Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues

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Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues
Inauguração 1942
Website www.ibot.sp.gov.br
Geografia
Localidade São Paulo

O Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues (MBot) é um museu público estadual, vinculado ao Instituto de Botânica de São Paulo.[1] Localiza-se no Jardim Botânico de São Paulo, no distrito paulistano do Cursino. Idealizado por Frederico Carlos Hoehne, o museu foi inaugurado em 1942, por ocasião do centenário de nascimento de João Barbosa Rodrigues, com o objetivo de complementar as atividades educativas do Jardim Botânico e fomentar o interesse pela pesquisa em botânica básica e aplicada. Seu acervo, dedicado especialmente à flora brasileira, é composto por exsicatas, exemplares raros de madeiras, amostras de frutos, sementes e essências vegetais de importância econômica etc.[2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Museu Botânico foi idealizado por Frederico Carlos Hoehne[3], um dos primeiros cientistas a empreender estudos sistemáticos e de longo prazo sobre a flora brasileira e áreas correlatas, como biogeografia e ecologia, e um dos maiores especialistas em orquídias do país. Hoehne foi também administrador da Seção de Botânica do Instituto Butantã, tornando-se posteriormente diretor-superintendente do Departamento de Botânica, entre 1938 e 1941, e o primeiro diretor do Instituto de Botânica de São Paulo, de 1942 a 1952.[4] Foi também o responsável pela implementação do Jardim Botânico de São Paulo, inaugurado em 1938.

Sala do museu, com fotografias, documentos e materiais de uso de botânicos.
Sala com exsicatas e estudantes em visita.

Hoehne defendeu desde cedo a necessidade de incutir na sociedade brasileira, por intermédio da educação e da legislação, o entendimento da necessidade de preservar o patrimônio natural do país. Assim, pouco tempo após a inauguração do Jardim Botânico paulistano, idealizou um museu, como complemento às atividades didáticas do órgão recém criado, voltado à educação ambiental e ao incentivo ao gosto pela pesquisa em botânica.[5] O museu começou a ser erguido em 1940[6], sendo oficialmente inaugurado dois anos depois, como parte das celebrações em função do centenário de nascimento do proeminente naturalista brasileiro João Barbosa Rodrigues, cujo nome herdou.

Por muito tempo, o acervo do museu e o espaço expositivo foram organizados de forma a refletir a escala evolutiva dos vegetais dos ecossistemas do estado de São Paulo, por meio principalmente de exsicatas, de algas a plantas "superiores". Assim como o Jardim Botânico, o museu passa por uma restruturação em 1991. O projeto museológico tem entre seus objetivos, desde então, estimular a curiosidade e a compreensão do público, e despertar a consciência ecológica dos visitantes, utilizando-se de uma maior integração com o espaço onde o museu se insere. As exposições permantentes foram reformuladas e parte do acervo foi transferido para um herbário no Instituto Biológico.[7]

Instalações[editar | editar código-fonte]

O Museu Botânico encontra-se localizado em um pequeno edifício em forma de cruz, dividido em cinco ambientes[5], somando 150 metros quadrados.[2] Foi erguido para ser sede do museu e inaugurado junto com este, em 1942. A parte externa é adornada com placas de terracota, retratando exemplares da flora brasileira. As paredes internas foram erguidas de forma que pudessem ser utilizadas para a colocação de vitrines com as amostras botânicas.

Acervo[editar | editar código-fonte]

O museu conserva um conjunto de aproximadamente 1300 exsicatas - plantas secas e herborizadas, acompanhadas de rótulos com informações para pesquisa, apresentadas segundo o ecossistema em que ocorrem no Estado de São Paulo (mata atlântica, cerrado, mata ciliar, manguezal, vegetação litorânea). A maior parte encontra-se em depósito no Herbário Científico “Maria Eneida P. Kaufmann Fidalgo”, no Instituto Botânico. São exibidas no museu de forma rotativa, devido à exigüidade de espaço.[2][7]

Conserva ainda frutos e sementes característicos dos ecossistemas apresentados, uma seção dedicada a vegetais de importância econômica, com algas, fungos, fibras, óleos e essências vegetais[2], além de exemplares raros de madeiras, fotografias, painéis explicativos, obras de arte e materiais referentes à história do Jardim Botânico de São Paulo.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, 1998, pp. 4131.
  2. a b c d Comissão de Patrimônio Cultural da USP, 2000, pp. 433-434.
  3. «Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues». Museu do Índio - Dados do Cadastro Nacional de Museus. Consultado em 16 de abril de 2009 
  4. «Quem foi Frederico Carlos Hoehne». Jardim Botânico de São Paulo - Educação Ambiental. Consultado em 16 de abril de 2009 
  5. a b Cerati, Tania. «Jardins Botânicos e a biodiversidade» (PDF). Instituto de Botânica - Programa de Pós Graduação em Biodiversidade e Meio Ambiente. Consultado em 16 de abril de 2009 
  6. Rocha, Yuri Tavares & Cavalheiro, Felisberto. «Aspectos históricos do Jardim Botânico de São Paulo». Revista Brasileira de Botânica. Consultado em 16 de abril de 2009 
  7. a b «Vox Scientiae». Vox Scientiae - Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP. Consultado em 16 de abril de 2009 
  8. «Museu Botânico Dr. Jõao Barbosa Rodrigues - Informações gerais». Revista Museu. Consultado em 16 de abril de 2009 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Comissão de Patrimônio Cultural da Universidade de São Paulo (2000). Guia de Museus Brasileiros. São Paulo: Edusp. pp. 433–434 
  • Vários (1998). Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Santana do Parnaíba: Plural. 4131 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]