Mitologia banta

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Estátua africana de madeira representando Zambi

A mitologia banta é o sistema de mitos e lendas dos bantos de África.[1] Embora os povos bantos respondam por várias centenas de diferentes grupos étnicos, existe um alto grau de homogeneidade nas culturas bantas e mitologias, assim como em línguas bantas.[2] A expressão mitologia banta geralmente refere-se às divindades tradicionalmente cultuadas e aos temas comuns e recorrentes que são encontrados em todas ou a maioria das culturas bantas.[3]

A mitologia banta no Brasil[editar | editar código-fonte]

Os bantos que foram escravizados e levados para o Brasil levaram, consigo, cantigas e rezas em quimbundo, quicongo, umbundo e outras línguas bantas. Muitas dessas cantigas e rezas se perderam com o tempo, até mesmo por haver a associação no Brasil com as tradições Jejes e nagôs, que acabaram modificando alguns elementos bantos originais. As divindades bantas são mais cultuadas nos terreiros de Candomblé Banto no Brasil são:

Pambu Njila - Incoce - Catendê - Mutalambô - Caviungo - Quitembo - Zaze - Angorô - Matamba - Dandalunda - Gangazumba - Lemba - Lembarenganga.

Acima de tudo, no entanto, está Zambi (um dos seus títulos), Deus criador de todas as coisas. Alguns povos bantos chamam Deus de Calunga; outros nomes ainda associam-se a estes. O culto a Zambi não tem forma nem altar próprio. Só em situações extremas se reza para e se invoca Zambi: geralmente, fora das aldeias, em beira de rios, embaixo de árvores, ao redor de fogueiras etc. Não tem representação física, pois os Bantos o concebem como o "incriado": representá-lo seria um sacrilégio, uma vez que ele não tem forma. No final de todo ritual, Zambi é louvado, pois Zambi é o princípio e o fim de tudo.

Referências

  1. ALICE WERNER (1933). «MYTHS AND LEGENDS OF THE BANTU» 
  2. Ver Werner, chapt. 1
  3. Ver Lynch, p. xi