Music (álbum de Madonna)

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Music
Álbum de estúdio de Madonna
Lançamento 18 de setembro de 2000 (2000-09-18)
Gravação setembro de 1999 - janeiro de 2000
Gênero(s) Dance-pop, música eletrônica, pop
Duração 44:40
Idioma(s) Inglês
Formato(s) CD, vinil
Gravadora(s) Maverick, Warner Bros.
Produção Madonna, Mirwais Ahmadzaï, William Orbit, Guy Sigsworth, Mark "Spike" Stent, Talvin Singh
Cronologia de Madonna
Último
Ray of Light
(1998)
American Life
(2003)
Próximo
Singles de Music
  1. "Music"
    Lançamento: 22 de agosto de 2000 (2000-08-22)
  2. "Don't Tell Me"
    Lançamento: 14 de novembro de 2000 (2000-11-14)
  3. "What It Feels Like for a Girl"
    Lançamento: 16 de abril de 2001 (2001-04-16)

Music é o oitavo álbum de estúdio da artista musical estadunidense Madonna. O seu lançamento ocorreu em 18 de setembro de 2000, através das gravadoras Maverick Records e Warner Bros. Records. O disco possui uma sonoridade inspirada por gêneros como o dance-pop, o pop e a música eletrônica, apresentando fortes influências do country pop, do folk e do rock e o uso do vocoder; enquanto a sua instrumentação inclui percussão, cordas, guitarra, sintetizadores e teclados. Liricamente, as faixas refletem-se a múltiplos temas, como a dança, a atitude e o amor, com "What It Feels Like for a Girl" retratando o machismo e a inferioridade feminina. As gravações do projeto ocorreram entre setembro de 1999 e janeiro de 2000 em estúdios na Inglaterra e nos Estados Unidos sob a produção da própria cantora juntamente com Mirwais Ahmadzaï, William Orbit, Guy Sigsworth, Mark "Spike" Stent e Talvin Singh.

Em setembro de 1999, Madonna iniciaria uma turnê para promover Ray of Light, mas esta foi cancelada devido ao atraso das filmagens de The Next Best Thing (1999. Pouco depois de lançar "Beautiful Stranger" para a trilha sonora do filme Austin Powers: The Spy Who Shagged Me, ela iniciou um relacionamento com o diretor britânico Guy Ritchie. Em 2000, após lançar "American Pie" para a trilha sonora de The Best Next Thing e anunciar a gravidez de seu segundo filho, ela concentrou-se no desenvolvimento de Music para se distanciar das notícias acerca de sua gravidez, tendo como base a música eletrônica para sua concepção e recebendo pressão de sua gravadora para repetir o sucesso comercial de Ray of Light. A intérprete decidiu criar um som característico do mercado musical da época, que estava sendo dominado por cantoras jovens como Britney Spears e Christina Aguilera e conheceu o disc jockey (DJ) francês Mirwais Ahmadzaï, cuja produção ela gostou imediatamente.

Music recebeu análises positivas da mídia especializada, a qual prezou a sua produção e a colaboração entre Madonna e Ahmadzaï, bem como a criatividade musical do projeto; contudo, alguns resenhadores criticaram as canções produzidas por Orbit, apesar de terem chamando-as de "cativantes". Posteriormente, foi incluído na listas dos melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone e venceu o Grammy Award de Best Recording Package. Comercialmente, o disco obteve um desempenho exitoso, liderando as tabelas musicais de cerca de 23 países, como a Áustria, o Canadá, os Estados Unidos e o Reino Unido e vendendo quatro milhões de cópias em dez dias, de acordo com a CNN. Nos Estados Unidos, tornou-se o quarto álbum de Madonna a culminar na tabela Billboard 200, sendo o seu primeiro material a liderar a tabela supracitada em 11 anos. Mundialmente, faturou 15 milhões de exemplares comercializados, sendo o álbum mais vendido de Madonna na década de 2000.

A fim de promover o disco, três singles oficial foram lançados, além de um promocional. O primeiro, a faixa homônima, atingiu um estrondoso sucesso comercial, culminando as tabelas musicais de 25 países. O segundo, "Don't Tell Me", conseguiu êxito semelhante, listando-se nas dez melhores posições em territórios como a Austrália, os Estados Unidos e o Reino Unido, além de liderar as tabelas australianas e canadenses. O terceiro, "What It Feels Like for a Girl", obteve um desempenho moderado comercialmente, embora tenha liderado a tabela da Espanha. Seu vídeo musical causou controvérsia devido às suas cenas de violência e foi censurado em canais como a MTV e o VH1. A faixa de trabalho promocional foi "Impressive Instant", que culminou no periódico genérico Hot Dance Club Songs. Como forma de divulgação, Madonna apresentou-se em premiações como os MTV Europe Music Awards de 2000 e os Grammy Awards de 2001 e embarcou nas turnês Don't Tell Me Promo Tour (2000) e Drowned World Tour (2001), sendo que a primeira foi feita de forma promocional e a segunda divulgou tanto Ray of Light quanto Music.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Após o sucesso crítico e comercial de seu disco anterior Ray of Light (1998), Madonna planejou embarcar em uma nova turnê musical em setembro de 1999 para promovê-lo; contudo, devido ao atraso das filmagens de The Next Best Thing (1999), que iniciaram-se em abril daquele ano, a digressão acabou sendo cancelada.[1] Dois meses após o começo das filmagens, ela lançou "Beautiful Stranger" para a trilha sonora do filme Austin Powers: The Spy Who Shagged Me, que atingiu a 19ª colocação da Billboard Hot 100 e conquistou um Grammy Award para Best Song Written for a Motion Picture, Television or Other Visual Media na 42ª edição da cerimônia.[2] [3] A intérprete iniciou um relacionamento com o diretor britânico Guy Ritchie, o qual havia conhecido em 1999 através de Sting e sua esposa Trudie Styler, amigo comum de ambos.[4] Em março de 2000, lançou "American Pie", regravação da original de Don McLean, a qual obteve análises mistas e foi um sucesso em todo o mundo, atingindo o topo de várias tabelas musicais e chegando a atingir a 29ª colocação na Billboard Hot 100 devido a forte reprodução nas rádios.[2] [5] [6] [7]

Em simultâneo com o lançamento de The Best Next Thing e de "American Pie", Madonna anunciou que estava grávida de seu segundo filho Rocco, fruto de seu relacionamento com Ritchie. Querendo distanciar-se da agitação da imprensa acerca de sua gravidez, a intérprete concentrou-se no desenvolvimento de seu oitavo álbum de estúdio. Pressionada por sua gravadora para repetir o sucesso comercial de Ray of Light, ela decidiu retornar ao estúdio e começar a gravar. Madonna estava bem disposta para trabalhar com William Orbit, produtor de Ray of Light, porém em 2000, a sua produção e seu som tornaram-se onipresentes. Além disso, a cena musical estava sendo dominada pela jovem geração de cantoras como Britney Spears e Christina Aguilera, fazendo com que a intérprete procurasse um som característico desse mercado.[8] Posteriormente, conheceu o disc jockey (DJ) e produtor francês Mirwais Ahmadzaï através de amigos comuns. Madonna instantaneamente gostou do jeito que Ahmadzaï pulverizava ritmos, utilizava o acid bass, dava tons e deslocava suas canções. O produtor sempre preferiu assumir riscos musicais e, desde então, ele queria que as suas colaborações com Madonna lhe proporcionassem o melhor da cantora.[9] Antes de lançar Music, Madonna gravou e divulgou uma declaração para seus fãs, falando sobre o álbum, a faixa homônima e Ahmadzaï:

Gravação[editar | editar código-fonte]

Ahmadzaï foi apresentado à artista através de Guy Oseary, sócio da Maverick Records, gravadora da estadunidense. Em entrevista à CNN, ela comentou: "Guy Oseary, meu parceiro da Maverick, me deu uma fita demo de um artista francês chamado Mirwais. [Ele] tocou-a para mim e disse: 'O que você acha se ele for contratado pela Maverick?'. (...) Eu disse: 'Oh meu Deus, é isso que eu quero'. Eu me virei e disse: 'Por favor, descubra se ele quer trabalhar comigo'".[11] A artista disse que o produtor era "um gênio". A vocalista também comentou sobre seu trabalho com Ahmadzaï e os outros produtores do disco: "Eu amo trabalhar com os [produtores] esquisitos que ninguém conhece — as pessoas que tem talento puro e que estão fazendo música diferentemente de qualquer outra pessoa. Music é o futuro do som".[12] Em entrevista ao programa Total Request Live da MTV, a cantora disse que Ahmadzaï era "muito influenciado pelo funk e R&B dos anos 1970", adicionando que o álbum era "mais eletrônico do que o último trabalho, mas é mais ousado e um pouco mais funk".[13] Sobre a inspiração para Music, Madonna disse que o projeto era feito "para se juntar à frieza ou o isolamento de viver na época das máquinas do mundo da alta tecnologia com carinho, compaixão e uma sensação de humor. (...) Music deveria ser uma reflexão do que está acontecendo na sociedade, e como eu sei, nós ficamos muito complacentes".[14]

Music foi o primeiro disco de Madonna a não ser totalmente gravado nos Estados Unidos, tendo sido maioritariamente produzido nos estúdios Sarm West Studios e East Studios em Londres, Inglaterra.[15] Ela iniciou as gravações em setembro de 1999, as quais foram finalizadas em janeiro de 2000.[15] Ahmadzaï falava pouco de inglês, e Madonna comentou: "Os dois primeiros dias em que estávamos gravando, eu queria arrancar meu cabelo (...) Parecia que não havia nenhuma maneira de nos comunicar. O empresário dele teve que entrar e traduzir tudo".[16] Em entrevista para a revista britânica The Face, ela foi questionada sobre o seu espírito durante o desenvolvimento do álbum, e disse: "Para lhe dizer a verdade, eu não sabia qual era o espírito. Me sentia como um animal que estava pronto para sair de uma gaiola. Eu estive vivendo uma vida doméstica muito discreta, e sinto falta de algumas coisas. Por exemplo, eu sinto falta de me apresentar, dançar e estar na estrada, esse tipo de energia. Parte do disco é sobre isso. A outra parte é sobre amor. Há o lado frívolo da minha vida e há o lado não frívolo — esperançoso — da minha vida. Geralmente, eu faço álbuns que falam sobre um tema ou outro, e eu sinto que juntei dois temas nesse [álbum]".[17]

Capa e lançamento[editar | editar código-fonte]

Em suas aparições para a divulgação de Music, Madonna decidiu usar um estilo country, chegando a incluir um bloco inteiro baseado no tema na Drowned World Tour (2001).[18]

Para a capa de Music, Madonna vestiu uma camisa azul, um chapéu de cowboy da mesma cor, botas vermelhas e jeans. Nesta, ela é vista olhando para a câmera, com um carro e um posto de gasolina ao fundo. O country foi um tema constante ao longo do design do CD, como no título, que simula uma fivela e mostra a silhueta de um cowboy montado em um cavalo com um fundo de cor amarela; as cores brilhantes dão um forte contraste em comparação à fotografia.[19] As fotos foram tiradas por Jean-Baptiste Mondino, em Los Angeles, Califórnia, entre 10 e 13 de abril de 2000.[20] [21] Mondino já havia trabalhado com a cantora anteriormente em outras sessões fotográficas, bem como em vídeos musicais. Em seu livro Madonna's Drowned Worlds: New Approaches to Her Cultural Transformations, o autor Santiago Fouz-Hernándes descreveu a capa como "uma completa celebração ao campo", referindo-se ao oeste dos Estados Unidos, acrescentando que ela é "simples, mais notavelmente a combinação de Madonna de roupas do oeste com sapatos caros e saltos-altos vermelhos brilhantes. Em particular, há uma evocação clara de Judy Garland — grande ícone gay — na capa".[22] [23] O design ficou a cargo de Mattew Lindauer e Kevin Reagan, o qual também responsabilizou-se pela direção artística do disco.[15]

Em entrevista ao programa Style with Elsa Klensch da CNN, Mondino disse ter sido o responsável de idealizar os temas do campo para o álbum, declarando que Madonna "não estava segura no começo, mas eu disse a ela que não iria desafiá-la caso não gostasse. Mas ela amou o resultado final!".[21] Após o lançamento de "American Pie", a artista decidiu usar este tipo de moda durante suas aparições públicas para a divulgação de Music, incluindo jeans, camisas e chapéus de cowboy.[24] Na turnê Drowned World Tour em 2001, ela chegou a incluir um segmento baseado inteiramente nesse ambiente.[18] Fouz-Hernández explicou que "nessa aparência, Madonna pode estar parodiando e criticando o country, que simboliza, entre outras coisas, a supremacia do homem branco, a ambição dos pioneiros europeus e o Sonho Americano. Entretanto, não percebemos que [esse estilo] reconhece a importante do country na cultura popular americana, e entra na longa lista de artistas que já fizeram isso antes".[25] Apesar das conclusões feitas pelo autor, a imagem da cantora como uma cowgirl tornou-se uma de suas reinvenções mais conhecidas.[26] [27]

Em 22 de agosto de 2000, cerca de um mês antes do lançamento de Music, todas as faixas do projeto foram divulgadas ilegalmente na Internet através do serviço Napster. No ano seguinte, após o processo judicial movido pela banda Metallica contra o serviço — o qual foi denominado pela mídia como "Mettalica vs. Napster, Inc." —, representantes do Napster prometeram bloquear todas as canções do CD que ainda estavam disponíveis.[28] O álbum foi primeiramente lançado no Japão em 15 de setembro de 2000 pela Maverick Records, cuja edição contou com "American Pie" e "Cyber-Raga" como números bônus.[29] Três dias depois, foi lançado em território britânico pela mesma gravadora,[30] e finalmente comercializado a nível mundial em 19 do mesmo mês através da Maverick, com a Warner Bros. Records atuando como distribuidora.[31] Uma edição limitada foi lançada e continha um encarte de 24 páginas, um broche com o logotipo do produto e dois adesivos, envolto em um pano de linho disponibilizado em quatro cores diferentes.[32] A edição internacional do disco apresentou "American Pie" como faixa extra, a qual não foi incluída nas versões canadenses e estadunidenses.[30] [31] [33] [34] Madonna comentou que "foi algo que um certo executivo da gravadora me obrigou a fazer" e disse ter se arrependido de ter colocado a canção nas outras prensagens do material.[35] Usuários que adquiriram o disco através da aplicação QuickTime da Apple tiveram acesso exclusivo a dois remixes da faixa homônima.[36] "Lo Que Siente La Mujer", versão espanhola de "What It Feels Like for a Girl", e um remix da original feito pelo grupo Above & Beyond foram incluídas na edição mexicana de Music.[34] Em 2001, uma versão especial do álbum foi lançada em comemoração à sua turnê correspondente, a qual apresentou um CD bônus com remixes de seus singles e o vídeo de "What It Feels Like for a Girl".[37]

Em 18 de setembro de 2000, Madonna fez seu primeiro bate-papo com fãs na Internet, que foi transmitido pelo AOL.[38] Um dia após o lançamento global do projeto, Madonna promoveu uma festa na boate Catch One em Los Angeles, Califórnia. A Warner Bros. e a revista Us investiram £ 1.4 milhões no evento, que contou com a presença de 600 convidados selecionados, os quais receberam convites especiais. Estes convites foram enviados em caixas de couro branco, forrado com pele preta. Um colar dourado mostrando o título do álbum esteve dentro destas caixas, e apenas aqueles que estivessem usando o objeto puderam entrar. Dezenas de strippers estiveram na festa, para ter o mesmo tema retratado no vídeo musical de "Music".[39] A cantora usou um diamante de cinco quilates dado por Ritchie em seu aniversário, e uma camisa preta estampada com a frase "Snatch Coming Soon", promovendo o filme dele; o diretor, por sua vez, divulgou o disco usando uma blusa com a palavra "Music" escrita nela. Sheryl Crow, Gwen Stefani, Guy Oseary, Ritchie, George Clinton e Macy Gray — que chegaram em uma carruagem puxada por cavalos — foram algumas das celebridades presenças na festa. De acordo com o New York Post, Ritchie inicialmente teve acesso negado ao salão VIP e teria empurrado um segurança que não sabia quem era ele.[40] [41]

Composição[editar | editar código-fonte]

Na primeira em vez que gravamos os vocais, meus fones de ouvido tinham um pouco de reverberação, mas não havia ninguém no estúdio quando eles me gravaram. No início, eu fiquei meio apavorada. Parecia muito bruto. Mas, logo depois, senti a intimidade de como a voz foi apresentada. De fato, eu cheguei ao ponto onde insisti de que não teria nenhum efeito na minha voz no álbum, independente do produtor.

—Madonna discutindo a distorção vocal do vocoder utilizada em "Nobody's Perfect".[16]

Sal Cinquemani da Slant Magazine escreveu que o disco possui uma "direção mais experimental".[42] Em entrevista com a The Face, Madonna explicou suas inspirações por trás das canções e da estrutura musical de Music: "Esse álbum, mais do que qualquer outro, abrange todas as áreas da minha vida. Eu deixei de festejar em Ray of Light. Mas eu havia acabado de ter um bebê, e me sentia completa, como a maravilha da vida, e eu estava incrivelmente pensativa e retrospectiva e intrigada com os aspectos místicos da vida".[17] O trabalho se inicia com a faixa-título. Esta se inicia com a voz andrógena da cantora dizendo "Ei, DJ / Coloque um disco para tocar / Eu quero dançar com o meu amor".[nota 1] Logo depois, seus vocais eletronicamente manipulados perguntam "Você gosta de dançar?" e "Você gosta do meu acid rock?".[nota 2] De acordo com Fouz-Hernández, a canção é "um hino disco, e a batida manda [as pessoas] se levantarem e dançarem" e uma expressão passada pela vocalista ao seu público.[43] A obra seguinte "Impressive Instant" possui um ritmo acelerado, sendo marcada por linhas de teclados futuristas e vozes obscuras em passagens distorcidas e robóticas. A estadunidense declarou que a composição da faixa foi a mais difícil já feita por ela.[16] [14] Ela canta "Eu gosto de cantar, cantar, cantar / Como um pássaro voando, voando, voando"[nota 3] com um sotaque infantil em meio a um redemoinho vibrante e festivo de riffs eletrônicos de teclados e batidas dance.[16]

Trecho de 22 segundos de "Impressive Instant", canção marcada por teclados futuristas na qual Madonna canta com um sotaque infantil em meio a uma produção eletrônica e batidas dance.[16]

Amostra de 28 segundos de "Don't Tell Me", originalmente composta por Joe Henry, cunhado da artista, e moldada por violões suaves e linhas sutis de teclados.[44] [45] [16]

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"Runaway Lover", a terceira canção, é uma das colaborações com William Orbit no álbum, sendo derivada dos gêneros rave, trance e house e apresentando percussões disco.[16] [46] Sua letra concisa trata de um homem que se aproveita de suas namoradas antes de fugir.[16] O tema seguinte "I Deserve It" é acústico e tem como base um groove influenciado pelo hip hop. Madonna disse que a obra "tem a justaposição mais estranha entre essa música folk e simples e uma linha de sintetizador sinistra e de alta tecnologia". Possui um conteúdo lírico rico e introspectivo, como o refrão "Muitos quilômetros e muitas estradas viajei, caindo no caminho / Muitos corações, muitos anos se passaram, levando a hoje".[nota 4] [16] "Amazing", o quinto número, se abre com uma melodia de teclados e cordas, semelhante à produzida por uma caixa de música, e contém um ritmo mais acelerado e vibrante.[16] "Nobody's Perfect" inclui vocais etéreos e um teclado "sonhador".[16] De acordo com Stephen Thomas Erlewine do portal Allmusic, "aqui os sentimentos são atrapalhados pelos efeitos eletrônicos".[47] "Don't Tell Me", a sétima faixa, foi originalmente elaborada por Joe Henry, cunhado de Madonna, que lançou sua versão, nomeada "Stop", em seu álbum Scar (2001).[44] [45] Sua esposa Melanie enviou uma demo da composição para sua irmã, que gostou e gravou sua própria versão.[44] [45] A canção é moldada por violões suaves e linhas sutis de teclado.[16] Em conversa com a Interview, a cantora discutiu as letras da canção: "Para mim, é uma música romântica. Tipo, sabe, tire minha pele, [mas] não me diga quem eu deveria amar, ou como eu deveria amar. Não me diga para desistir".[48] Alguns críticos descreveram os versos "Diga à cama para não se estender / Como a boca aberta de um túmulo / Para não me encarar fixamente / Como um bezerro de joelhos" como "confusos" e "estranhos".[nota 5] [49] [50]

"What It Feels Like for a Girl", a oitava música, possui um andamento mediano que contém elementos dos gêneros trance e trip hop.[47] Descrita por Phil Dellio do The Village Voice como a "canção perfeita que responde à The Virgin Sucidies",[51] a faixa começa com um diálogo de Charlotte Gainsbourg retirado do filme The Cement Garden, dirigido por Andrew Birkin: "Garotas podem usar jeans e fazer um corte de cabelos curto, usar camisas e botas. Porque é legal ser um garoto. Mas um garoto se parecer com uma garota é degradante. Porque você acha que ser uma garota é degradante. Mas secretamente você adoraria saber como é. Não adoraria? Saber como se sente uma garota".[nota 6] [50] Suas letras possuem como temas principais o machismo e a inferioridade feminina,[52] e comentam sobre o papel da mulher na sociedade.[47] A canção seguinte "Paradise (Not for Me)" contém linhas cantadas em francês e foi incluída em Production, álbum lançado por Ahmadzaï;[17] segundo Fouz-Hernandes, o verso "Eu não consigo me lembrar / De quando era jovem / Não consigo explicar / Se foi um erro"[nota 7] reflete uma paleta artística, "englobando diversos estilos musicais, textuais e visuais em suas letras".[53] Musicalmente, é influenciada por trabalhos de Edith Piaf.[16] Última faixa da edição padrão de Music, "Gone" contrasta violões com elementos eletrônicos. Vocais sentimentais dão profundidade a letras notáveis e cautelosas como "Transformada em pedra, perdi minha fé e vou embora".[nota 8] [16] Inclusa na edição internacional do produto, "American Pie" é uma regravação da original de Don McLean, sendo significantemente mais curta do que esta e contando com o ator britânico Rupert Everett servindo como vocalista de apoio no refrão.[5] Faixa bônus da edições japonesa e australiana, "Cyber-Raga" é composta por cantos tradicionais em hindi — semelhante a "Shanti/Ashtangi", de Ray of Light.[16] [54]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 80/100[55]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 4 de 5 estrelas.[47]
Entertainment.ie 3 de 5 estrelas.[56]
Entertainment Weekly (B)[57]
musicOMH (positiva)[58]
NME (7/10)[59]
Q 4 de 5 estrelas.[49]
Rolling Stone 4 de 5 estrelas.[60]
Slant Magazine 4 de 5 estrelas.[42]
Spin (7/10)[61]

Music foi bem recebido por críticos musicais, que elogiaram sua produção e sua criatividade musical, bem como a colaboração entre Madonna e Ahmadzaï e a criatividade musical do projeto.[55] O portal Metacritic, com base em 16 análises recolhidas, concedeu ao disco uma nota 80, de uma escala que vai até cem, indicando "análises geralmente positivas".[55] Dando quatro de cinco estrelas, Stephen Thomas Erlewine do Allmusic prezou a música em camadas do álbum e escreveu que a colaboração da artista com Ahmadzaï foi a razão pela qual o material "ganha vida com faísca estilo".[47] Escrevendo para a revista Vibe, Dimitri Ehrlich definiu-o como "uma obra prima de teclados brilhantemente arranjados, percussões futuristas e guarnições eletrônicas. Com violões folk e uma inclinação vagamente espiritual em suas letras (como aquelas em Ray of Light), é um álbum estranho e sonoramente refrescante".[62] Andrew Lynch da página Entertainment.ie atribuiu três de cinco estrelas e analisou que o disco contém "dance music brilhantemente futurista", mas considerou seu conteúdo lírico "banal".[56] Duas resenhas foram publicadas pelo jornal The Village Voice.[63] [51] Na primeira, o crítico musical Robert Christgau deu uma nota A ao trabalho e disse que ele possui "consistência e fluxo" devido às suas canções boas e maduras, acrescentando: "Do vocoder à roupa de cowgirl, ela está de volta com seu atrevimento".[63] Na segunda, o colunista Phil Dellio avaliou-o positivamente, destacando a habilidade da cantora em ser atual na qualidade de suas músicas ao longo dos anos e dividindo o álbum em três partes, "a parte de dança, a boa e a parte fúnebre".[51] Jason Ferguson da MTV considerou-o "um álbum pop mainstream absolutamente incrível",[64] enquanto Michael Hubbard da página musicOMH disse que a colaboração entre Ahmadzaï e Madonna "rouba a cena".[58]

Alex Pappademas da Spin deu uma nota 7 de 10 e disse que o álbum é "uma respiração muito necessitada de VapoRub fresco".[61] Em análise para a Q, Danny Eccleston concedeu quatro de cinco estrelas e chamou-o de "um álbum corajoso, radical e incisivo (em 49 minutos de duração refrescantes)".[49] Avaliando o disco em retrospecto, Kelefa Sanneh da publicação Blender escreveu que "seu primeiro 'álbum para fones de ouvido' (...) é mais divertido e menos pomposo do que Ray of Light".[65] Barry Walters da Rolling Stone deu quatro estrelas de cinco atribuíveis para o material, declarando que ele era uma versão rudimentar e improvisada de Ray of Light, mas prezou Madonna por ter escolhido fazer um trabalho mais "instintivo" do que os anteriores.[60] Quinze anos depois, resenhando a turnê Rebel Heart Tour da artista, Rob Sheffield da mesma revista disse que Music ainda é "o álbum mais dançante e sedutor de Madonna".[66] Um editor da Mojo analisou que "Music é irregular e seus encantos não são totalmente imediatos, mas Madonna ainda está fazendo o que faz de melhor — dar uma demão de pop genial ao gênero improvável de dance music experimental".[55] Um redator da NME deu uma nota 8 de 10 e disse que o disco é "cheio de vocoder, esticado, distorcido, deformado e deliberadamente ofuscado por batidas tão vistosos que pertencem a uma nova classe — muito simples, ela está quase conseguindo desaparecer. Esse título asperamente explícito não é apenas ironia inútil. Esse disco é sobre a música, não Madonna; sobre os sons, e não a imagem".[59] Sal Cinquemani da Slant Magazine deu quatro estrelas de cinco totais criticou as colaborações da vocalista com William Orbit, chamando-as de "repetitivas" e "desinteressantes", embora tenha as chamado de "cativantes".[42] David Browne da Entertainment Weekly atribuiu uma nota B para Music, descrevendo-o como "seu disco mais remendado desde seus anos [com] Sean Penn" e adicionando: "Na maneira que caminha na ponta dos pés em diversos estados de espírito e batidas, Music é frustrantemente inconsistente, como se Madonna não tivesse certeza no que iria se aventurar. Às vezes, parece uma coleção de sons — inteligentes e intrigantes, para ser preciso — que procuram compensar por melodias ordinárias e a entrega estoica de Madonna".[57]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Na lista anual Pazz & Jop feita pelo The Village Voice, a qual compila os melhores álbuns e singles do ano com base em análises críticas, o disco foi eleito o 16º melhor de 2000.[67] O álbum rendeu um total de cinco indicações aos Grammy Awards. Na edição de 2001, venceu o prêmio de Best Recording Package — cuja condecoração foi entregue a Kevin Reagan, diretor artístico e responsável pelo design — e foi nomeado para Best Pop Vocal Album, enquanto a faixa homônima foi indicada aos troféus de Record of the Year e Best Female Pop Vocal Performance.[3] No ano seguinte, o vídeo musical de "Don't Tell Me" foi indicado para Best Short Form Music Video, perdendo para "Weapon of Choice" de Fatboy Slim.[3] Music foi eleito pela NME o 47º melhor trabalho da década de 2000. Um redator escreveu que a obra "provou que ainda havia um grande negócio em oferta da mãe da reinvenção".[68] Na edição de 2003 dos 500 melhores álbuns de todos os tempos elaborada pela Rolling Stone, o disco foi colocado na posição de número 452, com um editor avaliando que "Madonna queria a 'emoção nua' com esse álbum".[69] Além de constar nestas listas, o material foi incluído no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die.[70]

Desempenho gráfico[editar | editar código-fonte]

Na primeira semana de seu lançamento, Music estreou no número um em 23 países ao redor do mundo.[71] A CNN informou que o álbum vendeu rapidamente mais de quatro milhões de cópias nos primeiros dez dias.[72] Até a data, o álbum já teria vendido 15 milhões de cópias em todo o mundo.[73] Nos Estados Unidos, o álbum estreou no topo do gráfico com as vendas na primeira semana de 420,000 cópias.[71] Music se tornou o primeiro álbum número um de Madonna no gráfico em onze anos, desde Like a Prayer (1989).[71] Foi certificado três vezes disco de platina pela Recording Industry Association of America por embarques de três milhões de unidades.[74] Music alcançou o número um na European Top 100 Albums. Ele foi certificado cinco vezes platina pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica por embarques de cinco milhões de cópias.[75] Em Hong Kong, o álbum foi premiado com um Disco de Ouro pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica por se tornar um dos álbuns internacionais mais vendidos de 2001.[76]

Singles[editar | editar código-fonte]

Oficiais[editar | editar código-fonte]

A faixa-título foi lançada como o primeiro single do disco em 22 de agosto de 2000,[77] após uma cópia incompleta e trechos de até três minutos serem ilegalmente divulgados na Internet.[78] [79] Foi bem recebida por críticos musicais, que elogiaram sua produção e a comparam com outros lançamentos de Madonna, como "Holiday" e "Into the Groove".[42] [57] Obteve êxito comercial, atingindo o topo das tabelas musicais de 25 países,[80] como Austrália, Canadá, Espanha, Nova Zelândia, Reino Unido e Suíça.[81] [82] [83] [84] Nos Estados Unidos, tornou-se a 12ª e, até o momento, última canção da artista a culminar na Billboard Hot 100, onde permaneceu por quatro semanas consecutivas e fez dela a segunda intérprete a ter faixas conquistando o ápice da parada nas décadas de 1980, 1990 e 2000 de forma consecutiva.[2] [85] [86] O vídeo musical correspondente foi filmado quando a cantora estava grávida de quatro meses sob a direção de Jonas Åkerlund, sendo lançado em 2 de agosto de 2000 na MTV.[87] Apresenta participações de Debi Mazar, Niki Haris e o comediante Sacha Baron Cohen interpretando seu personagem Ali G, e retrata Madonna e suas amigas dando uma festa em sua limusine, dirigida por Ali G. Depois de chegarem a uma boate, elas convidam algumas strippers e continuam com a festa.[88] [79] [89] Também apresenta sequências nas quais uma versão animada da artista ataca várias placas em neônio com os nomes de suas canções antigas.[88]

Escolheu-se "Don't Tell Me" para dar continuidade à divulgação de Music. Lançada como a segunda faixa de trabalho do produto em 14 de novembro de 2000, recebeu análises positivas de resenhistas, que prezaram os vocais de Madonna, comparando-os com os de Sheryl Crow, e selecionaram-na como um dos destaques do CD.[90] [49] [59] [47] Comercialmente, conseguiu repetir o sucesso da anterior, culminando nas tabelas canadenses, italianas e neozelandesas e listando-se nas dez primeiras colocações em uma série de territórios, incluindo Austrália, Finlândia, Noruega, Reino Unido e Suíça, bem como no gráfico europeu Eurochart Hot 100 Singles.[84] [91] [92] [93] Em território estadunidense, rendeu dois feitos para a artista.[94] [95] O primeiro deles empatou Madonna com Elvis Presley como a artista com mais singles a atingir os dez primeiros postos da Billboard Hot 100, onde atingiu o quarto como melhor.[94] [2] O segundo ocorreu quando a canção recebeu a certificação de ouro da Recording Industry Association of America (RIAA), marcando o 24º certificado de ouro da intérprete emitido pela empresa e igualando-a aos Beatles como os atos com segundo maior número de certificações de ouro.[95] A gravação audiovisual foi dirigida por Jean Baptiste-Mondino e retrata a intérprete como uma cowgirl andando em uma esteira na frente de uma tela projetada, com cowboys dançando e brincando em um deserto emitido pela projeção.[96]

Originalmente prevista para ser comercializada como o segundo foco de promoção do disco, "What It Feels Like for a Girl" acabou por servir como o terceiro, tendo sido lançada em 17 de abril de 2001.[16] [97] Recebeu análises positivas de críticos musicais, que a consideraram uma das mais maturas da artista e a selecionaram como um destaque do projeto.[47] [98] Comercialmente, obteve um desempenho moderado em relação aos singles anteriores; embora tenha liderado a tabela da Espanha, listou-se nas trinta melhores de diversos territórios, como Áustria, Bélgica, Reino Unido e Suécia.[99] [82] [83] Nos Estados Unidos, conquistou o 23º emprego como melhor na Billboard Hot 100 e atingiu o cume da genérica Hot Dance Club Songs.[2] [100] Seu vídeo musical foi dirigido por Guy Ritchie, então marido de Madonna, e estreou em 23 de março de 2001 no canal a cabo Oxygen.[101] As cenas retratam a artista buscando uma idosa em um asilo, que a acompanha em uma série de crimes ao longo de Los Angeles.[101] [102] Foi criticado por ser excessivamente violento, tendo sido banido em vários canais europeus e norte-americanos, incluindo a MTV e o VH1, nos quais foi transmitido apenas uma vez em um horário tardio.[101] [103] Consequentemente, a cantora lançou o trabalho no formato de DVD single em 24 do mês seguinte,[104] o qual tornou-se o mais vendido do ano.[105]

Promocionais[editar | editar código-fonte]

"Impressive Instant" foi lançada como single promocional em 18 de setembro de 2001, através de remixes feitos por Peter Rauhofer.[106] Originalmente, seria distribuída como o quarto single oficial do disco, mas a Warner Bros. queria lançar "Amazing" no lugar. Entretanto, Madonna sentiu que a faixa era similar à "Beautiful Stranger", assim entrando em um impasse com a gravadora. A empresa planejou comercializar a música sem a ajuda da vocalista, já que ela estava ocupada com as preparações de sua próxima turnê, e queria promovê-la com um vídeo musical retirado da Drowned World Tour, porém a estadunidense retirou o número do repertório da digressão para assegurar-se de que a Warner Bros. não poderia divulgá-la.[107] Como resultado, a ideia de quarto single foi encerrada. Criticamente bem recebida, com profissionais elogiando sua produção,[59] [58] atingiu o topo da Hot Dance Club Play, rendendo à artista sua 27ª canção a culminar no periódico — o maior número já obtido por qualquer artista —, sendo sua sétima consecutiva, bem como seu 36º tema a listar-se nas dez primeiras colocações.[100] [108] [109] [110]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "Impressive Instant" na turnê Drowned World Tour (2001).

Em 3 de novembro de 2000, Madonna apresentou "Don't Tell Me" no The Late Show with David Letterman. Esta foi a sua primeira aparição no programa em seis anos, após sua controversa entrevista feita em 19994.[111] Dois dias depois, ela fez o primeiro de dois concertos da turnê promocional Don't Tell Me Promo Tour no Roseland Ballroom em Nova Iorque. Alguns dos músicos que a acompanharam foram Ahmadzaï no violão e suas vocalistas de longa data Niki Haris e Donna DeLory.[112] O palco e os figurinos do espetáculo foram desenhados pelos estilistas Dolce & Gabbana. O repertório foi constituído por "Impressive Instant", "Runaway Lover", "Don't Tell Me", "What It Feels Like for a Girl" e "Music". Naquele show, a intérprete usou uma camisa com o nome "Britney Spears" escrito nela.[112] A cantora deu continuidade à divulgação do disco na Europa, onde apresentou "Don't Tell Me" no programa alemão Wetten, dass..? em 11 de novembro de 2000.[113] Cinco dias depois, interpretou "Music" no MTV Europe Music Awards daquele ano, feito em Estocolmo, Suécia. Após ser introduzida por Ali G como "Maradona", ela cantou a música usando uma blusa com o nome "Kylie Minogue" estampado.[114] No dia seguinte, fez uma performance das duas faixas supracitadas no britânico Top of the Pops.[115] O programa francês Nulle Part Ailleurs recebeu a artista em 24 do mesmo mês, onde cantou as mesmas obras.[116] [117]

O último concerto da Don't Tell Promo Tour foi feito em 29 seguinte na Brixton Academy em Londres. A apresentação foi transmitida na Internet pelo MSN no formato de webcast, e teve o cantor inglês Richard Ashcroft e a banda escocesa Texas como atos de abertura.[118] [119] O repertório apresentado foi o mesmo do show no Roseland Ballroom, com "Holiday" sendo acrescentada.[118] O evento também contou com uma plateia de 2 mil e 800 pessoas, entre elas Mick Jagger, Kylie Minogue, Sting, Ali G, Mel C e Natalie Appleton. Madonna apresentou-se usando uma camisa estampada com os nomes de seus filhos Lola e Rocco.[119] Durante toda a transmissão, as páginas do MSN em todo o mundo ficaram online e receberam uma enorme quantidade de tráfego na Internet. Alguns usuários sofreram atrasos devido ao grande tráfego de Internet, e outros sofreram atrasos temporários.[119] Último de uma série de webcasts transmitidos pela página, o concerto de Madonna quebrou o recorde mais assistido pela Internet, recebendo um público estimado em nove milhões de pessoas, quebrando o feito anteriormente detido pela apresentação de Paul McCartney no Cavern Club, que foi vista por três milhões de pessoas.[119] O show ficou disponível para visualização durante duas semanas, tanto no MSN quanto na página oficial da vocalista.[119] Tracy Blacher, gerente de marketing do portal, disse:

"Don't Tell Me" veio a ser apresentada no programa italiano Carràmba! Che fortuna, em 2 de dezembro de 2000.[120] Em 21 de fevereiro do ano seguinte, Madonna cantou a faixa-título nos Grammy Awards.[121] Para a performance, o palco contou com cinco telas de vídeo gigantes, que mostravam imagens da carreira da artista. Em seguida, ela apareceu em um Cadillac clássico dirigido pelo rapper Bow Wow. A cantora saiu do banco de trás do veículo em um casaco de pele de corpo inteiro e um chapéu, removendo as peças para revelar uma jaqueta de couro apertada e jeans.[122] A musicista tirou a jaqueta, revelando um top preto com as palavras "Material Girl" estampadas, e interpretou uma versão energética da canção, acompanhada por Haris e DeLory.[123] Falando sobre como estava ficando velho, o comediante Jon Stewart, apresentador da premiação, comentou: "Quando estava vendo Madonna se contorcendo no capô do carro, tudo que eu pensei foi — isso vai elevar os prêmios de seguro dela".[124]

Drowned World Tour[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Drowned World Tour

Maior promoção ao disco foi feita com a turnê Drowned World Tour. Iniciada em junho de 2001, percorreu os Estados Unidos e a Europa e divulgou tanto Music quanto Ray of Light, marcando a primeira digressão da cantora em oito anos desde a The Girlie Show World Tour (1993).[125] Originalmente, estava prevista para começar em setembro de 1999 e promoveria apenas o último álbum,[1] [126] mas vários acontecimentos causaram o seu adiamento, incluindo o atraso das filmagens de The Best Next Thing, o casamento de Madonna com Guy Ritchie e a gravidez de seu segundo filho.[1] [127] Quando a intérprete finalmente decidiu embarcar na excursão, o tempo era curto e ela teve que preparar o show dentro de três meses. Jamie King foi selecionado como diretor criativo e coreógrafo da digressão, com Jean-Paul Gaultier sendo escolhido como estilista.[128] [129] [130] [131] Os concertos foram divididos em cinco segmentos, Cyber-Punk, Geisha, Cowgirl, Spanish e Ghetto, com cada um representando uma fase da carreira da cantora.[132] O repertório foi predominantemente composto por faixas contidas nos trabalhos promovidos; "La isla bonita" e "Holiday" foram as únicas lançadas antes da década de 19990 a serem incluídas.[133] Várias mudanças foram adotadas para as três últimas apresentações em Los Angeles devido aos ataques de 11 de setembro. Madonna usou um kilt com a bandeira dos Estados Unidos durante o primeiro bloco como uma demonstração de patriotismo; a canção "The Funny Song", com um tema de canibalismo, foi removida do repertório; e o encerramento da segunda parte de "Mer Girl" foi alterado para remover o tiro encenado em um personagem. A estadunidense, em vez de atirar no personagem, abaixou a arma, o abraçou e eles saíram do palco juntos.[134]

A turnê foi criticamente apreciada, com profissionais elogiando a capacidade da vocalista em reinventar-se continuamente.[133] [135] Como resultado, foi indicada para Major Tour of the Year e Most Creative Stage Production nos Pollstar Awards de 2001, perdendo em ambas para a Elevation Tour da banda irlandesa U2.[136] Comercialmente, arrecadou US$ 75 milhões, tornando-se a turnê de um artista solo com maior arrecadação do ano — e a quarta no total, apenas atrás das de U2, Backstreet Boys] e 'N Sync.[137] O espetáculo de 26 de agosto de 2001, feito no The Palace of Auburn Hills em Auburn Hills, Michigan foi transmitido ao vivo pela HBO sob o título de Madonna Live! — Drowned World Tour 2001, com "Gone" foi incluída no repertório especialmente para a ocasião.[138] [139] Posteriormente, este show foi lançado comercialmente a nível global em 13 de novembro de 2001 com o nome de Drowned World Tour 2001, coincidindo com a distribuição do segundo álbum de grandes êxitos de Madonna, GHV2.[140] [141] A atriz e comediante Rosie O'Donnell, amiga de Madonna, tirou as fotografias usadas para a capa e os encartes do trabalho.[140] O produto foi recebido com análises mistas da mídia especializada, com editores prezando sua qualidade sonora e criticando sua imagem.[142] O Media Development Authority (MDA) ofendeu-se com cena do interlúdio em anime de "What It Feels Like for a Girl", no qual um personagem acaricia e estupra uma garota, levando ao banimento do DVD na Singapura.[143] Apesar disso, a gravação recebeu o prêmio de Best TV Concert nos AOL TV Viewer Awards de 2002 e foi um sucesso comercial, atingindo o topo da Top Music Videos, tabela publicada pela Billboard, e recebendo certificações de platina em vários países.[144] [145] [146] [147]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Music"   Madonna, Mirwais Ahmadzaï Madonna, Ahmadzaï 3:44
2. "Impressive Instant"   Madonna, Ahmadzaï Madonna, Ahmadzaï 3:37
3. "Runaway Lover"   Madonna, William Orbit Madonna, Orbit 4:46
4. "I Deserve It"   Madonna, Ahmadzaï Madonna, Ahmadzaï 4:23
5. "Amazing"   Madonna, Orbit Madonna, Orbit 3:43
6. "Nobody's Perfect"   Madonna, Ahmadzaï Madonna, Ahmadzaï 4:58
7. "Don't Tell Me"   Madonna, Ahmadzaï, Joe Henry Madonna, Ahmadzaï 4:40
8. "What It Feels Like for a Girl"   Madonna, Guy Sigsworth, David Torn Madonna, Sigsworth, Mark "Spike" Stent 4:43
9. "Paradise (Not for Me)"   Madonna, Ahmadzaï Madonna, Ahmadzaï 6:33
10. "Gone"   Madonna, Damian Le Gassick, Nik Young Madonna, Orbit, Stent 3:24
Duração total:
44:40
Notas
A - denota tradutores
B - denota remixadores
C - denota co-produtores

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de Music, de acordo com o encarte do álbum:[15]

Locais de gravação
Equipe

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No original: "Hey, Mr. DJ / Put a record on / I wanna dance with my baby".
  2. No original: "Do you like to boogie-woogie?" e "Do you like of my acid rock?".
  3. No original: "I like to singy, singy, singy / Like a bird on wingy, wingy, wingy"
  4. No original: "Many miles, many roads I have traveled, fallen down of the way / Many hearts, many years have unraveled, leading up to today".
  5. No original: "Tell the bed not to lay / Like the open mouth of a grave / Not to stare up at me / Like a calf down on its knees".
  6. No original: "Girls can wear jeans and cut their hair short, wear shirts and boots. 'Cause it's OK to be a boy. But for a boy to look like a girl is degrading. 'Cause you think that being a girl is degrading. But secretly you'd love to know what it's like... Wouldn't you? What it feels like for a girl".
  7. No original: "I can't remember, when I was young, I can't express if it was wrong".
  8. No original: "''Turn to stone, lose my faith, and I'll be gone

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