Museu da Imagem e do Som de Campinas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Museu da Imagem e do Som de Campinas
Tipo Artes
Inauguração 30 de dezembro de 1975 (44 anos)
Website www.miscampinas.com.br
Geografia
País  Brasil
Cidade Campinas

O Museu da Imagem e do Som (MIS) é um museu público focado em difundir e preservar o acervo da memória audiovisual da cidade de Campinas. Está localizado no Centro, na Rua Regente Feijó, 859 - Palácio dos Azulejos.

A fundação abrange setores de áudio e vídeo, além de fotografia, música, equipamentos e educação patrimonial. Frequentemente ocorrem cursos gratuitos, palestras, exposições fixas e itinerantes[1] e ciclos gratuitos de cinema, atuando assim, como um importante e democratizado ponto cultural e educativo da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

O Museu da Imagem e do Som de Campinas foi idealizado a partir de um grupo de fotógrafos, cineastas e cineclubistas da região, liderados por Henrique de Oliveira Júnior e Dayz Peixoto Fonseca. O espaço, através da Lei Municipal 4.576/1975 de 30 de dezembro de 1975, que dentre outras iniciativas criou a Secretaria Municipal de Cultura,[2] foi oficialmente viabilizado pelo poder público na difusão, preservação e produção audiovisual da cidade. Do ponto de vista legal, o MIS é regido especificamente pelo Decreto Municipal 14.844, de 3 de agosto de 2004.[3]

O objetivo era preservar e reunir, sistematicamente, a memória audiovisual de Campinas e região, cujas peças vinham sendo guardadas de maneira isolada, em outros museus da cidade, e em outras instituições públicas municipais ou mesmo integrando coleções particulares.

Hoje o Museu da Imagem e do Som de Campinas agrega funções educativas (com cursos gratuitos), e de lazer cultural, sendo um valioso ponto de debates e palestras, além de ser o último cineclube no centro da cidade de Campinas depois do fechamento do Cine Paradiso, que funcionou entre 1983 e 2009,[4] famoso na região por exibir filmes do circuito alternativo.

Atualmente, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas tem sua sede no Palácio dos Azulejos, patrimônio nacional, estadual e municipal, foi tombado pelo IPHAN (1967), CONDEPHAAT (1981)[5] e Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (CONDEPACC) (1988).[6]

Diretores do MIS[editar | editar código-fonte]

  • 1975 – 1979: Henrique de Oliveira Jr.
  • 1979 – 1987: Days Peixoto Fonseca
  • 1987 – 1989: Carlos Rafael Vasconcellos
  • 1989 – 1990: Suzana Barretto Ribeiro
  • 1991 – 1993: Orestes Augusto Toledo
  • 1994 – 2001: Sônia Aparecida Fardin
  • 2001 – 2002: Maria do Carmo Cassaniga
  • 2002 – 2015: Adriana Verri Maciel
  • 2015 - presente: Alexandre Sônego de Carvalho

Endereços do MIS[editar | editar código-fonte]

  • 1975 – 1976: Subsolo do Palácio dos Jequitibás - Avenida Anchieta, 200, Centro
  • 1976 – 1987: “Cinema de Arte” no Cine Teatro Castro Mendes, Rua Conselheiro Gomide, 62, Industrial
  • 1976 – 1991: Centro de Convivência Cultural de Campinas - Praça Imprensa Fluminense, s/n, Cambuí
  • 1991 – 1992: Rua Regente Feijó, 824, Centro
  • 1993 – 1994: Rua Doutor César Bierrenbach, 201, Centro
  • 1993 – 1996: Casarão do Lago do Café - Avenida Doutor Heitor Penteado, 2145, Parque Taquaral
  • 1996 - presente: Palácio dos Azulejos – Rua Regente Feijó, 859, Centro

Acervo[editar | editar código-fonte]

O acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas constitui-se de fotos, filmes, negativos, vídeos, slides, discos, fitas e objetos sobre a história social e cultural da cidade de Campinas e região, e se apresenta em cinco diferentes linguagens: Audiovisual (cinema e vídeo), Fotografia, Música, Tecnologia e Biblioteca, disponível para pesquisadores de todo o país.

Setor de acervo fotográfico[editar | editar código-fonte]

Composto 75 coleções e aproximadamente 35.000 imagens, retratando Campinas e região desde o final do século XIX até os dias atuais.

O acervo mostra a intensa e gradual transformação urbana na cidade, os movimentos culturais, os atos administrativos de vários prefeitos e obras públicas, solenidades políticas e principalmente o povo.

Música[editar | editar código-fonte]

O acervo de música é denominado "Discoteca Rynaldo Ciasca". Tem a função de preservação, catalogação e é constituído por 60 CDs, 900 gravações em fitas de rolo e aproximadamente 20.000 discos, dentre os quais, discos antigos de 78 rotações, LPs de vinil em 33 1/3 rotações, compactos, discos gigantes, discos curiosos, com vários furos, de diversos materiais, etc.

Seus conteúdos se enquadram em diversos segmentos:

  1. MPB
  2. Óperas, árias e canções
  3. Grandes intérpretes
  4. Discos infantis
  5. Cursos de idiomas, propagandas e programas de rádio
  6. Discos humorísticos
  7. Música de vários países
  8. Jazz, música instrumental, trilhas de filmes e de novelas
  9. Documentos sonoros de comunidades indígenas, religiosas, teses
  10. Música sinfônica e camerística
  11. Compositores e grupos de Campinas
  12. Orquestras populares
  13. Edições especiais de interesse cultural (Tacape, Série Florilegium, Marcus Pereira e outros)
  14. Catálogos, revistas e fascículos para uso didático e paradidático

Acervo tecnológico[editar | editar código-fonte]

Possui um significativo acervo com aproximadamente 400 peças, correspondentes a objetos tecnológicos de imagem e som. Formado através de doações ou obsolescência de seus materiais de uso, tornou-se um acervo histórico de tecnologia. A maioria está na exposição de longa duração, possibilitando o conhecimento da evolução de câmeras e materiais fotográficos, projetores cinematográficos, gramofones, aparelhos de TV, entre outros.

Programas educativos/atividades[editar | editar código-fonte]

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas realiza diversas atividades, como exposições, cursos gratuitos, palestras, debates e exibições de filmes. Há eventos são voltados tanto para educadores como para o público comum.

Pedagogia da Imagem[editar | editar código-fonte]

Através do programa Pedagogia da Imagem o Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas realiza diversas atividades educativas, com o objetivo de discutir e promover a democratização do uso dos meios de comunicação e informação e incentivar a apropriação das linguagens audiovisuais pelos setores populares.

Circuito MIS de Cinema[editar | editar código-fonte]

Há mais de 20 anos, o MIS promove, gratuitamente, exibições e debates de filmes. A programação, feita com a participação do público, busca trazer aos espectadores diferentes linguagens e olhares cinematográficos.

As exibições dos filmes são seguidas de debates preservando assim, o espírito cineclubista. A programação pode ser conferida neste link: Circuito MIS de Cinema

Exposições[editar | editar código-fonte]

As exposições no espaço se dividem em "exposições de longa duração": no piso térreo, a exposição "Memorial do Prédio" que traz a trajetória de um dos mais importantes monumentos arquitetônicos da cidade, o Palácio dos Azulejos. No piso superior, a exposição "MIS – um museu brasileiro, um museu campineiro, um museu plural" que apresenta parte do acervo do museu e a história de sua produção cultural.

  • Exposições temporárias: o museu dispõe de salas para receber projetos expográficos da comunidade.
  • Exposições itinerantes: diversas exposições, produzidas pelo MIS, podem ser levadas para instituições culturais e educativas da cidade.
  • Ação educativa: visitas monitoradas para grupos e escolas.

Referências

  1. «MIS de Campinas apresenta exposição fotográfica sobre fauna e flora». G1 Campinas e região. 14 de janeiro de 2020. Consultado em 13 de abril de 2020 
  2. CAMPINAS, SP (legislação) (30 de dezembro de 1975). «Lei 4.576 de 30 de dezembro de 1975». 31 de dezembro de 1975. Consultado em 13 de abril de 2020 
  3. CAMPINAS, SP (legislação) (3 de agosto de 2004). «Decreto 14.844 de 3 de agosto de 2004». Consultado em 13 de abril de 2020 
  4. COLETTI, Caio; GABRIEL, Alef (18 de setembro de 2014). «Cine Paradiso – o último cinema de rua de Campinas». Digitais - PUC-Campinas. Consultado em 13 de abril de 2020 
  5. «Palácio dos Azulejos». Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo - CONDEPHAAT. Consultado em 13 de abril de 2020 
  6. «Processo 04/88». Prefeitura de Campinas - Patrimônio Histórico e Cultural. Consultado em 13 de abril de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]