Muriqui Linux

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Muriqui Linux


Screenshot do Muriqui Linux (1.4)
Arquiteturas x86
Modelo do desenvolvimento Software Livre
Lançado em 1 de abril de 2005 (14 anos)
Versão estável 1.4 / 6 de outubro de 2006; há 13 anos
Língua natural Português (Brasil)
Mercado-alvo Educacional
Família Debian
Núcleo Linux
Gerenciamento de pacotes dpkg (Anaconda)
Licença GNU GPL / Outras
Estado do desenvolvimento Descontinuado
Origem comum  Brasil
Portal do Software Livre
Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados de Muriqui, veja Muriqui (desambiguação).

O Muriqui Linux foi uma distribuição Linux baseada no ambiente gráfico KDE. Este projeto visava facilitar o processo de instalação de um Linux baseado no Debian, diretamente para o usuário final.[1]

Sua origem provém da experiência das Faculdades Doctum, com a utilização do Linux em seus laboratórios de ensino a partir de 1998.[2]

Seu pacote de instalação era o "Anaconda", que provinha diretamente do projeto Fedora.

Características[editar | editar código-fonte]

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

O nome Muriqui é uma alusão ao primata Muriqui-do-sul, também conhecido como mono-carvoeiro, sendo este o maior primata do continente americano e listado entre os animais com risco de extinção. O nome da distribuição é uma homenagem à luta pela preservação desta espécie.[3]

Um terço da população remanescente dos Muriquis se encontra na fazenda Montes Claros, em Caratinga, no estado brasileiro de Minas Gerais (cidade sede da Doctum), onde os primatas foram preservados por iniciativa de seus proprietários, a família de Feliciano Miguel Abdala.[3] Hoje a fazenda é uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), onde foi instalada a Estação Biológica de Caratinga, então doada para a Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza (FBCN), fazendo de Caratinga uma das maiores áreas de preservação desta espécie animal.

Histórico geral[editar | editar código-fonte]

Um dos recursos mais chamativos do Muriqui Linux estava na possibilidade de se instalar o Diskless Remote Boot Server (DRBS), enquanto a distribuição era gravada no disco rígido do computador.[2]

De maneira geral, esta distribuição era especialmente adaptada para ambientes educacionais. No ano de 2005, esta distro Linux chamou a atenção do MEC, que havia solicitado a personalização deste sistema operacional visando a plena instalação do mesmo em cem mil computadores de escolas públicas brasileiras.[2]

A instalação de programas era feita pelos pacotes apt-get, tradicionais de repositórios Debian. Dentre os softwares que já vinham com a distro em si, destacavam-se o navegador web Firefox, o editor de imagens GIMP e o gravador de mídias k3b.[1] Por meio de sua central no aplicativo Centro de Controle, era possível personalizar o Muriqui Linux de acordo com as necessidades do seu usuário, desde a aparência da área de trabalho até a configuração de modens. A instalação de drivers para impressoras e scanners era possibilitada também através desta mesma central.[2]

Situação atual[editar | editar código-fonte]

A última versão estável do Linux Muriqui foi lançada em outubro de 2006 (sendo ela a 1.4). Atualmente, esta distribuição encontra-se descontinuada.[1][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c DistroWatch. «DistroWatch.com: Muriqui Linux». distrowatch.com. Consultado em 6 de maio de 2018 
  2. a b c d Leitão, Ulisses (Maio de 2006). «Desktop tupiniquim: O Muriqui é uma opção versátil para uso em computadores pessoais.» (PDF). Linux Magazine (edição 19). Consultado em 6 de maio de 2018 
  3. a b c «Muriqui». ArchiveOS (em inglês). 9 de março de 2018. Consultado em 24 de junho de 2018