Convento de São João de Tarouca

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Mosteiro de São João de Tarouca, Tarouca.
Igreja de São João de Tarouca.

O Mosteiro de São João de Tarouca localiza-se na encosta da serra de Leomil, sobranceiro ao vale do rio Varosa, na freguesia de São João de Tarouca, concelho de Tarouca, no distrito de Viseu, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Constituiu-se no primeiro mosteiro da Ordem de Cister no país, por volta de 1140. Pertencia à filiação do Mosteiro de Claraval, França, fundado por S. Bernardo em 1115.

Em 1152, após a vitória de D. Afonso Henriques sobre os mouros na batalha de Trancoso, foi lançada a primeira pedra da igreja conventual.

Um novo dormitório e a torre sineira foram erguidos no século XVI.

A última fase das obras de ampliação do mosteiro decorreu no início do século XIX.

A maior parte dos edifícios regulares foi demolida após a extinção das Ordens Religiosas decretada em 1834.

Em 1938 procedeu-se à restauração dos retábulos, nomeadamente o de São Pedro, atribuído a Gaspar Vaz.

Características[editar | editar código-fonte]

A Igreja do Mosteiro de São João (Baptista) de Tarouca apresenta planta cruciforme, com elementos do românico e do gótico, e portal renascentista. Sofreu progressivas alterações durante o século XVII, nomeadamente no frontispício.

O frontispício tem o pano de fundo dividido por duas pilastras salientes, coroadas por pináculos assentes em capitéis. No pano central abre-se um portal de verga recta, encimado por uma imagem e por um escudo, ladeados por duas janelas. O conjunto proporciona volumes articulados, nos quais se adossa a torre sineira.

Internamente, a igreja é dividida em três naves, sendo a central mais elevada. Os altares são de talha dourada, contendo retábulos de pintura sobre madeira, entre os quais avultam o de São Pedro, o de Nossa Senhora da Glória e o do altar de São Miguel, dos início do século XVI, atribuídos a Gaspar Vaz. Na nave central existe ainda o cadeiral dos monges, em talha dourada, enquanto na sacristia se podem contemplar valiosos azulejos historiados.

O arquitecto de São João de Tarouca aplicou os preceitos da escola românica cisterciense, de origem borgonhesa. A nave central, no entanto, parece única as laterais aproximam-se de capelas comunicantes (devido à rectorização provocada pelo sistema construído) e pelos contrafortes percebem-se as naves laterais no alçado.

Encontra-se também na igreja o mausoléu gótico de Dom Pedro Afonso, Conde de Barcelos.

Ver também[editar | editar código-fonte]