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Museu Marítimo, Fluvial e Portuário de Ruão

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Museu Marítimo, Fluvial e Portuário de Ruão
Museu Marítimo, Fluvial e Portuário de Ruão
Tipo museu marítimo
Inauguração 1999 (27 anos)
Visitantes 10 000
Página oficial (Website)
Geografia
Coordenadas 49° 26' 40.94" N 1° 3' 38.66" E
Mapa
Localização Ruão - França

O Musée maritime fluvial et portuaire de Rouen (Museu Marítimo, Fluvial e Portuário de Ruão) é um museu associativo dedicado à história marítima, fluvial e portuária de Ruão, instalado no antigo armazém 13 do porto da cidade, no Quai Emile Duchemin, à beira do Sena.[1] Inaugurado oficialmente em maio de 1999, durante a "Armada de Ruão", o museu retrata a evolução do porto de Ruão e da navegação ao longo dos séculos.[2]

A sua gestão é de natureza associativa, sendo dinamizado principalmente por voluntários.[1]

História

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A associação e a coleção

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Em 1980, um grupo de apaixionados pela história marítima fundou a associação com o objetivo de proteger e valorizar o património marítimo, fluvial e portuário de Ruão e da sua região.[1] A partir desse momento, foi lançada uma política de recolha de objetos: compras, doações, empréstimos e depósitos constituíram o núcleo da coleção do museu.[1]

Em 1989, graças ao apoio do Port Autonome de Rouen, a associação obteve a possibilidade de armazenar a sua coleção no armazém portuário n.º 13, no então chamado "quai des Schiaffino", nome que evocava a companhia especializada no transporte de vinhos provenientes do norte de África, que ali atracava para descarregar as suas cargas.[1]

Um primeiro museu foi inaugurado em 1994. No entanto, foi necessário aguardar até maio de 1999 para que o museu abrisse oficialmente as suas portas ao público, após importantes obras de adaptação do edifício para receber visitantes.[1] A inauguração coincidiu com a "Armada de Ruão", uma das maiores concentrações de veleiros históricos do mundo.[3]

O edifício

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O armazém 13 onde se encontra o museu

O museu está instalado no armazém 13 do porto de Ruão, situado à margem do Sena, não longe da ponte Gustave Flaubert.[4] O edifício foi construído em 1926 e era conhecido, até 1966, pelo nome de armazém M, data em que foi criado o Port autonome de Rouen.[1]

O armazém foi posto à disposição da Companhia Schiaffino, especializada em ligações com o norte de África, sendo utilizado inicialmente para armazenar vinho e, posteriormente, fruta.[1] Ao longo da década de 1970, várias companhias se sucederam nas suas instalações, até que em 1984 o armazém foi desafectado, por já não corresponder às necessidades do porto moderno devido à sua capacidade insuficiente.[1]

O museu propõe um percurso expositivo organizado em cerca de quinze espaços temáticos, abordando a história marítima, fluvial e portuária de Ruão e do mundo.[3] A coleção conta com várias centenas de maquetas e mais de 2 000 peças no total, desde instrumentos de navegação a objetos ligados aos ofícios portuários.[4]

As grandes temáticas

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Os temas abordados nas exposições permanentes incluem:[5][2]

  • A história do porto de Ruão: apresentada através de fotografias históricas, mapas e documentos, com um espaço dedicado às destruições causadas pela Segunda Guerra Mundial.
  • As infraestruturas portuárias e as obras no Sena: explica as obras de engenharia realizadas no rio para permitir a navegação de navios de grande calado.
  • Os grandes veleiros de Ruão: inclui um espaço sobre os navios que realizaram a rota do Pacífico até Nova Caledónia para transportar níquel.
  • A marinha mercante: apresentada através de maquetas de navios que atracavam regularmente no cais junto ao armazém.
  • A navegação fluvial: centrada na história dos barcos que percorreram o Sena e seus afluentes, com destaque para a chata Pompon Rouge.
  • A engenharia naval e oceânica e a construção e reparação navais.
  • A caça à baleia.
  • A história dos submarinos: inclui uma reprodução do interior do Nautilus de Robert Fulton.
  • Os viquingues e a sua presença histórica no estuário do Sena.
  • A ponte transbordadora de Ruão e outros marcos históricos da cidade.

Ao longo do percurso, o visitante pode observar motores de chata e de barco de pesca, uma campana de bruma que se encontrava no estuário do Risle, um fato de mergulhador e a reprodução da cabina de rádio de um navio dos anos 60.[2]

O esqueleto de baleia

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Um esqueleto de baleia-comum está exposto no centro do museu, emprestado pelo Muséum d'Histoire Naturelle de Rouen. O animal tinha sete anos quando morreu, por encalhe numa praia.[2]

A chata Pompon Rouge

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No pátio exterior do museu encontra-se ancorada a chata Pompon Rouge, com 38 metros de comprimento, um testemunho da navegação fluvial do pós-guerra.[1] A sua bodega foi adaptada para receber uma exposição permanente sobre a navegação fluvial, que inclui maquetas de automotores. É também possível visitar a timoneira original da embarcação.[1]

O atelier de carpintaria marítima

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Desde 2004, o museu alberga um atelier de carpintaria marítima onde barcos antigos e modernos são restaurados.[1] Neste espaço, em colaboração com os Compagnons du Devoir, foi realizada uma reprodução à escala 1/5 da Dauphine, o navio de Giovanni da Verrazzano, figura emblemática da história das explorações marítimas.[1]

O chantier d'insertion Verrazane

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Criado em 2006, o chantier d'insertion Verrazane emprega pessoas em situação de inserção profissional, envolvidas nas animações escolares, na manutenção do museu e na comunicação.[1]

Notas e referências

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Ligações externas

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