Mitologia iorubá

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A mitologia dos iorubás engloba toda a visão de mundo e as religiões dos iorubás, tanto na África (principalmente na Nigéria e na República do Benim) quanto no Novo Mundo, onde influenciou ou deu nascimento a várias religiões, tais como a santería em Cuba e o candomblé e a umbanda no Brasil. A mitologia iorubá é definida por Itans de Ifá.

Representação de Eleggua na Venezuela feita em concreto.
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Mito da criação[editar | editar código-fonte]

Na mitologia iorubá, o deus supremo é Olorum, chamado também de Olodumare. Não aceita oferendas, pois tudo o que existe e pode ser ofertado já lhe pertence na qualidade de criador de tudo o que existe em todos os nove espaços do Orun.

Há algumas variantes do mito da criação iorubá, mas, de uma forma geral, há três principais raízes mitológicas, que ainda diferenciam-se em detalhes, mas que mantêm uma linha central.[1][2]

Em algumas, Obàtálá é o criador, não só do mundo, como também da humanidade, criando simultaneamente, no òrun (mundo espiritual) e no ayé (mundo material).

Em outras, Òduduwà cria o mundo após Obàtálá falhar na sua missão por haver embriagado com o emu (vinho de palma), restando, a ele, o poder da criação da humanidade no òrun e no ayé.

Em outra variante, esta mais recente, é Òrúnmìlà (a divindade do oráculo Ifá) o criador da Terra, enquanto Obàtálá é o responsável pela criação da humanidade em ambos os níveis.

Principais orixás[editar | editar código-fonte]

Na mitologia iorubá, Olodumare, também chamado de Olorum, é o Deus supremo do povo Iorubá, que criou as divindades, chamadas de orixás no Brasil e irunmole na Nigéria, para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas que não são considerados deuses e sim ancestrais divinizados após a morte.

Orixás[editar | editar código-fonte]

  • Exu, orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ogum, orixá do ferro, guerra, e tecnologia.
  • Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
  • Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca, filho de Oxóssi e de Oxum.
  • Xangô, orixá da pedreira, protetor da justiça.
  • Ayrà, usa cores brancas, tem profundas ligações com Oxalá.
  • Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas, como também da saúde e da revigoração.
  • Oxumarê, orixá da "chuva" e do arco-íris.
  • Ossaim, orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos.
  • Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, trovão e do Rio Niger
  • Oxum, orixá feminino dos rios, cachoeira, do ouro, amor e fertilidade e particularmente do rio Osun em Osogbo.
  • Iemanjá ou Yemanjá, orixá feminino dos mares , mãe de todos os Orixás de origem yorubana.
  • Nanã, orixá feminino das águas das chuvas, dos pântanos, da lama e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana.
  • Yewá, orixá feminino do rio Yewa, senhora da vidência, a virgem caçadora.
  • Obá, orixá feminino do rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã.
  • Axabó, orixá feminino da família de Xangô
  • Ibeji, orixás gêmeos, protetor das crianças.
  • Iroko, orixá da árvore sagrada (conhecida como gameleira branca no Brasil).
  • Egungun, ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna.
  • Onilé, orixá relacionado ao culto da terra.
  • OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado Orixá, Pai de todos os Orixás e dos seres humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, orixá da Adivinhação e do destino.
  • Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yorubas.
  • Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.
  • Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.
  • Olokun, orixá divindade do mar.
  • Olossá, orixá dos lagos e lagoas
  • Oxalufon, orixá velho e sábio, que tem ligação com oxalá.
  • Oxaguian, orixá jovem e guerreiro, que também tem ligação com oxalá.
  • Orixá Oko, orixá da agricultura.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Os iorubás deixaram uma presença importante no Brasil, e particularmente muito significativa no estado brasileiro da Bahia:

No Brasil, já foi elaborado um organograma contemplando os principais orixás conhecidos no Brasil, e mostrando algumas de suas principais características, em "Mitologia dos Orixás" (PRANDI, 2007), "Contos e Lendas Afro-brasileiros", "A Criação do Mundo" (PRANDI, 2007) e "Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros" (CACCIATORE, 1988).[5]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil – contribuição a uma sociologia das interpenetrações de civilizações. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1971
  • CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário de cultos afro-brasileiros. Rio de Janeiro:Forense Universitária, 1977
  • LOPES, Nei. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2006
  • PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2000
  • Contos e lendas afro-brasileiros – a criação do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007
  • SILVA, W. W. da Matta e (Yapacani). Umbanda do Brasil. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1969

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]