Murilo Mendes

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Murilo Mendes
Retrato de Murilo Mendes por Ismael Nery, 1922 (coleção particular)
Nome completo Murilo Monteiro Mendes
Nascimento 13 de maio de 1901
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
Morte 13 de agosto de 1975 (74 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Poeta e prosador
Prêmios Prêmio de Poesia da Fundação Graça Aranha (1930)

Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina (1972)

Escola/tradição Surrealismo
Religião Católica
Assinatura
Murilo Mendes literatura brasileira.jpg

Murilo Monteiro Mendes (Juiz de Fora, 13 de maio de 1901Lisboa, 13 de agosto de 1975) foi um poeta e prosador católico brasileiro, expoente do surrealismo no movimento modernista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, em 13 de maio de 1901, aniversário da abolição da escravidão no Brasil pela Lei Áurea, Murilo Mendes é filho de Onofre Mendes, funcionário público, e Elisa Valentina Monteiro de Barros. No dia 20 de outubro de 1902, sua mãe, "afeiçoada ao canto e ao piano, morre de parto com vinte e oito anos".[1] Casou-se, então, o seu pai com Maria José Monteiro ("Minha segunda mãe, Maria José, grande dama de cozinha e salão, resume a ternura brasileira. Risquei do vocabulário a palavra madrasta.").[2]

Em Juiz de Fora, fez seu curso primário e parte do curso ginasial no Colégio Moraes e Castro, no Colégio Malta e na Academia de Comércio.[3] Presenciou, em 1910, a passagem do cometa Halley, que o conduziu para a poesia.[4] Em 1916, ingressou na Escola de Farmácia de Juiz de Fora, a qual abandonou decorrido um ano apenas.[5] Como aluno interno, estudou no Colégio Santa Rosa, em Niterói. Irregular e indisciplinado, fugiu para, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, assistir a dois espetáculos de Diaguilev e ver Nijinski dançar.[6][7] Por toda a sua vida, Wolfgang Amadeus Mozart foi o músico preferido.[8]

Entre 1917 e 1921, devido a várias tentativas da família de conseguir-lhe um trabalho, foi empregado como telegrafista, prático de farmácia, guarda-livros, funcionário do cartório do pai, professor de francês em um colégio de Palmira (atual Santos Dumont) e, mudando-se para o Rio de Janeiro com o irmão mais velho, trabalhou como arquivista na Diretoria do Patrimônio Nacional, subordinado ao Ministério da Fazenda.[9] Na Diretoria do Patrimônio Nacional, Murilo Mendes conheceu, em 1921, Ismael Nery, desenhista da seção de arquitetura e topografia, tornando-se grandes amigos.[10][11] Contudo, o poeta continuou a buscar, sem vocação, ocupações várias, como a de funcionário do Banco Mercantil, escrevente no cartório de seu primo Aníbal Monteiro Machado, inspetor federal de ensino secundário e escrivão da 4a Vara da Família do Distrito Federal.[12]

A morte prematura de Ismael Nery, em 1934, provocou em Murilo Mendes uma crise religiosa, a qual o converteu ao catolicismo.[13] Na edição Tempo e Eternidade (1935) escreveu um poema em homenagem ao amigo.[14]

Em 1938, quando Salzburgo foi tomada na Segunda Guerra Mundial pelos alemães, Luciana Stegagno Picchio, amiga e organizadora da extensa obra de Murilo Mendes, indica um episódio paradigmático de seu caráter singular: Murilo "telegrafa a Hitler o seu protesto em nome de Wolfgang Amadeus Mozart".[15]

Acometido de tuberculose, passou, em 1943, um breve período internado no Sanatório Boa Vista, em Correias, no estado do Rio de Janeiro.[16] Em 1947, casou-se com a poeta e tradutora portuguesa Maria da Saudade Cortesão, filha de Jaime Cortesão, escritor e historiador português exilado no Brasil.[17] Fixou o casal, inicialmente, o domicílio no Rio de Janeiro.

Viajou, a turismo, para a Espanha em 1952.[18] Depois em 1953, esteve novamente na Espanha como professor visitante na Universidade de Madri.[19] Em 1953, proferiu, na Sorbonne, palestra sobre Jorge de Lima, amigo cuja morte ocorrera há pouco.[20] Entre 1953 e 1955, ministrou conferências nas Universidades de Bruxelas, Louvain, Amsterdam e Paris sobre temas de cultura brasileira. Mudou-se para a Itália em 1957, contratado pelo Departamento Cultural do Itamaraty, a fim de exercer a função de professor de Literatura Brasileira na Universidade de Roma, desenvolvendo ainda curso idêntico na Universidade de Pisa.[21] Instalaram-se o poeta e sua esposa no domicílio definitivo situado, em Roma, na Via del Consulato, 6.[22][23]

Murilo Mendes faleceu por problemas cardíacos no dia 13 de agosto de 1975, na casa do seu sogro, Jaime Cortesão, em Lisboa.[24] Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres.[25]

Após a morte de Murilo Mendes, ocorreram diversas manifestações. Entre elas, dois meses após o falecimento, o pintor Pasquale Santoro promoveu, na Itália, evento em sua homenagem. No Museu de Arte de São Paulo, Pietro Maria Bardi organizou, em 1980, a Exposição Brasil-Itália, tendo salas especiais denominadas "Um Poeta Brasileiro na Itália - Murilo Mendes" e "Um Poeta Italiano no Brasil - Giuseppe Ungaretti".[26] Em Lisboa, com a contribuição de Maria da Saudade Cortesão e João Nuno Alçada, a Fundação Calouste Gulbenkian realizou, em 1987, a exposição "Murilo Mendes - O Olhar do Poeta".[27]

Fortuna Crítica[editar | editar código-fonte]

Capa da obra Poesias, de 1959

Em sua Apresentação da Poesia Brasileira, Manuel Bandeira assinala que Murilo Mendes "é talvez o mais complexo, o mais estranho e seguramente o mais fecundo poeta desta geração".[28] Incorporando o surrealismo e o catolicismo, a sua obra destaca-se na literatura brasileira.

Murilo Mendes publicou o seu primeiro livro, Poemas, em 1930, o qual seu pai custeara em Juiz de Fora.[29] Por ele recebeu, no mesmo ano, o Prêmio de Poesia da Fundação Graça Aranha.[30] No ano seguinte, 1931, publicou o auto Bumba-meu-poeta. Em 1932, foi publicado o livro de poemas-piadas História do Brasil, os quais, por considerar o poeta que "destoam do conjunto da minha obra", excluiu da obra completa Poesias, editada em 1959.[31] Poesias reuniu a produção literária de Murilo Mendes entre 1925 a 1955, excluindo também O Sinal de Deus (1936), edição de poemas em prosa que havia sido retirada do mercado.[32] Luciana Stegagno Picchio, em sua História da Literatura Brasileira, observa que, meticuloso, "em torno do núcleo primitivo (Poemas e Bumba-meu-poeta, 1930)" constituiu Murilo uma "obra coerente como poucas", "por círculos concêntricos".[33]

A grande biógrafa de Murilo Mendes, Laís Corrêa de Araújo, nota que o primeiro livro, Poemas, foi publicado posteriormente à Semana de Arte Moderna, acontecimento do modernismo brasileiro ocorrido em 1922. É questionável o intervalo por volta de oito anos da Semana de 22 até à obra Poemas. Entretanto, verifica a sua biógrafa que "não seria o mero fato de um distanciamento geográfico do escritor do eixo das operações renovadoras (São Paulo - Rio de Janeiro) - pois já residia no Rio em 1920" e que "em 1922 tinha Murilo vinte e um anos, uma idade portanto psicologicamente propícia às contestações, à rebeldia".[34] Colocando à parte o desvio do livro História do Brasil, Laís Corrêa de Araújo apresenta a justificação de que, ainda que adotando o verso livre, as "ideias filosóficas", as "preocupações estéticas" de Murilo Mendes já não repercutiam os movimentos de 1920 a 1930.[35] No poema emblemático Mapa, que pertence ao livro Poemas, lê-se Murilo afirmando que "tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria". Alceu Amoroso Lima, em carta à biógrafa, escreveu, com agudo senso crítico, que Murilo Mendes nunca foi um "homem de rebanhos".[36]

Porém, em 1934, um importante evento marcou Murilo Mendes. A morte do amigo Ismael Nery converteu Murilo Mendes ao catolicismo. Com a colaboração de Jorge de Lima, publicou então o livro Tempo e Eternidade (1935). E, a partir deste ponto, surgiu um poeta "inserido na situação angustiosa do homem dividido entre a constatação de uma potencialidade redentora (Deus) e a sua impotência e desamparo do degredado (homem-pecador)".[37] No poema A Ceia do Poeta, pertencente a Tempo e Eternidade, vê-se Murilo a considerar Deus na terra: "Diante do prato em que apenas toquei / Medito no dia em que multiplicaste pães e peixes, / Tu que sacias a fome e a sede do universo". Por outro lado, na obra A Poesia em Pânico (1937), o poeta confessa em A Danação sua dúvida: "Há fortes iluminações sem permanência. / A parte da Graça é tão pequena / Que me vejo esmagado pelo monumento do mundo". No livro Mundo Enigma (1945), o poema Emaús revela também Murilo sem reconhecer Deus: "Sempre és o hóspede - nunca és o rei. / Muito mais derrotado que vitorioso. / Quando chegas e bates ao meu coração / Eu não te reconheço - há luz demais -". Murilo Mendes mostra-se uma pessoa não conformada com este mundo.

Albert Camus, Maria da Saudade Cortesão e Murilo Mendes no Rio de Janeiro, em 1949

Durante sua vida, tendo conhecido, no Brasil, Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, casal de pintores que deixou a Europa para o Rio de Janeiro entre 1939 e 1947, George Bernanos, escritor exilado da França de 1938 a 1945, Le Corbusier, arquiteto francês, e Albert Camus, que esteve no Brasil para uma turnê de conferências em 1949,[38] na Europa, a partir de 1952, Murilo Mendes entrou em contato com vários novos escritores e artistas estrangeiros. Podem ser citados, neste passo, exemplos como Giuseppe Ungaretti,[39] Alberto Magnelli,[40] Ruggero Jacobbi, Rafael Alberti,[41] Jorge Guillén, Ezra Pound,[42] Sophia de Mello Breyner Andresen, António Ramos Rosa, Joan Miró,[43] Marc Chagall, André Breton e René Char, estes dois últimos quem Murilo visitou em Paris de 1952 a 1953.[44][45] A propósito, o surrealismo originário de André Breton e atribuído ao poeta "passa por estas amizades, embora existisse na base uma predisposição ao 'surreal', antes ou além das modas e dos credos de escola".[46] Em carta endereçada, em 1949, a Francis Picabia, ilustrador de sua obra Janela do caos, Murilo expressou a sua visão do surrealismo:

"[...] Não sou um surrealista ortodoxo, mas devo confessar que o surrealismo sempre exerceu sobre mim um grande fascínio. Acho que há muita surrealidade mesmo em certos clássicos; que há um estado surrealista na vida, um estado que com frequência se esconde, mas que todavia se revela em toda sua estranheza e angústia. Esse estado transparece inevitavelmente em meus poemas. [...]."[47]

Em carta para sua biógrafa Laís Corrêa de Araújo, Murilo Mendes declarou sua posição insólita:

"Eu tenho sido toda a vida um franco-atirador. Procuro obedecer a uma espécie de lógica interna, de unidade apesar dos contrastes, dilacerações e mudanças; e sempre evitei os programas e manifestos."[48]

É interessante também mencionar que o surrealismo de Murilo Mendes uniu, fortemente, a sua poesia com o elemento plástico. João Cabral de Melo Neto, amigo de Murilo, afirmou que "sua poesia me foi sempre mestre, pela plasticidade e novidade de imagem. Sobretudo foi ela quem me ensinou a dar precedência à imagem sobre a mensagem, ao plástico sobre o discursivo".[49]

A obra poética de Murilo Mendes é extensa e não reflete a matéria do modernismo brasileiro. Todavia, não deixa o poeta de olhar, peculiarmente, para o Brasil, a exemplo do livro Contemplação de Ouro Preto, publicado em 1954. Nesta "viagem às raízes barrocas", com profunda reflexão em relação ao catolicismo, Murilo passa a "assumir abertamente a sua mineiridade[50]".[51] No poema Romance das Igrejas de Minas, redige Murilo: "Por isso escrevi um canto / Com palavras essenciais, / Baseado na beleza / Da antiga Minas Gerais, / Inspirado na grandeza / Da rude religião, / Princípio e fim da existência,". Neste livro, Murilo Mendes cita, em certos pontos, figuras emblemáticas de Ouro Preto: o extraordinário Aleijadinho ("O escopro genial do Aleijadinho", do poema Motivos de Ouro Preto); os primeiros revolucionários contra a Monarquia de Portugal sobre sua colônia da Inconfidência Mineira ("Paredes em faiscado, / Consistórios, corredores / Onde vagueiam fantasmas / De poetas inconfidentes, / De frades conspiradores;", de Romance das Igrejas de Minas); no poema Acalanto de Ouro Preto, a dedicatória a Alberto da Veiga Guignard; também de Romance das Igrejas de Minas, outra dedicatória, desta vez a Rodrigo M. F. de Andrade, primeiro diretor do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN, atual IPHAN) e responsável por proteger na sua gestão, dentre o patrimônio histórico e cultural brasileiro, o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.

À exceção de O Discípulo de Emaús (1945), na Itália Murilo Mendes tornou-se igualmente prosador. Mas, nas palavras de Luciana Stegagno Picchio, ajustado "daquela especial prosa poética, epigramática, definitória e surrealista à sua maneira".[52] No seu primeiro livro em prosa publicado da Itália em 1968, A Idade do Serrote, Murilo remontou a sua juventude em Juiz de Fora. Na obra Poliedro, editada em 1972, fixou a lição surrealista sua salientando "faces" e significados novos a diversos objetos. Outra prosa poética notável é Retratos-relâmpago, de 1973, na qual, dividida em setores, reproduziu variadas pessoas. Neste passo, Murilo Mendes reúne, em equivalência, a obra poética à prosa, retirando delimitações.

Retrato de Murilo Mendes por Ismael Nery, 1923

José Guilherme Merquior afirma que "Murilo Mendes é um poeta deslocado na tradição dominante da lírica de língua portuguesa" o qual "não obteve compreensão substancial por parte da generalidade da crítica". Diante do seu surgimento, poucos foram os críticos que conseguiram alcançá-lo a exemplo de Alceu Amoroso Lima, ao ver na sua obra a marca de um "estado de espírito". Um estado de espírito que, segundo José Guilherme Merquior, Mário de Andrade, já em 1931, definiu como sendo o "aproveitamento mais sedutor e convincente da lição surrealista".[53] Mas, Murilo Mendes adota um surrealismo no qual busca "uma compreensão crítica de sua época". Na indignação diante do conflito armado, ilustra Merquior que Murilo Mendes "exerceu para nós o lirismo da denúncia humanista da guerra, frequentemente alcançando o cerne social da desgraça. É suficiente reler apenas como Lamentação ou como Os Pobres para verificar com que profundidade o poeta foi tocado pela guerra, e com que humanidade lhe reagiu".[54] Luciana Stegagno Picchio ressalta que Murilo buscou ser contemporâneo: "Se o texto a interpretar é o mundo e o meio cognoscitivo, a linguagem, o ofício do poeta é fazer-se contemporâneo de todo acontecimento".[55] Tendo por base o surrealismo, Murilo Mendes conciliou, em poesia e prosa, a realidade, mesmo vulgar, a elementos transcendentes. Manuel Bandeira destaca que Murilo realizou uma "constante incorporação do eterno ao contingente".[56]

Fotografia de Murilo Mendes com Luciana Stegagno Picchio

Na Introdução Geral à Poesia Completa e Prosa publicada, em 1994, pela Editora Nova Aguilar, José Guilherme Merquior aponta também, com perspicácia, que Murilo Mendes integrou o surrealismo no catolicismo. Nota o crítico que, em verdade, "o projeto surreal não era, em substância, estético, mas sim de cunho, antes de tudo, existencial".[57]

Na Itália, publicou, em 1959, Siciliana, texto bilíngue traduzido e com prefácio de Giuseppe Ungaretti. Por sua vez, organizada por Ruggero Jacobbi, em obra bilíngue (português-italiano) realizada por Luciana Stegagno Picchio, Chiocchio e Ungaretti, editou-se, em 1961, Introdução à Poesia de Murilo Mendes.[58] Entre outras obras, o reconhecimento de Murilo Mendes o levou a ganhar, no ano de 1972, o Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina. Carlos Drummond de Andrade, na sua crônica no Jornal do Brasil, criticou, diante do Prêmio atribuído a Murilo e com o qual se tinham distinguido também Salvatore Quasimodo, Prêmio Nobel de Literatura de 1959, e Giuseppe Ungaretti, a indiferença dos artistas brasileiros. Do Brasil, Drummond assinalou "uma obra que é fruto saboroso da cultura brasileira confrontada com valores universais".[59][60]

No Museu de Arte Murilo Mendes, situado em sua cidade natal, Juiz de Fora, encontram-se reunidos livros, correspondências, documentos e obras de arte que pertenceram ao poeta.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Poemas (1930);
  • Bumba-meu-poeta (1931);
  • História do Brasil (1932) - com capa de Di Cavalcanti;
  • Tempo e Eternidade (1935) - escrita, em conjunto, com Jorge de Lima;
  • O Sinal de Deus (1936);
  • A Poesia em Pânico (1937);
  • O Visionário (1941);
  • As Metamorfoses (1944) - ilustrada por Portinari e com capa de Santa Rosa;
  • Mundo Enigma (1945);
  • O Discípulo de Emaús (1945);
  • Poesia Liberdade (1947);
  • Janela do Caos (1949) - ilustrada com seis litografias de Francis Picabia;
  • Contemplação de Ouro Preto (1954);
  • Poesias (1959) - obra completa até a data e incluindo Sonetos brancos, com a exclusão de O Sinal de Deus e História do Brasil;
  • Siciliana (1959) - em texto bilíngue traduzido por A. A. Chiocchio e com prefácio de Giuseppe Ungaretti;
  • Tempo Espanhol (1959);
  • Siete Poemas Inéditos (1961);
  • Introdução à Poesia de Murilo Mendes (1961) - organizada por Ruggero Jacobbi, em texto bilíngue de Luciana Stegagno Picchio, Chiocchio e Giuseppe Ungaretti;
  • Antologia Poética (1964);
  • Italianíssima (7 Murilogrammi) (1965);
  • A Idade do Serrote (1968);
  • Convergência (1970);
  • Poliedro (1972);
  • Retratos-relâmpago, 1a série (1973);
  • Marrakech (1974) - com litografias de G. I. Giovannola.

Póstumas[editar | editar código-fonte]

  • Ipotesi (1977) - organizada e prefaciada por Luciana Stegagno Picchio;
  • Transístor (1980) - antologia de prosa escrita entre 1931 e 1974;
  • Janelas Verdes, primeira parte (1989) - com ilustrações em tinta da China e duas serigrafias originais assinadas por Maria Helena Vieira da Silva.

Inéditas publicadas na edição Poesia completa e prosa da Editora Nova Aguilar (1994)[editar | editar código-fonte]

  • Carta Geográfica (1965-1967);
  • Espaço Espanhol (1966-1969) - notas de viagem;
  • Janelas Verdes, segunda parte (1970);
  • Retratos-relâmpago 2a série (1973-1974);
  • Conversa Portátil (1971-1974) - miscelânia em prosa e verso;
  • A invenção do Finito (1960-1970);
  • Papiers - originais em prosa e verso, em francês;
  • Quatro Textos Evangélicos (1984) - publicados, postumamente, na revista Letterature d'America, em Roma;
  • O Infinito Íntimo (1948-1953) - inclui textos poéticos menores.

Prêmios recebidos[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Murilo Mendes
  • Prêmio Graça Aranha, pelo livro Poemas (1930);
  • Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina (1972).

Referências

  1. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  2. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  3. ARAÚJO, Laís Corrêa (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 12 
  4. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  5. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  6. SANT'ANNA, Afonso Romano de (1979). O Menino Experimental: antologia. São Paulo: Summus. p. 9 
  7. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 7 de julho de 2021 
  8. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 51 
  9. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 13 
  10. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 68 
  11. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 21 de outubro de 2021 
  12. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. pp. 13–14 
  13. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 69 
  14. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 258–259 
  15. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 25 
  16. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 8 de julho de 2021 
  17. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 71 
  18. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 48 
  19. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 48 
  20. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 71 
  21. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 17 
  22. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  23. «Murilo Mendes». Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Consultado em 26 de maio de 2019 
  24. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  25. CASTELLO, José (10 de janeiro de 2013). «Almeida Faria, o impuro». "O Globo". Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  26. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 20 
  27. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. pp. 20–21 
  28. BANDEIRA, Manuel (1993). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 629 
  29. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 972 
  30. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 15 
  31. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 25 
  32. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 8 de junho de 2019 
  33. PICCHIO, Luciana Stegagno (1997). História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 549 
  34. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 68 
  35. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. pp. 75–76 
  36. ARAÚJO, Laís Corrêa de Araújo (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 372 
  37. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 80 
  38. SAMARA, Fernanda A. O. de Lócio (2020). «Dos desencontros ao encontro: a viagem de Albert Camus ao Brasil em 1949». Consultado em 21 de outubro de 2021 
  39. «Poesia sempre». Departamento Nacional do Livro. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional (Ano 3 - nº 6). Outubro 1995: p. 48 
  40. Na Europa, Alberto Magnelli tornou-se amigo de Murilo Mendes. Em 1964, Murilo publicou, com a colaboração de vários autores, texto sobre o pintor.
  41. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 1222–1226 
  42. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 1277–1280 
  43. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 1275 
  44. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 1238–1241 
  45. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. pp. 17–18 
  46. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 27 
  47. GUIMARÃES, Júlio Castañon (2007). Carta de Murilo Mendes a Francis Picabia. Cartas de Murilo Mendes e Roberto Assumpção. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa. pp. 96–97 
  48. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. p. 67 
  49. SANT'ANNA, Afonso Romano de (1979). O Menino Experimental: antologia. São Paulo: Summus. p. 162 
  50. Expressão que indica a qualidade de ser originário de Minas Gerais.
  51. ARAÚJO, Laís Corrêa de (2000). Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva. pp. 102–103 
  52. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 27 
  53. MERQUIOR, José Guilherme (1996). Razão do Poema: ensaios de crítica literária e de estética. Rio de Janeiro: Topbooks. pp. 69–70 
  54. MERQUIOR, José Guilherme (1996). Razão do Poema: ensaios de crítica literária e de estética. Rio de Janeiro: Topbooks. pp. 73–74 
  55. PICCHIO, Luciana Stegagno (1997). História da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 549 
  56. BANDEIRA, Manuel (1993). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 631 
  57. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 12 
  58. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 31 de maio de 2019 
  59. ANDRADE, Carlos Drummond de Andrade (24 de fevereiro de 1972). «MURILO MENDES - PRÊMIO ETNA TAORMINA». Jornal do Brasil 
  60. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 37–38 

Bibliografia detalhada[editar | editar código-fonte]

  • Araújo, Laís Corrêa de. Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia, correspondência. São Paulo: Perspectiva, 2000.
  • Bandeira, Manuel. Poesia completa e prosa. Organizada pelo autor. Reimpressão da 4º ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993.
  • Mendes, Murilo. Poesia completa e prosa. Organização e preparação do texto Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
  • Merquior, José Guilherme. Razão do poema: ensaios de crítica e de estética. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996.
  • Picchio, Luciana Stegagno. História da literatura brasileira. Trad. Pérola de Carvalho e Alice Kyoko. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997.
  • Sant'Anna, Affonso Romano de. O menino experimental: antologia. São Paulo: Summus, 1979.

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