Movimento de Unidade Democrática

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Movimento de Unidade Democrática
Fundação 1945
Dissolução 1948 (banido)
Ideologia Socialismo
Marxismo
Republicanismo
Socialismo cristão
Pró-democracia
Espectro político Esquerda

O Movimento de Unidade Democrática (MUD) foi uma organização política de oposição ao regime salazarista.

MUD[editar | editar código-fonte]

Formado após o final da II Guerra Mundial, em 8 de Outubro de 1945, com a autorização do governo, o MUD era herdeiro do anterior MUNAF.

O MUD foi criado para reorganizar a oposição, prepará-la para as eleições e proporcionar um debate público em torno da questão eleitoral. Conseguiu em pouco tempo grande adesão popular (principalmente entre intelectuais e profissionais liberais) e começou a tornar-se uma ameaça para o regime.

Salazar ilegalizou-o em Janeiro de 1948, sob o pretexto de que tinha fortes ligações ao PCP. Apesar de tudo, viria ainda a apoiar a candidatura presidencial do general Norton de Matos, em 1949.

Organizadas no âmbito do MUD, entre 1946 e 1956 realizaram-se as Exposições Gerais de Artes Plásticas (SNBA, Lisboa), perfazendo um total de 10 exposições de grande impacto cívico e cultural.[1].

MUD Juvenil[editar | editar código-fonte]

Da organização juvenil do MUD fizeram parte personalidades como Mário Soares, Salgado Zenha, Octávio Pato, Francisco Castro Rodrigues, José Borrego, Maria Fernanda Silva, Júlio Pomar, Mário Sacramento, Rui Grácio, António Abreu, Nuno Fidelino Figueiredo, João Abel Manta, António Alfredo e o empresário Henrique Neto.

O MUD juvenil manteve ligações com movimentos católicos através de personalidades como João Sá da Costa e Fernando Ferreira da Costa, ligados ao padre Alves Correia.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Vilaça, Alberto. O MUD Juvenil em Coimbra: História e estórias. Porto, Campo das Letras, 1998. ISBN 978-972-610-099-7

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A.A.V.V. – Os Anos Quartenta na Arte Portuguesa (tomo 1). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982.
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