Murilo Mendes

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Murilo Mendes
Retrato de Murilo Mendes por Ismael Nery, 1922 (coleção particular)
Nome completo Murilo Monteiro Mendes
Nascimento 13 de maio de 1901
Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil
Morte 13 de agosto de 1975 (74 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Poeta
Prêmios Prêmio Graça Aranha (1930)

Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina (1972)

Escola/tradição Surrealismo
Religião Católica
Assinatura
Murilo Mendes literatura brasileira.jpg

Murilo Monteiro Mendes (Juiz de Fora, 13 de maio de 1901Lisboa, 13 de agosto de 1975) foi um poeta e prosador brasileiro, expoente do surrealismo no movimento modernista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, em 13 de maio de 1901, aniversário da Abolição da Escravatura no Brasil, Murilo Mendes é filho de Onofre Mendes, funcionário público, e Elisa Valentina Monteiro de Barros. No dia 20 de outubro de 1902, sua mãe, "afeiçoada ao canto e ao piano, morre de parto com vinte e oito anos".[1] Casou-se, então, o seu pai com Maria José Monteiro ("Minha segunda mãe, Maria José, grande dama de cozinha e salão, resume a ternura brasileira. Risquei do vocabulário a palavra madrasta.").[2]

Começou seu curso primário no Colégio Moraes e Castro, em Juiz de Fora. Presenciou, em 1910, a passagem do cometa Halley, que o conduziu para a poesia, ou, nas palavras do próprio Murilo Mendes, "o desperta para a poesia".[3] Em 1916, ingressou na Escola de Farmácia de Juiz de Fora, a qual abandonou decorrido um ano apenas.[4] Como aluno interno, estudou no Colégio Santa Rosa, em Niterói. Irregular e indisciplinado, fugiu para, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, assistir a dois espetáculos de Diaguilev e ver Nijiski dançar.[5][6] Por toda a sua vida, Mozart foi o músico preferido.[7]

Entre 1917 e 1921, devido a várias tentativas da família de conseguir-lhe um trabalho, foi empregado como telegrafista, prático de farmácia, guarda-livros, funcionário de cartório, professor de francês em um colégio de Palmira (atual Santos Dumont) e, mudando-se para o Rio de Janeiro com o irmão mais velho, trabalhou como arquivista na Diretoria do Patrimônio Nacional, subordinado ao Ministério da Fazenda.[8] No Rio de Janeiro, Murilo Mendes conheceu, em 1921, Ismael Nery, que passou a ser o seu grande amigo.[9][10] Entretanto, de 1924 a 1929, o poeta continuou a buscar, sem vocação, empregos vários, como o de escriturário em banco.[11]

A partir de 1920, colaborou em jornais e revistas, ao mesmo tempo em que publicava seus livros. A morte prematura de Ismael Nery, em 1934, provocou-lhe uma crise religiosa, marcando a volta a um catolicismo original.[12] Na edição Tempo e Eternidade, publicada no mesmo ano de sua morte, escreveu um poema em homenagem a Ismael Nery.[13]

Acometido de tuberculose, passou, em 1943, um breve período internado no Sanatório Boa Vista, em Correias, no estado do Rio de Janeiro.[14] Em 1947, casou-se com Maria da Saudade Cortesão, filha de Jaime Cortesão, escritor e historiador português exilado no Brasil.[15] Fixou o casal, inicialmente, o domicílio no Rio de Janeiro.

Viajou, a turismo, pela primeira vez à Espanha em 1952.[16] Depois em 1953, esteve novamente na Espanha como professor visitante na Universidade de Madri.[17] Em 1953, proferiu, na Sorbonne, palestra sobre Jorge de Lima, cuja morte ocorrera há pouco.[18] Entre 1953 e 1955, ministrou conferências nas Universidades de Bruxelas, Louvain, Amsterdam e Paris sobre temas de cultura brasileira. Mudou-se para a Itália em 1957, contratado pelo Departamento Cultural do Itamaraty a fim de exercer a função de professor de Literatura Brasileira na Universidade de Roma. Instalaram-se o poeta e sua esposa no domicílio definitivo, situado na Via del Consulato, 6.[19][20]

Murilo Mendes faleceu por problemas cardíacos no dia 13 de agosto de 1975, na casa do seu sogro, Jaime Cortesão, em Lisboa.[21] Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres.[22]

Fortuna Crítica[editar | editar código-fonte]

Capa da obra Poesias, de 1959

Em sua Apresentação da poesia brasileira, Manuel Bandeira escreve que Murilo Mendes "é talvez o mais complexo, o mais estranho e seguramente o mais fecundo poeta desta geração".[23] Incorporando o surrealismo, a sua obra destaca-se na literatura brasileira.

Murilo Mendes publicou o seu primeiro livro, Poemas, em 1930. Por ele recebeu, no mesmo ano, o Prêmio Graça Aranha. No ano seguinte, 1931, publicou o auto Bumba-meu-poeta. Em 1932, foi publicado o livro de poemas-piadas História do Brasil, os quais, por considerar o poeta que "destoam do conjunto da minha obra", excluiu da obra completa Poesias, editada em 1959.[24] Poesias reuniu a produção literária de Murilo Mendes entre 1925 a 1955, excluindo também O sinal de Deus (1936).[25] Grande estudiosa e difusora de Murilo Mendes, Luciana Stegagno Picchio, em sua História da literatura brasileira, observa que, meticuloso, "em torno do núcleo primitivo (Poemas e Bumba-meu-poeta, 1930)" constituiu Murilo uma "obra coerente como poucas", "por círculos concêntricos".[26] Affonso Romano de Sant'Anna também percebe que, em vez de fases na poesia moderna brasileira, a obra de Murilo se organizou em "núcleos".[27]

Albert Camus, Maria da Saudade Cortesão e Murilo Mendes no Rio de Janeiro, em 1949

No Rio de Janeiro, frequentou, com Ismael Nery, a casa de Aníbal Monteiro Machado, local de encontro de escritores e artistas. Aníbal Machado representou no Rio de Janeiro o que fez Mário de Andrade em São Paulo. Segundo Raúl Antelo, Aníbal Machado foi "um arregimentador - animador cultural, introdutor das vanguardas políticas, intelectual empenhado e partidário".[28]

Tendo conhecido, no Brasil, Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva, casal que deixou a Europa para o Rio de Janeiro entre 1939 e 1947, George Bernanos, escritor exilado da França de 1938 a 1945, e Albert Camus, que esteve no Brasil para uma turnê de conferências em 1949,[29] na Europa, a partir de 1952, Murilo Mendes entrou em contato com novos artistas e escritores estrangeiros. Podem ser citados, neste passo, Giuseppe Ungaretti, Alberto Magnelli, Ruggero Jacobbi, Ezra Pound, Jorge Guillén , Rafael Alberti, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Ramos Rosa, Miró, Cocteau, André Breton e René Char.[30] A propósito, o surrealismo originário de André Breton e atribuído ao poeta "passa por estas amizades, embora existisse na base uma predisposição ao 'surreal', antes ou além das modas e dos credos de escola".[31] Em carta endereçada, em 1949, a Francis Picabia, ilustrador de sua obra Janela do caos, Murilo expressou a sua visão do surrealismo:

"[...] Não sou um surrealista ortodoxo, mas devo confessar que o surrealismo sempre exerceu sobre mim um grande fascínio. Acho que há muita surrealidade mesmo em certos clássicos; que há um estado surrealista na vida, um estado que com frequência se esconde, mas que todavia se revela em toda sua estranheza e angústia. Esse estado transparece inevitavelmente em meus poemas. [...]."[32]

É interessante mencionar que o surrealismo de Murilo Mendes uniu, fortemente, a sua poesia com o elemento plástico. João Cabral de Melo Neto, amigo de Murilo, declarou:

"Sua poesia me foi sempre mestre, pela plasticidade e novidade de imagem. Sobretudo foi ela quem me ensinou a dar precedência à imagem sobre a mensagem, ao plástico sobre o discursivo."[33]

À exceção de O discípulo de Emaús, na Itália Murilo Mendes tornou-se também prosador. Mas, nas palavras de Luciana Stegagno Picchio, ajustado "daquela especial prosa poética, epigramática, definitória e surrealista à sua maneira".[34] No seu primeiro livro em prosa publicado da Itália em 1968, A idade do serrote, Murilo remontou a sua juventude em Juiz de Fora. Na obra Poliedro, editada em 1972, fixou a lição surrealista sua salientando "faces" e significados novos a diversos objetos. Outra prosa poética notável é Retratos-relâmpago, de 1973, na qual, dividida em setores, reproduziu variadas pessoas.

José Guilherme Merquior afirma que "Murilo Mendes é um poeta deslocado na tradição dominante da lírica de língua portuguesa" o qual "não obteve compreensão substancial por parte da generalidade da crítica". Diante do seu surgimento, poucos foram os críticos que conseguiram alcançá-lo a exemplo de Alceu Amoroso Lima, ao ver na sua obra a marca de um "estado de espírito". Um estado de espírito que, segundo José Guilherme Merquior, Mário de Andrade, já em 1931, definiu como sendo o "aproveitamento mais sedutor e convincente da lição surrealista".[35] Mas, Murilo Mendes adota um surrealismo no qual busca "uma compreensão crítica de sua época". Na indignação diante do conflito armado, nota Merquior que Murilo Mendes "exerceu para nós o lirismo da denúncia humanista da guerra, frequentemente alcançando o cerne social da desgraça. É suficiente reler apenas como Lamentação ou como Os Pobres para verificar com que profundidade o poeta foi tocado pela guerra, e com que humanidade lhe reagiu".[36]

Retrato de Murilo Mendes por Ismael Nery, 1923

Luciana Stegagno Picchio ressalta que Murilo buscou ser contemporâneo: "Se o texto a interpretar é o mundo e o meio cognoscitivo, a linguagem, o ofício do poeta é fazer-se contemporâneo de todo acontecimento".[37] Tendo por base o surrealismo, Murilo Mendes conciliou, em poesia e prosa, a realidade, mesmo vulgar, a elementos transcendentes. Manuel Bandeira destaca que Murilo realizou uma "constante incorporação do eterno ao contingente".[38]

Além de ter sido contemporâneo em sua época, Murilo Mendes previu, com antecipação, a atual prevalência da técnica sobre o humanismo e a liberdade, a aceleração da vida que se iniciou no século XX. Em Qualcuno, da obra póstuma Ipotesi, escreveu que "la cibernetica non cambierà la sua mente". Em O Rato e a Comunidade, do livro Poesia liberdade, os indícios da aceleração do tempo são evidentes: "Procuras consolo, mas não podes parar. / És o servo da máquina e do tempo. / Mal sabes teu nome, nem o que desejas neste mundo."

Na Introdução Geral à Poesia completa e prosa publicada, em 1994, pela Editora Nova Aguilar, José Guilherme Merquior aponta também, com argúcia, que Murilo Mendes integrou o surrealismo no catolicismo. Nota o crítico que, em verdade, "o projeto surreal não era, em substância, estético, mas sim de cunho, antes de tudo, existencial".[39]

Na Itália, publicou, em 1959, Siciliana, texto bilíngue traduzido e com prefácio de Giuseppe Ungaretti. Por sua vez, organizada por Ruggero Jacobbi, em obra bilíngue (português-italiano) realizada por Luciana Stegagno Picchio, Chiocchio e Ungaretti, editou-se, em 1961, Introdução à poesia de Murilo Mendes.[40] Entre outras obras, o reconhecimento de Murilo Mendes o levou a ganhar, no ano de 1972, o Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina. Carlos Drummond de Andrade, na sua crônica no Jornal do Brasil, criticou, diante do Prêmio atribuído a Murilo e com o qual se tinham distinguido também Salvatore Quasimodo, Prêmio Nobel de Literatura de 1959, e Giuseppe Ungaretti, a indiferença dos artistas brasileiros. Do Brasil, Drummond assinalou "uma obra que é fruto saboroso da cultura brasileira confrontada com valores universais".[41][42]

No Museu de Arte Murilo Mendes, situado em sua cidade natal, Juiz de Fora, encontram-se reunidos livros, correspondências, documentos e obras de arte que pertenceram ao poeta.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Poemas (1930);
  • Bumba-meu-poeta (1931);
  • História do Brasil (1932) - com capa de Di Cavalcanti;
  • Tempo e eternidade (1935) - com a colaboração do poeta Jorge de Lima;
  • O sinal de Deus (1936);
  • A poesia em pânico (1937);
  • O visionário (1941);
  • As metamorfoses (1944) - ilustrada por Portinari;
  • Mundo enigma (1945);
  • O discípulo de Emaús (1945);
  • Poesia liberdade (1947);
  • Janela do caos (1949) - ilustrada com seis litografias de Francis Picabia;
  • Contemplação de Ouro Preto (1954);
  • Office humain (1957) - com tradução de Dominique Braga e Maria da Saudade Cortesão Mendes;
  • Poesias (1959) - obra completa até a data e incluindo Sonetos brancos, com a exclusão de O sinal de Deus e História do Brasil;
  • Siciliana (1959) - em texto bilíngue traduzido por A. A. Chiocchio e com prefácio de Giuseppe Ungaretti;
  • Tempo espanhol (1959);
  • Siete poemas inéditos (1961);
  • Italianíssima (7 Murilogrammi) (1965);
  • A idade do serrote (1968);
  • Convergência (1970);
  • Poliedro (1972);
  • Retratos-relâmpago, 1a série (1973);
  • Marrakech (1974) - com litografias de G. I. Giovannola.

Póstumas[editar | editar código-fonte]

  • Ipotesi (1977) - organizada e prefaciada por Luciana Stegagno Picchio;
  • Transístor (1980) - antologia de prosa escrita entre 1931 e 1974;
  • Janelas verdes, primeira parte (1989) - com ilustrações em tinta da China e duas serigrafias originais assinadas por Maria Helena Vieira da Silva.

Prêmios recebidos[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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  • Prêmio Graça Aranha, pelo livro Poemas (1930);
  • Prêmio Internacional de Poesia Etna-Taormina (1972).

Referências

  1. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  2. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 896 
  3. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  4. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 67 
  5. SANT'ANNA, Affonso Romano de (1979). O menino experimental: antologia. São Paulo: Summus. p. 9 
  6. MENDES, Murilo. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 7 de julho de 2021 
  7. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 51 
  8. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 68 
  9. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 68 
  10. MENDES, Murilo. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 21 de outubro de 2021 
  11. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 68–69 
  12. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 69 
  13. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 258–259 
  14. MENDES, Murilo. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 8 de julho de 2021 
  15. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 71 
  16. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 48 
  17. MENDES, Murilo (1994). Poesia Completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 48 
  18. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 71 
  19. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  20. «Murilo Mendes». Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Consultado em 26 de maio de 2019 
  21. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  22. CASTELLO, José (10 de janeiro de 2013). «Almeida Faria, o impuro». "O Globo". Consultado em 31 de dezembro de 2020 
  23. BANDEIRA, Manuel (1993). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 629 
  24. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 25 
  25. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 8 de junho de 2019 
  26. PICCHIO, Luciana Stegagno (1997). História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 549 
  27. SANT'ANNA, Affonso Romano de (1979). O menino experimental: antologia. São Paulo: Summus. p. 159 
  28. «Aníbal Machado». Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Consultado em 16 de novembro de 2011 
  29. SAMARA, Fernanda A. O. de Lócio (2020). «Dos desencontros ao encontro: a viagem de Albert Camus ao Brasil em 1949». Consultado em 21 de outubro de 2021 
  30. ARAÚJO, Laís Corrêa de (1972). Murilo Mendes. Rio de Janeiro: Vozes. p. 16 
  31. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 27 
  32. MENDES, MURILO (2007). In: GUIMARÃES, Júlio Castañon (org.), ed. Carta de Murilo Mendes a Francis Picabia. Cartas de Murilo Mendes a Roberto Assumpção. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa. pp. 96–97 
  33. NETO, João Cabral de Melo (1979). In: SANT'ANNA, Affonso Romano de, ed. O menino experimental: antologia. São Paulo: Summus. p. 162 
  34. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 27 
  35. ANDRADE, Mário de (1996). In: MERQUIOR, José Guilherme, ed. Razão do poema: ensaios de crítica e de estética. Rio de Janeiro: Topbooks. pp. 69–70 
  36. MERQUIOR, José Guilherme (1996). Razão do poema: ensaios de crítica e de estética. Rio de Janeiro: Topbooks. pp. 73–74 
  37. PICCHIO, Luciana Stegagno (1997). História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 549 
  38. BANDEIRA, Manuel (1993). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 631 
  39. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. 12 
  40. «POETA - Vida». Museu de Arte Murilo Mendes. Consultado em 31 de maio de 2019 
  41. ANDRADE, Carlos Drummond de Andrade (24 de fevereiro de 1972). «MURILO MENDES - PRÊMIO ETNA TAORMINA». Jornal do Brasil 
  42. MENDES, Murilo (1994). Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pp. 37–38 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]