Museu Leopold

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Museu Leopold
Leopold Museum
Tipo museu de arte
Inauguração 2001 (21 anos)
Administração
Diretor(a) Hans-Peter Wipplinger
https://www.leopoldmuseum.org/en, https://www.leopoldmuseum.org/de Website oficial
Geografia
Coordenadas 48° 12' 9" N 16° 21' 32" E
Localidade Viena, Museumsquartier
Localização Neubau - Áustria
Homenageado Rudolf Leopold, Elisabeth Leopold

O Leopold Museum é um museu situado no Museumsquartier, em Viena, na Áustria. Ele reúne a maior coleção de arte austríaca moderna e contemporânea.

História[editar | editar código-fonte]

As mais de 5 000 obras de arte coletadas por Elisabeth e Rudolf Leopold ao longo de cinco décadas foram consolidadas em 1994 com a assistência do Governo da Áustria e do Banco Nacional da Áustria na Leopold Museum Private Foundation. Em 2001, o Leopold Museum foi inaugurado.[1]

Pinturas roubadas pelos nazistas[editar | editar código-fonte]

O museu se envolveu em inúmeras controvérsias envolvendo pinturas roubadas pelos nazistas. Em 1997, o jornal The New York Times descreveu Rudolf Leopold como um colecionador "muito apaixonado", cujas táticas rudes o fizeram manter pinturas que haviam sido roubadas pelos nazistas, como "Retrato de Wally", de Egon Schiele, que pertencia à negociante judia de arte Lea Bondy Jaray.[2] Depois de muitas ações legais, foi finalmente alcançado um acordo após a morte de Rudolf Leopold.[3] "Leopold sabia que a pintura era roubada", explicou o advogado de arte Nicolas O'Donnell. "Ele sempre soube. Com sua arrogância e orgulho fora do caminho, foi possível uma real negociação."[4]

Em 2008, o Partido Verde Austríaco e a Comunidade Religiosa Israelita (IKG) acusaram publicamente o museu de "manter arte que havia sido roubada pelos nazistas de proprietários judeus", alegando que a pintura 'Casas no lago' (1914), de Egon Schiele, havia sido "roubada pelos nazistas do proprietário judeu Jenny Steiner".[5] Em 2016, o museu chegou a um acordo relativo a quatro obras de Schiele com os herdeiros de Karl Mayländer, colecionador judeu de arte que havia morrido após ser deportado para campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.[6][7]

Homens Nus[editar | editar código-fonte]

Em 2012, a exposição "Homens Nus", de Ilse Haider, apresentou, em sua propaganda de rua, a fotomontagem "Viva a França", de Pierre et Gilles, que mostrava três jogadores de futebol nus. Após críticas, os próprios artistas adicionaram, à fotomontagem, uma faixa vermelha cobrindo os órgãos sexuais dos jogadores.[8][9]

Acervo[editar | editar código-fonte]

O acervo é composto por artistas como: Egon Schiele, Gustav Klimt, Oskar Kokoschka e Richard Gerstl. O museu contém o maior acervo de obras do pintor Egon Schiele no mundo.

Referências

  1. Margalit Fox (30 de junho de 2010). «Rudolf Leopold, Art Collector, Dies at 85» (em inglês). The New York Times Company. Consultado em 17 de junho de 2019 
  2. JUDITH H. DOBRZYNSKI (24 de dezembro de 1997). «THE ZEALOUS COLLECTOR -- A special report.; A Singular Passion For Amassing Art, One Way or Another». Consultado em 26 de março de 2021 
  3. «The Return of "Wally": The Mona Lisa of the 20th Century». 11 de abril de 2014. Consultado em 26 de março de 2021 
  4. Isaac Kaplan (5 de julho de 2017). «3 Cases That Explain Why Restituting Nazi-Looted Art Is So Difficult». Consultado em 26 de março de 2021 
  5. MARTHA LUFKIN (31 de março de 2008). «Leopold Museum in Vienna accused over Nazi-looted art». Consultado em 26 de março de 2021 
  6. Reuters Staff (7 de abril de 2016). «Austrian museum reaches settlement over Nazi-looted artwork». Consultado em 26 de março de 2021 
  7. Amah-Rose Abrams (8 de abril de 2016). «Leopold Museum Will Return Two Nazi Looted Watercolors by Egon Schiele». Consultado em 26 de março de 2021 
  8. Sam Parker (1 de novembro de 2012). «'Nude Males' Art Show At Leopold Museum Sparks Controversy: Then Sells Out... (PHOTOS)». Consultado em 26 de março de 2021 
  9. «Penis problem: A Vienna museum covers up». Consultado em 26 de março de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]