Mitato

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Mitato (em grego: Μιτάτο, μιτᾶτον ou μητᾶτον , "refúgio" ou "hospedagem"; em latim: metor , "medir" ou "acampar") é um termo bizantino que surgiu no século VI e se referia a uma pousada ou casa de comércio para comerciantes estrangeiros, semelhante a uma caravançarai. Por extensão, também pode referir-se à obrigação legal de um cidadão privado de alojar funcionários estatais ou soldados. Como alternativa, no século X, Constantino Porfirogênito usou o termo para se referir as fazendas estatais da Anatólia.[1]

Na Grécia moderna e, especialmente, sobre as montanhas de Creta, um mitato (plural mitata) é uma cabana construída de pedras que é utilizada para dar abrigo aos pastores de caprinos, bem como para a fabricação de queijo. O Monte Ida (também chamado Monte Psiloritis), no centro de Creta, é particularmente rico em pedras planas para a construção destas estruturas.[2][3][4]

Referências

  1. Kazhdan 1991, p. 1385
  2. Plymakis 2008, p. 630
  3. Blitzer 1990, p. 34-41
  4. Ivanovas 2000, p. 183

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium (Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press). ISBN 0-19-504652-8. 
  • Plymakis, Antonis (2008). Koúmoi-Mitáta kai Boskoi sta Leuká Ori kai Psiloriti (Chania [s.n.]). 
  • Blitzer, Harriet (1990). Pastoral Life in the Mountains of Crete. An Ethnoarchaelogical Perspective, in Expedition 32 [S.l.: s.n.] 
  • Ivanovas, Sabine (2000). Where Zeus Became a Man (with Cretan Shepherds) Efsthiadis Group Editions [S.l.]