Museu Nacional de Beirute

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Museu Nacional de Beirute
Tipo museu nacional, museu de arqueologia
Inauguração 1937 (83 anos)
Visitantes 40 211
Website oficial
Geografia
Coordenadas 33° 52' 41.59" N 35° 30' 53.64" E
Localidade Beirute
Localização Beirute
País Líbano

O Museu Nacional de Beirute (em árabe: متحف بيروت الوطنيّ, Matḥaf Bayrūt al-waṭanī) é o principal museu de arqueologia no Líbano. O acervo começou a ser coletado após a Primeira Guerra Mundial, e o museu foi inaugurado oficialmente em 1942. O acervo é composto por coleções que totalizam cerca de 100.000 objetos, a maioria dos quais são antiguidades e achados medievais. Cerca de 1.300 artefatos estão expostos, variando desde os tempos pré-históricos até o período medieval mameluco.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Interior do museu

O museu foi projetado pelos arquitetos Antoine Nahas e Pierre Leprince Ringuet, a sua arquitetura tem inspiração francesa e influência egípcia. O prédio foi construído com três pavimentos, e o seu exterior é acabado com calcário na cor ocre. O bloco central é coberto por um telhado de vidro, acima do mezanino, proporcionando iluminação natural ao ambiente.[1]

O espaço de exposição totaliza 6.000 metros quadrados, os anexos ao museu e escritórios administrativos adjacentes a construção principal ocupam cerca de 1.000 metros quadrados.[2]

Guerra civil[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Civil Libanesa de 1975 o museu ficou entre as duas frentes beligerantes e sofreu danos significativos. O prédio foi bombardeado, saqueado, inundado e transformado em um quartel para os combatentes.[3] Após o cessar fogo em 1991, passou por uma grande reforma e foi parcialmente inaugurado em 25 de novembro de 1997 pelo então presidente Elias Hrawi.[4]

O governo libanês promoveu uma campanha maciça para recuperar as antiguidades que foram roubadas ou negociadas durante a guerra civil.[5] Muitos artefatos foram recuperados de lojas de antiguidades e casas particulares uma vez que a lei libanesa determina que qualquer item com mais de 300 anos pertence ao estado.[6]

Em 8 de outubro de 1999, o museu reabriu suas portas ao público durante o governo do presidente Emile Lahoud e voltou a sua antiga posição de detaque, especialmente como um dos principais museus com objetos fenícios antigos.[7]

Coleções[editar | editar código-fonte]

Detalhe do sarcófago Ahiram.

O Museu Nacional de Beirute exibe cerca de 1300 artefatos de sua coleção de aproximadamente 100.000 objetos.[8] As exposições obdecem a uma ordem cronológica começando na pré-história e chegando até o período otomana. O roteiro tem início no andar térreo, onde 83 objetos grandes são exibidos, incluindo sarcófagos, estátuas, mosaicos e relevos. O piso superior exibe 1243 artefatos de tamanho pequeno e médio, organizados por ordem cronológica e por tema em vitrines iluminadas e lentes que enfatizam o aspecto estético dos artefatos.[4]

As coleções estão divididas por período, incluindo artefatos e peças da Pré-história, Idade do Bronze, Idade do Ferro, Período helenístico, Período romano, Período bizantino e Período mameluco e Conquistas árabes.

Localização[editar | editar código-fonte]

O museu está localizado no distrito de Mazra'a, no cruzamento entre as avenidas Abdallah al-Yafi e a estrada de Damasco. Fica muito próximo ao hipódromo de Beirute.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Blake, Emma; Arthur Bernard Knapp (2005). The archaeology of Mediterranean prehistory. Col: Blackwell studies in global archaeology. 6 2005 ed. [S.l.]: Wiley-Blackwell. ISBN 9780631232681 
  2. Brigitte Colin. «The Beirut Museum Opens its Doors» (.pdf). UNESCO. Consultado em 16 de abril de 2008 
  3. Viner, Katharine (6 de março de 1999). «Rubble rousers». The Guardian. London 
  4. a b Charles Kettaneh Foundation; Omar Daouk Foundation (2008). A visit to the Museum... The short guide of the National Museum of Beirut, Lebanon. [S.l.]: Anis commercial printing press. 96 páginas. ISBN 9953-0-0038-7 
  5. Erlich, Reese (21 de agosto de 2003). «Lessons from Beirut on bombed-out art». The Christian Science Monitor .
  6. Christopher Hack (24 de março de 1999). «Lebanon recovers ancient treasures». BBC news. Consultado em 16 de abril de 2008 
  7. Fabio Maniscalco. «Preventive Measures for the Safeguard of Cultural Heritage in the Event of Armed Conflict» (.pdf). Webjournal. Consultado em 19 de abril de 2008 
  8. Pharès, Joseph (2003). «The National Museum of Lebanon in Beirut». UNESCO. Museum International. 55 (3–4): 38–43. doi:10.1111/j.1350-0775.2003.00435.x. Consultado em 24 de abril de 2008 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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