Mitologia romana

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Estátua da deusa Fama na Universidade de Belas Artes de Dresden, Alemanha

Mitologia romana é estudo das lendas da Roma Antiga, usadas para explicar a formação do mundo, os fenômenos da natureza, os sentimentos e sensações físicas dos humanos e a evolução do conhecimento; de uma maneira pagã. Surgida em meados do século VIII a.C. com a fundação de Reino de Roma, vigorou por mais de mil anos na península Itálica.

O romano, que impregnava a sua vida pelo numen, uma força divina indefinida presente em todas as coisas, estabeleceu com os deuses romanos um respeito escrupuloso pelo rito religioso – o Pax deorum – que consistia muitas vezes em danças, invocações ou sacrifícios.[1]

Ao lado dos deuses domésticos, os romanos tinham diversas tríades divinas, adaptadas várias vezes ao longo das várias fases da história. Assim, à tríade primitiva constituída por Júpiter (senhor do universo), Marte (deus da guerra) e Quirino (o rei Rômulo, mitológico fundador de Roma), os etruscos inseriram o culto das deusas Minerva (deusa da inteligência e sabedoria) e Juno (rainha do céu e esposa de Júpiter),

Com a república surgiu Ceres (deusa da Terra e dos cereais), Líber e Libera. Mais tarde, a influência grega inseriu uma adaptação para o panteão romano do deus grego do comércio e da eloquência (Mercúrio) sob as feições de Hermes, e o deus grego do vinho (Baco), como Dionísio.

Gênese[editar | editar código-fonte]

Alguns dos deuses romanos foram inspirados nos deuses gregos mas também alguns de origem etrusca colaboraram para a primeira fase da religião. Posteriormente os sincretismos com os egípcios, fenícios e frígios deram sua configuração final.

Mitos e rituais[editar | editar código-fonte]

Estátua do deus Lupércio em Pompeia. Esta divindade era uma das poucas exclusivamente romanas; que conseguira resistir à analogia entre e Silvano.

A mitologia romana consistia de um sistema bastante desenvolvido de rituais, escolas de sacerdócio e grupos relacionados a deuses. Também apresentava um conjunto de mitos históricos acerca da glória e da fundação de Roma envolvendo personagens humanos com ocasionais intervenções divinas. As divindades romanas que surgiram antes da analogia grega eram Abeona, Ana Perena, Belona, Carmenta, Fama, Fames, Fauna, Flora, Fornax, Fortuna, Jano, Juturna, Lares, Ísis, Líber, Libitina, Lúlio, Lupércio, Míser, Múrcia, Nemestrino, Pilumno, Picumno, Pomona, Roma, Vertumno, Quirino, Telumo e Término.

Em sua maioria foram associados a deuses gregos, mas em mitos que não eram idênticos; alguns poucos foram exclusivamente romanos. Outros como Somnos foram adaptados dos gregos, mas com interpretação diferente; neste caso Somno não ocupa apenas o conto de Hipnos, mas também de seus filhos Fântaso e Fantasia. Maia, para os romanos era a única filha de Atlas e Pleione; e não umas das sete plêiades, solitária e excepcional, o que justamente teria atraído a atenção de Júpiter.

Deuses e divindades[editar | editar código-fonte]

Por ordem alfabética:

Deuses Representa
Anteros deus da delusão e do fim das paixões
Baco deus das festas, do vinho, do lazer e do prazer; originalmente cultuado com o nome de Líber
Belona deusa da guerra.
Ceres deusa da agricultura, do casamento e dos cereais
Cibele deusa da gênese da vida e da Terra, alcunhada como Magna Mater
Concórdia deusa da harmonia e paz nos lares.
Cupido deus da paixão
Diana deusa da caça, dos desportos e dos animais selvagens
Dis deus da riqueza
Discórdia deusa da maldição e das desgraças
Esculápio deus da medicina
Fauna deusa da fertilidade e feminilidade, alcunhada como Bona Dea
Febo da música e da poesia, irmão gêmeo de Diana
Fortuna deusa do desenvolvimento urbano, do destino e da sorte
Jano deus com dois rostos que cuida da porta dos céus. Um virado para o passado e o outro para o futuro.
Juno deusa da força vital, deusa dos deuses
Justiça deus da justiça e da vingança
Júpiter deus dos deuses, senhor do Universo, e dos céus
Lares espírito ancestral protetor da casa e da família
Leto deus da morte e da velhice
Marte deus das armas, dos camponeses, da virilidade e do trabalho árduo
Mercúrio deus do comércio, da diplomacia, da eloquência e da ladroeira
Minerva deusa da sabedoria, da arquitectura, engenharia, estratégia bélica e das artes
Neptuno deus dos mares
Plutão deus do submundo, das almas e dos tesouros subterrâneos
Silvano deus das florestas, da pecuária e do pânico
Saturno deus do tempo e das trevas primordiais, primeiro deus do universo e pai de Júpiter
Vênus deusa do amor e da beleza
Vulcano deus do fogo, da lava e da metalurgia

Referências

  1. A Religião Romana,Página acessada em 12/06/2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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