Mimesis

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Mimesis (μίμησις de μιμεîσθαι), ou mimese, simplificando, significa imitação ou representação em grego.

História[editar | editar código-fonte]

Tanto Platão quanto Aristóteles viam, na mimesis, a representação da natureza. Contudo, para Platão toda a criação era uma imitação, até mesmo a criação do mundo era uma imitação da natureza verdadeira (o mundo das idéias). Sendo assim, a representação artística do mundo físico seria uma imitação de segunda mão.

Já Aristóteles via o drama como sendo a “imitação de uma ação”, que na tragédia teria o efeito catártico. Como rejeita o mundo das idéias, ele valoriza a arte como representação do mundo. Esses conceitos estão no seu mais conhecido trabalho, a Poética.

Mais recentemente Erich Auerbach, Merlin Donald e René Girard escreveram sobre a mimesis. No campo de antropologia histórica ganhou notoriedade o trabalho de Christoph Wulf sobre aprendizado mimético no mundo globalizado.

Mimesis em contraste com diegesis[editar | editar código-fonte]

Também foram Platão e Aristóteles que diferenciaram mimesis de diegesis. Diegesis não é a representação do real através da arte, mas a encenação, os atores que descrevem eventos e atuam. É na diegesis que o autor leva o espectador ou leitor diretamente a expressar livremente sua criatividade, fantasias e sonhos, em contraste com a mimesis. Diegesis pode ser entendida, ainda, como “contar”, o autor narrando a ação diretamente e descrevendo o que está na mente dos personagens, suas emoções, enquanto a mimesis é vista como “mostrar” o que está acontecendo com as personagens através de seus pensamentos e suas ações.

Contra argumentos[editar | editar código-fonte]

A teoria diz que uma obra só é arte se for imitação ou representação da Natureza. Uma pintura abstrata não representa a Natureza e também pode ser considerada arte.

Embora muitos defendam a idéia de que a arte abstrata não imite a natureza, ela imita a natureza de forma inconsciente, ou seja, no plano das idéias, a inspiração é a natureza (seja qual for a parte dela) que na hora da prática sofre modificações no conceito produção, propositalmente. Além disso tanto as bases da arte abstracta são naturais (talvez no sentido da degeneração e da desforma e nem sempre com origem natural) que quando o sub-cortex é exposto a certas substâncias o efeito psicodélico e alucinógeno no cérebro é bastante similar com visões distorcidas da realidade, que pode surgir em casos psicóticos mais graves, o que seria portanto uma degeneração da própria natureza. O que significa dizer que se um artista retrata o seu sub-cortex mesmo que degenerado em uma obra, ele apenas está imitando a natureza, pois a natureza não se resume a crosta e forma dos objectos sólidos e com maior grau de elaboração, mas também engloba áreas primitivas do próprio cérebro, mesmo que a função destas originalmente não eram na natureza com o fim de produzir arte e sim outros, havendo portanto uma deturpação original do seu fim, mas nem por isso a sua base deixa de ser originária da natureza e portanto um mero plágio da mesma com um fim deturpado.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]