Monumento a la Revolución

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Monumento a la Revolución

Monumento a la Revolución em espanhol: Monumento a la Revolución) é um monumento que comemora a Revolução Mexicana. Ele está localizado na Plaza de la República, que atravessa o coração das principais vias Paseo de la Reforma e Avenida de los Insurgentes, no centro de Cidade do México.

História[editar | editar código-fonte]

Construção do monumento, por Guillermo Kahlo, 12 de junho de 1912

O edifício foi inicialmente planejado para ser o Palácio Legislativo Federal durante o regime de Porfirio Díaz e "foi concebido como um monumento inigualável para a glória porfiriana."[1] Considerado o arco triunfal mais alto do mundo, a estrutura tem 67 metros de altura.[2]

O projeto foi criado em 1897 e o governo alocou 5 milhões de pesos por ele. Como o edifício era um grande projeto público, houve uma competição para projetá-lo, que foi vencida pelo francês Émile Bernard.[3] A seleção do governo de um francês como arquiteto, que produziu uma obra em estilo neoclássico, com "toques característicos do renascimento francês",[4] aponta para objetivo das autoridades de demonstrar o legítimo lugar do México como uma nação avançada. Díaz lançou a pedra fundamental em 1910, durante as comemorações do centenário da Independência, quando Díaz também inaugurou o Monumento à Independência mexicana ("El Ángel").[5] Ao invés de usar materiais mexicanos locais na fachada de pedra, o projeto trouxe mármore italiano e granito norueguês.[6]

Embora o regime de Díaz tenha sido derrubado em maio de 1911, o presidente Francisco I. Madero, "o apóstolo da democracia", continuou a construção do edifício legislativo até 1912, quando o dinheiro acabou.[7] A estrutura permaneceu inacabada até 1938 e foi completada durante a presidência de Lázaro Cárdenas. O edifício aberto foi projetado por Carlos Obregón Santacilia em um estilo Art Deco e realista socialista mexicano, sobre a estrutura de cúpula existente do Palácio Legislativo Federal. Oliverio Martínez projetou uma escultura em pedra para a estrutura,[8] sendo que Francisco Zúñiga como um dos seus assistentes.

A estrutura também funciona como um mausoléu para os heróis da Revolução Mexicana de 1910, como Francisco "Pancho" Villa, Francisco I. Madero, Plutarco Elías Calles, Venustiano Carranza e Lázaro Cárdenas. O general revolucionário Emiliano Zapata não está enterrado no monumento, mas em Cuautla, Morelos. A família Zapata tem resistido aos esforços do governo mexicano para realocar os restos de Zapata ao monumento.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Thomas Benjamin, La Revolución: Mexico's Great Revolution as Memory, Myth, and History. Austin: University of Texas Press 2000, p. 121.
  2. SkyscraperPageMonumento a la Revolucion
  3. Benjamin, La Revolución, p. 121.
  4. Benjamin, La Revolución, p. 121.
  5. Benjamin, La Revolución, pp. 121-22.
  6. Benjamin, La Revolución, p. 122.
  7. Benjamin, La Revolución, p. 123.
  8. Benjamin, La Revolución, p. 89, Figure 8 with caption.
  9. Ilene V. O'Malley, The Myth of the Mexican Revolution: Hero Cults and the Institutionalization of the Mexican State, 1920-1940. New York: Greenwood Press 1986, pp. 69-70.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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