Morro da Babilônia

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Bondinho do Pão de Açúcar e, ao fundo, o Morro da Babilônia
Ao centro, o Morro da Babilônia. Ao fundo, as praias do Leme e de Copacabana. Em primeiro plano, a Praia Vermelha.

O Morro da Babilônia é um morro localizado na divisa entre os bairros de Botafogo, Urca, Leme e Copacabana[1] , na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Abriga duas favelas: a do Morro da Babilônia e a do Chapéu Mangueira[2] . Também abriga uma área de proteção ambiental[3] .

História[editar | editar código-fonte]

No século XVIII, os colonizadores portugueses construíram uma fortificação no alto do morro para vigiar a entrada da Baía de Guanabara[4] . No início do século XX, o engenheiro Augusto Ferreira Ramos projetou uma ligação aérea do Morro da Babilônia com o Morro da Urca, como parte das comemorações do Centenário da Abertura dos Portos. Porém o projeto nunca foi concretizado[5] . Em 1930, o morro foi citado em um dos poemas do livro Libertinagem, de Manuel Bandeira[6] .

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Exército Brasileiro construiu casamatas no alto do morro para proteger a cidade contra possíveis ataques[4] . Em 1959, o morro serviu de cenário para o filme franco-brasileiro "Orfeu do Carnaval", que veio a ganhar a Palma de Ouro do Festival de Cannes no mesmo ano e o oscar de melhor filme estrangeiro no ano seguinte[2] .

Desde 10 junho de 2009, o morro passou a abrigar a 4° Unidade de Polícia Pacificadora, o que veio a diminuir de forma histórica os índices de criminalidade no local[7] [8] .

Polo Turístico[editar | editar código-fonte]

Após a implantação da UPP em 2009 o local passou a possuir um Polo Turístico com 10 hostels dentre eles: El misti, Lisetonga e Babilonia Rio Hostel, Chill Hostel Rio, Green Culture Eco Hostel, Hostel Mar da Babilônia, Favela Inn, Abraço Carioca, Toninho House entre outros.

Na gastronomia o conhecido Bar do David segundo colocado por duas vezes consecutiva no Comida di Buteco e frequentado por famosos da TV Globo e o Bar do Alto com vista para toda a praia de Copacabana, premiado na Veja pelos seus drinks são os pontos mais frequentados por aqueles que vem visitar o local.

A vista dispensa comentários. Lá em cima, na pedra, tem uma bela clareira e um espaço enorme para sentar e observar a vista para o Flamengo, de um lado, a praia Vermelha de outro e um ângulo inusitado do Pão de Açúcar. Com certeza, você terá uma nova perspectiva da cidade.

Mural Babilônia[editar | editar código-fonte]

Fragmento do mosaico principal do Mural Babilônia.

Mural Babilônia começou ser criado a partir de Janeiro 2014. A primeira intervenção urbana, o mosaico principal, tem aproximadamente 140 metros quadrados de extensão e cobre um muro de contenção construido pela Prefeitura. Está localizado na parte baixa da Babilônia. Foi desenhado e criado pelos artistas plásticos da República Checa, X-Dog e Plebe, com ajuda de dezenas de voluntários de vários países.

Na segunda intervenção um banco de concreto com acabamento em mosaico foi criado, num lugar que serve como um ponto de encontro. Com tempo outros mosaicos apareceram na área melhorando visual do bairro e confirmando o Mural como uma referência turística na Zona Sul do Rio de Janeiro. Entre eles, podem ser destacados dois postes de luz, "A Morena" e "A Bandeira" ou a seguinte chamada para a importância da educação: "Educação é o que você faz, quando ninguém olha." Uma escadaria muito precária foi refeita por completo e recebeu também acabamento em mosaico.

Trilhas Ecológicas[editar | editar código-fonte]

Um dos  reflexos da pacificação das favelas, além da visível segurança na cidade, foi a reconquista do acesso aos morros, na maioria interditados pelo tráfico.

O morro Chapéu Mangueira, a onde fica a comunidade da Babilônia, é uma dessas joias da cidade! De um lado, Copacabana, e do outro lado uma trilha, debruçada para a Urca.

A vista dispensa comentários. Lá em cima, na pedra, tem uma bela clareira e um espaço enorme para sentar e observar a vista para o Flamengo, de um lado, a praia Vermelha de outro e um ângulo inusitado do Pão de Açúcar. Com certeza, você terá uma nova perspectiva da cidade.

Vista para a praia de Copacabana.

Nível de Dificuldade: Fácil com subidas e descidas e caminhos abertos com sinalização

Distância: 3 km, caso volte até o ponto inicial serão 4 km

Desnível: 200 metros (prédio de 33 andares)

Duração: Pra subir dá menos de 1 hora, mas com paradas para o pôr do sol, lanche, fotos, etc, reserve de 2 a 3 horas. Se rolar chopp no final, aí não tem horário...

Atrativos: Vista de paisagens (Copacabana, Pão de Açúcar, Botafogo, Aterro do Flamengo, Cristo, Baia de Guanabara), histórico-cultural (antigas estruturas de observação e controle de embarcações do exército brasileiro), flora (área reflorestada), fauna (aves).

População[editar | editar código-fonte]

Comunidades da Babilônia a esquerda e chapéu Mangueira a direita.

Os dados revelam que a comunidade Babilônia é a mais populosa, concentrando 65% da população total. Vale ressaltar, no entanto, que apesar do tamanho da sua população e de ocupar o equivalente a 70% (83.731 m²) da área total das duas comunidades (118.326 m²), a densidade demográfica na Babilônia é sensivelmente menor que no seu vizinho Chapéu‐Mangueira (292,7 e 372,3

(hab/ha) respectivamente).   

numero de habitantes:   

Babilônia 2.451

Chapéu Mangueira 1.288

Total 3.739

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

O morro da Babilônia está sendo usado na gravação da novela das nove da Rede Globo "Babilônia".

Referências

9. http://www.gustavogranato.com/2013/10/rio-trilha-do-morro-da-babilonia-set.html#.U_po3_ldWFk

10. http://www.etrilhas.com.br/pt/trilhas-cariocas/rio/morro-da-babilonia/

Fonte:    (1) Instituto Pereira Passos, com base em IBGE, Censo Demográfico (2010)

                (2) Instituto Pereira Passos (2012)

                (3) Censo Demográfico IBGE (2010)