Miss Americana

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Miss Americana
 Estados Unidos
2020 •  cor •  85 min 
Direção Lana Wilson
Produção Morgan Neville
Caitrin Rogers
Christine O'Malley
Elenco Taylor Swift
Gênero documentário
Música Taylor Swift
Alex Somers
Cinematografia Emily Topper
Edição
  • Paul Marchand
  • Greg O'Toole
  • Lee Rosch
  • Lindsay Utz
  • Jason Zeldes
Companhia(s) produtora(s) Tremolo Productions
Distribuição Netflix
Lançamento 31 de janeiro de 2020
Idioma inglês

Miss Americana (também conhecido como Taylor Swift: Miss Americana) é um documentário, dirigido por Lana Wilson, que acompanha a cantora e compositora norte-americana Taylor Swift e sua vida ao longo de vários anos de sua carreira.[1][2] A produção foi lançada na Netflix, e em cinemas selecionados, em 31 de janeiro de 2020.[3][4][5]

A Netflix descreveu o filme como um "olhar cru e emocionalmente revelador" sobre Swift "durante um período de transformação em sua vida, enquanto ela aprende a abraçar seu papel, não apenas como compositora e intérprete, mas como uma mulher tomando controle de todo o poder de sua voz".[6] Miss Americana na noite de abertura de abertura do Festival Sundance de Cinema de 2020, em 23 de janeiro de 2020.[7]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme cobre uma série de eventos na vida e na carreira de Swift, incluindo a criação de seu sétimo álbum de estúdio, Lover (2019), sua anterior batalha com um distúrbio alimentar, seu julgamento por agressão sexual, o diagnóstico de câncer de sua mãe, e a decisão de Swift de tornar público sua visão política.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Eu precisava chegar em um ponto em que estivesse pronta, capaz e disposta a apontar mentiras, em vez de apenas sorrir.

— Swift falando sobre Miss Americana.[8]

Swift manifestou interesse em fazer um documentário com a Netflix após o lançamento do vídeo Taylor Swift: Reputation Stadium Tour, na plataforma de streaming, em dezembro de 2018.[8] Ela recebeu uma lista de possíveis diretores, dos quais Wilson era uma.

O título do documentário foi inspirado em "Miss Americana & the Heartbreak Prince", uma canção do sétimo álbum de estúdio de Swift, Lover (2019), na qual Swift expressa sua decepção com a política dos Estados Unidos.[8]

Swift revelou o documentário em novembro de 2019, quando ela disse que o proprietário e fundador de sua antiga gravadora Big Machine Records, Scooter Braun e Scott Borchetta, respectivamente, a impediram de usar canções e imagens de apresentações no documentário.[9] Ela acrescentou que o documentário não menciona Braun, Borchetta ou Big Machine.[10][11] A Big Machine negou as acusações em um comunicado.[12] Em resposta, um representante da Swift publicou um email de um executivo da Big Machine se recusando a emitir as licenças conectadas ao documentário.[13] Em dezembro, a revista Variety relatou que a Big Machine havia liberado o uso do material mais antigo de Swift no filme.[1]

Em uma entrevista com Chris Willman, da revista Variety, foi revelado que a primeira parte do filme trata da "justaposição das alegrias da criação com os incômodos do estrelato global", enquanto a segunda metade é uma "virada provocativa focada no motivo pelo qual Swift se tornou politicamente ativa". Willman escreveu que o filme apresenta ainda clipes que capturam a crescente aliança de Swift com a causa LGBTQ , a reação de Swift ao diagnóstico de câncer de sua mãe, e a resposta de Swift ao seu álbum de 2017, Reputation, não receber nenhuma indicação em categorias gerais no Grammy Awards de 2019. Wilson afirmou que vê o filme como "olhar o outro lado de ser a namoradinha da América".[8]

Promoção[editar | editar código-fonte]

Em 15 de janeiro de 2020, Swift revelou a data de lançamento e um pôster do filme através de suas mídias sociais.[7] Seis dias depois, em 22 de janeiro, um trailer oficial do filme foi lançado no YouTube e em todas as mídias sociais de Swift.[14]

Música[editar | editar código-fonte]

O documentário inclui "Only the Young", que toca durante os créditos finais do filme. Swift escreveu a canção após as eleições estadunidenses de 2018.[8] A música foi lançada nas plataformas digitais no dia do lançamento do documentário.

Recepção crítica[editar | editar código-fonte]

No Festival Sundance de Cinema de 2020, o filme recebeu aclamação da crítica e uma ovação de pé do público. Leah Greenblatt, da revista Entertainment Weekly, chamou-o de "inteligente e engraçado" e afirmou que "parecia o tipo de insight que você realmente deseja ter sobre uma estrela".[15] Leigh Blickley, do agregador HuffPost, descreveu o documentário como "íntimo, engraçado, triste e comovente... a Taylor Swift de cantar junto que todos precisamos".[16] A crítica Anna Menta escreveu: "Os fãs de Taylor Swift vão adorar Miss Americana, é claro, mas também acho que este filme vai influenciar alguns haters. Wilson contou a história de uma mulher encontrando sua voz política; é genuíno e inspirador".[17]

Referências

  1. a b Shirley Halperin (4 de dezembro de 2019). «Taylor Swift's Sundance Doc Has Full Clearance From Big Machine Label Group». Variety (em inglês). Variety Media, LLC. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  2. «Netflix vai produzir documentário sobre a vida de Taylor Swift». Nerd Site. 5 de dezembro de 2019. Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  3. Nolla, Thiago. «'Miss Americana': Documentário sobre Taylor Swift ganha data de estreia». CinePOP. Consultado em 15 de janeiro de 2020 
  4. «"Miss Americana": Documentário sobre Taylor Swift do Netflix é confirmado em festival de cinema». POPline. 4 de dezembro de 2019. Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  5. Garófalo, Nicolaos (5 de dezembro de 2019). «Documentário de Taylor Swift estreará no Festival de Sundance em 2020». Omelete. Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  6. Claudia Harmata (15 de janeiro de 2020). «Taylor Swift's Miss Americana Documentary Gets Netflix Release Date». People (em inglês). Meredith Corporation. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  7. a b Heran Mamo (15 de janeiro de 2020). «Taylor Swift 'Miss Americana' Netflix Doc Has a Release Date & We're So Ready for It». Billboard (em inglês). Billboard-Hollywood Media Group. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  8. a b c d e Chris Willman (22 de janeiro de 2020). «Taylor Swift: No Longer 'Polite at All Costs'». Variety (em inglês). Variety Media, LLC. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  9. «Taylor Swift Says Scooter Braun & Scott Borchetta Won't Let Her Perform Her Old Songs at 2019 AMAs». Billboard. Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  10. «Taylor Swift Documentary 'Miss Americana' to Open Sundance Film Festival». The Hollywood Reporter (em inglês). Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  11. «Netflix anuncia documentário sobre Taylor Swift com exibição em festival de cinema». Observatório de Música. 4 de dezembro de 2019. Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  12. «Taylor Swift's Ex-Label Denies She's Banned From Playing Old Songs on TV». Pitchfork (em inglês). Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  13. Blistein, Jon; Blistein, Jon (15 de novembro de 2019). «Big Machine, Taylor Swift Camp Spar Over American Music Awards, Netflix Controversy». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  14. Sandra Gonzalez (22 de janeiro de 2020). «Taylor Swift finds her voice in 'Miss Americana' trailer». CNN (em inglês). WarnerMedia. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  15. Leah Greenblatt (24 de janeiro de 2020). «Maybe not the most expected start to #Sundance2020 but the Taylor Swift doc #MissAmericana is smart and funny and intimate and feels like the kind of insight you actually want into a superstar». Twitter (em inglês). Consultado em 24 de janeiro de 2020 
  16. Leigh Blickley (24 de janeiro de 2020). «Miss Americana is intimate and funny and sad and poignant. Plus, it's the Taylor Swift sing-along we all need. Loved it. #Sundance». Twitter (em inglês). Consultado em 24 de janeiro de 2020 
  17. Anna Menta (24 de janeiro de 2020). «Taylor Swift fans will love #MissAmericana of course, but I also think this film is going to sway some haters. Wilson told a story of a woman finding her political voice; it's genuine and inspiring. #Sundance». Twitter (em inglês). Consultado em 24 de janeiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]