Mulheres Apaixonadas

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Mulheres Apaixonadas
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Romance
Duração 75 minutos
Criador(es) Manoel Carlos
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Ricardo Waddington
Rogério Gomes
José Luiz Villamarim
Elenco Christiane Torloni [1]
José Mayer
Tony Ramos
Suzana Vieira
Helena Ranaldi
Bruna Marquezine
Carolina Dieckmann
Giulia Gam
Rodrigo Santoro
Camila Pitanga
Paloma Duarte
Regiane Alves
Lavínia Vlasak
Vanessa Gerbelli
Carolina Kasting
Ver mais
Tema de abertura "Pela luz dos olhos teus", Tom Jobim e Miúcha
Exibição
Emissora de televisão original Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 17 de fevereiro de 2003 - 10 de outubro de 2003
N.º de episódios 203
Cronologia
Programas relacionados Por Amor
Laços de Família
Páginas da Vida
Viver a Vida
Em Família

Mulheres Apaixonadas é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 21 horas pela Rede Globo, entre 17 de fevereiro e 10 de outubro de 2003, em 203 capítulos,[2] substituindo Esperança e sendo substituída por Celebridade. Foi a 63ª "novela das oito" exibida pela emissora.

Escrita por Manoel Carlos, com a colaboração de Maria Carolina, Fausto Galvão e Vinícius Vianna, dirigida por Marcelo Travesso e Ary Coslov, tendo direção geral de Ricardo Waddington, Rogério Gomes e José Luiz Villamarim e núcleo de Ricardo Waddington.[3]

A novela contou com as participações de Christiane Torloni, José Mayer, Helena Ranaldi, Carolina Dieckmann, Giulia Gam, Regiane Alves, Rodrigo Santoro, Camila Pitanga, Paloma Duarte, Susana Vieira, Tony Ramos e Dan Stulbach nos papéis principais.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A personagem central é Helena, uma mulher que resolve viver uma nova paixão após 15 anos de casada. Ela tem uma vida estável com o músico Téo, mas o casamento entrou em uma rotina que ela não suporta mais. Os dois têm um filho adotado, Lucas, e Helena é diretora de uma escola de segundo grau do Rio de Janeiro, a Escola Ribeiro Alves (ERA), que pertence ao marido e à cunhada, Lorena. Téo tem uma banda, onde toca saxofone, e também é pai de Luciana, filha da crooner Pérola, com quem ele se relacionou no passado e que, hoje, é casada com o músico Ataulfo. Pérola e Ataulfo têm outro filho, Jairo, e tocam na banda de Téo. As famílias têm uma ótima relação.

Téo, porém, com medo de perder o amor de Helena, esconde dela um grande segredo: Lucas é seu filho com Fernanda, uma ex-garota de programa, mãe também da menina Salete. O músico não tem nenhum envolvimento amoroso com Fernanda, mas é a ele que ela sempre recorre para pedir ajuda. Além disso, Salete é muito apegada a Téo e a Lucas, que conhece por acaso. Em determinada altura da trama, já separado de Helena, Téo decide contar a verdade a ela; mas antes que o faça, ele e Fernanda são vítimas de bala perdida durante uma troca de tiros no Leblon. Téo é atingido na cabeça e sobrevive depois de uma cirurgia; Fernanda não resiste, após alguns dias internada em estado grave. Antes de morrer, ela revela tudo à Helena. Sem a mãe, Salete fica sob a guarda da avó Inês, que só pensa em usufruir do dinheiro de Téo. No final da novela, o músico e a menina fazem exames de DNA, e Téo descobre que também é pai de Salete, o que lhe garante a guarda da menina.

Os questionamentos de Helena sobre sua vida conjugal ganham força quando ela reencontra César, ex-namorado que ela abandonou para se casar com Téo. César é um conceituado neurocirurgião, que trabalha na mesma clínica onde Luciana faz residência em medicina, e é pai de jovem Marcinha, aluna da escola de Helena. O médico fica viúvo no começo da história. Ele também é pai de Rodrigo, com quem tem um relacionamento difícil porque o jovem o responsabiliza pela morte da mãe. César tem um caso com sua assistente, Laura, e depois começa a namorar Luciana. A relação com Helena só tem início na metade da trama, e os dois terminam juntos. Após muitas reviravoltas, Téo e Laura descobrem que têm muitas afinidades e passam a viver juntos.

Em torno de Helena circulam suas confidentes e conselheiras em assuntos sobre casamento, amor, traição, família e paixões: as irmãs Hilda e Heloísa. Hilda é a mais realizada das irmãs: é dona de uma lanchonete e tem uma relação feliz com o marido Leandro e a filha Elisa, com os quais troca risos e confidências. Sua felicidade é abalada pela descoberta de um câncer de mama. Heloísa, por sua vez, sofre com o ciúme doentio que sente pelo marido, Sérgio, e suas atitudes de descontrole acabam por destruir o casamento. Como agravante, ela esconde do marido que não pode ter filhos. Entre outras ações ensandecidas, Heloísa picota as roupas de Sérgio, provoca escândalos, acusando-o constantemente de infidelidade, e até o fere com uma faca durante uma discussão.

Lorena, a irmã de Téo, é uma mulher vibrante que não se furta a viver suas paixões. Foi casada com Rafael, com quem teve Diogo e Vidinha, e não hesita em experimentar um novo relacionamento ao descobrir-se apaixonada por Expedito, homem bem mais jovem do que ela. Os dois vivem uma bonita relação até o momento em que sua nora se envolve com o rapaz para se vingar, fazendo com que ela se devaste com a situação embora tenha procurado não demonstrar. No final, Lorena acaba superando a traição nos braços de Ricardo, notória participação de Reynaldo Gianecchini na novela.

Erros e acertos em busca do amor ideal também estão presentes nos núcleos jovens da trama. Marina, filha de Silvia e Afrânio, casa-se com Diogo no início da novela mesmo depois de flagrar o rapaz aos amassos com a prima em plena festa de casamento. Ele foi o primeiro homem de sua vida e, apesar de mulherengo e aventureiro, aceita as formalidades do casamento porque vai ser pai. Mas a relação também enfrenta conflitos. O maior deles é o ciúme que Marina tem do marido com a prima Luciana. Diogo e Luciana tiveram um relacionamento no passado e ainda sentem atração um pelo outro. No decorrer da história, Marina perde o filho, e o casamento dos dois se complica ainda mais, com cobranças e manifestações de ciumes da parte dela. Diogo, desgastado, decide se separar e Marina, tentando mostrar-se forte e independente, começa a trabalhar com fotografia e moda. No final, Diogo e Luciana assumem que se gostam de verdade e decidem viver juntos.

A trama acompanha também o romance de Edwiges e Cláudio, que aborda o tabu da virgindade pós adolescencia e o preconceito social. A relação é desaprovada por Marta, mãe do rapaz, porque a moça é de família humilde. E Edwiges, apesar de já ter passado dos vinte anos, continua virgem, sempre sonhando tirar a virgindade com um homem que ama de verdade. Após uma briga com a namorada, Cláudio se rende ao assédio de Gracinha, filha de empregados de sua casa, e a moça engravida, gerando um novo conflito familiar e mais um obstáculo em sua relação com Edwiges. Esta, por sua vez, aconselha Gracinha a não abortar o bebê. A história termina com Cláudio e Edwiges casados, quando ela tem sua primeira noite de amor.

Uma das histórias que mobilizou o público foi a do casal de idosos Flora e Leopoldo, que vivem no mesmo apartamento com o filho Carlão, a nora Irene e os netos Carlinhos e Dóris. Os dois foram atores e ajudam o filho no sustento da casa e da família, mas são freqüentemente maltratados pela neta, que só consegue enxergá-los como um peso. Dóris humilha e furta dinheiro dos avós para satisfazer seus caprichos, mas os dois sofrem calados. Por sua insensibilidade, Dóris chega a levar uma surra de cinto do pai. O problema só se resolve no final, quando Flora e Leopoldo se mudam para o Retiro dos Artistas, onde têm uma vida mais tranqüila e feliz.

Um dos outros pontos de destaque da trama foi a paixão entre Estela e padre Pedro, que levantou a discussão sobre o celibato. A dondoca aparentemente fútil é prima de Helena, Hilda e Heloísa, e sabe ser atrevida, chique e divertida. Mora em uma ampla suíte no hotel onde Rafael trabalha. Promove festas barulhentas e fartas de comida e bebida, onde comparece todo tipo de gente, desde jogadores de futebol a artistas de televisão. É divorciada e nunca mais se casou, tendo passado a viver pequenos romances. Quando criança, apaixonou-se pelo padre que fez sua primeira comunhão e o reencontra durante uma festa de casamento, onde a chama se reacende e ela decide bater o pé até que o mesmo resolva largar a batina para juntos ficarem, fato este que se concretizou nos últimos capítulos.

O drama da professora Raquel, que é agredida pelo marido Marcos, mas não tem coragem de denunciá-lo à polícia foi de extrema importância não só para a novela. Para fugir do marido, Raquel se muda de São Paulo para o Rio de Janeiro e consegue dar aulas de Educação Física na ERA, mas ele descobre seu paradeiro e volta a transformar sua vida em um inferno. Entre outros atos de violência, Marcos costuma bater na mulher com uma raquete de tênis. Na escola, Raquel faz amizade com o aluno Fred, e os dois vivem uma relação de afeto e cumplicidade, apesar da contrariedade dos pais do rapaz. Marcos passa a perseguir o garoto, e Raquel o denuncia. No final, Marcos atrai Fred para uma emboscada, e os dois morrem em um acidente de carro. A professora termina a novela grávida do estudante, a quem faz uma homenagem na festa de fim de ano da escola.

A transformação da personagem Silvia, mãe de Marina, é mais uma trama que mostra a mulher em busca da paixão. Entediada no casamento, Silvia passa a se encontrar às escondidas com o taxista Caetano. Caetano é casado com Rosinha, que trabalha na ERA, e os dois têm um filho. Silvia descobre a traição de Caetano e vira sua cúmplice e amante. A "madame" e o taxista passam a frequentar casas de forró e motéis, onde Silvia vive suas mais reprimidas fantasias, levando sempre na bolsa um figurino popular.

A novela também enfoca os equívocos da estudante Paulinha, que tem vergonha do pai, Oswaldo, o porteiro da escola; o preconceito sofrido pelas jovens estudantes Clara e Rafaela, que vivem uma relação homossexual; e o drama de Santana, professora alcoólatra que chega a ser afastada do trabalho por não conseguir controlar sua dependência.

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Produção[editar | editar código-fonte]

Leblon, a locação principal da trama.

A telenovela foi ambientada na cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente nos bairros do Leblon, Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca. As cenas eram gravadas nos estúdios do Projac e nas ruas da cidade, pois a novela não possuía cidade cenográfica.[4]

Abertura

A novela teve 15 aberturas diferentes, sempre mostrando fotos mandadas por telespectadores, em diferentes tons de azul. As mulheres apareciam destacadas, enquanto os homens, embaçados. Inicialmente a abertura seria trocada a cada 4 semanas, mas a ideia fez tanto sucesso, que passou a ser de duas em duas semanas, tendo na última semana, a abertura diferente da penúltima.[5]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Christiane Torloni Helena Moraes Ribeiro Alves
José Mayer César Andrade de Melo
Tony Ramos Teó (Teófilo Ribeiro Alves)
Susana Vieira Lorena Ribeiro Alves
Helena Ranaldi Raquel de Almeida Trindade
Giulia Gam Heloísa Moraes Vasconcelos
Rodrigo Santoro Diogo Ribeiro Alves Nogueira
Carolina Dieckmann Edwiges Batista Moretti
Camila Pitanga Luciana Ribeiro Alves
Paloma Duarte Marina Ferreira Lobo
Regiane Alves Dóris de Souza Duarte
Vanessa Gerbelli Fernanda Machado
Bruna Marquezine Salete Machado
Dan Stulbach Marcos Soares Mendonça
Marcello Antony Sérgio Vasconcelos
Lavínia Vlasak Estela de Azevedo Franco
Natália do Vale Silvia Ferreira Lobo
Marcos Caruso Carlão (Carlos de Souza Duarte)
Vera Holtz Santana Gurgel
Erik Marmo Cláudio Gonzaga Moretti
Maria Padilha Hilda Moraes Sampaio Vianna
Carol Castro Gracinha (Maria da Graça Pereira)
Carolina Kasting Laura Medeiros
Nicola Siri Padre Pedro La Vecchia
Alinne Moraes Clara Rezende
Paula Picarelli Rafaela Godoy
Júlia Almeida Vidinha (Vida Ribeiro Alves Nogueira)
Leonardo Miggiorin Rodrigo Andrade de Melo
Pedro Furtado Fred (Frederico Lisboa)
Ana Roberta Gualda Paulinha (Paula Arruda)
Oswaldo Louzada Leopoldo Duarte
Carmem Silva Flora de Souza Duarte
Martha Mellinger Irene de Souza Duarte
Cláudio Marzo Rafael Nogueira
Eduardo Lago Leandro Sampaio Vianna
Rafael Calomeni Expedito Batista
Pitty Webbo Marcinha (Márcia Andrade de Melo)
Fabiana Karla Célia
Daniel Zettel Carlinhos (Carlos de Souza Duarte Jr.)
Regina Braga Ana Batista
Umberto Magnani Argemiro Batista
Manoelita Lustosa Inês Oliveira Machado
Tião D'Ávila Oswaldo Arruda
Walderez de Barros Alzira
Paulo Coronato Caetano
Victor Cugula Lucas Ribeiro Alves
Elisa Lucinda Pérola (Rita de Cássia Rodrigues)
Paulo Figueiredo Afrânio Ferreira Lobo
Guilhermina Guinle Rosinha (Rosa Garcia)
Serafim Gonzalez Onofre Moretti
Marly Bueno Marta Gonzaga Moretti
Sylvio Meanda Eugênio
Xuxa Lopes Leila
Giselle Policarpo Elisa Sampaio Vianna
Roberto Frota Lobato
Cristina Fagundes Wilma
Laura Lustosa Margareth Rezende
Joana Medeiros Eleonora Lisboa
Laércio de Freitas Ataulfo
Renata Pitanga Shirley
Arlete Heringer Yvone Barros
Waldir Gozzi Luigi
Lica Oliveira Adelaide
Sônia Guedes Matilde Andrade de Melo
Bruno Padilha Miguel
Tila Teixeira Tereza
Roberta Rodrigues Zilda
Luciele di Camargo Dirce
Sheila Mattos Celeste Pereira
Caco Baresi Orlando Pareira
Andréa Bassit Marli
Priscila Dias Sônia Galvão
Wilson Cardozo Jeremias Galvão
David Herman Roberto Rezende
André Bicudo Lacerda
Giovanna de Toni Telma
Maria Clara Gueiros Cecília
Christiane Alves Natália
Idelcéia Santos Maria
Frederico Lessa Antônio
Luca Bianchi Alcides
Alessandra Colassanti Rebeca
Guilherme Caillaux Reizinho
Lucas Margutti Railson
Luciana Rigueira Odete
Diego Gonçalves Jairo

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Cris Bonna Isabel Andrade de Melo
Igor Cotrim Romeu
Hylka Maria Cleide
Edson Silva Kleber
Zé Carlos Machado Marcelo
Renata Mello Nair
Reynaldo Gianecchini Ricardo

Galeria[editar | editar código-fonte]

Classificação indicativa[editar | editar código-fonte]

Inicialmente a trama tinha classificação de 12 anos, mas a partir de 30 de junho, o Ministério da Justiça interveio e a reclassificou como imprópria para menores de 14 anos, em virtude das exibições de cenas violentas e insinuações sexuais além dos limites.[6]

Para poder ser reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, a novela foi editada, conseguindo assim a classificação para maiores de 10 anos. É a primeira novela da sessão a ter essa classificação. Mesmo após a liberação da trama, alguns membros do Ministério Público Federal ficaram preocupados com a reprise. Pois mesmo com classificação 10 anos, as crianças com idade inferior poderiam assistir a novela na ausência dos pais.[7]

Manoel Carlos chegou a ficar preocupado com o resultado da edição da sua novela no horário da tarde. O autor teria ficado chateado porque não foi consultado pela emissora sobre os cortes nos capítulos.[8]

A novela foi muito editada na reprise, as cenas mais cortadas foram a do tiroteio no Leblon, a cena em que Raquel é espancada e é levada para o banheiro por Marcos, os outros espancamentos de Marcos em Raquel (esse foi o núcleo com mais cenas editadas e/ou cortadas) e a cena em que Doris é descoberta pelo pai, entre várias outras.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Estreou com uma média de 45 pontos com picos de 50, com share de 62%.[9] Sua maior audiência foi de 67 pontos, em 23 de agosto de 2003, durante o capítulo em que a personagem Fernanda morre.[10] Seu último capítulo marcou 59 pontos, com picos de 66 e share de 77%.[11] Teve média geral de 46,6 pontos.[12][13] Sua antecessora teve 38 de média geral, elevou 9 pontos, sendo uma das tramas que mais elevou nos últimos anos de sua antecessora.

Reprise[editar | editar código-fonte]

Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 9 de junho de 2008 a 27 de fevereiro de 2009, substituindo Cabocla e sendo substituída por Senhora do Destino, em 130 capítulos.[14][15]

A estreia da reprise teve uma média de 16 pontos.[16]

A audiência dos primeiros meses da reprise era razoável. Porém ao longo do tempo ela foi aumentando, e por diversas vezes a audiência da reprise chegou a superar a audiência das tramas inéditas, como Negócio da China e Três Irmãs.[17]

O último capítulo marcou uma média de 26 pontos, com picos de 30.[18]

Sua reexibição marcou uma média de 18 pontos, excelente índice para o horário vespertino, levando em conta que a trama foi totalmente editada para poder ser exibida.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A novela e a repercussão das tramas viraram tema de reportagem da revista americana Newsweek, publicada em julho de 2003.
  • A trama abordou a violência no Rio de Janeiro e suas consequências para os moradores. Na história, Fernanda (Vanessa Gerbelli) e Téo (Tony Ramos) são baleados na rua, durante uma perseguição policial a bandidos. As cenas foram exibidas a partir do capítulo 150, que foi ao ar em 9 de agosto de 2003.[21]
  • A cena do tiroteio começou a ser gravada no dia 5 de agosto de 2003, no bairro do Leblon, e reuniu cerca de mil pessoas como platéia, além da equipe de produção e gravação. A gravação da cena durou cerca de 10 horas.[22]
  • Porém a equipe teve que regravar a cena em que Fernanda é baleada. A gravação anterior havia sido invalidada, pois um flash apareceu justamente na hora em que a personagem leva o tiro. Por questão de iluminação, o diretor decidiu regravar a cena inteira, dessa vez com a rua fechada, e também deu sequência às cenas do resgate. A gravação das cenas foi finalizada em 7 de agosto de 2003, depois de mais de dois dias de trabalho.[23]
  • O subprefeito da zona sul do Rio, Cláudio Versiani, proibiu as gravações das cenas de tiroteio, alegando que a cena iria atrapalhar o trânsito. A equipe conseguiu autorização do prefeito César Maia para poder gravar as cenas. A Associação Brasileira da Indústria Hoteleira e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares do Rio também protestaram contra as gravações. Eles alegaram que a novela afastaria os turistas.[24]
  • O ator Dan Stulbach entrou na novela no capítulo 70, que foi ao ar em 8 de maio de 2003[25] Seu personagem causou bastante polêmica, pois ele violentava e agredia fisicamente a professora Raquel (Helena Ranaldi), além de ter características de psicopata. Numa das cenas mais fortes da trama, ela é espancada com uma raquete, e deixa os ferimentos a mostra. A cena foi exibida no capítulo 97, que foi ao ar em 9 de junho de 2003.[26]
  • Porém, no capítulo do dia 22 de setembro, depois de ser mais uma vez espancada, só que dessa vez nua, Raquel (Helena Ranaldi) tomou coragem e o denunciou para a Delegacia Especial da Mulher. A atitude da professora incentivou milhares de mulheres no país a fazerem o mesmo, e com isso o número de denúncias contra violência doméstica aumentou consideravelmente em todo o país. Só no Rio de Janeiro as denúncias contra a violência feminina cresceram em 40%.[27]
  • Em 27 de agosto de 2003, os atores Dan Stulbach e Helena Ranaldi foram a Brasília visitar o então presidente Luís Inácio Lula da Silva, e participaram do lançamento do Programa Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, como um incentivo de mudar a lei da violência contra a mulher, assunto abordado entre os personagens dos dois atores na trama[28].
  • A laqueadura foi abordada na trama pela personagem Heloísa (Giulia Gam). Em uma das cenas, ela revela que não tem filhos não porque não quer, mas porque não pode, pois fez às escondidas, uma ligadura de trompas.[29]
  • O câncer de mama também foi um assunto abordado na trama. Hilda (Maria Padilha) descobre um nódulo em seu seio, e ao fazer o exame, descobre que ele é maligno. As cenas em que ela descobre que tem câncer foram exibidas em 7 de agosto de 2003.[30]
  • Manoel Carlos diz que Hilda foi escolhida para ter o câncer na trama justamente porque ela era uma pessoa feliz. A doença a pegaria de surpresa e o exemplo de vida da personagem enquanto luta contra a doença funcionaria melhor. Ele não escolheria uma pessoa infeliz, pois segundo ele, pode se esperar tudo de quem é infeliz.[31]
  • O nome da personagem de Vanessa Gerbelli é Fernanda Machado, porem esse é o nome verdadeiro da atriz Fernanda Machado que começou sua carreira de atriz no ano seguinte após o desfecho de Mulheres Apaixonadas.
  • A trama é repleta de cenas fortes, entre elas: Rodrigo briga com César no enterro de sua mãe, os espancamentos de Marcos em Raquel (inclusive a cena onde ela é espancada nua e é levada para o banheiro), a cena em que Raquel foge de um espancamento na suíte de Marcos, a cena em que Doris é humilhada na recepção do hotel pelo seu pai após ser pega se prostituindo, a cena em que Fernanda morre no hospital e, com certeza, a cena em que Fernanda e Téo são baleados em um tiroteio. Inclusive, essa cena está nas cenas mais marcantes da história da teledramaturgia.
  • A nudez foi algo comum na trama também, vários personagens apareceram mostrando as nádegas e os seios, situações pouco comum nas telenovelas do antigo horário das 8.

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[editar | editar código-fonte]

Mulheres Apaixonadas - Nacional
Trilha sonora de Vários artistas
Gênero(s) Trilha Sonora
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Rodrigo Santoro como Diogo

  1. "Velha Infância" - Tribalistas (tema de Cláudio e Edwirges)
  2. "Sem Fantasia" - Chico Buarque e Maria Bethânia (tema de Raquel e Fred)
  3. "Eu e a Brisa" - Márcia (tema de Lorena)
  4. "Eu Sou Assim (Don't Trip On Me)" - Luiza Possi (tema do núcleo estudantes)
  5. "O Amor em Paz" - Gal Costa (tema de Fernanda)
  6. "Luxo Pesado (Got To Be Real)" - Fernanda Abreu (tema de Estela)
  7. "Preciso Aprender a Ser Só" - Maria Bethânia (tema de Helena)
  8. "Todo Errado" - Caetano Veloso e Jorge Mautner
  9. "Você" - Marília Gabriela (tema de Locação: Leblon)
  10. "Não Sei Como Foi" - João Bosco(tema de Luciana e César)
  11. "Onde Anda Você" - Cauby Peixoto e Ângela Maria
  12. "Meditação" - Nara Leão (tema de Heloísa)
  13. "Não Tem Solução" - Nana Caymmi (tema de Sílvia)
  14. "Pela Luz dos Olhos Teus" - Miúcha e Tom Jobim (tema de abertura)
  15. "Drum' N' Bossa" - Insoul

Nacional Volume 2[editar | editar código-fonte]

Mulheres Apaixonadas - Nacional Volume 2
Trilha sonora de Vários artistas
Gênero(s) Trilha Sonora
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Erik Marmo como Cláudio

  1. "I´ve got you under my skin" - Diana Krall (tema de Helena)
  2. "La vie en rose" - Tony Bennett & K. D. Lang (tema de Sílvia e Caetano)
  3. "Amor Maior" - Jota Quest (tema de Diogo e Luciana)
  4. "Mais uma vez" - Renato Russo (tema de Cláudio e Edwirges)
  5. "They can't take that away from me" - Rod Stewart (tema de Téo e Laura)
  6. "Tell me all about it" - Natalie Cole (tema de Helena, Hilda e Heloísa)
  7. "Fly me to the moon" - Peter Jones (tema geral)
  8. "Dois rios" - Skank (tema de Rodrigo e Paulinha)
  9. "Incondicionalmente" - Capital Inicial (tema de Cláudio e Gracinha)
  10. "Serenata do luar (Moonlight serenade)" - Paula Lima (tema de Dóris e Marcos)
  11. "Nick bar" - Dick Farney (tema de Locação: Nick Bar)
  12. "Alguém como tu" - Elisa Lucinda (tema de Locação: Nick Bar)
  13. "De bem com a vida" - Alberto Rosenblit (tema geral)
  14. "As rosas não falam" - Léo Gandelman
  15. "(Prelude) Dreams" - Heaven
  16. "Jazzy+Funky+Bossa=Cool" - Insoul (tema de Locação: Hotel Praia Leblon)

Internacional[editar | editar código-fonte]

Mulheres Apaixonadas - Internacional
Trilha sonora de Vários artistas
Gênero(s) Trilha Sonora
Idioma(s) Inglês e Espanhol
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Carolina Dieckmann como Edwiges

  1. "Don't Know Why" - Norah Jones (tema de Raquel)
  2. "Disease" - Matchbox Twenty (tema de Rodrigo)
  3. "I'm With You" - Avril Lavigne (tema de Fred / Raquel e Fred)
  4. "Nothing At All" - Santana feat. Musiq (tema de Heloísa)
  5. "You Belong To Me" - Jennifer Lopez (tema de Dóris, Vidinha, Paulinha e Estela)
  6. "Vivir Sin Aire" - Maná (tema de Clara e Rafaela)
  7. "Misunderstood" - Bon Jovi (tema de Cláudio e Edwiges)
  8. "Sexed Up" - Robbie Williams (tema de Diogo e Marina)
  9. "Imbranato" - Tiziano Ferro (tema de Estela e Padre Pedro)
  10. "The Way You Look Tonight" - Rod Stewart (tema de Helena e César)[33]
  11. "Noche de Ronda" - Paolo (tema de Helena)
  12. "Te Dejo Madrid" - Shakira (tema de Gracinha)
  13. "Hurt You So Bad" - Crazy Town (tema de Locação: ERA)
  14. "Dancer" - Computernet (tema pra festas)
  15. "D-Deep" - Deep House

Prêmios[editar | editar código-fonte]

A novela recebeu vários prêmios, como alguns abaixo:

Referências

  1. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas MG
  2. Memória Globo. «Mulheres Apaixonadas - Ficha Técnica». Consultado em 10 de outubro de 2003. 
  3. Redação Memória Globo (2010). «Memória Globo - Mulheres Apaixonadas». Rede Globo. Globo.com. Consultado em julho de 2010. 
  4. Terra (15 de fevereiro de 2003). «Novela Mulheres Apaixonadas será redenção da Globo». Consultado em julho de 2010. 
  5. Redação Globo Notícias (17 de julho de 2009). «Abertura de Mulheres Apaixonadas recebeu 100 mil fotos». Rede Globo. Consultado em julho de 2010. 
  6. «Governo reclassifica Mulheres Apaixonadas». 30 de junho de 2003. Consultado em julho de 2010. 
  7. Folha de S.Paulo (4 de setembro de 2008). «Procuradora pede fiscalização sobre novela». Consultado em julho de 2010. 
  8. Estadão (10 de setembro de 2008). «Autor teme edição em reprise de Mulheres Apaixonadas». Consultado em julho de 2010. 
  9. Redação Folha Online (17 de fevereiro de 2003). «Ibope de "Mulheres Apaixonadas" mantém média de "Esperança"». Folha Online. Consultado em 23 de junho de 2015. 
  10. «Mulheres Apaixonadas quer bater Roque Santeiro». Estadão. 11 de outubro de 2003. Consultado em 14 de junho de 2015. 
  11. Vilani, Patrícia (11 de outubro de 2003). «Último capítulo de 'Mulheres Apaixonadas' dá pico de 66 pontos». Diário do Grande ABC. Consultado em 14 de junho de 2015. 
  12. Feltrin, Ricardo (18 de setembro de 2008). «Ibope de novelas desaba na Globo; veja a queda». Uol Notícias. Consultado em julho de 2010. 
  13. Redação Estadão (10 de outubro de 2003). «"Mulheres Apaixonadas" quer bater "Roque Santeiro"». O Estado de S. Paulo. Consultado em julho de 2010. 
  14. «"Mulheres Apaixonadas" volta ao ar nesta segunda-feira». Folha Ilustrada. 6 de junho de 2008. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  15. «'Mulheres apaixonadas' será reprisada no 'Vale a pena ver de novo'». O Globo. 6 de junho de 2008. Consultado em 15 de agosto de 2015. 
  16. «Reprise de de Mulheres Apaixonadas, mantém audiência». Área Vip. 3 de setembro de 2008. Consultado em julho de 2010. 
  17. «Audiência: Reprise de “Mulheres Apaixonadas” supera “Negócio da China”». O Planeta TV. 27 de janeiro de 2009. Consultado em julho de 2010. 
  18. «Último capítulo de "Mulheres Apaixonadas" crava pico de 30 pontos». O Planeta TV. 27 de fevereiro de 2009. Consultado em julho de 2010. 
  19. Redação Estadão (23 de setembro de 2003). «Casseta & Planeta e suas novelas recauchutadas». Jornal O Estado de S. Paulo. Consultado em julho de 2010. 
  20. Rede Globo (14 de maio de 2009). «VOCÊ SABIA?: Mulheres Apaixonadas fez Estatuto do Idoso ser aprovado». Consultado em 6 de agosto de 2014. 
  21. «Mulheres Apaixonadas: Fernanda e Téo são baleados». Área Vip. 6 de agosto de 2003. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
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  23. «Mulheres Apaixonadas: Gerbelli grava cena de resgate após levar tiro». Babado IG. 7 de agosto de 2003. Consultado em 8 de agosto de 2014. 
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