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Museu Major Novaes

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Museu Major Novaes
Informações gerais
TipoHistórico
Geografia
PaísBrasil
LocalidadeCruzeiro, SP, Brasil
22° 34' 15.8" S 44° 57' 19.6" O
Coordenadas22° 34′ 16″ S, 44° 57′ 20″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico

O Museu Major Novaes, também conhecido como Solar dos Novaes, é uma instituição cultural pública, sediada em Cruzeiro, no estado de São Paulo. É mantido pelo poder público estadual e municipal, tendo sido tombado como patrimônio histórico pelo Governo Estadual, por meio do decreto nº 13.227 de 24 de setembro de 1969.[1][2][3] Está sediado no casarão da antiga Fazenda Boa Vista.[4][5]

O museu é instalado em um casarão colonial que abriga cerca de 900 peças, as quais incluem mobílias, imagens sacras, pratarias, livros, fotografias, peças em geral, bem como um amplo acervo de documentos públicos históricos referentes a diversas cidades do Vale do Paraíba, a exemplo de documentos de cartórios das cidades Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Silveiras, São José do Barreiro, Bananal, entre outras. No acervo, há também documentos e registros históricos referentes ao período da escravatura brasileira naquela região. Possui exposição de longa duração com diversas peças, fotos e informações. A administração realiza diversas atividades culturais abertas ao público.[1][2]

História

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A arquitetura é datada 1840, de acordo com os registros da documentação histórica, quando aparece, pela primeira vez, a alcunha de “Fazenda Boa Vista”. Construída no estilo neoclássico rural para o Capitão Antônio Dias Telles de Castro, é conhecida pela história cruzeirense como Fazenda Boa Vista, pertencente ao fazendeiro Major Manoel de Freitas Novaes.

A mais ou menos, oito quilômetros do Embaú, situava-se a Fazenda Boa Vista que, segundo consta dos mais velhos documentos encontrados em seu arquivo, teve sua formação em meados do século XVIII. A princípio as terras da Fazenda Boa Vista eram devolutas, sendo adquiridas em posse por Manuel de Moraes Pinto, que as vendeu em 1778, ao Tenente Cel. Henrique Dias Vasconcelos. A enteada do tenente Vasconcelos Maria Antonia da Silva, duvidosamente herdeira de seu espólio, deixa por herança estas terras para seu filho Joaquim Ferreira da Silva. Assassinado em 14 de Novembro de 1835, ele já havia aumentado seu patrimônio comprando terras contíguas até as proximidades de Lavrinhas, sua esposa e herdeira, Dona Fortunata Joaquina do Nascimento casa-se, em 1836, em segundas núpcias com o Capitão Antônio Dias Telles de Castro, que patrocina a construção da casa sede da Fazenda Boa Vista, à margem esquerda do Rio Paraíba.

Entretanto, no ano de 1865, Dona Fortunata, novamente viúva, contrai terceiras núpcias, com o Alferes Manoel de Freitas Novaes, que logo viria a se tornar major. Logo que o Major Novaes assume os negócios da fazenda, faz uma considerável reforma e ampliação, constroi um anexo com três quartos. Fundou uma colônia de trabalhadores livres, organizada experimentalmente em três grupos distintos pela origem dos colonos, formados por caboclos e cearenses. Também tornou-se empreiteiro da Estrada de Ferro D. Pedro II, responsável pela construção do trecho de Queluz ao Porto da Cachoeira (atual Cachoeira Paulista). Com a passagem desta importante ferrovia em suas terras consegue autorização para construir uma estação que é aberta ao tráfego em 1878, trazendo grande desenvolvimento para sua fazenda, localizada à beira do caminho de ferro.

Tombamento

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O processo de Tombamento do prédio foi solicitado pela última descendente do Major Novaes que residiu no casarão, a Sra. Celestina Novaes, conhecida localmente por Dona Tita, sendo aprovado em 1969. O tombamento recai sobre a edificação, os terrenos, a capela, o mobiliário e objetos do acervo.[6] De acordo com recortes encontrados no acervo documental de Cruzeiro, sobre o Museu Major Novaes é possível apontar que, desde 1978, há uma mobilização da imprensa, cruzeirense e valeparaibana, pelo restauro do prédio.[6]

O restauro foi realizado na década de 1980, em três etapas por conta do alto custo. O Ministério Público decidiu que caberia ao Estado restaurar o prédio e à Prefeitura Municipal de Cruzeiro restaurar o acervo mobiliário, após uma ação civil pública. O restauro foi realizado ao longo de quase dois anos, iniciado em 2012 com término em julho de 2014. O prédio foi restaurado e possui uma estrutura extremamente moderna com sistema de incêndio, monitoramento por câmeras, acessibilidade e um sistema de iluminação próprio para patrimônios históricos.[6]

O restauro não contemplou o anexo, que desabou em 1999.[6]

Ver também

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Referências

  1. a b «Turismo». www.cruzeiro.sp.gov.br. Consultado em 19 de agosto de 2017. Arquivado do original em 26 de setembro de 2018 
  2. a b «Cruzeiro – Solar do Major Novaes». www.infopatrimonio.org. Consultado em 19 de agosto de 2017 
  3. Museus (14 de dezembro de 2015). «Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes - Mapas Culturais». Museus 
  4. Silva, Cibele Monteiro da. Documentação cafeeira das cidades do fundo do Vale do Paraíba paulista : a concentração e desconcentração cartorária e judicial custodiada ao Museu Major Novais - Cruzeiro (SP) São Paulo, 2016
  5. Joselaine Mendes Tojo. O Museu Major Novaes de Cruzeiro (SP): trajetórias de uma instituição museal na esfera pública. Dissertação (Mestrado - Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.
  6. a b c d TOJO, JOSELAINE MENDES O Museu Major Novaes de Cruzeiro (SP): trajetórias de uma instituição museal na esfera pública. 206 p. Dissertação (Mestrado - Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia) - Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, 2021.

Ligações externas

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