Mogi Mirim Esporte Clube

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mogi Mirim
Mogi Mirim EC.svg
Nome Mogi Mirim Esporte Clube
Alcunhas Mogi
Sapão
Carrossel Caipira
Terror do Interior
Sapo
Sapão da Mogiana
Mascote Sapo
Fundação 1 de fevereiro de 1932 (90 anos)
Estádio Estádio Vail Chaves
Localização Mogi Mirim, SP
Presidente Luiz Henrique de Oliveira
Patrocinador(a) WKM Solutions
Material (d)esportivo Ludi Sports
Competição Paulistão - Série B
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual

O Mogi Mirim Esporte Clube é um clube brasileiro da cidade paulista de Mogi Mirim, no interior do estado de São Paulo. Fundado em 1º de fevereiro de 1932, suas cores são vermelho e branco. É popularmente conhecido como Sapão.

História[editar | editar código-fonte]

O Mogi Mirim é a equipe profissional mais antiga da sua cidade. Logo em seu primeiro ano de vida, se inscreve na disputa do Campeonato Amador do Interior. No ano seguinte, sagra-se campeão. Mas é apenas na década de 1950 que a equipe se profissionaliza. Disputa a Terceira Divisão (atual A3) até 1975, com vários intervalos, sem o mesmo destaque do amadorismo.

Na década de 1980, com a entrada de Wilson Fernandes de Barros no comando administrativo do clube, a equipe dá uma grande arrancada e chega à Primeira Divisão (atual A1), em 1986. Em 1985, conquistou o título da Segunda Divisão (atual A2), fato que viria a se repetir em 1995, depois de sua queda, em 1994.

Carrossel Caipira[editar | editar código-fonte]

Ficou famoso no Campeonato Paulista, temporada de 1993, tendo ganhado a alcunha de "Carrossel Caipira", graças a formação tática adotada em 1992, com estilo parecido ao do Carrossel holandês na Copa de 74. O encaixe do elenco foi perfeito.[1] De tanto girar, o Carrossel Caipira atordoou adversários por onde passou. Para os grandes clubes da capital, o Sapo ficou conhecido como o time do interior mais difícil de ser batido.

Tamanho foi o êxito do elenco comandado por Vadão que em 1992 o Sapo conquistou o título da "Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol" e do Grupo Amarelo do Campeonato Paulista.[1] Por pouco o time não chegou à final do Paulistão. No ano seguinte, o Carrossel continuou a girar realizando belas partidas, como quando venceu a forte equipe do Palmeiras no Palestra Itália, por 2x1, além de ter vencido o Torneio Ricardo Teixeira e conquistado o vice do Torneio João Havelange, em partida decidida nos pênaltis contra o Vasco da Gama, sendo esta a última competição do Carrossel Caipira.[2][3][4][5]

No meio de 1993, terminava o “tour” do Carrossel Caipira, desmontando o time.

Em 2010, este time foi tema do documentário "Carrossel Caipira: o fenômeno tático do interior".[2]

Fase Pós-Carrossel Caipira[editar | editar código-fonte]

No ano seguinte, o clube venceu o Torneio Ricardo Teixeira. Em 1995, o Mogi Mirim EC novamente conquistou o título do Campeonato Paulista da Série A-2. Em sua história também se destacam o vice-campeonato da Série-C do Campeonato Brasileiro, em 2001, e o título do Campeonato Paulista Sub-20, em 2006.

Campanha do Mogi Mirim de 2010 - Atualmente[editar | editar código-fonte]

2010 - O Mogi Mirim entrou no Paulistão, com o intuito de não cair, isso porque em 2009 escapou por pouco de um rebaixamento, conseguiu ficar seguro no meio da tabela, na 12ª colocação com 24 pontos,e assim conquistando uma vaga para a Copa Paulista que seria disputada no segundo semestre. Na Copa Paulista o Mogi Mirim não conseguiu passar da 1ª fase.

2011 - Participou apenas do Campeonato Paulista ficando na 11ª colocação com 25 pontos.

2012 - No Campeonato Paulista, o Mogi Mirim conseguiu se classificar em 6º lugar para as quartas de final, perdendo pro Santos de Neymar por 2X0 na Vila Belmiro, mesmo assim conquistou a vaga para disputar o Troféu do Interior, vencendo todos os seus jogos contra o Oeste (3X2) e contra o Bragantino na final do torneio (2X4) - (4x2), conquistando o título. Com uma campanha notável e brilhante, o Mogi Mirim conseguiu uma vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D do ano seguinte. Na série D, o Mogi estava no Grupo A7, ao lado de Cerâmica, Cianorte, Concórdia e Marília, lutando até a última rodada pela vaga e conseguiu. Nas oitavas de final, enfrentou o Metropolitano e conseguiu a vaga às quartas de final graças ao gol marcado fora de casa. Nas quartas de final, o Sapão voltou a enfrentar o Cianorte. Após os dois jogos ficarem com resultados iguais (2X1), a decisão foi para os pênaltis e o Mogi venceu por 4X2, avançado às semifinais e o tão sonhado acesso à Série C. Na semifinal, enfrentou o CRAC. Sendo eliminado pela equipe goiana, o Sapão não conseguiu a vaga à decisão da competição, mas não importava mais, pois o Mogi Mirim já havia sido promovido à Série C 2013.

2013 - o Sapão consegue mais um feito honroso em sua história, chegando às semifinais do Campeonato Paulista, eliminando o Botafogo-SP por 6 a 0. Nas semifinais, acabou sendo eliminado por 5 a 4 nos pênaltis pelo Santos depois de jogar de igual para igual e ter ficado 1 a 1 no tempo normal. Com isso o Mogi chegou na Série C de 2013 como um dos favoritos ao título do campeonato. Acabou em 5º lugar de seu grupo, não se classificando para a fase decisiva da competição.

2014 - Depois de três campanhas notáveis no Campeonato Paulista de Futebol o Mogi Mirim decepcionou o seu torcedor. Depois de um início sem muito destaque, o time apenas brigou para não cair. Livrou-se apenas na última rodada, com a vitória de 4 a 0 sobre a Ponte Preta em Campinas. Já no Campeonato Brasileiro Serie C, teve ótimos resultados durante o campeonato na fase de grupos. Em 18 jogos disputados, o Sapão acumulou 9 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, assim se classificando em 2° lugar do Grupo B às quartas de final da competição. Nas quartas de final, a equipe enfrentou o Salgueiro, vencendo o primeiro confronto por 1X0 no Estádio Cornélio de Barros (que é popularmente conhecido como Salgueirão). Depois o Mogi Mirim só teve a missão de empatar em casa para conseguir o acesso à Série B de 2015, e a missão foi bem-sucedida: empatou em casa por 0x0 e avançou às semifinais da Série C. Já com a vaga assegurada e garantida ao Brasileirão - Série B 2015, o Mogi teve um duro confronto na semifinal contra o Paysandu, sendo o primeiro jogo no Estádio Leônidas Sodré de Castro (popularmente conhecido como Curuzu) amargando uma derrota de 4X1. Já sem muitas chances de uma vaga à final da competição, o Mogi Mirim ganhou em casa no Estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira (popularmente conhecido como Romildão) por 2X1, sendo assim eliminado nas semifinais da Série C pela soma dos resultados: Paysandu 5X3 Mogi Mirim.

2015 - O Mogi Mirim veio empolgado para o Paulistão após ter conquistado a tão sonhada vaga à Série B, fazendo um campeonato seguro (não se classificou, mas também não foi rebaixado). Já para a disputa da Série B, o Mogi foi um fracasso total, ficando na última colocação com apenas 23 pontos em 38 jogos, sendo apenas 4 vitórias, 11 empates e 23 derrotas,[6] 8 pontos atrás do penúltimo colocado, o Boa Esporte, com 31 pontos e foi rebaixado à Série C 2016. A partir daí, clube passou a acumular rebaixamentos um atrás do outro, além de diversas brigas internas.

2016 - Após o ano anterior conturbado, a FPF decide que o Campeonato Paulista deveria mudar, e que os números de participantes na primeira divisão deveriam diminuir, por isso, o Pauistão 2016 teria um numero maior de equipes rebaixadas, (passaria de 4 para 6). O Mogi Mirim foi rebaixado mais uma vez, agora ao Campeonato Paulista Série A2. No Brasileiro da Série C, o Mogi novamente lutou para não cair, e de quebra perdeu 4 pontos por escalar um jogador irregular,[7] mas se manteve na Série C.

2017 - O Mogi Mirim foi rebaixado na penúltima colocação ao Paulistão - Série A3 2018, novamente fazendo uma má campanha, com 5 vitórias, 2 empates e 12 derrotas. Já no Brasileirão - Série C 2017, o Mogi Mirim estava no Grupo B, com as equipes Botafogo-SP, Bragantino, Joinville, Macaé, São Bento, Tombense, Tupi, Volta Redonda e Ypiranga de Erechim. Após uma desastrosa campanha, chegando a perder de W.O. para o Ypiranga de Erechim e de ser goleado de 8 a 1 para o Joinville na última rodada da primeira fase, acabou sendo rebaixado junto com o Macaé para a Série D de 2018 com antecedência.

2018 - A má fase do time só continuava, mas o pior estava por vir. Naquela temporada, o Estádio Vail Chaves foi interditado por problemas estruturais, além da falta de laudos do Corpo de Bombeiros. Dessa forma, o Mogi teve que mandar seus jogos em Itapira. Diante de uma série de problemas, o resultado não poderia ser diferente. Com apenas 7 pontos, a queda para a 4ª divisão do Paulistão foi inevitável. No Brasileirão - Série D 2018, acabou sendo eliminado na primeira fase da competição, ficando, portanto, sem divisão para 2019.

2019 - Sem calendário nacional, além de acumular diversas dívidas, O Mogi Mirim optou por retirar o clube de competições profissionais. Assim, de 2019 à 2020, o Sapão da Mogiana se licenciou de competições profissionais.

2021 - Depois de mais de dois anos longe dos gramados, o Mogi Mirim retornou ao futebol profissional, desta vez disputando a Quarta Divisão do Campeonato Paulista, mas para a frustração da torcida, a equipe falhou em sua tentativa de subir para a Série A3, e conseguiu ser eliminado ainda na primeira fase da Quarta Divisão do Paulistão.

2022 - O clube iria disputar a Quarta Divisão do Campeonato Paulista, mas problemas financeiros, além da falta de apoio da prefeitura e de reformas do Estádio Vail Chaves, obrigaram o Mogi Mirim licenciar mais uma vez de competições da Federação Paulista de Futebol. Dessa forma, o clube nem chegou a disputar a Bezinha do Paulistão. No final das contas, a vaga que era do Mogi Mirim foi repassado ao União São João de Araras, que disputará a competição no lugar do Sapão da Mogiana.

Mascote[editar | editar código-fonte]

O time ganhou a figura de um sapo como mascote porque na região onde a cidade foi fundada em meados do século XVII pelo Bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, havia muitos brejos com um impressionante quantidade de sapos. Após a fundação do clube, o anfíbio tornou-se a mascote e foi aprovada pela população da cidade.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

O Mogi Mirim possui rivalidades com o Guarani, União São João, XV de Piracicaba, Ponte Preta, Guaçuano e Itapirense.

Títulos[editar | editar código-fonte]

INTERESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
WikiCup Trophy Gold.png Torneio Ricardo Teixeira 1 1993
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
0-esp.png Campeonato Paulista do Interior 2 1933 e 2012
0-esp.png Campeonato Paulista – Série A2 2 1985 e 1995
0-esp.png Copa Paulista 1 1992
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Torneio Mogi Mirim 1 1993
TOTAL
Competição Títulos Temporadas
Mogi Mirim EC.svg Títulos oficiais 7 1 Interestadual, 5 Estaduais e 1 Municipal

Categorias de base[editar | editar código-fonte]

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Mogi Mirim Esporte Clube
Competição Campeão Vice-campeão Terceiro Quarto Melhor campanha
São Paulo Campeonato Paulista – Série A1 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2013) 4º colocado (2013)
São Paulo Campeonato Paulista – Série A2 2 (1985 e 1995) 0 (não possui) 0 (não possui) 2 (1982 e 2008) Campeão (1995)
São Paulo Campeonato Paulista – Série A3 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) ?º colocado (1981)
São Paulo Campeonato Paulista – 2ª Divisão 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) ?º colocado (1977)
São Paulo Campeonato Paulista do Interior 2 (1933 e 2012) 1 (1951) 0 (não possui) 0 (não possui) Campeão (2012)
São Paulo Copa Paulista 1 (1992) 0 (não possui) 2 (2007 e 2009) 0 (não possui) Campeão (1992)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1995) 0 (não possui) 3º colocado (1995)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série C 0 (não possui) 1 (2001) 1 (2014) 0 (não possui) Vice-campeão (2001)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série D 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2012) 4º colocado (2012)

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2021
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última A Aumento R Baixa
São Paulo Campeonato Paulista 29 4º colocado (2013) 1986 2016 3
Série A2 8 Campeão (1985 e 1995) 1982 2017 3 1
Série A3 13 ?º colocado (1981) 1954 2018 1 1
Segunda Divisão 2 ?º colocado (1977) 1977 2021 ?
Copa Paulista 6 Campeão (1992) 1992 2010
Brasil Série B 9 3º colocado (1995) 1989 2015 3
Série C 10 Vice-campeão (2001) 1988 2017 2 1
Série D 2 4º colocado (2012) 2012 2018 1

Sedes e estádios[editar | editar código-fonte]

Estádio Vail Chaves[editar | editar código-fonte]

Seu estádio, que já teve o nome mudado várias vezes, iniciou se chamando Estádio Vail Chaves. Teve seu nome mudado para Estádio Wilson Fernandes de Barros após uma obra de expansão no ano de 1993, idealizada pelo ex-presidente do clube, Wilson Fernandes de Barros; tem capacidade para 19 mil pessoas. Na reinauguração do estádio após a reforma, o Mogi Mirim derrotou o time do Palmeiras pelo placar de 4 x 2. No ano de 2006 o estádio teve o nome modificado para Estádio Papa João Paulo II. Novamente no final de 2010, por pedido do novo presidente do clube, Rivaldo, o estádio teve seu nome alterado para Estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira. No ano de 2016, com a troca de gestão, o estádio novamente passou a ser chamado de Vail Chaves.

Referências

  1. a b globoesporte.globo.com/ Vinte anos após Carrossel Caipira, Vadão compara Mogi de 92 ao Barça
  2. a b efdeportes.com/ Como o esquema tático da Holanda de 1974 influenciou o futebol: do Paulistão a Liga dos Campeões
  3. «"Terror do Interior" comemora 85 anos de fundação». Confederação Brasileira de Futebol. 1 de fevereiro de 2017. Consultado em 10 de janeiro de 2022. [O Mogi Mirim] Venceu também o Torneio Ricardo Teixeira e ficou com o vice do Torneio João Havelange, perdendo para o Vasco da Gama. O time foi desmontado e esta foi a última competição do Carrossel Caipira. 
  4. Esperança, Vitor; Harteman, Michael (4 de fevereiro de 2021). As voltas do carrossel: A história do time que desapareceu após encantar. [S.l.]: Viseu 
  5. Abril, Editora (fevereiro de 1994). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril 
  6. Lance!. «Ceará vence, segue vivo e rebaixa Mogi Mirim à Série C». Terra. Consultado em 27 de janeiro de 2022 
  7. «Mogi Mirim perde quatro pontos no STJD por atleta irregular na Série C». globoesporte.com. 19 de setembro de 2016. Consultado em 27 de janeiro de 2022