Morro Azul

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O Morro Azul (Comunidade de Nossa Senhora de Lourdes) é uma comunidade de baixa renda localizada entre os bairros do Flamengo. Botafogo e Laranjeiras, na zona sul do município do Rio de Janeiro, Brasil.

A população do morro passa de 2500 moradores.

Ocupação[editar | editar código-fonte]

O Morro Azul, situado no bairro do Flamengo, Rio de Janeiro, para se configurar na favela que é atualmente, teria começado a ser habitado aproximadamente na década de 30 do século XX, entretanto deduz-se que os primórdios dessa ocupação, contaria para mais de um século antes. Numa parte do Morro Azul se encontra o Abrigo Romão Duarte (Santa Casa de Misericórdia). Nesse local residiu o proprietário de quase toda a região hoje denominada de Botafogo, o Sr. José Fernandes, filho do conhecido contratador de diamantes Dr. João Fernandes de Oliveira (que viveu em Diamantina-MG, de 1755 a 1770) e da famosa ex-escrava Chica da Silva, com quem se casou e viveu. Chica morou ali, e, teria financiado escravos libertários que teriam usado o Morro Azul (antiga Chácara da Mangueiras) como trilha de fugas para construírem quilombos no interior das matas que cobriam a Zona Sul.

Origem do nome Morro Azul[editar | editar código-fonte]

1ª- Palacete (atualmente é rosa) situado no topo do morro que é dividido em duas partes (lado classe média alta e lado classe trabalhadora): Nos primórdios esse palacete era pintado de azul. Lá residiam descendentes de Olavo Bilac (autor da letra do Hino da Bandeira).

- A referência mais forte é a da lanchonete Azul, devido por ali, os moradores pioneiros terem tido acesso ao morro por vários anos. Este estabelecimento ainda existe na Rua Marquês de Abrantes, 158, Flamengo, Rio de Janeiro.

- Outra referência foi o reflexo de tom meio azulado, em dias ensolarados incidindo na superfície do lado desnudo do morro, chamado de pedreira, que hoje é de preservação ambiental, pois se encontra totalmente arborizada, lá foram replantadas mais de setecentas árvores, resultado de projeto em parceria da comunidade do Morro Azul com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Hoje essa área foi transformado no Bosque Ecológico Nossa Senhora de Lourdes, Morro Azul, uma espécie de cinturão de segurança ecológica para a comunidade e o entorno.

Chegada do padre Paulo Riou[editar | editar código-fonte]

Remanescente da Resistência Francesa ao julgo da Alemanha de Hitler na Segunda Grande Guerra Mundial, já no início da década de cinquenta do século vinte, o então jovem francês, padre Paulo Riou (da Paróquia Santíssima Trindade), recém-chegado ao Brasil, ao fazer suas gradativas visitas e intervenções na favela do Morro Azul, começa a delinear ações para o desenvolvimento daquele local. Naquela época a favela do Morro Azul encontrava-se num avançado estágio de miséria. Mesmo assim, para driblar essa situação, os moradores criavam porcos, galinhas, cabritos, coelhos, patos, ovelhas, perus. Criavam esses animais sem nenhuma orientação técnica. Animais que viviam soltos nas valas imundas, proporcionando zoonose. Além da pobreza acentuada e analfabetismo extremo, a comunidade acometida pela cólera, disenteria, tifo, doenças de pele, aguçando principalmente a mortandade infantil e todo tipo de mazelas crescentes, devido à falta de infra-estrutura, tais como: coleta regular de lixo e entulho, valas de esgoto a céu aberto, infestações de ratos, baratas, lacraias e demais insetos, falta de via de acesso para a comunidade, falta de representação comunitária, não havia energia elétrica, faltava água encanada e rede de esgoto... Todas essas mazelas levaram Paulo Riou a promover uma grande cruzada de ações socais no morro. Fez campanhas de arrecadações de recursos provenientes de entidades sociais, e, já naquela época, pensando em reciclagem, chegou a vender garrafas de vidro e ferro velho para arrecadar fundos, além de contar com a participação de paroquianos da Igreja Santíssima Trindade e de personalidades, tais como o médico sanitarista Dr. Luís Lima, o qual convidou especialmente. Riou então, para fortalecer  os ânimos no local, o padre Paulo inaugura o culto à Nossa senhora,  em 1952 e iniciando assim todo um trabalho de humanização e higienização, com o passar do tempo, por mérito, Nossa Senhora foi transformada em padroeira do Morro Azul...