Movimento antivacina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Charlotte Cleverley-Bisman, que teve todos os quatro membros parcialmente amputados com sete meses de idade devido a doença meningocócica.[1]
Em um pôster do pós-guerra, o Ministério da Saúde do Reino Unido estimula os residentes britânicos a imunizar crianças contra a difteria.

Um movimento antivacina é tipo uma oposição mais ou menos organizada à vacinação pública, oriunda de uma ampla gama de críticos de vacinas, algo que existe desde as primeiras campanhas de vacinação.[2] O movimento antivacina moderno, de natureza quase mundial, faz uso dos recursos da internet e se baseia em ideias sem comprovação científica e em teorias da conspiração.

História[editar | editar código-fonte]

Apesar de sempre existirem pessoas que desconfiavam da eficiência e segurança das vacinas, a comunidade médica acredita que o movimento antivacina teve um estopim em 1998, quando o médico britânico Andrew Wakefield publicou um estudo fraudulento em uma conceituada revista científica, a The Lancet.[3][4] Nele, Wakefield relacionava a vacina tríplice viral, que previne contra a caxumba, o sarampo e a rubéola, ao autismo. [3][4] O artigo foi desacreditado quando outros cientistas fizeram novos estudos para comprovar a conexão, o que nunca aconteceu.[3][4] Pouco tempo após a publicação, descobriu-se que o médico estava envolvido com advogados que queriam lucrar com base em processos contra fabricantes de vacinas. Ademais, ele utilizou dados falsos e alterou informações sobre os pacientes. Após a confirmação do caso, a The Lancet se retratou e retirou o estudo de seus arquivos.[4] Wakefield perdeu o registro médico e a publicação foi tirada de circulação.[3][4] Entretanto, grupos antivacina argumentam com o estudo até a época atual.[3]

A resistência à vacinação foi listada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dez maiores ameaças à saúde global neste 2019.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Wane, Joanna. «The case for vaccination» (PDF). North & South. Consultado em 3 Julho 2015 
  2. Wolfe R, Sharp L (2002). «Anti-vaccinationists past and present». BMJ. 325 (7361): 430–2. PMC 1123944Acessível livremente. PMID 12193361. doi:10.1136/bmj.325.7361.430 
  3. a b c d e Thais Carvalho Diniz (5 Dezembro 2017). «Movimento antivacina: como surgiu e quais consequências ele pode trazer?». UOL Universa. Consultado em 22 Dezembro 2019 
  4. a b c d e Julia Di Spagna (17 Outubro 2019). «Entenda o que é o movimento antivacina». Guia do Estudante. Consultado em 22 Dezembro 2019 
  5. «Movimento antivacina: como combater essa onda que ameaça sua saúde?». Anahp — Associação Nacional de Hospitais Privados. 3 de outubro de 2019. Consultado em 22 Dezembro 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Saúde é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ícone de esboço Este artigo sobre Medicina é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.