Miquerinos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Miquerinos
Nascimento III milénio a.C.
Morte 2503 a.C.
Sepultamento Pirâmide de Miquerinos
Cidadania Antigo Egito
Progenitores
Cônjuge Camerernebeti II
Filho(s) Seberquerés, Quentecaus I, Khuenre
Irmão(s) Camerernebeti II
Ocupação estadista
Título faraó
Double crown.svg
Menkauré e Khamerernebti II.

Miquerinos, Menkauré em egípcio antigo, foi um rei da IV dinastia egípcia. Menkauré significa "estáveis são os kau de Ré" (sendo kau o plural de ka, elemento constituinte do ser humano na mentalidade egípcia).

Era filho de Quéfren, o rei da segunda pirâmide de Guiza, e da rainha Khamerernebti I. Foi casado com a sua irmã Khamerernebti II, tendo tido mais duas esposas. Miquerinos teve pelo menos dois filhos do sexo masculino: um faleceu e o outro, Chepseskaf, foi o seu sucessor.

Manetão, que o chama Mencheres, atribui-lhe um reinado de sessenta e três anos, algo considerado inverosímil pelos investigadores modernos. No Papiro Real de Turim o número que informa sobre este aspecto é de leitura difícil, desconhecendo-se se é 18 ou 28. O egiptólogo alemão Jürgen von Beckerath situa o seu reinado entre 2514 e 2486 a.C., enquanto que Jaromir Malek entre 2488 e 2460 a.C..

Desconhecem-se muitos pormenores relativos ao reinado de Miquerinos. Heródoto descreve-o como um rei "pio" e justo, que mandou reabrir os santuários. Esta descrição do historiador grego baseia-se em relatos populares de credibilidade duvidosa.

Ao nível das representações artísticas, conhecem-se várias estátuas do soberano. Numa estátua que se encontra hoje em dia no Museum of Fine Arts de Boston surge com a sua esposa, que o abraça carinhosamente. Está igualmente representado em várias estátuas junto a duas mulheres, a deusa Hator e a personificação de um nomo, formando uma tríade. Estas estátuas (em xisto) foram encontradas no templo do vale de Miquerinos, escavado por George Reisner entre 1905 e 1927.

A sua pirâmide em Guiza (Gizé) é menor que a de Quéops e Quéfren. Contudo, foi revestida, até um terço da sua altura, com um material mais nobre, o granito de Assuão. O seu túmulo foi restaurado na época da XXVI dinastia. No seu interior foi encontrado na época moderna um sarcófago que foi enviado para Londres, mas o barco que o transportava acabou por naufragar ao largo da costa de Portugal.

Precedido por
Bauef-re
Faraó
IV dinastia egípcia
Sucedido por
Chepseskaf