Museu do Futebol (São Paulo)

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Museu Paulo Machado de Carvalho.
Museu do Futebol.
Tipo esportes
Inauguração 2008
Visitantes 419.363 (2014)[1]
Curador Leonel Kaz
Website www.museudofutebol.org.br
Geografia
Localidade São Paulo

Museu do Futebol é um espaço voltado para os mais diferentes assuntos envolvendo a prática, a história e curiosidades do futebol brasileiro e mundial. O espaço cultural foi construído dentro do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, na Praça Charles Miller, no bairro de mesmo nome, na zona oeste da cidade. A obra foi realizada em um consórcio da Prefeitura de São Paulo[2] com o governo estadual e lançado para o público no dia 29 de setembro de 2008.[3] Funciona de terça-feira à sexta, das 9h às 16h (com permanência até às 17h) e sábados, domingos e feriados das 9h às 17h (com permanência até às 18h). O único dia em que o Museu não é aberto ao público é às segundas-feiras. Os ingressos custam R$ 9, com possibilidade de meia-entrada para estudantes, professores da rede pública de ensino e aposentados ou maiores de 60 anos. Aos sábados, o ingresso é gratuito para todos os visitantes.

A iniciativa para a construção do Museu do Futebol também contou com a ajuda da Secretaria Municipal de Esportes e da São Paulo Turismo – com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Desde sua inauguração, a gestão do museu é realizada pelo IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, que também administra o Museu da Língua Portuguesa. [4] Dentre as muitas histórias contadas nos vários ambientes do museu, em uma delas é possível admirar o gramado do Pacaembu do alto, por exemplo.

Características[editar | editar código-fonte]

O Museu do Futebol busca preservar e difundir um acervo de referências sobre o futebol, tratado na exposição, não só como esporte, mas também como um aspecto social importante do Brasil.[5]  

O museu possui ao todo uma área de 6,9 mil metros quadrados, divididos em 18 espaços[6][7] e dois pavimentos, além da área denominada como Térreo[8].  

Ao adentrar o museu, o visitante pode se sentir realmente inserido na arquitetura do estádio, já que o teto do museu é a própria arquibancada utilizada em dias de jogos e eventos.

A primeira sala, a única localizada no piso Térreo, é denominada a Grande Área, afinal trata-se de um grande hall que funciona como uma sala de visitas do futebol brasileiro. Nela, são encontradas reproduções ampliadas de diversos objetos, como flâmulas, chaveiros, bandeiras, jogo de botões e outros adereços.

A segunda sala, já localizada no Pavimento 1, é conhecida como Saudação do Pelé, já que ao adentrar na mesma, os visitante recebem do Rei do Futebol as boas-vindas ao Museu em três línguas diferentes (português, inglês e espanhol). Logo em seguida, na terceira sala, chamada de Pé na Bola, é o momento de literalmente entrar no universo do futebol. A sala conta com imagens de pés batendo bola, que indicam, de forma lúdica o caminho que o visitante pode percorrer no Museu.

Ao passar pela sala Pé na Bola, é chegada a hora de dar início a história de fato com a sala 4, a dos Anjos Barrocos, que traz painéis e projeções de 25 jogadores que fizeram história no esporte. Dentre eles, Bebeto, Romário, Ronaldo, Gilmar, Gérson e outros. A sala 5 (Gols) e a sala 6 (Rádio) são bem próximas uma da outra. As salas vizinhas, são dedicadas aos gols e as narrações de rádio, nelas o visitante pode ouvir e assistir as jogadas preferidas e escolhidas por grandes personalidades do futebol, como Marcelo Tas, Neto, Juca Kfouri e Galvão Bueno. As narrações do rádio que ecoam, são tanto de personagens mais recentes, como por exemplo Osmar Santos, narrador da rádio Jovem Pan e Rádio Globo dos anos 70 e 80 e até de alguns mais antigos, como Antonio Cordeiro, que narrava partidas de futebol na década de 50, na Rádio Nacional.

A sala 7, chamada Exaltação e localizada no Pavimento 2, é dedicada às torcidas. Nela os visitantes encontram mais de 30 cantos e gritos de incentivo criados e entoados pelas torcidas de clubes como Clube de Regatas Flamengo, Cruzeiro Esporte Clube, São Paulo Futebol Clube, Sport Club Corinthians Paulista e outros. Na sala de número 8, Origens, o visitante tem acesso a fotos e vídeos antigos que contam a história do futebol, desde Charles Miller e a aceitação de negros no futebol nos anos 20 até a profissionalização do esporte nos anos 30.

A sala de número 9 é dedicada aos Heróis que contribuíram para a construção da identidade brasileira. Dentro da sala há homenagens para grandes nomes da literatura, como Carlos Drummond de Andrade, para pensadores, como o escritor Mário de Andrade, para a musa Carmen Miranda e, claro, para jogadores de futebol, como Domingos da Guia, entre muitos outros. Ainda na historicidade, o museu disponibiliza, na sala 10 dedicada aos Ritos de Passagens, um vídeo mostrando a final da Copa de 1950, disputada no Brasil, no qual a seleção canarinho perdeu o jogo final, em pleno Estádio do Maracanã para o Uruguai. O episódio, que ficou lembrado como Maracanaço, ainda registrou o maior público da história do futebol: segundo a Fifa, 174 mil pessoas pagaram para assistir à partida daquele 16 de julho de 1950 [9], mas outras estimativas apontam que cerca de 199 mil torcedores estavam presentes no estádio no momento do jogo.[10]

Já na sala 11, ainda relacionada às temáticas de Copa do Mundo, o Museu retrata em detalhes todas as conquistas (e também derrotas) da Seleção Brasileira na competição. Além disso, a sala mostra o contexto histórico, social e econômico em que cada Copa do Mundo aconteceu. A sala 12 é exclusiva para os craques Pelé e Garrincha e nela é possível conferir os grandes feitos dessa dupla.

A sala 13, denominada Passarela Radialista Pedro Luiz, é responsável por unir as duas metades do percurso que o torcedor faz dentro do Museu. Além disso, é um local para o visitante apreciar a vista da Praça Charles Miller e do bairro do Pacaembu.

Os números sobre futebol, futsal, futebol feminino ou futebol de várzea, sejam eles estatísticas, curiosidades ou recordes, são encontrados em grandes placas distribuídas na sala 14. Lá, além de todos os números marcantes da história do esporte, é possível assistir por exemplo, a depoimentos de mães de juízes que comentam a atuação de seus filhos dentro de campo. Na sala 15, após um amplo contato com a história do futebol no Brasil, o visitante tem a oportunidade de conhecer um dos principais estádios do país, o Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, na área conhecida por "Visita à Arquibancada".

Denominada "Dança do Futebol", a sala 16 mostra os detalhes que fazem do esporte o espetáculo que é. Grandes defesas, dribles, gestos, movimentações de atletas e reações de treinadores durante uma partida de futebol são contemplados na sessão. A sala 17 é o local da exposição, onde o visitante encontra maior interatividade: além poder assistir a jogadas em câmera lenta e brincar com jogos relacionados ao esporte, é possível bater um pênalti para descobrir a velocidade que seu chute alcança.

Na sala 18, a última do Museu, encontra-se uma mostra permanente da construção do Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, composta por plantas arquitetônicas do estádio e fotografias feitas nas décadas de 40 e 50 por Jean Manzon, Thomaz Farkas, Peter Scheier e Hildegard Rosenthal.

O Museu do Futebol faz parte da rede estadual de museus da cidade de São Paulo, e busca levar ao visitante uma experiência lúdica, ao longo dos três andares que ocupa dentro do Pacaembu[11]. O objetivo do museu é trazer uma visitação contínua e harmônica, sem quebras bruscas de temas quando se passa de uma sala para outra. Além das atrações, o Museu também oferece aos visitantes um acervo de conteúdos relacionados ao futebol. O Centro de Referência do Futebol Brasileiro inclui mais de 1.500 artigos, livros e DVDs, além de computadores pelos quais é possível acessar diversos conteúdos digitais.[12]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Com uma área de 6.900m², o Museu do Futebol tem uma arquitetura diferenciada. Ele preserva um grandioso patrimônio público da cidade de São Paulo e revela de forma imponente o Estádio do Pacaembu. A escolha do local foi justamente para garantir um novo e diferenciado uso ao estádio, que já possui por si só um importante papel no cenário do futebol brasileiro.

A proposta do arquiteto Mauro Munhoz, responsável pelo Museu do Futebol, foi reutilizar a faixada do Pacaembu, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo, na década de 1930, e revelar as estruturas do estádio. Cada sala do Museu deixa à vista o concreto das arquibancadas do estádio. [13] As paredes são de materiais brutos, como aço, madeiras e outros. Ainda assim, são feitas de modo a darem sentido ao que é mostrado em cada local de exposição.

A arquitetura do museu também se destaca por seu projeto de acessibilidade, que visa atender visitantes com deficiência visual, auditiva, física e intelectual. Nos ambientes são disponibilizadas informações em braile, audioguias e elevadores estão sempre disponíveis para o uso, além de também ser possível encontrar instrutores treinados para oferecer atendimentos quando necessário. Em 2014, a implementação do projeto rendeu ao espaço o 3º lugar no IV Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus.[12]

Personalidades[editar | editar código-fonte]

O Museu do Futebol é frequentemente visitado por jogadores e ex-jogadores de relevância no futebol brasileiro. Como traz em cada ambiente a história do esporte mais popular do país, acabou por tornar-se referência para encontros e entrevistas dos mais diversos jornais esportivos do país. Em 2015, antes da final da Copa do Brasil, disputada entre Santos e Palmeiras, os ídolos Ademir da Guia (ex-jogador do Palmeiras) e Pepe (ex-jogador do Santos) se encontraram no Museu do Futebol para conversarem sobre a decisão e se emocionaram, fazendo valer o intuito do Museu: o de tornar a história do futebol algo palpável a seus admiradores. [14]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Edison Veiga (4 de abril de 2015). «Diretor do Museu de Arte do Rio quer inverter eixo cultural da cidade». O Estado de S. Paulo. Consultado em 4 de abril de 2015. 
  2. Prefeitura da Cidade de São Paulo
  3. Museu dedicado ao futebol é inaugurado nesta segunda em SP, G1, 29/09/2008
  4. «IDBrasil | Quem Somos». idbr.org.br. Consultado em 2016-09-14. 
  5. «Missão, Visão e ValoresMission, view and valuesMisión, visión y valores - Museu do Futebol». 2013-11-29. Consultado em 2016-09-07. 
  6. «Exposição de Longa Duração - Museu do Futebol». Museu do Futebol. Consultado em 2016-09-07. 
  7. São Paulo inaugura Museu do Futebol, Prefeitura da Cidade de São Paulo, 29/08/2008
  8. «Museu do Futebol - Bem-vindo ao site oficial do Museu do Futebol». Museu do Futebol. Consultado em 2016-09-07. 
  9. «Maracanazo» (em inglês). Fifa. 2010-01-21. Consultado em 2016-09-14. 
  10. «World Cup Rewind: Largest attendance at a match in the 1950 Brazil final». Guiness World Records. 2014-06-11. Consultado em 2016-09-14. 
  11. «O ProjetoProjectO Projeto - Museu do Futebol». 2013-11-29. Consultado em 2016-09-07. 
  12. a b «Revista Esquinas #55». Consultado em 2016-09-13. 
  13. «O ProjetoProjectO Projeto - Museu do Futebol». 2013-11-29. Consultado em 2016-09-07. 
  14. «Façam história! Antes da final, Pepe e Divino se encontram e se emocionam». Lance!. Consultado em 14/setembro/2016. 

[1]

  1. [1]. Acessado em