Ministério da Cultura (França)

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o Ministère de la Culture et de la Communication. Para outros significados, veja Ministério da Cultura.
Ministère de la Culture et de la Communication
Organização
Natureza jurídica Ministério
Chefia Ministra da Cultura e da Comunicação, Fleur Pellerin
Número de funcionários 10.928 (2013)
Orçamento anual 9,4 bilhões de euros (2016)[1]
Localização
Jurisdição territorial  França
Sede Palais Royal 3, Rue de Valois, 1.º arrondissement de Paris
48° 51' 52" N 2° 20' 15" E
Histórico
Criação 3 de fevereiro de 1959 (59 anos)
Sítio na internet
http://www.culturecommunication.gouv.fr/

O Ministério da Cultura da França (denominado oficialmente em 1997, como « Ministère de la Culture et de la Communication » (em português: Ministério da Cultura e da Comunicação) foi fundado em 3 de fevereiro de 1959 por Charles de Gaulle, e atribuído à André Malraux sob o nome de « Ministère d'État chargé des Affaires culturelles (em português: Ministério do Estado responsável pelos Assuntos Culturais)». Desde então, muitos países também têm um Ministério da Cultura. O ministério é tradicionalmente chamado assim, de acordo com seu endereço principal, « rua de Valois ».

Anteriormente, essas funções eram realizadas por um ministro, um secretário de Estado ou um director da École des Beaux-Arts dependente do Ministério da Educação Nacional, mas não dependia totalmente à mercê das belas artes (arquitetura, pintura, escultura e gravura), mas também da música, dança, cinema, teatro, ópera, artes decorativas, monumento histórico, bem como em todas as escolas correspondentes.

História[editar | editar código-fonte]

Derivado da Renascença italiana e dos tribunais de Ducado da Borgonha no Renascimento, o Estado tinha um papel fundamental a desempenhar no patrocínio de produção artística em que as artes estavam ligadas ao prestígio nacional, que foi encontrado na França desde o século 16. Durante o período pré-revolucionário, essas ideias foram aparentes, tal como a criação da Academia Francesa, a Academia Real de Pintura e Escultura e outras instituições de produção artísticas patrocinadas pelo Estado, através das políticas culturais de Jean-Baptiste Colbert e Luís XIV.

O cargo moderno do Ministro da Cultura da França foi criado por Charles de Gaulle em 1959, com o primeiro-ministro, que foi o escritor André Malraux. André Malraux foi responsável pela realização dos objetivos do "droit à la culture" ("direito à cultura"), uma ideia que tinha sido incorporada na Constituição francesa de 1958 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 pela democratização do acesso à cultura, ao mesmo tempo, atingindo o gaullismo, com o objetivo de elevar a "grandeur" ("grandeza") da pós-guerra na França. Para isso, ele criou diversos centros culturais regionais em toda a França e patrocinou ativamente as artes. Os gostos artísticos de Malraux incluíram as artes modernas de vanguarda, mas no geral ele permaneceu conservador.

Sob a presidência de François Mitterrand, o ministro da cultura Jack Lang se mostrou ser muito mais aberto a produção cultural popular, incluindo o jazz, rock and roll, rap, a arte de grafite moderna, cartoons, comic books, moda e alimentos. Sua famosa frase "économie et culture, même combat" ("economia e cultura: são as mesmas lutas") representa seu compromisso com a democracia cultural, o patrocínio nacional e a participação ativa na produção cultural. Para além da criação da Fête de la musique, supervisionou o bicentenário da França em 1989, ele estava no comando do programa arquitetónico maciço da era Mitterrand (a chamada "Grands Travaux" ou "Grandes Obras" como a Biblioteca Nacional da França, o novo Museu do Louvre, o Instituto do Mundo Árabe, o Museu de Orsay, a Ópera da Bastilha, o "Grande Arco de la Défense" (no centro financeiro da cidade de Paris) e a Cidade de Ciência e Música no Parc de la Villette).

O ministro Jacques Toubon foi notável por uma série de leis (conhecidas como "As Leis de Toubon") promulgada para a preservação de meios de língua francesa, tanto em anúncios (todos os anúncios que tiverem palavras estrangeiras, devem incluir a tradução em francês) e na rádio (80% das músicas tocadas nas estações de rádios francesas, devem ser em francês), para além do inglês.

A atual ministra é Fleur Pellerin, desde 26 de agosto de 2014.

Ministros da Cultura[editar | editar código-fonte]

Nomes do Ministério da Cultura[editar | editar código-fonte]

Desde a Constituição francesa, não são identificados os ministros específicos (tal como "o ministro da mudança..." para isso e aquilo), cada governo pode etiquetar cada ministério como desejar, ou ter um ministério mais amplo a cargo de diversos setores governamentais. Por isso, o ministério passou por uma série de nomes diferentes:

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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