Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados

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Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados
At Rio de Janeiro 2019 567.jpg
Apresentação
Tipo
Estatuto patrimonial
Patrimônio registrado pelo Inventário de Monumentos RJ (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Localização
Endereço
Coordenadas

O Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados localiza-se na praça General Tibúrcio, na praia Vermelha, bairro da Urca, na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Homenageia o episódio da Retirada da Laguna, ocorrido no contexto da Guerra da Tríplice Aliança.

História[editar | editar código-fonte]

O monumento foi erguido por iniciativa do coronel Pedro Cordolino de Azevedo que, ainda tenente, lançou a ideia em 1920. Acolhida com entusiasmo, mais tarde foi organizada uma comissão, composta pelo então Ministro da Guerra, João Pandiá Calógeras, o coronel Eduardo Monteiro de Barros, Félix Pacheco, o professor José Otávio Correia Lima, o próprio Cordolino de Azevedo - agora capitão -, e pelo 1º tenente Norival Francisco de Lemos. Aberto um concurso para apresentação de maquetes, concorreram 16 artistas, tendo obtido o primeiro prêmio o escultor brasileiro Antonino Pinto de Matos.

O monumento foi fundido na Fundição Artística em Bronze de Covina & Cia., tendo sido aproveitado o bronze de antigos canhões utilizados pelos mesmos heróis glorificados.

O artista, tendo executado a obra, faleceu dias antes da sua inauguração, marcada inicialmente para 29 de dezembro de 1938, mas entretanto transferida para 31 do mesmo mês, por força do mau tempo. Compareceram à inauguração o então presidente da República, Getúlio Vargas, autoridades civis e militares e copioso público.

Características[editar | editar código-fonte]

O monumento tem uma circunferência de 53 metros, com base em granito branco.

No primeiro plano do pedestal encontram-se altos-relevos em bronze, em quadros incrustados no granito, representando: a retirada do tenente Oliveira Melo, o ataque ao Forte de Coimbra, o combate do Alegre e a retomada de Corumbá.

Nos lados do pedestal encontram-se estátuas em bronze, em tamanho natural, do coronel Camisão, em atitude de preocupação, tendo numa das mãos a sua espada e na outra, uma folha de papel; o guia Lopes, sentado, pensativo, mão no queixo, segurando na outra mão um chicote; o tenente Antônio João, em posição de quem vai tombar, na luta, em desalinho, bainha sem espada, vendo-se ao lado um pedaço da mesma, quebrada no fragor da luta.

Um anel de bronze contorna em outro plano o pedestal, formando-se em alto-relevo as cenas mais dramáticas da Retirada: o transporte dos coléricos, vendo-se os soldados extenuados, carregando aos ombros, em padiolas, os doentes; o salvamento dos canhões, vendo-se as juntas de bois, cansados, puxando as carretas, com a ajuda dos soldados, seminus; a marcha forçada, estando à frente o comandante da coluna, tendo à mão esquerda um papel e o braço direito estendido em atitude resoluta, indicando aos soldados o caminho a seguir. Figuras alegóricas, de cerca de dois metros, em outro plano, simbolizam a Pátria, a Força e a História.

Sobre o pedestal de granito, em circunferência, eleva-se uma coluna de seis metros de altura, também em granito, tendo ao alto uma estátua em bronze, figura de mulher alada, representando a Glória. A altura total do monumento é de 15 metros, apresentando um dos conjuntos esculturais mais imponentes da cidade.

Completando a obra, uma cripta subterrânea, nove degraus abaixo do monumento, guarda as cinzas dos heróis de Laguna e Dourados.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]