Musca domestica

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mosca-doméstica
Musca domestica.

Musca domestica.
Estado de conservação
Não avaliada (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Brachycera
Família: Muscidae
Subfamília: Muscinae
Tribo: Muscini
Género: Musca
Espécie: M. domestica
Nome binomial
Musca domestica
Linnaeus, 1758
Subespécies
Ver o texto.
Sinónimos

Musca domestica Linnaeus, 1758, conhecida pelos nomes comuns de mosca-doméstica, mosca-de-casa e mosquito,[1] é uma espécie de díptero braquícero (moscas) da família Muscidae. É um dos insectos mais comuns e uma presença habitual na maioria dos climas da Terra. A mosca pode pousar em comida, contaminando-a com bactérias, sendo responsável pela propagação de numerosas doenças.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os espécimes adultos de M. domestica podem medir cerca de 5-8 mm de comprimento. Apresenta coloração cinzenta no tórax, com quatro linhas longitudinais no dorso. A parte inferior do abdómen é amarelada. O corpo é recoberto de pelos relativamente longos.

Os olhos compostos são de cor avermelhada.

As fêmeas são um pouco maiores que os machos e apresentam um espaçamento maior entre os olhos.

Apresentam duas asas funcionais, com o outro par convertido em balanceiros (ou halteres) que estabilizam o voo.

Cada fêmea pode pôr cerca de 8 000 ovos brancos, com cerca de 1,2 mm de comprimento. Decorridas 24 horas após a postura, ocorre a eclosão das larvas, as quais se alimentam de restos orgânicos ricos em nutrientes. Apresentam uma coloração pálida e 3 a 9 mm de comprimento, fusiformes, com a boca terminal e sem patas. Quando a alimentação é suficiente, transformam-se em pupas com cerca de 8 mm de comprimento e coloração que varia de vermelho a castanho. Ao concluir a metamorfose, o adulto rompe um dos extremos da pupa com um corte circular, emerge e voa em busca de congéneres para acasalar e concluir o seu ciclo vital. Os adultos podem viver uma quinzena em estado selvagem, podendo atingir períodos de vida mais longos em laboratório.

O ciclo de vida completo de uma mosca no meio natural varia de 25 a 30 dias. A mosca doméstica apresenta 12 cromossomos.

Existem pelo menos duas espécies muito semelhantes a esta:

  • A mosca-de-estábulo, Stomoxys calcitrans, possui aparelho bucal do tipo picador-sugador rígido, não tão retráctil, o que torna essa espécie hematófaga; a veia média das asas é ligeiramente curva;
  • A Fannia canicularis, ligeiramente menor, mais delgada e com a veia média das asas recta.

Moscas e humanos[editar | editar código-fonte]

A espécie convive facilmente com os humanos, com tendência a agregar-se, ainda que sejam insectos pouco sociais. As moscas-domésticas podem ser portadoras de enfermidades infecto-contagiosas que podem transmitir ao alimentarem-se sobre alimentos humanos que contaminam.

A via de contaminação dos alimentos é dupla: por contacto das patas e do aparelho bucal ductor, particularmente através dos fluidos gástricos e restos de alimento anteriormente ingerido que regurgitam antes de se alimentarem. Algumas das doenças susceptíveis de transporte vectorial por M. domestica são febres tifoides, cólera, salmoneloses, disenteria por bacilos, tuberculose, carbúnculo e também alguns vermes parasitas. Excepcionalmente também pode ocasionar miíase.

Algumas variedades podem ser imunes a insecticidas. Estes insectos são considerados uma das piores pragas domésticas, superando os mosquitos, formigas e baratas. Apesar de existirem métodos caseiros de tentar-se mantê-las afastadas, a desinsetização por empresas especializadas ainda é o método mais eficaz de controle dessa praga urbana.

A sua larva é muito útil na medicina legal e na pesca. O estado de desenvolvimento da larva pode ajudar na determinação do tempo decorrido desde a morte de uma pessoa. Uma vez que a larva só se alimenta de carne morta e alimentos podres, surgiram experiências, em ambiente controlado, para introduzir a larva em feridas, eliminando a carne putrefata, evitando a gangrena.

Subespécies[editar | editar código-fonte]

Mosca na Serra do Japi

São consideradas taxonomicamente válidas as seguintes subespécies:[2]

Notas

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 162.
  2. ITIS, Integrated Taxonomic Information System (: ). «Musca domestica Linnaeus, 1758». Consultado em 1 de julho de 2011. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Chinery, Michael (1980). Guía de campo de los insectos de España y Europa Omega [S.l.] p. 402. ISBN 84-282-0469-1.  Parâmetro desconhecido |ubicación= ignorado (|local=) (Ajuda)
  • Leraut, Patrice (2007). Insectos de España y Europa Lynx Edicions [S.l.] p. 528. ISBN 978-84-96553-27-9.  Parâmetro desconhecido |ubicación= ignorado (|local=) (Ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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