Mormons e islã

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Desde o século XIX que a fé mórmon e o Islã tem sido comparados. Joseph Smith é descrito como um "Maomé moderno" pelo New York Herald logo após seu assassinato, em junho de 1844. Usando como base sua carreira religiosa iniciada ainda jovem,[1][2] comparações são feitas entre as duas religiões tanto de uma forma acadêmica como para denegri-los.[3][4] As relações entre as duas religiões sempre foram cordiais[5] e se incrementou a cooperação entre elas.[6]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Ambas são religiões abraâmicas[7] e ambas trabalham como Jesus tendo um papel relevante.[8] Os Salafistas são vistos como hostis a violência e apolíticos assim como mórmons e demais protestantes.[9]

Similaridades gerais[editar | editar código-fonte]

  • Um anjo envia a mensagem para o profeta.[10]
  • A primeira esposa do profeta é mais velha do que ele.
  • Livre interpretação dos textos sagrados.
  • Iconoclastia.
  • Busca referência em Adão.
  • Creem que a bíblia atual foi adulterada.[11]
  • Rejeitam o pecado original e a trindade.[10]
  • São missionários.[11]
  • Valorizam valores familiares.
  • Não precisa de teologia.[12]
  • A fé é o suficiente para a vida.
  • Boas obras salvam.
  • Ênfase na caridade.[13][14][15]
  • O casamento continua após a morte.

Comparação com outras igrejas mórmons[editar | editar código-fonte]

Outras facções como os Strangitas aceitam o Deus Pai com uma ênfase maior e que ele nunca foi homem.[16] Entretanto, eles afirmam que Deus tem um corpo de carne e ossos.[17] Alguns setores fundamentalistas mórmons ainda aceitam a poligamia[18].[19][20][21] e a Comunidade de Cristo aceita um diálogo ativo com o Islã e usa trechos do Corão para lecionar para a juventude.[22][23]

Família[editar | editar código-fonte]

O Islã e os mórmons costumam a se chamar mutualmente de irmãos[24][25] e as duas religiões acreditam que o casamento continua na eternidade.[26] O casamento, mesmo depois de feito um novo após a viuvez, é perpetuado no céu em ambas as fés.[27]

Profetas[editar | editar código-fonte]

O Islã reconhece mais de 200 mil profetas,[28] embora só numere 25.[29]

Salvação[editar | editar código-fonte]

As duas fés intencionam a gentileza como propósito da criação e que o inferno e o céu são eternos com graus de intensidade.[30][31] Aqueles que foram menos fiéis terão uma recompensa menor, mas ainda assim serão recompensados.[32]

Dieta[editar | editar código-fonte]

O Islã e o mormonismo proíbem o uso de álcool atualmente. Porém, no caso mórmon, isso ocorre tardiamente.[33] E proíbem o consumo de sangue e de carne sacrificada a outros deuses.[34]

Outras comparações[editar | editar código-fonte]

Ambas as fés tem uma crítica textual extensa.[35][36] E ambas reconhecem todos os personagens da Bíblia, mas acreditam que existem erros humanos nela. Ambas também são iconoclastas e fundamentalistas.[37][38][38][39][40][41][42][43][44] Os dois grupos religiosas também crescem no mundo moderno.[45]


Referências

  1. PBS's American Prophet: Prologue.
  2. Thomas Marsh and Orson Hyde Affidavit, also Todd J. Harris, A Comparison of Muhammad and Joseph Smith in the Prophetic Pattern Arquivado em 2011-11-14 no Wayback Machine., a thesis submitted for a Master of Arts degree at Brigham Young University in 2007, footnotes on pages 1 and 2.
  3. See, for example:Joseph Smith and Muhammad: The Similarities, and Eric Johnson,Joseph Smith and Muhammad, a book published by the "Mormonism Research Ministry" and offered for sale by the anti-Mormon "Utah Lighthouse Ministries".
  4. See, for instance, Todd J. Harris, A Comparison of Muhammad and Joseph Smith in the Prophetic Pattern Arquivado em 2011-11-14 no Wayback Machine., a thesis submitted for a Master of Arts degree at Brigham Young University in 2007.
  5. «U.S. Muslims share friendship, similar values with Mormons». latimes. Consultado em 8 de julho de 2015 
  6. World Muslim Congress: Mormons and Muslims; Mormon-Muslim Interfaith Ramadan Dinner.
  7. See The King Follet Sermon: Parallel texts
  8. Jesus Was Muslim Arquivado em 18 de agosto de 2011, no Wayback Machine., from the Islam-Voice website.
  9. Akyol, Mustafa (31 de outubro de 2017). «The Islamic World Doesn't Need a Reformation». The Atlantic (em inglês). Consultado em 5 de novembro de 2019 
  10. a b «Islam and Mormonism—A Comparison». Consultado em 8 de julho de 2015 
  11. a b «Michael Youssef - Michael's Blogs - Common Threads between Islam and Mormonism». Consultado em 8 de julho de 2015. Arquivado do original em 9 de julho de 2015 
  12. «Times». Consultado em 8 de julho de 2015 
  13. Islami City: Zakat.
  14. "Tithing settlement", Church News, 1994-12-10.
  15. «Mormons Donate for Indonesia Earthquake Relief». The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints Newsroom. 31 de maio de 2006. Consultado em 31 de maio de 2006 
  16. Strang, James J. (1856) Book of the Law of the Lord, Being a Translation From the Egyptian of the Law Given to Moses in Sinai. Arquivado em 2007-10-13 no Wayback Machine. St. James: Royal Press, pp. 47-63.
  17. Book of the Law, chapter 2, "The True God," note vs. 9-20, quoted in True & Living God Arquivado em 25 de janeiro de 2010, no Wayback Machine..
  18. What to Expect When You're Expecting a Co-Wife, from Slate.com.
  19. Philly's Black Muslims Increasingly turn to polygamy.
  20. LDS Doctrine and Covenants, Section 132, verses 1-2, 66.
  21. See Differences Between the LDS, Temple Lot and Community of Christ Churches; the Community of Christ is referred to as "RLDS" in this table, which stands for "Reorganized Church of Jesus Christ of Latter Day Saints", its former name. Also see the Wikipedia article on Community of Christ (differentiation from LDS Church) for a more detailed study of differences between the LDS and Community of Christ churches. These references can provide a starting point for comparison of non-Utah LDS Latter Day Saint beliefs with Islamic beliefs.
  22. Ordinary Time, Proper 28 Arquivado em 21 de outubro de 2014, no Wayback Machine., "Words of Encouragement".
  23. John Esposito, The Islamic Threat: Myth or Reality? Arquivado em 2012-07-23 no Archive.is, address delivered at the 2005 Community of Christ Peace Colloquy, Independence, Missouri.
  24. Muslims Believe...[ligação inativa], see last paragraph.
  25. Why Do Mormons Refer to Each Other as Brother and Sister?, from the Mormon Woman website.
  26. Qur'an, Surah 52, verse 21.
  27. "Unmarried", for men, meaning in terms of this world; a Mormon man may be "sealed" to more than one woman, but not more than one living woman at a time. Mormon women may only ever be "sealed" to one man, although they may apply for an ecclesiastical divorce (called a "Cancellation of Sealing"; men, too, may apply for this if they wish to terminate their marriage to a Mormon woman, living or dead) if they wish to be sealed to another man.
  28. Wheeler, Brannon M. Prophets in the Quran: an introduction to the Quran and Muslim exegesis. Col: Comparative Islamic studies. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. p. 8. ISBN 978-0-8264-4957-3. Ibn Sa'd [...] reports that [...] the total number of prophets is 1000. Ibn Hanbal, Musnad lists the total number of prophets as 224,000 (Ibn Hanbal, Musnad, 5, 169). 
  29. Wheeler, Brannon M. Prophets in the Quran: an introduction to the Quran and Muslim exegesis. Col: Comparative Islamic studies. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. p. 8. ISBN 978-0-8264-4957-3. There are 25 prophets mentioned by name in the Quran [...] Among those mentioned by name are: Adam (mentioned 25 times by name), Idris (1), Noah (43), Hud (7), Salih (10), Abraham (69), Ishmael (12), Isaac (17), Jacob (16), Lot (27), Joseph (27), Shuayb (11), Job (4), Dhu al-Kifl (2), Moses (137), Aaron (20), David (16), Solomon (17), Elijah (1), Elisha (2), Jonah (4), Zechariah (7), John (5), Jesus (25), Muhammad (4). 
  30. What Does Islam Say About Life's Purpose?.
  31. The Purpose of Life, from the Why Mormonism website. See also Ted L. Gibbons, Living Righteously in a Wicked World Arquivado em 14 de maio de 2010, no Wayback Machine..
  32. The Purpose of Life, from the Why Mormonism website. See also Ted L. Gibbons, Living Righteously in a Wicked World Arquivado em 14 de maio de 2010, no Wayback Machine..
  33. Quran: Surah 2, verse 173; Surah 5, verse 3.
  34. 89:10-17 89:1-9
  35. «Sectarian splits are widening in Islam and lessening in Christianity». The Economist. 27 de janeiro de 2016. Consultado em 28 de janeiro de 2016 
  36. Yeʼor, Bat (2005). Eurabia-Cloth. [S.l.]: Fairleigh Dickinson Univ Press. p. 221. ISBN 978-0-8386-4076-0 
  37. Fundamentalism. [S.l.]: Polity. 2008. p. 101. ISBN 978-0-7456-4075-4 
  38. a b Brzuzy, Stephanie; Lind, Amy (30 de dezembro de 2007). Battleground: Women, Gender, and Sexuality [2 Volumes]. [S.l.]: ABC-CLIO. p. 488. ISBN 978-0-313-08800-1 
  39. Bendix, Reinhard (8 de abril de 1980). Kings or People: Power and the Mandate to Rule. [S.l.]: University of California Press. p. 47. ISBN 978-0-520-04090-8 
  40. Bendix, Reinhard (8 de abril de 1980). Kings or People: Power and the Mandate to Rule. [S.l.]: University of California Press. p. 47. ISBN 978-0-520-04090-8 
  41. «The Methodology of the Salaf Concerning Ijtihad and Taqlid». Salafi Publications. Shaykhul-Islaam Ibn Taymiyyah, rahimahullaah, said: 'When a Muslim is faced with a problamatic situation, he should seek a verdict from one whom he believes will give him a verdict based upon what Allaah and His Messenger have legislated; whatever school of thought (madhhab) he belongs to. It is not obligatory upon any Muslim to blindly follow a particular individual from the scholars in all that he says. Nor is it obligatory upon any Muslim to blindly follow a particular madhhab from the scholars in all that it necessitates and informs. Rather, every person's saying is taken or left, except that of the Allaah's Messenger sallallaahu alayhi wa sallam.' 
  42. Johnson, Phillip R. «The Chicago Statement on Biblical Inerrancy». Article I & XII. Cópia arquivada em 13 de agosto de 2012. We affirm that the Holy Scriptures are to be received as the authoritative Word of God. We deny that the Scriptures receive their authority from the Church, tradition, or any other human source...We affirm that Scripture in its entirety is inerrant, being free from all falsehood, fraud, or deceit. We deny that Biblical infallibility and inerrancy are limited to spiritual, religious, or redemptive themes, exclusive of assertions in the fields of history and science. We further deny that scientific hypotheses about earth history may properly be used to overturn the teaching of Scripture on creation and the flood. 
  43. Ruthven, Malise (2006). Islam in the World. [S.l.]: Oxford University Press. p. 363. ISBN 978-0-19-530503-6 
  44. Turner, Bryan S. (1994). Orientalism, Postmodernism, and Globalism. [S.l.]: Routledge. p. 93. ISBN 978-0-415-10862-1 
  45. Juergensmeyer, Mark (3 de novembro de 2005). Religion in Global Civil Society. [S.l.]: Oxford University Press. p. 16. ISBN 978-0-19-804069-9