Moby Dick

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o livro de Herman Melville. Para outros significados, veja Moby Dick (desambiguação).
Moby Dick
Moby Dick
Moby Dick A Baleia Branca (PT)
Página inicial do romance em Inglês
Autor (es) Herman Melville
Idioma Inglês
Género Romance de aventura, épico, história do mar
Editora Harper & Brothers (Estados Unidos)
Richard Bentley (Grã-Bretanha)
Lançamento 18 de outubro de 1851  Reino Unido
14 de novembro de 1851  Estados Unidos
Páginas 635 (primeira edição nos Estados Unidos)
Edição portuguesa
Tradução Pedro Rosal
Editora Dois Continentes
Lançamento 1954
Páginas 110
Edição brasileira
Editora Cosac & Naify
Páginas 656
ISBN 9788575036709

Moby Dick é um romance do autor estadunidense Herman Melville. O nome da obra é o do cachalote enfurecido, de cor branca, que havendo sido ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu destruí-los. Originalmente foi publicado em três fascículos com o título de Moby-Dick ou A Baleia em Londres em 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral.[1] O livro foi revolucionário para a época, com descrições intrincadas e imaginativas das aventuras do narrador - Ismael - suas reflexões pessoais e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça a elas, arpões, a cor branca (de Moby Dick), detalhes sobre as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das baleias.

O romance foi inspirado no naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão George Pollard, quando este foi atingido por uma baleia e afundou[2]

Enredo[editar | editar código-fonte]

A obra foi inicialmente mal recebida pelos críticos, assim como pelo público, mas com o passar do tempo tornou-se uma das mais respeitadas da literatura em língua inglesa, e seu autor é agora considerado um dos maiores escritores estadunidenses.

O livro abre-se com uma das mais famosas citações da língua inglesa: "Chamai-me Ismael."

O início de uma grande amizade[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história começa quando Ismael, já veterano do mar, decide embrenhar-se em um outro ramo da atividade marítima, a pesca de baleias. Para tal, viaja para uma região norte-americana especializada na referida pesca, e por vias, instala-se na hospedaria "O Espiráculo", onde conhece Queequeg, o seu melhor amigo. Embarcam no navio The Pequod, mas antes Ismael recebe um aviso de um homem velho que o capitão, conhecido como Avelar, é louco e muito se compara com o diabo e seu navio, como o inferno. Avelar possui "demônios". E também anuncia que tem um único e verdadeiro amor: a baleia Moby Dick.

Hora de partir[editar | editar código-fonte]

A viagem baleeira tem a previsão de três anos de duração. O interesse da tripulação do Pequod é a obtenção de lucro a partir da pesca de baleias para extração de gordura, espermacete - fino produto e amplamente usado na época - e outros subprodutos da pesca. Todavia, o capitão Ahab tem por objetivo particular confrontar-se com Moby Dick, o cachalote responsável por arrancar-lhe a perna. Moby Dick é tido como um monstro pelos baleeiros, os quais, segundo o autor, evitam confrontar-se com ele quando o avistam. Melville vale-se de várias reflexões particulares para transformar o cotidiano de um navio baleeiro, bem como a pesca em si e as finalidades de tal labor (detalhes esses que o autor descreve exaustivamente) para construir uma metáfora acerca da condição do homem moderno.

A batalha entre razões[editar | editar código-fonte]

A hora da batalha entre a razão humana e o instinto animal é começada. Em meio aos desdobramentos das loucuras e acessos de raiva devido à ambição do Capitão, a baleia curiosamente se choca contra a quilha do navio, que entra em estado de instabilidade enquanto seus tripulantes tentam escapar, e aqueles que entraram nos botes para se confrontar com Moby Dick acabam tendo que esperar pela morte (pois todos os botes são destruídos). O final de Moby Dick é previsível, mas isso não tira pontos da obra, pois também é incessantemente surpreendente. Sabia-se que o destino não guardava flores para Ahab, e sim espinhos, pois a lição filosófica da obra é que o homem quando dá-se por extremamente ambicioso acaba perdendo tudo que mais preza, no caso da metáfora construída, o Pequod e a vida. Tendo seu melhor amigo Queequeg morrido naquele mesmo dia, Ismael estava sozinho em meio aos escombros e aos corpos (todos mortos). Pois que, quando não lhe restavam mais esperanças, o caixote onde Queequeg seria velado, segundo sua crença pagã, emerge da água para que o sobrevivente seja salvo. E, assim, ao gosto das ondas, o marinheiro é levado para casa. Tempos depois de ter vivido o sabor da sua amarga aventura e ter visto o quanto o homem pode ser tolo por razões tão naturais como o instinto animal, e criar seus fantasmas justamente por sua pretensão, Ismael não tem mais vontade de voltar para o mar. Deveras, já vira de tudo.

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Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Moby Dick foi um desenho animado da Hanna-Barbera, exibido pelo canal estadunidense CBS durante o período de 1967-1969 (no original Moby Dick and the Mighty Mightor).

No desenho, dois adolescentes Tom e Tub são resgatados pela grande baleia branca Moby Dick após um naufrágio. Juntos com o mascote Scooby, eles enfrentam os perigos do fundo do mar.

Em um episódio do desenho de Tom e Jerry, Tom e Jerry se deparam na embarcação The Pequod e encontram Dick Moe (paródia de Moby Dick) e o capitão.

Aparece também como sátira em um desenho do Pica-Pau, intitulado "Dopey Dick", onde a cor da baleia é rosa ao invés do branco.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Moby-Dick; or, The Whale: Publishing history" - Melville Society. "A primeira edição britânica (intitulada de The Whale), publicada em três volumes em 18 de outubro de 1851 por Richard Bentley, foi censurada por "ofender a sensibilidade política e moral". A primeira edição americana foi publicada em 14 de novembro 14 de 1851 pela editora Harper & Brothers."
  2. Encontrados os restos do navio de capitão que inspirou "Moby Dick" Portal GRPCOM - edição de 12 de fevereiro de 2010
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