Miss Brasil 1956

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Miss Brasil 1956
Data 16 de Junho de 1956
Candidatas 22
Local Palácio Quitandinha
Cidade Petrópolis, Rio de Janeiro

Miss Brasil 1956 foi a 3ª edição do Miss Brasil, válido para a disputa de Miss Universo 1956. O concurso que elegeu a catarinense, porém residente no Rio Grande do Sul desde pequena, Maria José Cardoso foi realizado no dia 16 de junho de 1956 no hotel Quitandinha, localizado em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Sob patrocínio dos Diários e Emissoras Associados, o certame conseguiu reunir vinte e duas (22) distintas moças de diversos Estados brasileiros em busca do título sucessório de Emília Correa Lima.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Colocações[editar | editar código-fonte]

Posição Estado & Candidata
Vencedora
2º. Lugar
3º. Lugar
4º. Lugar
  • Ceara-antiga.png Ceará - Maria de Jesus Holanda 1
6º. Lugar
  • Pará Pará - Luzia Aliete Borges

1 As candidatas ficaram empatadas em quarto lugar com um voto cada.

Ordem do Anúncio[editar | editar código-fonte]

  1. Rio Grande do Sul
  2. São Paulo
  3. Estado do Rio
  4. Distrito Federal
  5. Ceará
  6. Pará

Jurados[editar | editar código-fonte]

Treze jurados avaliaram as candidatas:

  1. Leão Veloso, escultor;
  2. Herbert Moses, presidente da ABI;
  3. Srº. Maurício de Medeiros, Ministro da Saúde;
  4. Drº. Peregrino Júnior, jornalista, médico e escritor;
  5. Srº. Clóvis Salgado, Ministro da Educação & Cultura;
  6. Cecília Meireles, jornalista, pintora, poetisa e professora;
  7. Miguel Calmon, diretor super-intendente dos "Diários Associados";
  8. Michel Mattar, representante de "Organdi Paramount";
  9. Alfredo Brum, representante dos maiôs "Catalina";
  10. Srº. Negrão de Lima, prefeito do Distrito Federal;
  11. Yolanda Pereira, Miss Universo 1930;
  12. Osvaldo Teixeira, pintor e professor;
  13. Dulcina de Moraes, atriz;

Candidatas[editar | editar código-fonte]

Disputaram o título este ano:

Histórico[editar | editar código-fonte]

Substituição[editar | editar código-fonte]

Destronamento de Aniko[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Miss Estado do Rio 1956

Apesar de nascida em Teresópolis, a descendente de húngaros Aniko Csettkey não conseguiu comprovar sua nacionalidade brasileira pois não tinha a certidão de nascimento. De posse desta informação, os Diários Associados e o jornal "O Estado" (promotor do concurso) resolveram retirar o título de Aniko e transferí-lo para a Miss Niterói, Ely de Azevedo Pires que havia ficado em segundo lugar.

Oficialmente, aos jornais da época, alegaram a desistência de Aniko por "enfermidade" e "problemas de família", mais precisamente: "recomendação médica para que se abstenha de esforços físicos e emoções fortes pelo prazo mínimo de sessenta dias". Segundo o regulamento do concurso promovido pelos "Diários Associados" sob o patrocínio exclusivo de Organdi-Paramount que estatui no item de nº 14: "Se, por motivo de força maior, a vencedora em qualquer Estado ou Território não puder viajar para as semi-finais no Rio e São Paulo, deverá comparecer a segunda colocada. Proceder-se-à de acordo com o mesmo critério no caso de Miss Brasil ficar impedida, por qualquer motivo de seguir para os Estados Unidos". [1]

Em cerimônia na TV Tupi, no dia 3 de Junho de 1956, Ely foi empossada pelo senhor Rubens Falcão, secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Empate com 6 finalistas[editar | editar código-fonte]

O júri formado por treze (13) personalidades da sociedade brasileira nos anos 50 deveria apenas escolher cinco (5) finalistas, mas acabou escolhendo seis (6): Rio Grande do Sul (13 votos), São Paulo (10), Distrito Federal (9), Ceará (6), Pará (5) e Estado do Rio (5). Razão: um empate entre as duas últimas. Retiraram-se os juízes para uma sala secreta. Conversaram com as candidatas, como aliás já haviam feito antes, numa entrevista geral, antes da final. Voltaram com o nome da vencedora: Miss Rio Grande do Sul, Maria José Cardoso, com 5 votos. Outras votadas: Misses São Paulo (4), Distrito Federal (2), Estado do Rio (1) e Ceará (1), cabendo à Miss Pará, a última colocação com zero ponto.

Referências

  1. Jornal Diário da Noite, Nº 6.107 de 02 de Junho de 1956