalização da ronda italiana, concretamente na Clássica de Ordizia. Como preparação para a Volta competiu na mencionada clássica, no Circuito de Guecho e na Volta a Burgos. Mostrando já na rodada burgalesa um bom nível ao finalizar 10º.[47]

Ao igual que nas anteriores Grandes Voltas problemas do seu chefe de filas, Igor Antón,[60] fizeram que ele se convertesse no líder da equipa. Devido aos 6 minutos perdidos no contrarrelógio da 10.ª etapa com respeito ao vencedor da etapa e quase 3 com respeito ao vencedor da geral, Juanjo Cobo,[61] tentou remontar na última semana. Para isso a sua equipa seleccionou a corrida na 13.ª etapa a seu passo por alto de Ancares conseguindo Nieve se filtrar na escapada.[62] No entanto, não pôde destacar especialmente nas etapas seguintes mantendo uma boa regularidade entre os melhores nas etapas de alta montanha mas sem opções a vitória: 13.º em Angliru, 9.º em La Farrapona. Lagos de Somiedo e 6.º em Peña Cabarga. E somente esteve ao nível dos melhores, Chris Froome e Juanjo Cobo, na 19.ª etapa em media montanha com final em Bilbau que ganhou ao seu colega Igor Antón, ainda que depois do reagrupamento posterior não pôde adiantar posições.[63] Apesar disso conseguiu um melhor já que nas suas anteriores Grandes Voltas conseguindo a 10.º posição a 5' 33" do vencedor.[64][47]

Voltou a competir quase um mês depois para disputar o Tour de Pequim, o Giro do Piemonte e sua última corrida da temporada: a Volta à Lombardia. No entanto não destacou em nenhuma das três provas só chegando a finalizar Pequim num discreto 50.º lugar.[47]

2012: um dos líderes da equipa[editar | editar código-fonte]

Devido aos seus bons resultados face a 2012 os dirigentes decidiram lhe dar um papel de mais protagonismo lhe nomeando líder único da equipa no Giro de Itália, enquanto o resto de corredores importantes se iam concentrar no Tour de France (Samuel Sánchez) e Volta a Espanha (Igor Antón). Por isso teve início de temporada tranquilo e com poucas exigências, onde teria que começar a dar um bom nível na Volta a Castilla e León no mês de abril, com o fim de chegar bem a esse objectivo.[65] No entanto, não conseguiu bons postos e chegou ao Giro sem conseguir resultados destacáveis.[66]

Na prova italiana mal destacou em dois primeiras semanas, de facto o seu melhor posto foi um nono na sétima etapa. Ainda que pouco a pouco conseguiu remontar conseguindo de novo uma boa actuação, no que ainda que não consegue nenhuma etapa, volta a fazer top ten com seu décimo posto na classificação geral, depois de perder um posto no contrarrelógio final de Milão com Sergio Henao.[66][67]Destacável foi o rendimento de Mikel Nieve na etapa rainha, onde foi superado ao começo do porto final, o Passo Stelvio, por Thomas de Gendt, que acabaria ganhando a etapa numa exibição. Assim, conseguiu um notável 10.º posto para conseguir o objectivo estabelecido.[68]

Acabado o Giro e aproveitando o seu bom estado de forma semanas mais tarde participou na Volta à Suíça, conseguindo ficar 5.º na geral, a só 40 segundos do vencedor final, Rui Costa. Nela o escalador navarro demonstrou a sua valentia dando a cara quando a estrada se empinava, conseguindo assim um segundo e um terceiro posto nas etapas 8 e 2 respectivamente.[69][66]

2013: estreia no Tour, desaparecimento da Euskaltel e contrato pela Sky[editar | editar código-fonte]

Em 2013, competiu no seu primeiro Tour de France. Foi progredindo a cada vez mais e acabou duodécimo na classificação geral. Teve uma destacada actuação em alguns portos míticos como Mont Ventoux ou Alpe d'Huez. Também se lhe viu ajudar em algumas etapas a Alberto Contador.

Ao final desta temporada, a equipa Euskaltel-Euskadi desaparece. Mikel Nieve foi o primeiro corredor da equipa para encontrar um novo empregador para a próxima temporada: foi recrutado pela equipa britânica Team Sky, vencedor dos dois últimos Tours de França com Bradley Wiggins e Chris Froome, que o contratou para dois anos. Ele está chamado a ser um gregário de luxo para os seus líderes nas grandes voltas, ainda que também ele seja o chefe de filas em algumas corridas, como pode ser a Volta a Espanha.

2014: gregário de luxo em Sky[editar | editar código-fonte]

Mikel Nieve com o conjunto Team Sky.

Mikel Nieve começa a sua temporada no Tour de Omã, vencido pelo seu colega Froome. Na Tirreno-Adriático, Nieve converte-se em líder da equipa, após uma lesão nas costas que renunciou a participar a Froome, e ao abandono de Richie Porte. Toma a décima posição da geral após perder quatro lugares na última etapa. Disputou a Volta à Catalunha, a Volta ao País Basco e o Volta à Romandia, vencido por Froome. Ocupa o primeiro lugar geral no Critérium du Dauphiné, até que um corte lhe produziu a perda da liderança. Nieve então tem a oportunidade de provar sorte na última etapa, que ganhou. Ele ocupou o oitavo lugar geral.

No Tour de France de 2014, Froome cai na primeira semana e abandona. O líder de substituição (Richie Porte) da porta cai-se de novo e perde toda a possibilidade de vitória na segunda semana. Nieve tenta "salvar" o falhanço da equipa no Tour. Por tanto, designa-se-lhe o corredor mais agressivo da etapa 18, que conduz a Hautacam, passando pelo Col du Tourmalet. Ligeiramente doente também, mas não é capaz de obter a etapa. Terminou 18.º na classificação geral.

Posteriormente do Tour, acabou em quarto lugar na Clássica de San Sebastián em agosto. De novo volta a ser um gregário de luxo de Froome, durante a Volta a Espanha. Froome terminou segundo na Volta por trás de Alberto Contador, no duelo que não se pôde ver no Tour, devido ao abandono do madrileno também na ronda gala por queda, e Nieve finalizou duodécimo. Inicialmente foi pré-selecionado por Javier Mínguez para os Campeonatos do Mundo de 2014, disputados em seu país, em Ponferrada, ainda que última instância foi descartado, acabando assim a sua temporada.

Palmarés[editar | editar código-fonte]

2010

2011

2014

  • 1 etapa do Critérium du Dauphiné

2016

2018

Resultados em Grandes Voltas e Campeonatos do Mundo[editar | editar código-fonte]

Durante a sua carreira desportiva tem conseguido os seguintes postos nas Grandes Voltas e nos Campeonatos do Mundo em estrada:[70]

Corrida 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Giro de Itália - - - 10º 10º - - 17º 25º - -
Tour de France - - - - - 12º 18º - 17º 14º -
Volta a Espanha - - 10º 10º - 23º 12º - 16º -
Mundial em Estrada MaillotMundial.PNG - - - - - - - - - - -

-: não participa

Equipas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Mikel Nieve Iturralde-EUSKALTEL - EUSKADI». O Correio. Consultado em 20 de agosto de 2011. [ligação inativa]
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  3. a b «Orbea ficha ao vizcaíno Jonathan Castroviejo e ao navarro Mikel Nieve para a próxima temporada». EsCiclismo. 12 de junho de 2009. Consultado em 16 de agosto de 2010. 
  4. a b «Euskaltel mudará suas estruturas». Diário Vascão. Consultado em 15 de agosto de 2010. 
  5. a b c d «NEVE ITURRALDE Mikel-2009». cqranking.com. Consultado em 28 de julho de 2011. 
  6. «MIKEL NIEVE ITURRALDE». Site oficial da Fundação Euskadi. Consultado em 1 de fevereiro de 2012.. Arquivado do original em 30 de janeiro de 2012 
  7. a b «Mikel Nieve: "Vejo-me mais como gregário e escalador; por enquanto não me proponho brigar por uma geral"». Notícias de Navarra. 22 de junho de 2011. Consultado em 4 de julho de 2011.. Arquivado do original em 24 de junho de 2011 
  8. «Mikel Nieve: "Sei que posso fazer bem dois grandes ao ano"». Diário de Navarra. 13 de setembro de 2011. Consultado em 13 de novembro de 2011. 
  9. «Prova Sallurtegi». Urtakaria.com. 2 de outubro de 2004. Consultado em 29 de fevereiro de 2012. [ligação inativa]
  10. «Mikel Nieve foi o mais forte numa dura jornada». Gara. 2 de abril de 2007. Consultado em 16 de agosto de 2010. 
  11. «Mikel Nieve vencedor em solitário». Real Federação Espanhola de Ciclismo. 1 de abril de 2007. Consultado em 16 de agosto de 2010.. Cópia arquivada em 23 de outubro de 2013 
  12. «Mesma emoção». Real Federação Espanhola de Ciclismo. 24 de maio de 2007. Consultado em 16 de agosto de 2010.. Cópia arquivada em 23 de outubro de 2013 
  13. «Antón e Nieve: Seu diferente passo por aficionados (Palmarés amateur completo)». Biciciclismo. 26 de maio de 2011. Consultado em 26 de maio de 2011. 
  14. «NEVE ITURRALDE Mikel-2007» (em inglês). cqranking.com. Consultado em 6 de julho de 2011. 
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  16. «Euskal Bizikleta 2008, País Basco. Classificações finais-GERAL POR EQUIPAS». lostxirrindularis.com. Consultado em 22 de março de 2012. 
  17. [Para ver o detalhe das categorias da cada equipo ver Bicicleta Vasca 2008.]
  18. [Ver a foto da direita.]
  19. «Navarra manda no Euskaltel». Notícias de Navarra. 4 de fevereiro de 2009. Consultado em 11 de abril de 2012.. Arquivado do original em 6 de fevereiro de 2010 
  20. «Samuel Sánchez, na armadilha da etapa de Ataun». Site oficial da Volta ao País Basco de 2009. 27 de março de 2009. Consultado em 28 de julho de 2011. 
  21. «Pronta oficial de participantes». Site oficial da Volta ao País Basco de 2009. Consultado em 28 de julho de 2011. 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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