Muralhas de Évora (da cerca romana e árabe)

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Muralhas de Évora (da cerca romana e árabe) ou Cerca velha de Évora
Construção Séc. III, VII, VIII
Aberto ao público Sim
Estilos arquitetónicos romano, visigótico, islâmico
Património Nacional
Classificação Logotipo Anta Vilarinho PT.png Monumento Nacional
(Decreto n.º 8229, DG n.º 133, de 04-07-1922
Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910
Abrangido em conjunto inscrito como Património Mundial da UNESCO, que se encontra classificado como MN, ao abrigo do n.º 7 do art.º 15.º da Lei n.º 107/2001)
Data 8 de Setembro de 2001
DGPC 69776
SIPA 3822
Estado de conservação Bom
Geografia
País  Portugal

As Muralhas de Évora (da cerca romana e árabe) ou Cerca velha localizam-se na freguesia da Sé e São Pedro, na cidade e concelho de Évora, distrito de mesmo nome, em Portugal.

Classificadas como Monumento Nacional desde 1922,[1] integram o conjunto do Centro Histórico de Évora, inscrito como Património Mundial da UNESCO.[2]

História[editar | editar código-fonte]

As muralhas da cerca romana e árabe formam um conjunto defensivo erguido ao longo de séculos. A cerca mais antiga foi construída no século III, durante o período da romanização[3]. Circundava uma área de aproximadamente dez hectares e tinha um comprimento de quase dois mil metros. A Porta de D. Isabel, também denominada Arco romano de Évora representa uma herança dessa época.[4]

Da época visigótica é testemunho a Torre quadrangular, também chamada de Torre de Sisebuto, rei visigótico, a quem se atribui a sua edificação no século VII, mas pouco se conhece das transformações que sofreu a muralha nessa época[5]. Também desconhecida é a estrutura da cerca durante o período islâmico, existindo apenas alguns vestígios na zona traseira da e do Templo romano.[6]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Conjunto arquitectónico de tipologia militar e defensiva apresentando uma numerosa variedade de estilos, marcados por transformações e restauros efectuados em diversas épocas, desde o romano até ao gótico, passando pelo visigótico e o islâmico.[7]

Referências

  1. Decreto n.º 8229, DG n.º 133, de 04-07-1922
  2. World Heritage Convention (UNESCO). «Historic Centre of Évora.» (em inglês). Consultado em 17/Mar/2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. Site oficial da Câmara Municipal de Évora. «Das origens ao século XII». Consultado em 18/Mar/2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. IGESPAR, Ministério da Cultura de Portugal. «Ficha detalhada das Muralhas de Évora (cerca romana e árabe)». Consultado em 18/Mar/2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA/DGPC). «Muralhas e Fortificações de Évora / Sistema Defensivo de Évora». Consultado em 18 de Março de 2011 
  6. Simplício, Maria Domingos V. M. (2003). Évora: origem e evolução de uma cidade medieval. in Revista da Faculdade de Letras - Geografia. Porto: [s.n.] pp. pp 366 e 367. Consultado em 17 de Março de 2011 
  7. ESPANCA, Túlio (1966). Inventário Artístico de Portugal-Distrito de Évora. vol. I. Lisboa: [s.n.] 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LIMA, Miguel dos Reis Pedroso de (1995). O recinto muralhado de Évora: subsídios para o estudo do seu traçado. texto policopiado - Tese Mestrado em Recuperação do Património Arquitectonico e Paisagístico. Évora: Universidade de Évora. Consultado em 17 de Março de 2011 
  • GARCIA y BELLIDO, Antonio (1971). El Recinto Mural Romano de Ebora Liberalitas Julia (em castelhano). Conímbriga: [s.n.] 
  • ESPANCA, Túlio (1945). Fortificações e Alcaidarias de Évora. Cadernos de História da Arte Eborense. Évora: [s.n.] 
  • MIRA, Élia, BALESTEROS, Carmen (1993–1999). Muralhas de Évora. Actas das Jornadas Inter e Pluridisciplinares. Lisboa: Universidade Aberta 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]