Miss Brasil

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Miss Brasil
Logo-miss-brasil-2013.png
Fundação 1954
Tipo Concurso de Beleza
Sede São Paulo, Brasil
Coordenação Karina Ades
Sítio oficial Miss Brasil Oficial

Miss Brasil é o mais tradicional concurso de beleza feminina realizado anualmente no Brasil que visa eleger, entre as representantes de cada unidade federativa do país, uma representante nacional da beleza da mulher brasileira. A vencedora de cada edição representa o país no Miss Universo. O concurso existe desde 1954, quando a baiana Martha Rocha tornou-se a primeira Miss Brasil. A atual Miss Brasil é a representante do Paraná, Raíssa Santana.

História[editar | editar código-fonte]

Desde o ano de 1900, eleições de uma "Miss Brasil" existiam no país de maneira não-consecutiva. Violeta (Bebê) Lima Castro é considerada a primeira de todas, eleita neste ano, apesar de existirem registros históricos que afirmam, inclusive, que uma francesa naturalizada brasileira tenha sido a primeira miss, ainda nos tempos do Império, em 1865. Em concursos sem continuidade anual, outras jovens também foram agraciadas com o título na primeira metade do século XX, como a santista Zezé Leone, em 1922 - que teve busto esculpido em praça pública, virou nome de música, de receita culinária e de locomotiva da Estrada de Ferro Central do Brasil e é, por várias fontes, considerada a primeira delas eleita em concurso organizado; [1] a carioca Olga Bergamini de Sá, em 1929; a gaúcha Yolanda Pereira, em 1930; as cariocas Ieda Telles de Menezes, em 1932, Vânia Pinto (a primeira modelo profissional brasileira), em 1939, e a goiana Jussara Marques, em 1949. [2] Costumeiramente, eram moças escolhidas entre a sociedade brasileira tradicional da época.

O concurso oficial, como existe hoje, começou a ser realizado regularmente em 1954, na boate do Palácio Quitandinha, então um hotel-cassino em Petrópolis, Rio de Janeiro. A partir daí, anualmente, com a interrupção de apenas um ano, as eleitas tiveram a tarefa de representar o Brasil com beleza e elegância no concurso Miss Universo, criado nos Estados Unidos dois anos antes. [3] Os maiôs Catalina, fabricados na mesma Petrópolis por uma malharia local sob licença da Catalina Swimwear - fundadora e patrocinadora do Miss Universo e do Miss EUA desde sua criação - hoje empresa do grupo norte-americano In Mocean Group (IMG), desde aquela data passou a patrocinar os concursos, fornecendo os maiôs para as misses, criando uma imagem intimamente ligada ao evento. Foi a Catalina, que então realizava um concurso de beleza de maiô na praia de Long Beach, na Califórnia, a empresa criadora do Miss USA e do concurso internacional, depois que a vencedora do já existente Miss América, recusou-se a usar, por questões morais, o seu maiô, na edição de 1950.

Anos Dourados[editar | editar código-fonte]

Ieda Maria Vargas, a primeira Miss Brasil eleita Miss Universo, em 1963.
Foto cortesia: G. Ganeroni
© 1995-2009 Pageant News Bureau, Inc.

Em 1955, com a entrada dos Diários Associados na promoção e transmissão do evento, o Miss Brasil passou a ter ampla cobertura da imprensa e se tornou o segundo evento mais assistido no país, atrás apenas do jogos da Seleção Brasileira de Futebol. Com o passar dos anos, passou a ser considerado o mais bem organizado concurso nacional de beleza do mundo pela Miss Universe Inc. [4] As transmissões televisivas, encabeçadas pela Rede Tupi, passaram a ter grande audiência depois que sua sede foi transferida de Petrópolis para a então capital federal em 1958.

Na década de 1960, o Brasil conquistou suas duas únicas vitórias tanto no Miss Universo (Ieda Maria Vargas, 1963 e Martha Vasconcellos, 1968) como no Miss Beleza Internacional (Maria da Glória Carvalho, 1968) [5] - concurso para o qual ia a terceira colocada no Miss Brasil. Nesse período, o país chegou às semifinais e finais de ambos os concursos por várias vezes. Em 1971, a segunda colocada daquela edição, Lúcia Petterle, Miss Guanabara, foi eleita Miss Mundo [6] - na época, a segunda colocada no Miss Brasil disputava o Miss Mundo.

Brasília[editar | editar código-fonte]

Com a queda constante de público no Maracanãzinho, o local dos desfiles no Rio de Janeiro, os organizadores decidiram transferi-lo, em 1973, para o Ginásio Nilson Nelson em Brasília. A transferência ocorreu por uma razão estratégica: era na capital federal que se concentra mais da metade das conexões de voos procedentes de todas as regiões do país (na época, cada estado poderia indicar sua candidata). Ela tinha, além de razões logísticas (a sede dos Diários Associados era na cidade), uma razão política extra: a proximidade com o poder facilitaria as recepções de presidentes da República às candidatas. No entanto, nem todos os ocupantes - caso de Ernesto Geisel - eram simpáticos às misses. Segundo trechos do Diário de Heitor Ferreira, o diário particular do secretário pessoal do então presidente, Geisel "se recusou a receber as candidatas a Miss Brasil 1974" no Palácio da Alvorada. [7]

Decadência[editar | editar código-fonte]

Sem contar a antipatia do poder público, o concurso também enfrentava sucessivos problemas de perda de popularidade, tanto da presença do público no ginásio como a audiência da televisão. Esse problema se agravou em 1976, quando a marca multinacional de cosméticos Helena Rubinstein retirou seu patrocínio ao Miss Brasil. Em 1977, a Rede Tupi transmitiria o Miss Brasil ao vivo pela última vez. No entanto, a emissora continuaria a emprestar seu apoio até a sua falência, em 1980, quando sua situação financeira estava gravíssima e os índices de audiência traçavam. A concordata dos Associados, provocada pelo fechamento de sete das nove emissoras da Tupi, obrigou o grupo, nos primeiros dias de 1981, a vender as franquias do Miss Brasil e do Miss Universo para o recém criado SBT, que já transmitia o concurso internacional através da então TVS e das afiliadas da então TV Record em São Paulo, São José do Rio Preto e Franca, que eram de propriedade de Silvio Santos.

Até a década de 1970, o Brasil era a maior potência da América Latina no concurso Miss Universo, com duas coroas até então e era presença constante entre as semifinalistas. Porém,no inicio da década seguinte o país deixou de ser protagonista para se transformar em um mero coadjuvante.Em Nova Iorque 1981,a fase dourada do país terminou.Com a coroação da venezuelana Irene Sáez,e o melancólico quarto lugar da brasileira Adriana Oliveira,o país petroleiro começou a sua fase dourada.Dali, em diante a classificação de uma candidata venezuelana seria algo certo nos principais concursos de beleza do mundo.A Venezuela ganharia mais seis vezes o Miss Universo,sendo que destas vitórias,três vieram num espaço de 15 anos,enquanto que o país também seria o primeiro a ganhar o concurso duas vezes seguidas,em 2008 e em 2009.O Brasil ainda se classificaria duas vezes nos anos seguintes.Entretanto,em um levantamento feito pelo site Global Beauties,o Brasil se posiciona em sexto lugar no ranking dos principais concursos de beleza do mundo,muito por causa dos resultados obtidos na época dourada do concurso. [8]

Mudança de Emissora[editar | editar código-fonte]

Com a falência do sistema da Rede Tupi em julho de 1980, a responsabilidade pela promoção do Miss Brasil foi transferida para Silvio Santos, o dono do SBT, uma das redes nacionais de TV criadas a partir da partilha determinada pelo Ministério das Comunicações. Nesse período, Marlene Brito, funcionária da rede extinta aproveitada pelo Grupo Silvio Santos, foi incumbida pela direção da nova emissora de coordenar as atividades relacionadas ao concurso. Com a compra da licença por Silvio Santos,ele seria o apresentador fixo do concurso por nove anos. Na "era SBT", o Brasil obteve resultados pouco significativos no Miss Universo (uma finalista e três semifinalistas, além das premiações especiais de traje típico concedidas em 1981, 1987 e 1989). Com sucessivas quedas drásticas de audiência, o SBT abriu mão do Miss Brasil e do Miss Universo em 1990, e isso foi crucial para a não participação do Brasil em Los Angeles 1990.

Anos 90[editar | editar código-fonte]

Com a retirada do SBT da promoção do Miss Brasil, Marlene Brito saiu da emissora e montou uma empresa apenas para a promoção de concursos de beleza. A nova empreitada, batizada de The Most of Brazilian Beauty, promoveu apenas os concursos de 1991 e 1992. Em 1993, por problemas de patrocínio, Marlene decidiu indicar a única miss estadual eleita para aquele ano, a Miss Rio Grande do Sul Leila Schuster como a candidata brasileira na edição daquele ano na Cidade do México. A coroação aconteceu num restaurante de São Paulo. Em 1994, uma associação de cronistas sociais indicou Paulo Max para gerenciar as franquias nacionais do Miss Universo e Miss Beleza Internacional. Após o falecimento de Max, em 1996, seus filhos, Paulo Max Filho e Ana Paula Sang, coordenaram o concurso em 1997.

No entanto, as diversas trocas de franqueados afetaram seriamente o desempenho brasileiro no Miss Universo, que chegou a figurar nas semifinais duas vezes,com Leila em 1993,que foi primeira colocada nas preliminares e cinco anos depois com Michella Marchi em Honolulu 1998 . Em 1996, Anuska Prado, Miss Brasil Mundo daquele ano, classificou-se em terceiro lugar no Miss Mundo, quebrando um jejum de 13 anos de classificação do Brasil entre as 5 primeiras colocadas nos principais concursos de beleza do mundo. Em contrapartida, algumas vencedoras do concurso nacional levaram outros títulos internacionais de segunda categoria, como o Nuestra Belleza Internacional, voltado apenas para a América Latina.

Revitalização Midiática[editar | editar código-fonte]

Em 1998, a Gaeta Promoções e Eventos adquiriu a franquia do concurso, que voltou a ser transmitido pela televisão, inicialmente de forma regional, através da CNT Rio de Janeiro. Quatro anos mais tarde em 2002, foi transmitido pela recém-criada RedeTV!. No ano seguinte,se iniciaria uma parceria com Rede Bandeirantes e assim o concurso retornaria a mídia.Além do Miss Brasil, a emissora também transmitiria o Miss Universo. Neste ano,Gislaine Ferreira,faria história.Gislaine foi uma das favoritas em bolsas de apostas,conseguiu se classificar entre as 10 semifinalistas e conseguiu um expressivo sexto lugar.Com a volta das transmissões do concurso,a emissora registrou boa audiência, chegando a ficar em 1° lugar em audiência televisiva segundo o Ibope. [9] Em 2006, Rafaela Zanella também foi semifinalista, terminando entre as 20 semifinalistas.

Mas,o concurso realmente voltou a provocar interesse nacional em 2007, quando a mineira Natália Guimarães conseguiu o melhor resultado do país em mais de três décadas,sendo a quinta brasileira a terminar na posição. Desde então, a atenção da mídia para o concurso vem mostrando crescimento, mas nenhuma de suas primeiras sucessoras (Natália Anderle, Larissa Costa e Débora Lyra), conseguiu classificação para as semifinais das edições posteriores.

Os melhores resultados brasileiros em concursos internacionais após o fim do reinado de Natália não foram além de um segundo lugar no Miss Continente Americano, com Denise Ribeiro em 2009 [10] e uma classificação para as semifinais do Miss Internacional, com Rayanne Morais em 2009, [11] concursos de menor expressão e popularidade. Em 2011, com o concurso realizado no Brasil, uma candidata do país voltou a ficar entre as cinco finalistas do Miss Universo, com o terceiro lugar de Priscila Machado. [12]

A Era Band/Polishop[editar | editar código-fonte]

Em Miss Universo 2011,o Miss Universo foi realizado no Brasil,durante as negociações relacionadas a realização do concurso no país.A Organização Miss Universo concedeu a Rede Bandeirantes os direitos do Miss Brasil,que passou a se chamar Miss Brasil Universo. [13] De 2012 a 2015, a Enter Entertainment Experience, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes, foi responsável pela direção do concurso nacional,os 27 concursos regionais e também pela seleção das candidatas dos mesmos,juntamente com todos os assuntos relacionados. Desde então, o concurso vem passando por modificações, entre elas o nome do concurso, que foi modificado de Miss Brasil Oficial para Miss Brasil Universo. Com um maior apoio e suporte oferecido pela nova organização do concurso, as candidatas brasileiras conseguiram resultados mais expressivos no Miss Universo, como em 2012, com a gaúcha Gabriela Markus, que conquistou o quinto lugar, e no ano seguinte, com a mato-grossense Jakelyne Oliveira, que também conquistou um quinto lugar, além das classificações de Melissa Gurgel em 2014 e Marthina Brandt em 2015 entre as 15 finalistas. [14]

Em 2015,enfrentando uma severa crise financeira,a emissora revendeu o concurso para a empresa de televendas Polishop Mas,continua envolvida com o concurso,já que se mantém como responsável pela transmissão e pela divulgação do mesmo.[15].Nem mesmo a Organização Miss Universo e a Polishop se manifestaram oficialmente sobre o caso.

Agora sob a responsabilidade do empresário João Apollinário e dirigido por Karina Ades e novamente mudou de nome para Miss Brasil Be Emotion,que é a marca de maquiagem e cuidados pessoais do grupo.[16].

Sob a gestão de Apollinário,o Brasil manteve a sequência de bons resultados no concurso.Marthina Brandt terminou o Miss Universo 2015,entre as 15 semifinalistas. [17].

O segundo concurso da Era Polishop,o Miss Brasil 2016 é considerado um ponto sem volta na história do concurso.Aonde o recorde de candidatas negras foi batido.Eram 6 [18]

Consequentemente,um dos principais paradigmas da história do Miss Brasil foi quebrado.Trinta anos após a coroação de Deise Nunes no Miss Brasil 1986que até então era a única negra a vencer o concurso.A baiana Raissa Santana,representado o Paraná se tornou a segunda negra a ganhar o concurso.[19]. No Miss Universo 2016, Raissa também manteve a sequência de resultados de suas antecessoras e terminou o concurso entre as 13 semifinalistas.

O Regulamento[editar | editar código-fonte]

Para participar do concurso Miss Brasil, a candidata deve preencher os seguintes requisitos: [20]

  • Ser do sexo feminino;
  • Ser cidadã brasileira por um período de pelo menos 12 (doze) meses que antecedem a realização do concurso;
  • Residir no Brasil;
  • Ter no minimo 18 (dezoito) anos e no máximo 28 (vinte e oito) anos até o dia 31 de dezembro correspondente ao ano do concurso;
  • Não ser emancipada;
  • Nunca ter sido casada, nem ter tido casamento anulado;
  • Nunca ter sido mãe, não estar grávida;
  • Nunca ter sido fotografada ou filmada totalmente despida, expondo os seios e partes íntimas;
  • Nunca ter sido fotografada ou filmada em cena de sexo explícito; e
  • Ter estatura minima de 168 (cento e sessenta e oito) centímetros.

O regulamento do concurso permite que candidatas representem estados nos quais não nasceram ou não residam. Para competir na disputa nacional, as candidatas precisam apenas ser naturalizadas brasileiras por um período de pelo menos 12 (doze) meses que antecedem a realização do concurso. Diversas misses já representaram estados em que não nasceram, como Ângela Vasconcelos , nascida no Rio de Janeiro eleita Miss Brasil 1964 pelo estado do Paraná , Márcia Gabrielle, carioca, eleita Miss Brasil por Mato Grosso em 1985; Gislaine Ferreira, mineira, eleita Miss Brasil por Tocantins em 2003; e Débora Lyra, capixaba, eleita Miss Brasil por Minas Gerais em 2010. e mais recentemente Raissa Santana,baiana, que foi eleita Miss Brasil 2016 pelo Paraná.

O caso de maior repercussão por desobediência ao regulamento na história recente do concurso foi o da Miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, que quase teve o título estadual cassado por posar para a Revista Playboy de março de 2009, ainda em função de sua participação no Big Brother Brasil 9.

Obrigatoriamente, a interessada em ser candidata a miss municipal ou estadual ao Miss Brasil deve ser cidadã brasileira plena. A vencedora só pode participar do Miss Universo do ano em questão. mas essa regra não impede que algumas misses tentem outros títulos internacionais após o fim de seus reinados. Adriana Alves de Oliveira, por exemplo, foi Miss Brasil Universo em 1981 e três anos mais tarde,em 1984,foi Miss Brasil Mundo.

Estatura[editar | editar código-fonte]

Embora os critérios de estatura sejam mais complacentes nas etapas estaduais dos concursos, na final nacional do Miss Brasil Universo, Miss Brasil Mundo e Miss Brasil Globo. A exigência da final do Miss Brasil é de todos a mais rígida,a altura mínima é de 1,68.[21]

Etapas de Classificação[editar | editar código-fonte]

Até dois meses, há uma série de procedimentos de seleção. O primeiro deles, consiste na seleção das candidatas municipais para os concursos estaduais, cujas datas ficam sob critério e responsabilidade exclusiva de seus franqueados e/ou diretores regionais ou estaduais. No entanto, em estados onde não há concurso, a escolha da representante se dá por meio de casting, feito pela direção local ou então indicação feita entre modelos inscritas nos anos anteriores.

Concursos Estaduais[editar | editar código-fonte]

Os concursos estaduais são considerados eventos de grande importância histórica para o processo de eleição da Miss Brasil. Dentre os que são costumeiramente transmitidos ao vivo para seus respectivos estados, estão Miss São Paulo, Miss Rio de Janeiro, Miss Minas Gerais, Miss Pará e o Miss Rio Grande do Sul. Outros concursos, como por exemplo o Miss Amazonas, Miss Rio Grande do Norte, Miss Paraíba, Miss Piauí, Miss Santa Catarina, Miss Bahia, Miss Paraná e Miss Pernambuco, são exibidos em VT após serem realizados.

Durante o Concurso[editar | editar código-fonte]

Um mês antes da final nacional, as candidatas começam a cumprir agendas de compromissos para a emissora produtora do evento, como gravação de vinhetas, perfis individuais e fotos de divulgação. Depois, as misses encerram a preparação em seus estados e se dirigem a sede do concurso. Na semana do Miss Brasil, as candidatas posam para as fotos oficiais e para os perfis de votação online, participam dos ensaios, cumprem agenda de "city tour" na cidade-sede e, eventualmente, programação com autoridades. A Miss Universo reinante é, muitas vezes, a convidada de gala do evento e cumpre agenda paralela de atividades beneficentes determinadas por obrigações contratuais.

Televisão[editar | editar código-fonte]

As primeiras transmissões televisivas do Miss Brasil em rede nacional ocorreram a partir de 1970, na Rede Tupi. Até então, o concurso era mostrado para outros estados em VT com dias de atraso em relação à exibição para o público da cidade-sede. O SBT assumiu a transmissão e promoção do evento de 1981 a 1989. Com a mudança de direção, os concursos de 1991, 1992, 1994 e 1995 não foram televisionados. Depois de alguns hiatos, a Rede Record exibiu um VT do evento em 1996. De 1997 a 2001, emissoras da Rede Manchete, Rede Record e CNT transmitiram as finais em nível regional. O concurso voltaria a ser televisionado nacionalmente em 2002, pela Rede TV!, e pela Rede Bandeirantes desde 2003.

Diretores de Transmissão[editar | editar código-fonte]

O mais conhecido diretor geral de televisão do concurso Miss Brasil é Homero Salles, que dirigiu de 1981 até 1987 pelo SBT. Com o retorno do concurso à mídia em 2003, outros nomes como Marlene Mattos e Rodrigo Carelli executaram essa tarefa na Rede Bandeirantes.

Apresentadores[editar | editar código-fonte]

Nomes consagrados já passaram pelo posto de apresentador do Miss Brasil, o mais notável deles é Silvio Santos, que apresentou o concurso de 1981 a 1989, exceto em 1988, quando teve problemas nas cordas vocais e foi substituído por Murilo Nery. Em 1990, o SBT desistiu de realizar o evento e o Brasil ficou de fora do Miss Universo. Em 2011 e 2012, o concurso nacional foi apresentado por Adriane Galisteu. [22]. Nos anos de 2013 e 2014, a apresentadora titular do concurso foi a Miss Brasil 1999, Renata Fan que usualmente dividia o posto com um apresentador do sexo masculino. [23].

Vencedoras[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Brasil no Miss Universo

Para ver todas as vencedoras do Miss Brasil vá até Lista de Misses do Brasil

  • Abaixo constam apenas as dez últimas vencedoras do concurso:
Ano Estado Vencedora Local do Evento R
2007 Minas Gerais Minas Gerais Natália Guimarães Rio de Janeiro Rio de Janeiro [24]
2008 Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Natálya Anderle São Paulo São Paulo [25]
2009 Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte Larissa Costa São Paulo São Paulo [26]
2010 Minas Gerais Minas Gerais Débora Lyra São Paulo São Paulo [27]
2011 Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Priscila Machado São Paulo São Paulo [28]
2012 Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Gabriela Markus Ceará Fortaleza [29]
2013 Mato Grosso Mato Grosso Jakelyne Oliveira Minas Gerais Belo Horizonte [30]
2014 Ceará Ceará Melissa Gurgel Ceará Fortaleza [31]
2015 Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul Marthina Brandt São Paulo São Paulo [32]
2016 Paraná Paraná Raissa Santana São Paulo São Paulo [33]

Conquistas por Estado[editar | editar código-fonte]

Estado Títulos Vitórias
Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul 13 1956, 1963, 1972, 1986, 1993, 1999, 2001, 2004, 2006, 2008, 2011-12, 2015
Minas Gerais Minas Gerais 8 1961, 1971, 1978, 1983, 1995, 1997, 2007, 2010
São Paulo São Paulo 8 1967, 1973, 1974, 1976, 1977, 1984, 1991, 1994
Rio de Janeiro Rio de Janeiro 8 1958, 1959, 1960, 1965, 1966, 1970, 1980, 1981
Santa Catarina Santa Catarina 5 1969, 1975, 1988, 2002, 2005
Paraná Paraná 4 1964, 1992, 1996, 2016
Ceará Ceará 3 1955, 1989, 2014
Mato Grosso Mato Grosso 3 1985, 2000, 2013
Bahia Bahia 3 1954, 1962, 1968
Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte 2 1979, 2009
Tocantins Tocantins 1 2003
Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul 1998
Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal 1987
Pará Pará 1982
Amazonas Amazonas 1957

Conquistas por Regiões[editar | editar código-fonte]

Região Títulos Estados
Southeast Region in Brazil.svg Sudeste 24 Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro (8);
South Region in Brazil.svg Sul 22 Rio Grande do Sul (13); Santa Catarina (5) e Paraná (4);
Northeast Region in Brazil.svg Nordeste 8 Bahia e Ceará (3); Rio Grande do Norte (2);
Central-West Region in Brazil.svg Centro-Oeste 5 Mato Grosso (3); Distrito Federal e Mato Grosso do Sul (1);
North Region in Brazil.svg Norte 3 Amazonas, Pará e Tocantins (1);

Ranking[editar | editar código-fonte]

  • Já atualizado com a versão mais recente do concurso, 2016:
R Estado MB S T
01º. Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul 13 5 8 5 3 17 51
02º. São Paulo São Paulo 8 12 4 4 7 21 56
03º. Rio de Janeiro Rio de Janeiro 8 7 10 8 3 26 62
04º. Minas Gerais Minas Gerais 8 6 8 3 6 19 50
05º. Santa Catarina Santa Catarina 5 3 1 4 1 25 39
06º. Paraná Paraná 4 3 5 2 3 22 39
07º. Bahia Bahia 3 3 4 4 21 35
08º. Mato Grosso Mato Grosso 3 2 1 4 2 14 26
09º. Ceará Ceará 3 2 1 2 3 12 23
10º. Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte 2 3 1 3 2 9 20
11º. Amazonas Amazonas 1 3 2 15 21
12º. Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal 1 2 6 4 1 15 29
13º. Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul 1 1 1 2 9 14
14º. Pará Pará 1 2 2 1 13 19
15º. Tocantins Tocantins 1 1 3 5
16º. Pernambuco Pernambuco 5 2 4 3 13 27
17º. Goiás Goiás 3 2 3 1 18 27
18º. Acre Acre 1 1 1 3 6
19º. Rondônia Rondônia 1 1 4 6
20º. Roraima Roraima 1 1 2
21º. Maranhão Maranhão 2 4 6
22º. Espírito Santo (estado) Espírito Santo 1 2 14 17
23º. Sergipe Sergipe 1 6 7
24º. Paraíba Paraíba 1 4 7 12
25º. Amapá Amapá 1 4 5
26º. Alagoas Alagoas 1 4 5
27º. Piauí Piauí 4 4
      Os cinco melhores Estados em número de classificações.
      Os cinco piores Estados em número de classificações.

Observações[editar | editar código-fonte]

  1. As posições adquiridas com o arquipélago de Fernando de Noronha, entram na contagem para o Estado de Pernambuco.
  2. As posições adquiridas com o antigo estado da Guanabara e do Distrito Federal (1891-1960), entram na contagem para o Rio de Janeiro.
  3. O título de Miss Sílvio Santos em 1981 entra na contagem para São Paulo pois a candidata é natural do Estado.
  4. O título de 2002 não entra na contagem para o Rio Grande do Sul, visto que a vencedora foi destronada.
  5. As duas classificações do Rio Grande do Sul (em 1991) entram no ranking para o Estado.
  6. Como não foi anunciado em 1991, as posições de Goiás e Rio de Janeiro entram como semifinalista.
  7. Como não foi anunciado em 1992, as posições de Santa Catarina e São Paulo entram como semifinalista.

Carreiras Pós-concurso[editar | editar código-fonte]

Televisão, Cinema e Teatro[editar | editar código-fonte]

Misses em Reality-Shows[editar | editar código-fonte]

Misses Falecidas[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Primeira Miss Brasil era de Santos». Novo Milênio. Consultado em 30 de abril de 2013 
  2. «História do concurso». Palmas Convention e Visitors Bureau. Consultado em 30 de abril de 2013 
  3. «History - Miss Universe». Miss Universe.com. Consultado em 30 de abril de 2013 
  4. «Miss Universe 1966 - Margareta Arvidsson». Global Beauties. Consultado em 30 de abril de 2013 
  5. «Miss Universe 1968». Pageantopolis. Consultado em 30 de abril de 2013 
  6. «1971 - Lúcia Tavares Petterle - Guanabara». Miss Brasil World. Consultado em 30 de abril de 2013 
  7. «A Ditadura Derrotada». Google Livros. Consultado em 30 de abril de 2013 
  8. «The G2 Ranking». Global Beauties. Consultado em 30 de abril de 2013 
  9. «Miss Brasil leva Band ao primeiro lugar no Ibope». Folha Online. Consultado em 30 de abril de 2013 
  10. «Brasileira fica em segundo lugar no Miss Continente Americano 2009». UOL. Consultado em 30 de abril de 2013 
  11. «Miss International Beauty 2009». Pageantopolis. Consultado em 30 de abril de 2013 
  12. «Miss Universe 2011». Pageantopolis. Consultado em 30 de abril de 2013 
  13. «Band Minas lança concurso inédito de miss». Patrocínio Hoje. Consultado em 20 de janeiro de 2013 
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  15. UOL. http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/11/18/polishop-compra-miss-brasil-para-bombar-maquiagem-vendida-em-lojas-e-na-rua.htm. Consultado em 19 de janeiro de 2017  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
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  17. «Com falha em anúncio da vencedora, filipina ganha o Miss Universo 2015». 21 de dezembro de 2015 
  18. «Miss Brasil: edição 2016 tem o maior número de candidatas negras da história do concurso!». Revista Donna. 2 de outubro de 2016 
  19. Camila Saccomori (2 de outubro de 2016). «Deise Nunes celebra nova Miss Brasil negra: "Já estava mais do que na hora"!». Revista Donna 
  20. «Regulamento do Miss Brasil etapa Mato Grosso do Sul de 2012» (PDF). Arena Models. Consultado em 25 de fevereiro de 2013 
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