Movimento antinuclear

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120.000 pessoas participaram de um protesto anti-nuclear em Bona, Alemanha Ocidental, em 14 de outubro de 1979, na sequência do acidente de Three Mile Island.
Manifestação anti-nuclear em Colmar, no nordeste da França, ocorrida no dia 3 de outubro de 2009.
Comício anti-usina nuclear após o acidente nuclear de Fukushima, em 19 de setembro de 2011 no Santuário Meiji localizado em Tóquio, Japão.

O movimento antinuclear é um movimento social que opõe-se ao uso de tecnologias nucleares. Alguns grupos de ação direta, ambientalistas e organizações profissionais[1][2] identificaram-se com o movimento em nível local, nacional e internacional. Dentre os principais grupos antinucleares estão a Campanha Pelo Desarmamento Nuclear, Friends of the Earth, Greenpeace, Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear e a Nuclear Information and Resource Service. O objetivo inicial do movimento era o desarmamento nuclear, embora desde o final da década de 1960 também se oponha ao uso da energia nuclear. Vários grupos antinucleares opõe-se tanto ao uso da energia nuclear quanto ao uso de armas nucleares. A formação de partidos ambientalistas nas décadas de 1970 e 1980 pode ser vista como um resultado das políticas antinucleares.[3]

Com as preocupações sobre as mudanças climáticas e os avanços em projetos de reatores nucleares, questões sobre a energia nuclear voltaram a ser discutidas em alguns países. Em 2011, o acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, embora não tenha resultado em nenhuma fatalidade, fez com que o movimento antinuclear ganhasse novas forças.[4] Em 2014, vários países como a Austrália, Áustria, Dinamarca, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Portugal, Israel, Malásia, Nova Zelândia e Noruega não possuíam nenhuma usina nuclear. A energia nuclear está sendo debatida ativamente na Austrália.[5][6] A Alemanha e Suíça estão abandonando a energia nuclear, embora suas políticas permaneçam controvesas.[7][8] Usinas de energia movidas a carvão respondem hoje por 50% da geração de eletricidade, acima dos 43% em 2010.[9] A Alemanha recentemente licenciou 26 novas usinas de energia movidas a carvão.[10][11] A revista The Economist afirma que mais usinas nucleares foram fechadas do que abertas nos últimos anos.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fox Butterfield. Professional Groups Flocking to Antinuclear Drive, The New York Times, March 27, 1982.
  2. William A. Gamson and Andre Modigliani. Media Coverage and Public Opinion on Nuclear Power, American Journal of Sociology, Vol. 95, No. 1, July 1989, p. 7.
  3. John Barry and E. Gene Frankland, International Encyclopedia of Environmental Politics, 2001, p. 24.
  4. «Japan crisis rouses anti-nuclear passions globally». Washington Post. 16 de março de 2011 
  5. «Business groups want Government to 'get out of the way' of nuclear power» 
  6. https://theconversation.com/nuclear-power-isnt-economically-feasible-in-australia-but-34958
  7. http://www.world-nuclear-news.org/NP-Swiss-want-say-on-nuclear-phase-out-2301144.html
  8. Duroyan Fertl (5 de junho de 2011). «Germany: Nuclear power to be phased out by 2022». Green Left 
  9. http://www.world-nuclear.org/info/Country-Profiles/Countries-G-N/Germany/
  10. a b «Difference Engine: The nuke that might have been». The Economist. 11 de novembro de 2013 
  11. James Kanter (25 de maio de 2011). «Switzerland Decides on Nuclear Phase-Out». New York Times 
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