Minas do Norte (proposta de unidade federativa)

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Minas do Norte
Região Nordeste[1]
Vizinhos Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo
Municípios 163
Capital Montes Claros
Área total 201.246 km² (15º maior)
População 2.734.080 hab (21º mais populoso)
Densidade 13,58 hab/km²
Gentílico Baianeiro/Norte-mineiro[2]

Minas do Norte é uma proposta nova unidade federativa do Brasil,[3] resultado do desmembramento de Minas Gerais, mais especificamente, no Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas e o Vale do Mucuri, abrangendo 163 municípios. A capital proposta é a cidade de Montes Claros,[4] que atualmente tem 404.800 habitantes. Também contaria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a Universidade Estadual de Montes Claros. Possui pólos importantes para o desenvolvimento da região - Montes Claros, Teófilo Otoni, Pirapora, Janaúba e Almenara.[5][6]

A justificativa para a criação do estado é que eles são discriminados por serem uma região com características nordestinas e por pertencerem a Sudene, estando localizado em um estado do Sudeste.[7]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O Sobradão seria a sede do governo da província de Minas Novas.[8]

Os sertões do norte de Minas eram habitados pelos índios tapuias. O primeiro europeu a explorar a região foi o espanhol Francisco Bruza Espinosa em 1554. Sua expedição saiu de Porto Seguro contado com doze homens cristãos e o jesuíta João de Azpilcueta Navarro, a expedição espanhola ficou conhecida como Espinosa-Navarro. Porém a colonização, ocorreu muitos anos depois, quando vaqueiros vindos da Bahia e Pernambuco ocuparam a região noroeste da região. Logo em seguida, chegou o bandeirante Matias Cardoso de Almeida, vindo de São Paulo.[9]

A região foi povoada por portugueses e espanhóis que foram viver em fazendas agropecuárias. Até o século XIX, o Norte de Minas Gerais era totalmente isolado. Sem ferrovias e estrada de rodagem; navegação incerta e precária. Esse isolamento permitiu a formação de um universo cultural próprio, composto de realidades distintas. Com outras palavras, proporcionou a interação entre os valores eruditos e folclóricos de modo a formar uma cultura autônoma e inconfundível da região.[10]

No início do Brasil Colônia, as regiões pertenciam as capitanias de Porto Seguro e Ilhéus.[11] O Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri, que inicialmente pertenceram à Bahia (até o final do século XVIII), foi incorporada ao estado de Minas Gerais, após a descoberta de diamantes no tijuco (região de Diamantina).[12] Já a região do Norte de Minas, pertenceu às capitanias de Pernambuco – margem esquerda do Rio São Francisco – e da Bahia – na margem direita.[13]

A primeira vez que se falou na criação de um estado nessa região foi em 1825, onde Joaquim de Almeida propôs a criação da Província de São Francisco abrangendo toda a bacia do rio São Francisco incluindo Montes Claros e Grão Mogol, tendo como capital Juazeiro ou Januária.[14] Em 1842, tentaram criar um estado em Teófilo Otoni. Em 1856, o deputado Antônio Gabriel de Paula Fonseca apresentou à Assembleia Geral do Império o projeto de lei propondo a criação da Província de Minas Novas – englobando o Sul da Bahia e o Norte – Nordeste de Minas Gerais. Em 1967, o objetivo era criar o estado de Cabrália que uniria o norte de Minas Gerais e o Sul da Bahia. Em 1986, a proposta do estado de São Francisco volta a ser discutido. E em 2003, é finalmente criado o projeto para a criação de Minas do Norte.[15]

Demografia[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Proposta divisão territorial de Minas Gerais». câmara. 8 de julho de 2002. Consultado em 11 de junho de 2017 
  2. «Baineiros, um povo das Gerais, e não das Minas». Rua Brasil 500. Consultado em 15 de junho de 2018 
  3. Cazzolato, José Donizete. Novos estados e a divisão territorial do Brasil: uma visão geográfica. Oficina de Textos, 2011.
  4. Braga, Jonas Teago. «MONTES CLAROS CAPITAL? UMA ANÁLISE DO PENSAMENTO REGIONALISTA NORTE MINEIRO (1950-2000)» (PDF). Unimontes. Consultado em 26 de dezembro de 2016 
  5. Cambaúva, Daniella (8 de maio de 2012). «O mapa do Brasil pode mudar». Ipea. Consultado em 26 de dezembro de 2016 
  6. Pires, Warley Pereira. «O movimento emancipacionista de Minas do Norte: uma identidade territorial em questão». Consultado em 26 de dezembro de 2016 
  7. «Políticos do norte de Minas Gerais defendem criação de novo Estado». Em. 18 de janeiro de 2001. Consultado em 27 de setembro de 2018 
  8. «"Arranha-céu" histórico em risco ameaça desabar no Vale do Jequitinhonha». Em. 17 de fevereiro de 2016. Consultado em 15 de junho de 2018 
  9. «O norte de Minas Gerais». O Norte. Consultado em 06 de maio de 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  10. «A tradição do fazer no Norte de Minas». As Minas Gerais. Consultado em 06 de maio de 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  11. «Estudo sugere 'equívoco' na representação das capitanias hereditárias». Mundo Geo. Consultado em 20 de maio de 2018 
  12. «O Jequitinhonha e o Mucuri na história de Minas». As Minas Gerais. Consultado em 06 de maio de 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  13. «O norte de Minas Gerais». História Net. Consultado em 06 de maio de 2018  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  14. «Prefeito de Nova Porteirinha defende a criação do Estado de Minas do Norte». O Norte. 03 de março de 2006. Consultado em 12 de junho de 2018  Verifique data em: |data= (ajuda)
  15. «Moc reabre discussão sobre estado de São Francisco». Gazeta Norte Mineira. 04 de dezembro de 2017. Consultado em 06 de maio de 2018  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  16. «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1 de Julho de 2011» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2011. Consultado em 19 de setembro de 2018