Movimento do Nome Sagrado

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O Movimento do Nome Sagrado (MNS) é um movimento cristão, inicialmente dentro do Adventismo, propagado por Clarence Orvil Dodd a partir de 1930, que pretende se conformar ao seu cristianismo as raízes hebraicas da fé cristã[1]. A melhor distinção conhecida do MNS é a sua defesa do uso do nome sagrado YHWH (יהוה) - o Tetragrama -, isto é, o nome histórico do Deus de Israel, ue preferem sonorizar (conforme cada variação da seita), bem como o uso do nome original Aramaico de Jesus (Yeshua) ou do Hebraico Yaohushua, muitas vezes transcrito como Yehoshua/Yahoshua/Yaohushua. Esses crentes MNS também geralmente mantêm muitas das leis do Antigo Testamento e cerimônias, como o sábado do sétimo dia, festivais Torá e leis alimentares tentando manter alimentação e costume próximo ao kosher judaico.

História[editar | editar código-fonte]

Esse movimento (MNS) inicia-se com a "Assembleia de Yahweh" em Holt, Michigan, EUA nos anos iniciais da década de 1930. Os líderes pregavam que um dos membros teria sido visitado por dois anjos que explicou que o nome do Messias corretamente seria Yahshua. Outros líderes das então "Assembleias de Yahweh" se destacaram, como p. ex. Jacob O. Meyer, que posteriormente denominou organização "Bethel", caminhando para a independência e para o alcance nacional (EUA). Donald Mansager e vários anciãos separaram-se da "Assembleia de Yahweh" nos anos iniciais da década de 1980, formando a "Assembleia de Yahweh no Messias". Outros líderes também ficaram conhecidos (como Donald Mansager, Alan Mansager, Robert Wirl), bem como outros nomes das facções que se sucederam, como "Assembleia de Yahweh Nova Aliança" (1985) - não relacionado com o movimento brasileiro Congregação Israelita da Nova Aliança -; seguindo, apareceram mais fações como "Assembleia de Yahweh em Yahshua", "Ministério Restauração, de Yahweh", "Congregação Verdade(deira) de Yahweh, Philadelphia", "Assembleia de Yahweh do 7º dia" - Cisco, TX (EUA) -, que desenvolveu sua liturgia com seus líderes; suas doutrinas diferem das tradicionais doutrinas do "Nome Sagrado" com detalhes à parte, dentre outros.

Os grupos acima são movimento de nome sagrado e possuem ligações histórico-doutrinários com a "Assembleia de Yahweh" original e têm doutrinas quase idênticas. Devido não existir uma inscrição formal para ser um "grupo de Nome Sagrado" o termo é vagamente definido. Muitas pessoas incluem-se nisso com grupos que usam variações de "Yahweh" e "Yahshua", mas ensinam doutrinas muito diferentes do que os grupos acima, para se considerar desse "movimento" (MNS).

Desde a década de 1970, esse movimento (MNS) penetrou entre os muitos de denominação pentecostal, p. ex. "A Casa de Deus", organização pentecostal sabatista iniciada em 1919 por RAR Johnson, tornou-se inundada com certas doutrinas do "Nome Sagrado". As "Casas Apostólicas de Yahweh" (presididas por William Greggs), órgão independente do "Nome Sagrado", é exclusivamente Pentecostal. Existem outras ​organizações pentecostais que se destacam, sendo mais inflexíveis sobre o uso de "nomes sagrados", como a "Comunidade da Aliança Vitoriosa", a "Caminho Estreito" e as "Assembleias do Messias na Doutrina dos Apóstolos".

Com características brasileiras, surge um movimento na década de 1980 vulgarmente denominado "Testemunhas de Yehoshua". Esta pequena seita seria então parte do MNS, versão hebraizante do cristianismo. Esse grupo acredita que são os verdadeiros restauradores do "Nome Sagrado", ainda se considerando ser uma verdade adormecida por dois mil anos, sendo restaurado só agora devido a revelações. Dentre as pregações descata-se o que ensinam sobre o nome Jesus, sendo para eles o certo a forma hebraica, só que não usam Yeshua, preferindo um formato "mais arcaico" para este nome, daí alguns grafarem Yehoshua/Yahshua/Yahoshua/Yaohushua.

Segundo eles, todas as demais igrejas cristãs estão erradas, já que dizem ser o nome Jesus de origem pagã. Semelhanças podem ser encontradas quanto às Testemunhas de Jeová em relação ao que estas fazem com a pregação do nome Jeová. Dentre as pregações pode ser citado o que eles propagam como verdade:

  1. . O bispo católico Jerónimo de Strídon por ordem do papa Dâmaso, segundo eles foi quem primeiro introduziu o nome Jesus na Bíblia;
  2. . Jesus significaria "Deus cavalo" em hebraico, e ainda seria dado ao Cristo em homenagem à deuses pagãos como Zeus, Júpiter e Esus como forma de uma adoração indireta;
  3. . Segundo cálculos próprios, o nome Jesus somado daria 666, desde que colocado junto a uma frase latina que escolheram;
  4. . Argumentam que nome não se traduz, somente podendo se transliterar, o que seria impossível já que no hebraico não tem o som da letra "J";
  5. . O "Nome Sagrado", sendo de origem hebraica, e para eles seria indiscutivelmente "YEHO" (YHWH) mais "SHUA" (Salvação); assim o nome mostraria que "YHWH (יהוה) é salvação", já que o nome do Pai Celestial no Velho Testamento estaria inserido nesse "Nome Sagrado" propagado por eles (Yehoshua);
  6. . Textos bíblicos são citados para substanciar a importância do nome para a seita, indicando que existe salvação em tal nome: Lucas 1:31,24:47;Atos 4:12;
  7. . Não agregando valor positivo ao nome "Jesus", consequentemente os verdadeiros filhos de Deus seriam aqueles que acreditam somente nesse "nome verdadeiro" que pregam, em contrapartida ao que aparece nas bíblias de origem Católica Romana (a Vulgata) e protestante (J. F. Almeida).

Mais recentemente, por volta dos anos 90, surge a mais nova variante desse grupo, a organização Yaohushua, que se diz de Jerusalém, Israel, mas com um líder filipino Filimino Nagado, que se identifica como “Cohanul”. Tal grupo busca prosélitos por meio de “salas de chat” na internet, propagando seus sites. Assim como as outras facções do grupo autodenominadas "Ohol" ou "Oholyao", “Cohanul” alega liderar o único grupo que conhece a verdadeira identidade do Criador. No Brasil esta é a tese pregada pelo vulgo "Uzulyao" (Na verdade: Sr. Carlos Roberto de Abreu Moreira [1] [2] [3] [4]), com sua sub-facção dessa organização Yaohushua no Rio de Janeiro/RJ.

Cada um dos grupos deste movimento (MNS), frequentemente chamado também como “Yahweísmo”, alega que é imprescindível dirigir-se à Deus pela forma específica do Nome Divino no Velho Testamento. Seja qual for o nome julgado ser o verdadeiro nome, todos os outros termos ou nomes para Deus estariam totalmente errados e deveriam ser desprezados por possuírem uma fórmula para adoração a falsas deidades.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Edições em inglês, na Wikipedia:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Críticas sob perspectivas polêmicas