Nanomateriais

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Nanomateriais são materiais que possuem graus estruturais na ordem de 10-9m ou um nanômetro (que é igual a um milionésimo de milímetro). As propriedades dos materiais de escala nanométrica diferem daquelas observadas em maior escala. São objeto de estudo da nanociência e da nanotecnologia.

A interação e a extensão da exposição aos nanomateriais pelos organismos são bastante complexas e ainda não completamente conhecidas.[1]

Definição[editar | editar código-fonte]

Existem enormes diferenças quanto a definição de nanomateriais entre as diferentes agencias.[2]

Em ISO/TS 80004, nanomateriais são definidos como qualquer material com estruturas externas, estrutura interna ou estrutura superficial dentro das dimensões da nanoescala e a nanoescala tem definição como tamanho médio entre 1 nm e 100 nm. Com essa definição inclui-se tanto os nano-objetos quanto os objetos com estrutura interna nanométrica, os que tem a estrutura externa dentro da escala e os que tem estrutura interna e superficial na nanoescala, respectivamente.[3]

Em 18 de outubro de 2011, a Comissão Europeia adotou a seguinte definição de nanomaterial: "Um material natural, incidental ou fabricado que contém partículas, no estado não ligado ou como um agregado ou como um aglomerado e para 50% ou mais das partículas no distribuição de tamanho numérico, uma ou mais dimensões externas está na faixa de tamanho de 1 nm a 100 nm. Em casos específicos e quando justificado por preocupações com o meio ambiente, a saúde, a segurança ou a competitividade, o limite de distribuição de tamanho numérico de 50% pode ser substituído por um limiar entre 1% e 50%."[4]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os nanomateriais apresentam propriedades especiais em virtude de sua escala. Variam quanto ao tamanho, composição química, forma e superfície. Nanopartículas, nanoesferas e outros materiais nanoestruturados apresentam aplicações em campos tão diversificados como a mecânica, a óptica, a eletrônica, a química e a bioquímica.

Outro tipo de nanomateriais são os denominados nanocompósitos, formados pela união de dois ou mais componentes, sendo que, em um deles, as partículas possuem dimensões da ordem de nanômetros. Essas dimensões aumentam a interação entre a partícula e o meio, melhorando em muito algumas propriedades do nanocompósito em relação ao componente puro.

Aplicações[editar | editar código-fonte]

Os nano materiais são usados em diversos processos de fabricação, produtos e serviços de saúde, incluindo tintas, filtros, aditivos de isolamento e lubrificantes. Na área da saúde, as Nanoenzimas são nanomateriais com características semelhantes a enzimas. [5] Eles são um tipo emergente de Enzima artificial, que tem sido usada para amplas aplicações em bio-sensores, bio-imagens, diagnóstico de tumores, anti-biótico e muito mais. Nas tintas, os nanomateriais são usados para melhorar a proteção UV e facilitar a limpeza.[6] Filtros de alta qualidade podem ser produzidos usando nanoestruturas; esses filtros são capazes de remover partículas tão pequenas quanto um vírus, como visto em um filtro de água criado pela Seldon Technologies. No campo da purificação do ar, a nanotecnologia foi usada para combater a propagação da MERS[1] nos hospitais da Arábia Saudita em 2012.[7] Os nanomateriais estão sendo usados em tecnologias de isolamento modernas e seguras para o ser humano; no passado, elas eram encontradas no isolamento à base de amianto.[8] Como aditivo lubrificante, os nano materiais têm a capacidade de reduzir o atrito nas peças móveis. Peças desgastadas e corroídas também podem ser reparadas com nanopartículas anisotrópicas de montagem automática, chamadas TriboTEX.[7] Os nanomateriais também podem ser usados em aplicações de catalisador de três vias (TWC). Os conversores TWC têm a vantagem de controlar a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), que são precursores da chuva ácida e da poluição atmosférica. [9] Na estrutura núcleo-casca, nanomateriais formam concha como suporte de catalisador para proteger metais nobres como paládio e ródio. A função principal é que os suportes possam ser usados para transportar componentes ativos dos catalisadores, tornando-os altamente dispersos, reduzindo o uso de metais nobres, aumentando a atividade dos catalisadores e melhorando a resistência mecânica. [10]

Nanomateriais fabricados[editar | editar código-fonte]

Vista em rotação de uma esfera de fulereno do tipo Buckminsterfulereno (C60), nanoproduto possivelmente tóxico.[11][12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nanomateriais e potenciais riscos à saúde. Revista Ciência Hoje nº 297, 9 de novembro de 2012.
  2. "Comparative assessment of nanomaterial definitions and safety evaluation considerations". Regulatory Toxicology and Pharmacology. [S.l.: s.n.] 
  3. «Nanotechnologies — Vocabulary — Part 1: Core terms». Consultado em 25 de novembro de 2019 
  4. «Nanomaterials». Consultado em 25 de novembro de 2019 
  5. "Nanomaterials with enzyme-like characteristics (nanozymes): next-generation artificial enzymes". [S.l.: s.n.] 2013 
  6. «Nanoparticles in paints». Consultado em 25 de novembro de 2019 
  7. a b Nanovate. Springer. [S.l.: s.n.] 
  8. «Efeitos na Saúde» 
  9. Use of CeO2-based oxides in the three-way catalysis[J]. [S.l.: s.n.] 
  10. Automotive Catalytic Converters: Current Status and Some Perspectives. [S.l.: s.n.] 
  11. Nanotechnology Risks: How Buckyballs Hurt Cells. Science Daily, 27 de maio de 2008.
  12. Computer simulation study of fullerene translocation through lipid membranes. Por Jirasak Wong-Ekkabut, Svetlana Baoukina, Wannapong Triampo, I-Ming Tang, D. Peter Tieleman & Luca Monticelli.Nature Nanotechnology 3, 363 - 368 (2008). Publicado online em 18 de maio de 2008 doi:10.1038/nnano.2008.130