Musgo

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Musgos

Musgos
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Subreino: Embryophyta
Superdivisão: Bryophyta sensu lato
Divisão: Bryophyta
Classes

Os musgos (Bryophyta sensu stricto) são representantes do grupo das briófitas e como tal não apresentam vasos lignificados condutores de água e sais minerais. O talo é organizado em caulídio, filídios e rizóides. São plantas criptógamas, isto é, que possuem o órgão reprodutor escondido, ou possuem os órgãos reprodutores inconspícuos. Podem viver sobre os mais variados tipos de substrato, como troncos e ramos de árvores (corticícolas), folhas (epífilas), troncos em decomposição (epíxilas), solo (terrícolas) ou rochas (rupícolas), geralmente em locais úmidos, já que são dependentes da água para a reprodução. Toleram diferentes condições ambientais extremas e por isso ocorrem nos mais variados ecossistemas e em grande quantidade de habitats, sendo distribuídas por todo o mundo. São encontradas desde o Ártico até as florestas tropicais, desertos e ambientes submersos, mas nunca no ambiente marinho. Possuem como pigmentos: clorofila a e b, xantofila e carotenos, sua substância de reserva é o amido e a parede celular é composta por celulose. São pioneiras na colonização de ambientes modificados, atuam no combate à erosão do solo e na manutenção da umidade dos ecossistemas por interceptarem a água da chuva e com essa captação de água e nutrientes da chuva também desempenham um papel importante servindo como habitat para animais. É estimado uma diversidade de aproximadamente 1.650 espécies para o Brasil, divididas entre antóceros e hepáticas com cerca de 750 espécies e 900 de musgos. Geralmente atingem poucos centímetros de altura justamente por não possuírem vasos de condução de seiva.

Os musgos são uma divisão de plantas avasculares pertencente à superdivisão Bryophyta sensu lato. Eles pertencem ao filo das briófitas. São pequenos e de organização simples. Possuem a característica: gametófito composto por caulídios e filídios não divididos e com simetria radial. Por isso, a condução é pouco eficiente, o que aumenta a dependência de água, isso explica porque os musgos só crescem em ambientes úmidos.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Entre os musgos, há plantas bissexuadas, que crescem em grande número, lado a lado, forrando o solo úmido das florestas, em barrancos e até em cascas de árvores. Têm o aspecto de um delicado tapete verde, de pequena espessura. A fecundação ocorre quando a água das chuvas cai sobre as plantas masculinas e lança para o ar gotículas de água com os gametas masculinos, que caem sobre a ponta das plantas femininas. Em cada planta feminina, basta um zigoto para produzir um esporófito, que tem na ponta uma grande cápsula ovalada. Com a abertura dessa cápsula, milhares de esporos caem no solo, germinam e dão origem a novas plantas (fase gametofítica). O ciclo de vida, com alternância de gerações heteromórficas. Sendo a geração gametofítica haploíde (n) dominante, e a geração esporofítica diplóide (2n) que é dependente da primeira. A reprodução assexuada pode ocorrer pela dispersão de propágulos vegetativos.

Musgo.png

Ciclo de Vida[editar | editar código-fonte]

O seu ciclo de vida apresenta uma alternância de gerações, em que o gametófito constitui a fase evidente e dominante, enquanto que o esperófito é muito mais pequeno e nutricionalmente dependente do gametófito.   

Riscos de Extinção[editar | editar código-fonte]

Como principal fator de risco para a morte e extinção dos musgos é a destruição dos habitats, as alterações feitas pelo homem nesses habitats como o desmatamento, o uso de herbicidas, as queimadas e a poluição tem levado ao desaparecimento de muitas especies de briófitas. Faz se necessário, informar e divulgar às pessoas sobre a diversidade de espécies, para que elas tenham atitudes mais conscientes contribuindo para a conservação e manutenção dessas plantas e seus habitats.

Classificação geral das Plantas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Classificação das Plantas

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Musgo" provém do termo latino muscu[1].

Classificação[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, os musgos eram agrupados juntamente com os membros dos grupos Marchantiophyta e Anthocerotophytas na Divisão Bryophyta (briófitos), na qual os musgos eram classificados na classe Musci. Esta definição de Bryophyta, no entanto, é parafilética e, atualmente, tende a ser separada em três divisões. Nesse esquema, a divisão Bryophyta sensu stricto contém exclusivamente os musgos.

É a seguinte a classificação mais aceita das briófitas, em que as Bryophytas sensu stricto são divididas em oito classes:

divisão Bryophyta
classe Takakiopsida
classe Sphagnopsida
classe Andreaeopsida
classe Andreaeobryopsida
classe Oedipodiopsida
classe Polytrichopsida
classe Tetraphidopsida
classe Bryopsida


Marchantiophyta






Anthocerotopsida



plantas vasculares



Bryophyta sensu stricto

Takakiopsida



Sphagnopsida




Andreaeopsida



Andreaeobryopsida




Oedipodiopsida




Tetraphidopsida



Polytrichopsida



Bryopsida









Actual filogenia e composição dos Bryophyta.[2][3]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 174
  2. Goffinet, Bernard; William R. Buck (2004). «Systematics of the Bryophyta (Mosses): From molecules to a revised classification». Monographs in Systematic Botany. Molecular Systematics of Bryophytes Missouri Botanical Garden Press [S.l.] 98: 205–239. ISBN 1-930723-38-5. 
  3. Buck, William R. & Bernard Goffinet. (2000). "Morphology and classification of mosses", pages 71-123 in A. Jonathan Shaw & Bernard Goffinet (Eds.), Bryophyte Biology. (Cambridge: Cambridge University Press). ISBN 0-521-66097-1.

4. COSTA, DP., and LUIZI-PONZO, AP. Introdução: as briófitas do Brasil. In: FORZZA, RC., org., et al. INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO. Catálogo de plantas e fungos do Brasil [online]. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio: Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. p. 61-68. Vol. 1. ISBN 978-85-8874-242-0.

5. RIBEIRO, S.P.M. Briófitas. Editora Vertigem. 2008


Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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