Narcolepsia

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Narcolepsia
Classificação e recursos externos
CID-10 G47.4
CID-9 347
OMIM 161400
DiseasesDB 8801
MedlinePlus 000802
eMedicine neuro/522
MeSH D009290

Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono e em geral distúrbio do sono. É um tipo de dissonia. O sintoma mais expressivo é a "preguiça" e sonolência diurna excessiva, que deixa o paciente em perigo durante a realização de tarefas comuns, como conduzir, operar certos tipos de máquinas e outras acções que exigem concentração. Isso faz com que a pessoa passe a apresentar dificuldades no trabalho, na escola e, até mesmo, em casa.

Na maioria dos casos, o problema é seguido de incompreensão familiar, de amigos, professores e patrões. A sonolência, geralmente, é confundida com uma situação normal, o que leva a uma dificuldade de diagnóstico. É comum portadores da narcolepsia passarem a vida inteira sem se darem conta que o seu quadro é motivado por uma doença, sendo tachados por todo esse tempo de preguiçosos e dorminhocos. No entanto, se o narcoléptico procurar ajuda especializada, vai descobrir que é vítima de um mal crônico, cujo tratamento é feito por meio de estimulantes e que se pode prolongar por toda a vida.

As manifestações da narcolepsia, principiando pela sonolência diurna excessiva, começam geralmente na adolescência, quando piora, leva à procura médica à medida que os sintomas se agravam. A narcolepsia é um dos distúrbios do sono que pode trazer consequências individuais, sociais e econômicas graves.

Causas[editar | editar código-fonte]

A causa da narcolepsia é o déficit do neurotransmissor denominado orexina no hipotálamo. O déficit deste neurotransmissor estimulante leva à sonolência excessiva. A orexina é também denominada de hipocretina. Em agosto de 2010, a Agência Sueca de Produtos Médicos (MPA) e do Instituto Nacional Finlandês para a Saúde e Bem-Estar (THL) iniciou investigações sobre a aquisição de narcolepsia como um possível efeito colateral a Pandemrix vacinação contra a gripe em crianças, [5] e encontrou no mínimo 6,6 vezes maior risco entre crianças e jovens, resultando em um mínimo de 3,6 novos casos de narcolepsia por 100.000 pessoas vacinadas.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento da narcolepsia pode ser feito com medicamentos estimulantes (Simpaticomiméticos) para manter os narcolépticos acordados, incluindo a anfetamina e seus derivados como o metilfenidato. Por ser uma doença de longa duração, o tratamento inclui também a orientação dos pacientes e familiares.

História[editar | editar código-fonte]

A palavra Narcolepsia vem do grego nárke = narco, estupor, sonolência + lepsis = lepsia, crise) é o desejo incontrolável de dormir ou as crises repentinas de sono. Esta palavra - narcolepsia - foi cunhada por Gelineau (1880), caracterizando esta doença crônica.

  • 1877 Primeira descrição na literatura médica por Westphall.
  • 1880 Gelineau denominou o distúrbio de narcolepsia.
  • 1902 Lowenfeld usou o termo cataplexia.
  • 1935 Uso de anfetaminas no tratamento da narcolepsia.
  • 1960 Descrições dos períodos REM anormais em narcolepsia.
  • 1970 Descrições do Teste das Latências Múltiplas do Sono.
  • 1973 Primeiros relatos sobre narcolepsia em cães.
  • 1998 Identificação de orexina (hipocretina) no hipotálamo.
  • 1999 Identificação de mutações dos receptores de hipocretina como causa de narcolepsia em cães e ratos.
  • 2000 Narcolepsia humana é associada com deficiência de hipocretina.

Em outros animais[editar | editar código-fonte]

A narcolepsia é encontrada nas raças Dobermann, Golden Retriever, Labrador, Poodle, Beagle e Dachshund. É evidente o caráter genético em familiares de cães da raça Doberman com narcolepsia. A narcolepsia canina parece estar associada a um gene autossômico com penetrância incompleta denominado canarc-1. O estudo deste modelo animal é importante para a compreensão da narcolepsia humana, devido à semelhança na sintomatologia e no tratamento.