Melhoria de Processos do Software Brasileiro

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O MPS.BR ou Melhoria de Processos do Software Brasileiro é simultaneamente um movimento para a melhoria da qualidade (Programa MPS.BR) e um modelo de qualidade de processo (Modelo MPS). Voltado para a realidade do mercado de pequenas e médias empresas de desenvolvimento de software no Brasil, ele é baseado nas normas ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504 e compatível com o CMMI.

O projeto tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, da FINEP e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. No Brasil o projeto é desenvolvido pela Softex, interagindo com as universidades e com o Governo Federal. Uma das principais vantagens do modelo é seu custo reduzido de certificação em relação as normas estrangeiras, sendo ideal para micro, pequenas e médias empresas que são a grande maioria no Brasil.

Um dos objetivos do projeto é replicar o modelo na América Latina, incluindo o Chile, Argentina, Costa Rica, Peru e Uruguai.

Motivação[editar | editar código-fonte]

O Brasil é um país cujo desenvolvimento de produtos de software está entre os maiores do mundo, e a cada dia, aumenta o nível de exigência por parte dos clientes no que diz respeito à qualidade e complexidade dos produtos. A partir deste ponto, podemos observar que as empresas estão buscando cada vez mais a maturidade nos seus processos de software para atingir padronizações de qualidade e produtividade internacionais, que são essenciais para a sobrevivência no mercado de TI.

Porém, o custo de uma certificação para uma empresa pode ser de até US$ 400 mil, o que se torna inviável para empresas de micro, pequeno e médio porte. Então, em uma parceria entre a Softex, Governo e Universidades, surgiu o projeto MPS.Br (melhoria de processo de software brasileiro), que é a solução brasileira compatível com o modelo CMMI, está em conformidade com as normas ISO/IEC 12207 e 15504, além de ser adequado à realidade brasileira.

O modelo[editar | editar código-fonte]

O MPS.Br é dividido em 3 partes: MR-MPS, MA-MPS, MN-MPS

MR-MPS (Modelo de referência para melhoria do processo de software)[editar | editar código-fonte]

O MPS.BR apresenta 7 níveis de maturidade (o que é um diferencial em relação aos outros padrões de processo) que são:

  • A - Em Otimização;
  • B - Gerenciado quantitativamente;
  • C - Definido;
  • D - Largamente Definido;
  • E - Parcialmente Definido;
  • F - Gerenciado;
  • G - Parcialmente Gerenciado.

Cada nível de maturidade possui suas áreas de processo, onde são analisados:

  • processos fundamentais
    • aquisição;
    • gerência de requisitos;
    • desenvolvimento de requisitos;
    • solução técnica;
    • integração do produto;
    • instalação do produto;
    • liberação do produto.
  • processos organizacionais
    • gerência de projeto;
    • adaptação do processo para gerência de projeto;
    • análise de decisão e resolução;
    • gerência de riscos;
    • avaliação e melhoria do processo organizacional;
    • definição do processo organizacional;
    • desempenho do processo organizacional;
    • gerência quantitativa do projeto;
    • análise e resolução de causas;
    • inovação e implantação na organização.
  • processos de apoio
    • garantia de qualidade;
    • gerência de configuração;
    • validação;
    • medição;
    • verificação;
    • treinamento.

Em seguida vem a Capacidade, onde são obtidos os resultados dos processos analisados, onde cada nível de maturação possui um número definido de capacidades a serem vistos.

  • AP 1.1 - O processo é executado;
  • AP 2.1 - O processo é gerenciado;
  • AP 2.2 - Os produtos de trabalho do processo são gerenciados;
  • AP 3.1 - O processo é definido;
  • AP 3.2 - O processo está implementado;
  • AP 4.1 - O processo é medido;
  • AP 4.2 - O processo é controlado;
  • AP 5.1 - O processo é objeto de inovações;
  • AP 5.2 - O processo é otimizado continuamente.

MA-MPS (Método de avaliação para melhoria do processo de software)[editar | editar código-fonte]

Tem como objetivo orientar a realização de avaliações, em conformidade com a norma ISO/IEC 15504, em empresa e organizações que implementaram o MR-MPS. Avaliação MA-MPS:

  • Equipe de avaliação: 3 a 8 pessoas, sendo:
1 avaliador líder
no mínimo 1 avaliador adjunto
no mínimo 1 técnico da empresa
  • Duração: 2 a 4 dias;
  • Validade: 3 anos;

Estruturação da Avaliação:

  • Planejar e preparar avaliação
Plano de Avaliação / Descrição dos indicadores de processo;
  • Conduzir Avaliação
Resultado da avaliação;
  • Relatar resultados
Relatório da avaliação;
  • Registrar e publicar resultados
Banco de dados Softex (Ver portal MPS.BR nas 'Ligações Externas')

MPS.BR

MN-MPS (Modelo de negócio para melhoria do processo de software)[editar | editar código-fonte]

Instituições que se propõem a implantar os processos MPS.Br (Instituições Implementadoras) podem se credenciar através de um documento onde é apresentada a instituição proponente, contendo seus dados com ênfase na experiência em processos de software, estratégia de implementação do modelo, estratégia para seleção e treinamento de consultores para implementação do MR.MPS, estratégia para seleção e treinamento de avaliadores, lista de consultores de implementação treinados no modelo e aprovados em prova específica, lista de avaliadores treinados no modelo e aprovados em prova específica.

Cursos e certificação[editar | editar código-fonte]

A Softex realiza cursos para formação de consultores, compradores e avaliadores MPS.BR. São ao todo 4 cursos:

  • Curso de Introdução - C1
  • Curso de Implementação - C2
  • Curso de Avaliaçao - C3
  • Curso de Aquisição - C4

Periodicamente, são realizadas provas em nível nacional para certificar profissionais em cada um dos cursos descritos acima. Tanto os cursos e as provas são realizadas nos Agentes SOFTEX em cada estado, por exemplo:

  • SOFTEX Campinas (SP)
  • ITS (São Paulo - SP)
  • FUMSOFT (Belo Horizonte - MG)
  • RIOSOFT (Rio de Janeiro - RJ)
  • SOFTSUL (Porto Alegre - RS)
  • Entre outras

Próximos passos[editar | editar código-fonte]

O modelo MPS.Br tem como objetivo implementar o Modelo de Referência para melhoria de processo de software em 120 empresas. E como objetivos secundários, a disseminação em diversos locais do país, capacitação no uso do modelo e o credenciamento de instituições implementadoras e avaliadoras do modelo, especialmente instituições de ensino e centros tecnológicos e também a implementação e avaliação do modelo com foco em grupos de empresas. A avaliação conjunta de grupos empresariais objetiva à redução dos custos, porém, há uma perda de foco, pois não há uma especificidade para cada empresa e sim um mesmo modelo de referência para todas elas. O MPS.Br já é uma realidade e existe um projeto para, dentro de alguns anos, a sua implantação em seis países da América Latina, são eles: Chile, Argentina, Costa Rica, Peru, Uruguai e Cuba.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]