Monarquia Católica

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Monarquia Católica
Monarquia Católica

Reino Unificado Católico Iberico

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Escudo de Castilla.png
1469 – 1812 Flag of Spain (1785-1873 and 1875-1931).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Lema nacional
Non plus ultra
Localização de Espanha
Império Espanhol
Continente Europa
País Espanha
Capital Toledo (1492-1561)
Madrid (1561-1601)
Valladolid (1601-1606)
Madrid (desde 1606)
Língua oficial castelhano
Religião Catolicismo
Governo Monarquia
Reis
 • 1474-1516 Reis Católicos
 • 1814-1833 Fernando VII de Espanha
Período histórico Descobertas e Idade Moderna
 • 1469 Fundação
 • 1812 Dissolução

Monarquia Católica é o nome que se dá ao conjunto de territórios que estiveram sob soberania dos Reis Católicos e seus sucessores, desde que os primeiros receberam o título de Majestades Católicas em 1496. Como sinónimo de Monarquia Católica também se utilizava a denominação "As Espanhas".

Na historiografia contemporânea, em vez das expressões históricas de Monarquia Católica ou As Espanhas, emprega-se a expressão Monarquia Hispânica por considerar-se mais adequada. Alguns historiadores, porém, preferem a expressão Império Espanhol.

Na Constituição de Cádis de 1812, a Monarquia Católica passou a denominar-se de modo oficial como Monarquia Espanhola.

Apesar de ser corrente entre os seus contemporâneos chamar os Habsburgo de Madrid como Reis de Espanha, o conjunto de territórios sobre os quais governavam excediam a Península Ibérica, tanto no continente europeu, como no imenso império ultramarino.

Os inícios das leis ou cartas régias eram sempre enumerativos, como se fixou em 1556: Don Felipe (ou, outro soberano), pela graça de Deus, Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das duas Sicílias, de Jerusalém, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Menorca, de Sevilha, da Sardenha, de Córdoba, da Córsega, de Múrcia, de Jaén, do Algarve, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas Canárias, das Índias Orientais e Ocidentais, das Ilhas e Terra Firme do Continente Oceânico, Arquiduque da Áustria, Duque de Borgonha, de Brabante, de Atenas e Neopátria e de Milão, Conde de Habsburgo, da Flandres, do Tirol e de Barcelona, Senhor da Biscaia e de Molina, etc.

Monarquia Católica ou Monarquia Hispânica?[editar | editar código-fonte]

O casamento de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela possibilitou a união dinástica entre os reinos de Aragão e Castela. Em continuidade, sua filha Joana I casou-se com Filipe I, e deste matrimônio o filho Carlos I de Espanha (que era o Sacro Imperador Romano-Germânico Carlos V) herdou o trono e consolidou a união das coroas, e foi nomeado pelo Papa Leão X como Rei católico das Espanhas. Em 1580, o filho Carlos V, Felipe II incorporou à Monarquia Hispânica o reino de Portugal, durando até o ano de 1640 quando o reino de Portugal conquistou a independência. O conceito de Monarquia Composta (aí a gente coloca o link referente a esse tema, tipo como fica no Wikipédia) utilizado na historiografia, por exemplo,pelo historiador John Elliott, permite analisar as monarquias européias da Idade Moderna e seus processos de desenvolvimento. Uma das características dessas Monarquias Compostas, como o próprio nome sugere, era a construção de um domínio real sobre outros territórios, preservando tradições locais e estruturas jurídicas. A premissa era respeito mútuo de um contrato entre a Coroa e a nobreza e classes médias das províncias e Casas, garantindo estabilidade e lealdade. Obviamente, era necessária uma contrapartida da Coroa para a nobreza que jurava lealdade, como cargos na nos Conselhos. Nesse sentido, podemos compreender que o reinado espanhol não foi apenas a estruturação de uma Monarquia Católica, mesmo que os reis católicos tivessem o compromisso com a expansão da fé cristã, o reinado teve uma estrutura administrativa que visava garantir também o contrato mútuo entre Coroa e nobreza e classes médias locais. Inclusive, mesmo sendo rei para todos os territórios que estavam sob seu domínio, o poder exercido variava de território para território. Os reinos constituintes da monarquia continuaram tratados como entidades separadas, com suas próprias leis, direitos e privilégios, entretanto o respeito às jurisdições locais não diminuía o poder do monarca sobre os reinos. Todavia, a Monarquia Hispânica foi comumente chamada de Monarquia Católica, pois se expandia pelas coroas de Castela, com Navarra e os territórios das Índias, e Aragão, com Sicília, Nápoles e Cardeña além de Portugal entre 1580 e 1640, os territórios do circulo de Borgonha (exceto nos anos de 1598 a 1621) e os países baixos, com isso não expandia somente territórios hispânicos e para garantir a união monárquica, a religião católica foi designada como ponto fulcral em comum, dessa maneira os reinos serviam ao Papa e ao Rei católico.

Ver também[editar | editar código-fonte]