Montadas

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Município de Montadas
"Menina dos olhos azuis"
Bandeira de Montadas
Brasão de Montadas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 25 de dezembro de 1925 (91 anos)
Emancipação 14 de outubro de 1963 (53 anos)
Gentílico montadense
Lema Amor, Veracidade, Sabedoria
Padroeiro(a) São José
CEP 58.145-000
Prefeito(a) Jonas de Souza (PSD)
(2017–2020)
Localização
Localização de Montadas
Localização de Montadas na Paraíba
Montadas está localizado em: Brasil
Montadas
Localização de Montadas no Brasil
07° 05' 16" S 35° 57' 32" O07° 05' 16" S 35° 57' 32" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Agreste Paraibano IBGE/2008 [1]
Microrregião Esperança IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Esperança
Municípios limítrofes Areial, Pocinhos, Puxinanã, Lagoa Seca e Esperança
Distância até a capital 137 km
Características geográficas
Área 32 km² [2]
População 4 990 hab. (PB: 155º) –  IBGE/2010[3]
Densidade 155,94 hab./km²
Altitude 750 m
Clima semi-árido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,58 baixo PNUD/2000 [4]
PIB R$ 19 681,725 mil (PB: 160º) – IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 204,60 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.montadas.pb.gov.br/

Montadas é um município brasileiro no estado da Paraíba, situado na Região Metropolitana de Esperança. Segundo o IBGE no ano de 2010 sua população era de 4.990 habitantes, numa área de 32 km².

O Município de Montadas, esta situado na porção central do Agreste Paraibano, entre 7° 05’ 16” de latitude sul (S) e 35° 57’ 32” de longitude oeste (O/W), estando a uma altitude média de 750 metros acima do nível do mar. Igualmente com a cidade de Cuité dividem ambas cidades o título de cidades as mais altas do agreste paraibano; sendo assim, a 5ª mais Alta da Paraíba e a 49° do Brasil (junto com Cuité). Fato que lhe confere um clima especial, com maior umidade do que as regiões adjacentes e de clima semi-árido. Trata-se de um Município de pequena extensão que tem como limites, ao Norte o Município de Areial, ao Sul Puxinanã, a Nordeste Esperança, Leste Lagoa Seca e a Oeste Pocinhos.

O Município está distante da Capital João Pessoa 137 km, de Campina Grande 25 km, de Esperança 15 km, de Patos 171 km e de Cajazeiras 337 km. É servido pelas rodovias, PB-115, PB-121, BR-104 e BR-230.

O Município de Montadas está situado no Polígono das Secas em uma “zona de transição", na Mesorregião do Agreste Paraibano, mais precisamente, na Microrregião de Esperança ao lado de mais três Municípios: Areial, Esperança e São Sebastião de Lagoa de Roça.

A via de acesso ao município é feita pela PB-121, que liga o município à comarca Esperança-PB, tendo como via de acesso à cidade de Areial (ao Norte) e ao maior centro de comércio e economia da região Campina Grande, via a cidade de Puxinanã (ao sul) através da PB-115. Hoje essa mesma a estrada PB-115 que liga Montadas a Puxinanã chama-se Rodovia Antonio Veríssimo de Souza, em homenagem ao Emancipador da cidade de Montadas.

Desde o início de 2017, com a posse do atual prefeito Jonas de Souza, a pequena Montadas vem tomando notoriedade na Paraíba e também a nível nacional. Acontece que o gestor resolveu ocupar 7 das 9 secretarias nomeando seus parentes, além de tantos outros parentes para cargos de 2º e 3º escalões da administração municipal. O administrador municipal se justifica alegando que as nomeações foram motivadas por aptidões técnicas e não por laços sanguíneos.

O fato é que a menina dos olhos azuis virou notícia:http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2017/01/prefeito-na-pb-nomeia-parentes-de-confianca-como-principais-auxiliares.html,http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/01/1848103-empossados-novos-prefeitos-nomeiam-parentes-para-secretarias.shtml, http://www.jornaldaparaiba.com.br/politica/noticia/179482_novos-prefeitos-adotam-velha-pratica-do-nepotismo-no-inicio-de-gestao, http://www.jornaldeverdade.com.br/noticias/4567.html,


Etimologia da palavra[editar | editar código-fonte]

O nome Montadas foi dado pelos vaqueiros que campeavam com o seu gado esta região, por motivo que aqui havia muitos matos fechados e espinhosos como jurema, malícia, cipoal, gravatais, jucuri, comati entre outros.

O gado se perdia e os vaqueiros não conseguiam encontrá-los. Eles alegavam que o gado tinha ficado amontoados na Montada, que era um pequeno tanque de água fechado pela mata densa, onde o gado matava a sede. Hoje esse mesmo local é dividido em duas propriedades, uma parte ficando no sítio do Sr. Álvaro José Custódio (Alvino) e a outra no sítio do Sr. Edmilson Avelino Gomes.

Devido a erros históricos de alguns, chegaram a consideram como nome dessas terra as expressões: Amontada, Amontado, ou ainda Montado, embora todas errôneas, pois a etimologia correta sempre foi Montada. O Então o Distrito de Montada passou a ser a cidade de Montadas, ganhando um acréscimo de um (S) na sua independência.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1902, o Sr. Antonio Flor de Araújo comprou, no local onde hoje existe a cidade de Montadas, uma légua de terra, ao Capitão Floripes Coutinho, pela qual ele pagou 200 mil réis. Nesse período essas terras pertenciam ao município de Campina Grande.

Em 1917, ele a vendeu a Manoel Cirino Lira, com 12 vacas de bezerro e 60 criações caprinas; por 01 conto de réis. No mesmo ano, Manoel Cirino Lira funda a vila de Montada, o fundador que tendo comprado essas terras doou-as: parte aos seus familiares e parte ao patrimônio religioso, isto é, ao Sagrado Coração de Jesus, primeiro padroeiro da comunidade.

No ano de 1925 o mesmo construiu sua residência, onde na mesma mandou celebrar a 1° Missa da comunidade. O Monsenhor João Coutinho distribui naquela missa o catecismo da Igreja Católica, aos primeiros habitantes, principalmente as crianças que lá havia. Durante um período de 06 anos foi-se celebrado missas na casa do Sr. Manoel Cirino Lira.

Em 1928, deu-se início a construção de uma capela neste localidade, num período de 02 anos suas obras ainda não estavam concluídas. Mesmo assim, teve sua 1ª Missa celebrada no dia de Natal, do ano de 1930.

Em 1º de agosto de 1928, chegou a essas terras a primeira 1ª professora, a Freira D. Auta de Araújo, que aqui lecionou durante 05 anos. Foi ela que plantou as primeiras sementes do saber nesta terra. Ela também foi professora do Emancipador da cidade, o Sr. Antonio Veríssimo de Souza.

Logo mais em 1931, termina-se a construção da capela sobre qual ficou exposta por ordem do vigário da paróquia.

No ano de 1934, o Pe. Manoel Costa trouxe para a capela da vila de Montada o bronze circular e mudou o padroeiro, de Coração de Jesus para São José, o qual veio em procissão da comunidade de Pocinhos (atual cidade de Pocinhos).

Quando o Sr. Manoel Cirino Lira comprou as terras onde hoje se localiza a cidade de Montadas, essas terras pertenciam ao município de Campina Grande. Em Janeiro de 1944, o prefeito da cidade de Campina Grande, Dr. Vergniaud Borborema Wanderley doou as terras ao então município de Esperança, onde junto com o prefeito de Esperança, Sebastião Vital decretaram sob lei a doação.

Em 1945 o Sr. Sebastião Flor de Araújo coloca Montada na sua primeira eleição, para decidir que seria o presidente do país.

No ano de 1947, o prefeito constitucional da cidade de Esperança Júlio Ribeiro da Silva, eleva a vila de Montada à categoria de distrito.

Limitado-se: ao Norte começando na Boca de Lagoa Salgada com destino a Lagoa de Marcella, por uma fluvial estrada que desde Catolé a Marcella em Manguape de baixo, ao Leste pela a estrada de Marcella a Campinote, ao Sul pela estrada fluvial e de transporte de São Sebastião de Lagoa de Roça a Lagoa do Açude, onde é o ponto de linha mais forte, por esta estrada este se limita ao Maxixe até o município de Puxinanã, de Maxixe até Maris Preto, com ele ainda é dividido ao Oeste com o Município de Pocinhos, pela estrada do Maris Preto a Lagoa de Dentro, até Lagoa Salgada ao Norte onde tudo começou.

Em 1948 o Governador Gaspar Dutra construiu um grupo escolar no ainda Distrito de Montada, com efeito do então prefeito da cidade de Esperança o Sr. Júlio Ribeiro da Silva.

Em 1951 disputaram as eleições na cidade de Esperança, Joaquim Virgulino da Silva, em litígio pleito contra Francisco Bezerra da Silva onde este venceu. Também na mesma eleição o distrito de Montada coloca um representante de seus direitos, na Câmara Municipal de Esperança, o Sr. Antonio Veríssimo de Souza, eleito vereador com 249 votos pelo PSD (Partido Social Democrático).

Em 12 de agosto de 1955 o senhor Antonio Veríssimo de Souza consegue se reeleger para a alegria do povo Montadense. Montadas continua com seu representante junto a Câmara Municipal.

No ano de 1959 em Esperança candidata-se para prefeito Pedro Mendes na UDN (União Democrática Nacional) contra o Dr. Arlindo Delgado pelo PSD (Partido Social Democrático) Antonio Veríssimo de Souza consegue o seu 3º mandato como vereador ficando na terceira suplência o candidato que nomeava José Cirino, o Sr. Antonio Liberato, seu genro e interventor correspondente ao seu mandato.

No dia 10 de dezembro de 1959, D. Josefa Tavares distinta parteira, foi nomeada parteira estadual, e no dia 7 de janeiro foi empossada prestando seu compromisso de parteira diplomata.

Em 1963, Antonio Veríssimo de Souza deixou de se candidatar a vereador, em se aventurar deixar passar esta eleição para prefeito, faturando o seu pensar, na então na emancipação de seu distrito. Nessa eleição em Esperança lutavam dois candidatos a prefeito, numa marcha aventureira Joaquim Virgulino da Silva e Luiz Martins de Oliveira onde este foi eleito prefeito com 1601 votos superiores. O Sr. Antonio Liberato consecutivo interventor ao partido derrotado onde na Câmara Municipal foi eleito vereador.

Para Montada se emancipar, pelos relatos oculares tais quais o próprio Antonio Veríssimo de Souza e outros homens daquele período que ainda se encontram vivos mencionaram, eram necessário para a independência do município, o mínimo de três ruas, o que foi ruim, pois Montada não tinha as mesmas. Tinha apenas uma rua longa, que a mesma se dividia em uma segunda rua, fazendo assim uma parábola.

Usando de sabedoria o Sr. Antonio Veríssimo de Souza dividiu uma única rua que é a PB-115 ligando a saída de Montadas para Areial com a saída de Montadas a Puxinanã em três ruas começando com a Rua Manoel Cirino Lira, em homenagem ao fundador da cidade; Rua Monsenhor Coutinho; a mais estreita das três, que é em homenagem ao primeiro padre honorário, e a Rua Manoel Pedro da Silva. A rua fazendo forma de parábola com a Manoel Cirino Lira e Monsenhor Coutinho recebeu o nome do padroeiro da cidade São José. Por trás da Rua principal Manoel Cirino Lira, onde na época avia apenas umas 4 (quatro) casinhas de taipa recebeu o nome de Rua João da Costa Brasil.

Com muitos esforços, e sacrifício o Sr. Antonio Veríssimo de Souza conseguiu o sonho dos montadenses, a Emancipação Política em 14 de outubro de 1963 pela Lei Estadual Nº 3088 do mesmo dia, assinada pelo Governador Pedro Moreno Gondim, com o apoio do Deputado Estadual Francisco Souto Neto. Com a emancipação o Sr. Antonio Veríssimo de Souza pediu ao então Governador para que a agora a então cidade, não se chama-se Montada, mais sim Montadas por motivo do próprio crer que a pronúncia no singular fosse muito vulgar. Então o Governador concordou e acrescentou um "S" passando assim para o plural Montadas.

Os primeiros habitantes[editar | editar código-fonte]

Foram eles: Manoel Cirino Lira (o fundador), José Veríssimo de Souza (pai do emancipador), Manoel Pedro dos Santos, Inácio Fernandes. Eram homens dedicados a agricultura e a pecuária, de baixa renda e de formação inicialmente baixa.

Aspecto político[editar | editar código-fonte]

Após 25 dias depois da emancipação, exatamente no dia 8 de novembro de 1963, Montadas nomeou o seu primeiro prefeito interino, o Sr. Geraldo José Custódio conhecido como (Didi) que assinou seu termo de posse na cidade de Montadas.

No dia 10 de outubro de 1964 os únicos candidatos na 1ª eleição da cidade foram, Antonio Veríssimo de Souza como Prefeito e Antonio da Costa Brasil como Vice-prefeito, ambos pelo PDC (Partido Democrata Cristão). Além deles foram eleitos 07 vereadores: Manoel Fernandes, Cícero Sales, Anastácio Custódio, José Felinto, Antonio José da Costa, José Balbino e João Pedro, também todos pelo PDC Recebendo posse no dia 15 de novembro de 1964 e levando o mandato até 31 de janeiro de 1969.

Presentes a esta audiência estavam o deputado estadual Francisco Souto Neto, o Sr. Severino Cabral, o Sr. Francisco Apolinário, prefeito da cidade de Areial, o Sr. Luiz Martins de Oliveira, prefeito da cidade de Esperança, José Veríssimo de Souza e a maioria das famílias montadenses da época.

Com o golpe militar de 1964, o governo federal decreto pelo ato institucional n° 2, de 1965, que só deveria existir dois partidos políticos no Brasil: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), baseando-se, assim, na constituição dos Estados Unidos. Após isso o prefeito, vice-prefeito e demais vereadores passaram a fazer parte da ARENA, em 1965.

Gestores municipais[editar | editar código-fonte]

Gestão - Prefeito De: até:
INTERINAMENTE – Geraldo José Custódio 8 de novembro de 1963 14 de novembro de 1964.
01ª Gestão - Antônio Veríssimo de Sousa 15 de novembro de 1964 31 de janeiro de 1969.
02ª Gestão - Luís Avelino Gomes 31 de janeiro de 1969 15 de janeiro de 1973.
03ª Gestão - Antônio Veríssimo de Sousa 15 de janeiro de 1973 31 de janeiro de 1977.
04ª Gestão - Antonio Joaquim da Silva 31 de janeiro de 1977 31 de janeiro de 1983.
05ª Gestão - Antônio Veríssimo de Sousa 31 de janeiro de 1983 01 de Janeiro de 1989.
06ª Gestão - Inácio Porto 01 de Janeiro de 1989 31 de dezembro de 1992.
07ª Gestão - José de Arimatéia Souza 01 de janeiro de 1993 31 de dezembro de 1996.
08ª Gestão - Lindembergue Souza Silva 01 de janeiro de 1997 31 de dezembro de 2000.
09ª Gestão - José de Arimatéia Souza 01 de janeiro de 2001 31 de dezembro de 2004.
10ª Gestão - José de Arimatéia Souza 01 de janeiro de 2005 31 de dezembro de 2008.
11ª Gestão - Lindembergue Souza Silva 01 de janeiro de 2009 31 de dezembro de 2012.
12ª Gestão - Jairo Herculano de Melo 01 de janeiro de 2013 31 de dezembro de 2016
13ª Gestão - Jonas de Souza 01 de janeiro de 2017 31 de dezembro de 2020

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]