Miss Brasil

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Miss Brasil Universo
Tipo Concurso de Beleza
Fundação 1954
Sede São Paulo, Brasil
Sítio oficial Miss Brasil

O Miss Brasil é o mais tradicional concurso de beleza feminino realizado anualmente e que visa eleger, entre as representantes de cada unidade federativa do país, a representante nacional da beleza da mulher brasileira. A vencedora de cada edição representa o país no Miss Universo.

O concurso existe desde 1954, quando a baiana Martha Rocha tornou-se a primeira Miss Brasil. A atual Miss Brasil é a representante do estado de Minas Gerais, Júlia Horta.

O Brasil, desde então, só não participou do Miss Universo no ano de 1990. em 2020 terá miss brasil

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros Anos: 1954-1957[editar | editar código-fonte]

Olga Bergamini

Desde o ano de 1900, eleições de uma "Miss Brasil" existiam no país de maneira não consecutiva. Violeta (Bebê) Lima Castro é considerada a primeira de todas, eleita neste ano, apesar de existirem registros históricos que afirmam, inclusive, que uma francesa naturalizada brasileira tenha sido a primeira miss, ainda nos tempos do Império, em 1865. Em concursos sem continuidade anual, outras jovens também foram agraciadas com o título na primeira metade do século XX, como a santista Zezé Leone, em 1922 - que teve busto esculpido em praça pública, virou nome de música, de receita culinária e de locomotiva da Estrada de Ferro Central do Brasil e é, por várias fontes, considerada a primeira delas eleita em concurso organizado [1] - a carioca Olga Bergamini de Sá, em 1929; a gaúcha Yolanda Pereira, em 1930; as cariocas Ieda Telles de Menezes, em 1932, Vânia Pinto (a primeira modelo profissional brasileira), em 1939, e a goiana Jussara Marques, em 1949.[2] Costumeiramente, eram moças escolhidas entre a sociedade brasileira tradicional da época.

Marta Rocha no concurso Miss Universo (1954). Arquivo Nacional.

O concurso oficial, como existe hoje, começou a ser realizado regularmente em 1954, na boate do Palácio Quitandinha, então um hotel-cassino em Petrópolis, Rio de Janeiro. A partir daí, anualmente, com a interrupção em apenas um ano, as eleitas tiveram a tarefa de representar o Brasil com beleza e elegância no concurso Miss Universo, criado nos Estados Unidos dois anos antes.[3] Os maiôs Catalina, fabricados na mesma Petrópolis por uma malharia local sob licença da Catalina Swimwear - fundadora e patrocinadora do Miss Universo e do Miss EUA desde sua criação - hoje empresa do grupo norte-americano In Mocean Group (IMG), desde aquela data passou a patrocinar os concursos, fornecendo os maiôs para as misses, criando uma imagem intimamente ligada ao evento. Foi a Catalina, que então realizava um concurso de beleza de maiô na praia de Long Beach, na Califórnia, a empresa criadora do Miss USA e do concurso internacional, depois que a vencedora do já existente Miss América recusou-se a usar, por questões morais, o seu maiô, na edição de 1950.

Era Dourada 1958-1972[editar | editar código-fonte]

Em 1955, com a entrada dos Diários Associados na promoção e transmissão do evento, o Miss Brasil passou a ter ampla cobertura da imprensa e se tornou o segundo evento mais assistido no país, atrás apenas do jogos da Seleção Brasileira de Futebol. Com o passar dos anos, passou a ser considerado o mais bem organizado concurso nacional de beleza do mundo pela Miss Universe Inc. [4] As transmissões televisivas, encabeçadas pela Rede Tupi, passaram a ter grande audiência depois que sua sede foi transferida de Petrópolis para a então capital federal em 1958.

Ieda Maria Vargas, a primeira Miss Brasil eleita Miss Universo, em 1963.
Foto cortesia: G. Ganeroni
© 1995-2009 Pageant News Bureau, Inc.

Na década de 1960, o Brasil conquistou suas duas únicas vitórias no Miss Universo, com Ieda Maria Vargas em 1963 e Martha Vasconcellos em 1968, e sua única no Miss Beleza Internacional (concurso do qual participava a terceira colocada no Miss Brasil), com Maria da Glória Carvalho em 1968.[5] Nesse período, o país chegou às semifinais e finais de ambos os concursos por várias vezes. Em 1971, a segunda colocada daquela edição, Lúcia Petterle, Miss Guanabara, foi eleita Miss Mundo [6] - na época, a segunda colocada no Miss Brasil disputava o Miss Mundo.

Brasília | 1973-1980[editar | editar código-fonte]

Com a queda constante de público no Maracanãzinho, o local dos desfiles no Rio de Janeiro, os organizadores decidiram transferi-lo, em 1973, para o Ginásio Nilson Nelson em Brasília. A transferência ocorreu por uma razão estratégica: era na capital federal que se concentrava mais da metade das conexões de voos procedentes de todas as regiões do país (na época, cada estado poderia indicar sua candidata). Ela tinha, além de razões logísticas (a sede dos Diários Associados era na cidade), uma razão política extra: a proximidade com o poder facilitaria as recepções de presidentes da República às candidatas. No entanto, nem todos os ocupantes - caso de Ernesto Geisel - eram simpáticos às misses. Segundo trechos do Diário de Heitor Ferreira, o diário particular do secretário pessoal do então presidente, Geisel "se recusou a receber as candidatas a Miss Brasil 1974" no Palácio da Alvorada.[7]

Sem contar a antipatia do poder público, o concurso também enfrentava sucessivos problemas de perda de popularidade, tanto da presença do público no ginásio como da audiência na televisão. Esse problema se agravou em 1976, quando a marca multinacional de cosméticos Helena Rubinstein retirou seu patrocínio ao Miss Brasil. Em 1977, a Rede Tupi transmitiria o Miss Brasil ao vivo pela última vez. No entanto, a emissora continuaria a dar seu apoio até a sua falência, em 1980, quando sua situação financeira estava gravíssima e os índices de audiência "traçavam". A concordata dos Associados, provocada pelo fechamento de sete das nove emissoras da Tupi, obrigou o grupo, nos primeiros dias de 1981, a vender as franquias do Miss Brasil e do Miss Universo para o recém criado SBT, que já transmitia o concurso internacional através da então TVS e das afiliadas da então TV Record em São Paulo, São José do Rio Preto e Franca, que eram de propriedade de Silvio Santos.

Até a década de 1970, o Brasil era a maior potência da América Latina no concurso Miss Universo, com duas coroas até então e era presença constante entre as semifinalistas. Porém, no início da década seguinte o país deixou de ser protagonista para se transformar em um mero coadjuvante. A partir do Miss Universo 1981 a fase dourada do país terminou. Com a coroação da venezuelana Irene Sáez e o quarto lugar da brasileira Adriana Oliveira, o país petroleiro começou a sua fase dourada. Dali em diante a classificação de uma candidata venezuelana seria algo certo nos principais concursos de beleza do mundo. O país ganhou mais seis vezes o Miss Universo, sendo que destas vitórias três vieram num espaço de 15 anos, enquanto que o país também seria o primeiro a ganhar o concurso duas vezes seguidas, em 2008 e em 2009. [8] O Brasil ainda se classificaria duas vezes nos anos seguintes.

SBT | 1981-1989[editar | editar código-fonte]

Com a falência do sistema da Rede Tupi em julho de 1980, a responsabilidade pela promoção do Miss Brasil foi transferida para Silvio Santos, o dono do SBT, uma das redes nacionais de televisão criadas a partir da partilha determinada pelo Ministério das Comunicações. Nesse período, Marlene Brito, funcionária da rede extinta e aproveitada pelo Grupo Silvio Santos, foi incumbida pela direção da nova emissora de coordenar as atividades relacionadas ao concurso. Com a compra da licença por Silvio Santos, ele seria o apresentador fixo do concurso por nove anos. Na "era SBT", o Brasil obteve resultados pouco significativos no Miss Universo (uma finalista e três semifinalistas, além das premiações especiais de traje típico concedidas em 1981, 1987 e 1989). Com sucessivas quedas drásticas de audiência, o SBT abriu mão do Miss Brasil e do Miss Universo em 1990 e isso foi crucial para a não-participação do Brasil em Los Angeles naquele ano.

Decadência | 1990-1999[editar | editar código-fonte]

Com a retirada do SBT da promoção do Miss Brasil, Marlene Brito saiu da emissora e montou uma empresa apenas para a promoção de concursos de beleza. A nova empreitada, batizada de The Most of Brazilian Beauty, promoveu apenas os concursos de 1991 e 1992. Em 1993, por problemas de patrocínio, Marlene decidiu indicar a única miss estadual eleita para aquele ano, a Miss Rio Grande do Sul, Leila Schuster, como a candidata brasileira na edição daquele ano na Cidade do México. A coroação aconteceu num restaurante de São Paulo. Em 1994, uma associação de cronistas sociais indicou Paulo Max para gerenciar as franquias nacionais do Miss Universo e Miss Beleza Internacional. Após o falecimento de Max, em 1996, seus filhos, Paulo Max Filho e Ana Paula Sang, coordenaram o concurso de 1997 a 1999.

No entanto, as diversas trocas de franqueados afetaram seriamente o desempenho brasileiro no Miss Universo, que chegou a figurar nas semifinais apenas duas vezes: com Leila em 1993, que foi primeira colocada nas preliminares e cinco anos depois com Michella Marchi em Honolulu 1998 . Em 1996, Anuska Prado, Miss Brasil Mundo daquele ano, classificou-se em terceiro lugar no Miss Mundo, quebrando um jejum de 13 anos sem classificação do Brasil entre as 5 primeiras colocadas nos principais concursos de beleza do mundo. Em contrapartida, algumas vencedoras do concurso nacional levaram outros títulos internacionais de segunda categoria, como o Nuestra Belleza Internacional, voltado apenas para a América Latina.

Gaeta | 2000-2011[editar | editar código-fonte]

Em 2000, a Gaeta Promoções e Eventos adquiriu a franquia do concurso, que voltou a ser transmitido pela televisão, inicialmente de forma regional, através da CNT Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde, em 2002, o concurso voltou a ser transmitido nacionalmente pela recém-criada RedeTV!. No ano seguinte, se iniciaria uma parceria com a Rede Bandeirantes e assim o concurso retornaria à mídia. Além do Miss Brasil, a emissora também transmitiria o Miss Universo. Neste ano, em 2003, Gislaine Ferreira, faria história. Ela foi uma das favoritas nas bolsas de apostas e conseguiu se classificar entre as 10 semifinalistas. Com a volta das transmissões do concurso, a emissora registrou boa audiência, chegando a ficar em 1° lugar em audiência televisiva segundo o Ibope.[9] Em 2006, Rafaela Zanella também foi semifinalista, terminando entre as 20 semifinalistas.

No entanto, o concurso realmente voltou a provocar interesse nacional em 2007, quando a mineira Natália Guimarães conseguiu o melhor resultado do país em mais de três décadas, sendo a quinta brasileira a terminar na segunda posição. Nos anos seguintes, a atenção da mídia pelo concurso mostrou crescimento, mas nenhuma de suas primeiras sucessoras (Natália Anderle, Larissa Costa e Débora Lyra) conseguiu classificação para as semifinais das edições posteriores.

Os melhores resultados brasileiros em concursos internacionais após a boa colocação de Natália não foram além de um segundo lugar no Miss Continente Americano, com Denise Ribeiro em 2009 [10], e uma classificação para as semifinais do Miss Internacional, com Rayanne Morais também em 2009, [11] ambos concursos de menor expressão e popularidade. Em 2011, durante o concurso realizado no Brasil, com o terceiro lugar de Priscila Machado o país voltou a ficar entre os cinco finalistas do Miss Universo.[12]

A coordenação nacional e geral, nesta época, ficou por conta de Boanerges Gaeta, Nayla Micherif, e a mãe desta, Nádia Micherif. Como coordenadores estaduais se destacaram Evandro Hazzy, do RS, e José Alonso, de MG. [13] [14]

Band | 2012-2014[editar | editar código-fonte]

Em 2011, com a realização do Miss Universo no Brasil, a Organização Miss Universo concedeu à Rede Bandeirantes os direitos do Miss Brasil, pondo fim aos 12 anos (2000-2011) de comando da Gaeta. [15] De 2012 a 2015, a Enter Entertainment Experience, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes, foi responsável pela direção do concurso nacional e pela seleção das candidatas dos 27 concursos regionais, além de todos os assuntos relacionados ao mesmo. O concurso passou por modificações e as candidatas brasileiras conseguiram resultados mais expressivos: em 2012 e 2013, respectivamente, a gaúcha Gabriela Markus e a mato-grossense Jakelyne Oliveira conseguiram um Top 5 e em 2014 a cearense Melissa Gurgel conseguiu um Top 15.

A coordenação nacional e geral, nesta época, ficou por conta de Evandro Hazzy, coordenador do Miss RS durante a Era Gaeta, e de Karina Ades, da Band. [16]

Polishop | 2015-2019[editar | editar código-fonte]

Em 2015, enfrentando uma severa crise financeira, a Band fez uma parceria com a empresa de televendas Polishop, se tornando responsável apenas pela transmissão e divulgação do mesmo. [17] O concurso ficou sob a responsabilidade do empresário João Apollinário, dono da Polishop, até meados de 2019, sendo dirigido por Karina Ades, da Band, e tendo como patrocinadora principal a Be Emotion, marca de maquiagem e cuidados pessoais do grupo Polishop, sob acordo de naming rights.[18] Durante este tempo, o concurso foi nomeado Miss Brasil Be Emotion. A primeira Miss Brasil da Era Polishop (ou Era Be Emotion) foi a gaúcha Marthina Brandt, que se classificou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo 2015.

Durante a parceria com a Polishop, o Brasil manteve a sequência de bons resultados no concurso: no Miss Universo 2016 a paranaense Raíssa Santana terminou o concurso entre as 13 semifinalistas, em 2017 a piauiense Monalysa Alcântara acabou entre as 10 semifinalistas e em 2018 a amazonense Mayra Dias ficou entre as 20 semifinalistas.

Em julho de 2019, alguns meses depois da coroação da mineira Júlia Horta, a imprensa anunciou o fim da parceria de 5 anos entre a Band e a Polishop. Além disto, a TV anunciou que não organizaria o Miss Brasil - e, por conseguinte, os concursos estaduais - em 2020. "Frente à decisão de não renovar o contrato, a Band e a Polishop/Be Emotion deixam de ter qualquer responsabilidade acerca da realização dos concursos estaduais ou nacional que tenham relação com a cadeia de concursos Miss Universo 2020", dizia a nota divulgada. [19]

Segundo o Observatório da Televisão, do UOL, "a decisão já vinha sendo estudada desde 2018, uma vez que os concursos de misses não têm o mesmo prestígio de antes, não conseguindo atrair anunciantes e o público. Os resultados decepcionantes do Miss Brasil 2019 foram determinantes. (...) A audiência foi muito baixa. Em São Paulo a média foi de 1,8 pontos de Ibope. É o menor resultado da história dos concursos de misses na TV brasileira." [20]

Natália Guimarães & Evandro Hazzy | 2020 em diante[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2019, após o fim da parceria com a Polishop, a imprensa anunciou que o Brasil não teria representação no Miss Universo 2020, sem a Band, no entanto, ter se pronunciado sobre o assunto. [21]

No dia 03 de outubro de 2019, Natália Guimarães postou em seu Instagram que os fãs deveriam esperar uma "nova era" para o Miss Brasil. "Preparem-se para uma nova era, um novo ciclo! Aguardem novidades incríveis!", escreveu. Já Evandro Hazzy em seu Facebook respondeu aos fãs que o concurso viria com um "novo formato". [22] [23]

Regulamento[editar | editar código-fonte]

Para participar do concurso Miss Brasil, a candidata deve preencher os seguintes requisitos gerais:[24]

  • Ser do sexo feminino (em 2019 houve a primeira participação de uma mulher transsexual na cadeia de concursos Miss Universo no Brasil [25])
  • Ser cidadã brasileira por pelo menos 12 (doze) meses antes da realização do concurso
  • Residir no Brasil
  • Ter no mínimo 18 (dezoito) anos e no máximo 27 (vinte e sete) anos até o dia 31 de dezembro correspondente ao ano do concurso
  • Não ser emancipada
  • Nunca ter sido casada e nem ter tido casamento anulado
  • Nunca ter sido mãe e não estar grávida
  • Nunca ter sido fotografada ou filmada despida, expondo os seios e partes íntimas
  • Nunca ter sido fotografada ou filmada em cena de sexo explícito
  • Ter estatura mínima de cento e sessenta e oito centímetros

O regulamento do concurso permite, geralmente, que candidatas representem estados nos quais não nasceram ou não residam. Diversas misses já representaram estados em que não nasceram, como Ângela Vasconcelos, nascida no Rio de Janeiro e eleita Miss Brasil 1964 pelo estado do Paraná; Márcia Gabrielle, carioca eleita Miss Brasil por Mato Grosso em 1985; Josiane Kruliskoski, paranaense eleita Miss Brasil 2000 por Mato Grosso; Gislaine Ferreira, mineira eleita Miss Brasil por Tocantins em 2003; Débora Lyra, capixaba eleita Miss Brasil por Minas Gerais em 2010 e mais recentemente Raissa Santana, nascida na Bahia e eleita Miss Brasil 2016 pelo Paraná.

O caso de maior repercussão por desobediência ao regulamento na história recente do concurso foi o da Miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, que quase teve o título estadual cassado por posar para a Revista Playboy de março de 2009, ainda em função de sua participação no Big Brother Brasil 9.

Num caso ainda mais recente, em 2011, quem também poderia ter perdido a coroa foi Priscila Machado, após algumas fotos de nudez vazarem na Internet. A polêmica foi amplamente noticiada pela mídia nacional. "Foto de nu que circula pela internet ameaça o título da nova Miss Brasil", escreveu o Ego da Globo na época. Priscila, que inicialmente havia dito se tratar de uma única foto, divulgada sem sua autorização, se viu ainda mais envolvida na polêmica quando novas fotos de nudez apareceram. "Mais confusão para o lado da Miss Brasil 2011, escreveu o Holofote do Clic RBS. [26]

Obrigatoriamente, a interessada em ser candidata a miss municipal ou estadual ao Miss Brasil deve ser cidadã brasileira plena. A vencedora só pode participar do Miss Universo do ano em questão, mas essa regra não impede que algumas misses tentem outros títulos internacionais após o fim de seus reinados. Adriana Alves de Oliveira, por exemplo, foi Miss Brasil Universo em 1981 e três anos mais tarde, em 1984, foi Miss Brasil Mundo.

Etapas de classificação[editar | editar código-fonte]

Em geral, há seleção das candidatas municipais para os concursos estaduais, cujas datas ficam sob critério e responsabilidade dos diretores/franqueados estaduais. Em estados onde não há concurso, a escolha pode ser dar por meio de casting ou a representante pode ser simplesmente indicada.

Concursos estaduais[editar | editar código-fonte]

Os concursos estaduais são considerados eventos de grande importância histórica para o processo de eleição da Miss Brasil. Dentre os que são costumeiramente transmitidos ao vivo para seus respectivos estados, estão Miss São Paulo, Miss Rio de Janeiro, Miss Minas Gerais, Miss Pará e o Miss Rio Grande do Sul. Outros concursos, como por exemplo o Miss Amazonas, Miss Rio Grande do Norte, Miss Paraíba, Miss Piauí, Miss Santa Catarina, Miss Bahia, Miss Paraná e Miss Pernambuco, são exibidos em VT após serem realizados.

Durante o concurso[editar | editar código-fonte]

Um mês antes da final nacional, as candidatas começam a cumprir agendas de compromissos para a emissora produtora do evento, como gravação de vinhetas, perfis individuais e fotos de divulgação. Depois, as misses encerram a preparação em seus estados e se dirigem para a cidade que sediará o concurso. Na semana do Miss Brasil, as candidatas posam para as fotos oficiais e para os perfis de votação online, participam dos ensaios, cumprem agenda de "city tour" na cidade-sede e, eventualmente, da programação com autoridades. A Miss Universo reinante é, algumas vezes, a convidada de gala do evento.

Televisão[editar | editar código-fonte]

As primeiras transmissões televisivas do Miss Brasil em rede nacional ocorreram a partir de 1970, na Rede Tupi. Até então, o concurso era mostrado para outros estados em VT com dias de atraso em relação à exibição para o público da cidade-sede. O SBT assumiu a transmissão e promoção do evento de 1981 a 1989. Com a mudança de direção, os concursos de 1991, 1992, 1994 e 1995 não foram televisionados. Depois de alguns hiatos, a Rede Record exibiu um VT do evento em 1996. De 1997 a 2001, emissoras da Rede Manchete, Rede Record e CNT transmitiram as finais em nível regional. O concurso voltou a ser televisionado nacionalmente em 2002, pela Rede TV!, e pela Rede Bandeirantes de 2003 a 2019.

Diretores de transmissão[editar | editar código-fonte]

O mais conhecido diretor geral de televisão do concurso Miss Brasil é Homero Salles, que dirigiu de 1981 até 1987 pelo SBT.[carece de fontes?] Com o retorno do concurso à mídia em 2003, outros nomes como Marlene Mattos e Rodrigo Carelli executaram essa tarefa na Rede Bandeirantes.

Apresentadores[editar | editar código-fonte]

Nomes consagrados já passaram pelo posto de apresentador do Miss Brasil, o mais notável deles é Silvio Santos, que apresentou o concurso de 1981 a 1989, exceto em 1988, quando teve problemas nas cordas vocais e foi substituído por Murilo Nery. Em 1990, o SBT desistiu de realizar o evento e o Brasil ficou de fora do Miss Universo. Em 2011 e 2012, o concurso nacional foi apresentado por Adriane Galisteu.[27] Nos anos de 2013 e 2014, a apresentadora titular do concurso foi a Miss Brasil 1999 Renata Fan, que usualmente dividia o posto com um apresentador do sexo masculino.[28]

Vencedoras[editar | editar código-fonte]

  • Abaixo constam apenas as cinco últimas vencedoras do concurso:
Ano Estado Vencedora Local do Evento R
2015 Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Marthina Brandt São Paulo São Paulo [29]
2016 Paraná Paraná Raissa Santana São Paulo São Paulo [30]
2017 Piauí Piauí Monalysa Alcântara São Paulo Ilhabela [31]
2018 Amazonas Amazonas Mayra Dias Rio de Janeiro Rio de Janeiro [32]
2019 Minas Gerais Minas Gerais Júlia Horta São Paulo São Paulo [33]

Conquistas por estado[editar | editar código-fonte]

Estado Títulos Vitórias
Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul 13 1956, 1963, 1972, 1986, 1993, 1999, 2001, 2004, 2006, 2008, 2011, 2012, 2015
Minas Gerais Minas Gerais 9 1961, 1971, 1978, 1983, 1995, 1997, 2007, 2010, 2019
São Paulo São Paulo 8 1967, 1973, 1974, 1976, 1977, 1984, 1991, 1994
Rio de Janeiro Rio de Janeiro 1958, 1959, 1960, 1965, 1966, 1970, 1980, 1981
Santa Catarina Santa Catarina 5 1969, 1975, 1988, 2002, 2005
Paraná Paraná 4 1964, 1992, 1996, 2016
Ceará Ceará 3 1955, 1989, 2014
Mato Grosso Mato Grosso 1985, 2000, 2013
Bahia Bahia 1954, 1962, 1968
Amazonas Amazonas 2 1957, 2018
Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte 1979, 2009
Piauí Piauí 1 2017
Tocantins Tocantins 2003
Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul 1998
Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal 1987
Pará Pará 1982

Conquistas por regiões[editar | editar código-fonte]

Região Títulos Último Estado campeão
Southeast Region in Brazil.svg Sudeste 25 Minas Gerais (2019)
South Region in Brazil.svg Sul 22 Paraná (2016)
Northeast Region in Brazil.svg Nordeste 9 Piauí (2017)
Central-West Region in Brazil.svg Centro-Oeste 5 Mato Grosso (2013)
North Region in Brazil.svg Norte 4 Amazonas (2018)

Ranking[editar | editar código-fonte]

  • Já atualizado com a edição mais recente do concurso, 2019:
R Estado MB S T
01º. Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul 13 6 8 5 4 18 54
02º. Minas Gerais Minas Gerais 9 6 8 3 6 20 52
03º. São Paulo São Paulo 8 12 5 4 7 22 58
04º. Rio de Janeiro Rio de Janeiro 8 7 10 8 3 26 62
05º. Santa Catarina Santa Catarina 5 3 1 4 2 26 41
06º. Paraná Paraná 4 3 5 1 3 25 41
07º. Bahia Bahia 3 4 4 4 22 37
08º. Ceará Ceará 3 3 2 2 3 13 26
09º. Mato Grosso Mato Grosso 3 2 1 4 2 15 27
10º. Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte 2 3 1 4 2 11 23
11º. Amazonas Amazonas 2 3 2 17 24
12º. Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal 1 2 6 4 1 17 31
13º. Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul 1 1 1 2 9 14
14º. Pará Pará 1 2 2 1 14 20
15º. Tocantins Tocantins 1 1 5 7
16º. Piauí Piauí 1 6 7
17º. Pernambuco Pernambuco 5 2 5 3 14 29
18º. Goiás Goiás 3 2 3 1 20 29
19º. Acre Acre 1 1 1 4 7
20º. Rondônia Rondônia 1 1 4 6
21º. Roraima Roraima 1 1 1 3
22º. Espírito Santo (estado) Espírito Santo 2 2 16 20
23º. Maranhão Maranhão 2 5 7
24º. Sergipe Sergipe 1 1 7 9
25º. Alagoas Alagoas 2 5 7
26º. Paraíba Paraíba 1 4 9 14
27º. Amapá Amapá 1 4 5
     Os cinco primeiros colocados no ranking.
     Os cinco últimos colocados no ranking.

Observações[editar | editar código-fonte]

  1. As posições adquiridas com o arquipélago de Fernando de Noronha entram na contagem para o Estado de Pernambuco.
  2. As posições adquiridas com o antigo estado da Guanabara e do Distrito Federal (1891-1960) entram na contagem para o Rio de Janeiro.
  3. O título de Miss Sílvio Santos em 1981 entra na contagem para São Paulo, pois a candidata é natural do estado.
  4. O título de 2002 não entra na contagem para o Rio Grande do Sul, visto que a vencedora foi destronada.
  5. As duas classificações do Rio Grande do Sul (em 1991) entram no ranking para o Estado.
  6. Como não foi anunciado em 1991, as posições de Goiás e Rio de Janeiro entram como semifinalista.
  7. Como não foi anunciado em 1992, as posições de Santa Catarina e São Paulo entram como semifinalista.

Carreiras pós-concurso[editar | editar código-fonte]

Televisão, cinema e teatro[editar | editar código-fonte]

Misses em reality-shows[editar | editar código-fonte]

Misses falecidas[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  • O Miss Brasil 2016 é considerado um ponto sem volta na história do concurso, pois 6 candidatas eram negras - o maior número até então [44]. Consequentemente, um dos principais paradigmas da história do Miss Brasil foi quebrado: trinta anos após a coroação de Deise Nunes no Miss Brasil 1986, que até então era a única negra a vencer, a paranaense Raissa Santana se tornou a segunda negra a ganhar o concurso.[45]
  • Em outro fato histórico, Raíssa coroou outra negra como sua sucessora em 2017: a piauiense Monalysa Alcântara.
  • Em 2019 houve a primeira participação de uma candidata transsexual na cadeia de concursos. [46]


Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Primeira Miss Brasil era de Santos». Novo Milênio. Consultado em 30 de abril de 2013 
  2. «História do concurso». Palmas Convention e Visitors Bureau. Consultado em 30 de abril de 2013 
  3. «History - Miss Universe». Miss Universe.com. Consultado em 30 de abril de 2013 
  4. «Miss Universe 1966 - Margareta Arvidsson». Global Beauties. Consultado em 30 de abril de 2013. Arquivado do original em 23 de junho de 2011 
  5. «Miss Universe 1968». Pageantopolis. Consultado em 30 de abril de 2013. Arquivado do original em 27 de dezembro de 2011 
  6. «1971 - Lúcia Tavares Petterle - Guanabara». Miss Brasil World. Consultado em 30 de abril de 2013 
  7. «A Ditadura Derrotada». Google Livros. Consultado em 30 de abril de 2013 
  8. «Miss Venezuela». Wikipédia, a enciclopédia livre. 2 de agosto de 2019 
  9. «Miss Brasil leva Band ao primeiro lugar no Ibope». Folha Online. Consultado em 30 de abril de 2013 
  10. «Brasileira fica em segundo lugar no Miss Continente Americano 2009». UOL. Consultado em 30 de abril de 2013 
  11. «Miss International Beauty 2009». Pageantopolis. Consultado em 30 de abril de 2013. Arquivado do original em 28 de outubro de 2011 
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