Natiruts

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Natiruts
Informação geral
Origem Brasília,  Distrito Federal
País  Brasil
Gênero(s) Reggae roots, reggae fusion, reggae alternativo, MPB, pop
Período em atividade 1996 - atualmente
Gravadora(s) EMI, Raizama Records, Unimar Music, Sony Music, Independente
Afiliação(ões) Raimundos, GOG, Claudia Leitte, Luiz Melodia, Flora Matos, Wanessa Camargo, Ivete Sangalo
Integrantes Alexandre Carlo
Luís Mauricio
Kiko Peres
Denny Conceição
Ex-integrantes Bruno Dourado
Izabella Rocha
Tonho Gebara
Valdivino Junior (Juninho)
Mônica Agena
Página oficial www.natiruts.com

Natiruts, anteriormente conhecida como Nativus, é uma banda de reggae brasileira formada em 1996 em Brasília. Chamada inicialmente Nativus, a banda foi rebatizada de Natiruts devido a um grupo catarinense de música nativista, Os Nativos, que entrou com um processo. A banda defende o reggae de raiz, mas incorporou ao som uma grande influência brasileira. Quando ainda se chamava Nativus, o grupo vendeu 40 mil discos independentes com o sucesso "Presente de Um Beija-Flor", até ser contratada pela EMI. A nova edição do disco, Nativus, vendeu 450 mil cópias. O segundo disco, Povo Brasileiro, foi produzido por Liminha e, como o reggae de Bob Marley, tem músicas com mensagens de alto teor político, como "Proteja-Se e Lute" e "Povo Brasileiro".

Sem muitas novidades na sonoridade da banda, em 2001, é lançado “Verbalize”, com destaque para as faixas “Verbalize" e "Andei Só”, hits da época. O terceiro álbum traz também a participação especial de Rodolfo Abrantes, antigo vocalista dos Raimundos, na faixa "Homem do Povo". Em 2002, gravam o disco Qu4tro , que marca a saída do guitarrista Kiko Peres da banda. Natiruts ressurge com Nossa Missão, lançado em 2005. Neste disco, produzido pelo próprio Alexandre Carlo, vocalista e principal compositor do grupo, o grande diferencial é a aproximação com o Dub, a vertente mais psicodélica do reggae, que incorpora experimentações, sem contenção na adição de efeitos, como Delays e Reverbs, surgida na Jamaica dos anos 70.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Surgida no ano de 1996 em Brasília por Alexandre Carlo, que na época, estudante universitário, tinha a música como válvula de escape das suas alegrias e desilusões com a realidade brasileira. Sem pretensões maiores, visto que já estava encaminhado na profissão de analista de sistemas, compunha canções no estilo que mais se sentia à vontade: o reggae. Numa das cervejadas do time de futebol da UnB conheceu Waldivino Pires de Moraes Jr, mais conhecido como Juninho. Por volta de agosto de 1995 na casa do amigo Juninho, Alexandre apresentaria, pela primeira vez, sua mais nova composição - Surfista do Lago Paranoá.[1] Foi então que Alexandre convidou Luis Mauricio e Bruno Dourado, companheiros de time de futebol na UnB, para assumirem o baixo e a percussão. A primeira apresentação da banda, que então se chamava Nativus, aconteceu no dia 29 de março de 1996, na casa de um amigo de infância de Luís Mauricio e Bruno Dourado. Neste mesmo dia, André Carneiro foi convidado para ser o guitarrista solo. Dias depois, foi a vez de Izabella Rocha entrar para equipe, assumindo o posto de backing vocal. Depois de muitos ensaios e alguns shows, Carneiro resolveu deixar o grupo, dando lugar a Kiko Peres.[2] Fizeram alguns ensaios com essa formação.

A princípio, era uma banda de reggae comum de quatro componentes, no entanto a influência da música brasileira era forte nas melodias e harmonias das músicas e a necessidade de se fazer um reggae roots brasileiro era definitiva. Por isso fez-se necessária a inclusão de mais elementos musicais na banda. A partir daí a banda criaria identidade própria. O próximo passo, era gravar uma fita amadora, que foi gravada ainda na época das fitas cassetes. A reprodução era caseira, nos velhos três em um duplo deck. Alexandre Carlo escolheu o nome Nativus como ideal para a nova banda. A aceitação foi boa por parte das críticas. Alguns shows aconteceram e logo concretizou-se a possibilidade de se gravar um CD, intitulado Nativus. Kiko Peres tinha um amigo da cena musical brasiliense que estava radicado no Rio de Janeiro havia algum tempo. Esse amigo estava trabalhando num grande estúdio carioca e talvez conseguisse um esquema de pagamento por partes da tal gravação. Esse amigo era Tom Capone que acabou participando de uma faixa e posteriormente produziria dois discos da banda, o Verbalize e o Qu4tro que contou com Tonho Gebara na guitarra solo.

A banda teve que alterar o nome para Natiruts por volta de 1999 devido a um grupo gaúcho de música regional de nome similar, Os Nativos, que entrou com um processo contra os brasilienses. A banda defende o reggae de raiz mas incorporou ao som uma grande influência brasileira. Quando ainda chamava-se Nativus, o grupo vendeu 40 mil discos independentes, até ser contratada pela EMI em 1998. A nova edição do disco, Nativus, vendeu meio milhão cópias em pouco mais de um ano, e a música Presente de um beija-flor se tornou um dos fenômenos de sua geração.

2000-2004[editar | editar código-fonte]

O segundo disco, Povo brasileiro, foi produzido por Liminha e, como o reggae de Bob Marley, tem músicas com mensagens de alto teor político, como "Proteja-se e lute" e "Povo brasileiro". Sem muitas novidades na sonoridade da banda, em 2001, é lançado Verbalize, com destaque para as faixas "Verbalize" e "Andei Só", hits da época. O terceiro álbum traz também a participação especial de Rodolfo, antigo vocalista dos Raimundos, na faixa "Homem do Povo". Em 2002, gravam o disco "Quatro", que marca a saída do guitarrista Kiko Péres da banda.

2005-2011[editar | editar código-fonte]

Natiruts ressurge com Nossa Missão, lançado em 2005. Neste disco, produzido pelo próprio Alexandre Carlo, vocalista e principal compositor do grupo, o grande diferencial é a aproximação com o Dub, a vertente mais psicodélica do reggae, que incorpora experimentações, sem contenção na adição de efeitos, como delays e reverbs, surgida na Jamaica da década de 1970, e também a aproximação de ritmos latinos vertentes do reggae como o Dancehall, Ragga e o Reggaeton. Em 2006, o grupo lança o CD/DVD Natiruts Reggae Power, que figurou como número um em vendas no Brasil por vários meses. Além de colocar a música Natiruts Reggae Power como um dos maiores hits da época e que é cantada até hoje. Este trabalho surgiu também como uma forma de tornar mais popular o reggae no cenário nacional, com regravações de grandes sucessos da banda e comemorando os 10 anos de formação. Bom exemplo disso são faixas como 'Naticongo' e 'Leve Com Você', que mesmo já tendo sido lançadas em CDs anteriores, atingiram grande sucesso com o público que não acompanhava a banda desde o início, graças ao CD/DVD Ao Vivo. Em 2007 ainda, foi lançado o CD Natiruts de A a Z com alguns dos maiores sucessos da banda como: 'Cantar', 'Presente de um Beija-Flor', 'Deixa o Menino Jogar etc.

Já em 2009, a banda lançou o CD Raçaman (independente), que marcaria uma nova fase em sua sonoridade. Mais próxima do que se conhece como world music. Um disco que funda uma forma muito própria e original de se interpretar o ritmo vindo da Jamaica e que consequentemente insere diferentes leituras do que se conhece como reggae raiz. Esse disco também gera o hit Sorri sou rei , grande sucesso no Brasil e que se tornou a canção mais executada do grupo no exterior.

2012 - Acústico Natiruts no Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Sem sombra de dúvidas um dos registros audio-visuais com imagens mais espetaculares da história da música brasileira.

Aliado a isso , uma enxurrada de hits e canções lado B que se integraram perfeitamente com a exuberância da cidade maravilhosa vista de cima.

Esse trabalho insere o grupo definitivamente no hall de artistas brasileiros mais conhecidos no exterior. Chegando ao ponto de em 2017 se tornar o segundo artista brasileiro mais ouvido no mundo na época, atrás apenas do maestro Tom Jobim.

O CD/DVD teve a distribuição da Sony Music.

A banda lançou o álbum #NoFilter, registro ao vivo do acústico de 2012, o quarto trabalho ao vivo da banda, gravado no Rio de Janeiro na Fundição Progresso. O show aconteceu no final do mês de janeiro de 2014 durante o verão carioca, e possui além dos clássicos da banda, algumas releituras de músicas da Legião Urbana, Charlie Brown Jr. e Paralamas do Sucesso. Esse DVD é também marcado pela volta de Kiko Peres como músico convidado da banda, tendo saído do Natiruts em 2002 e retornado em 2013.


2015 - Natiruts Reggae Brasil

Em janeiro de 2015,[3] o grupo já começou o ano com a gravação de um novo DVD histórico: Natiruts Reggae Brasil. O show aconteceu em Salvador e reuniu grandes nomes do reggae no Brasil e da música pop interpretando hits do estilo musical e outros produzidos no país, como Edu Ribeiro, Armandinho, Edson Gomes, Sine Calmon, Duda Diamba, Maskavo, Chimarruts, Planta e Raiz, Ponto de Equilíbrio e Cidade Negra, além de contar com participações de Ivete Sangalo, Saulo Fernandes e Gilberto Gil.[4]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Formação atual[editar | editar código-fonte]

NATIRUTS

MÚSICOS CONVIDADOS[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes[editar | editar código-fonte]

NATIRUTS

MÚSICOS CONVIDADOS[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • (1997) Nativus
  • (1999) Povo Brasileiro
  • (2001) Verbalize
  • (2002) Qu4tro
  • (2005) Nossa Missão
  • (2009) Raçaman
  • (2017) Índigo Cristal
  • (2018) I Love
  • (2021) Good Vibration Vol. 1

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

DVDs[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • Brasil de A a Z (2007)
  • Meu Reggae é Roots
  • Série Bis: Natiruts (CD duplo)
  • O Melhor de Natiruts
  • Série Retratos: Natiruts

Singles[editar | editar código-fonte]

Ano Single Portugal[5] Brasil
1997 "Deixa o Menino Jogar" - -
1998 "Liberdade Pra Dentro da Cabeça" - -
1999 "Presente de Um Beija-Flor" - -
2000 "O Carcará e a Rosa" - 5
"Eu e Ela" - -
2001 "Andei Só" - 24
2002 "Bob Falou" - 25
2005 "Não Chore Meu Amor" - 44
2006 "Quero Ser Feliz Também" - 1
2007 "Natiruts Reggae Power" 42 1
2008 "Naticongo" - 14
2009 "Raçaman" - 15
"Groove Bom" - 9
"Sorri, Sou Rei" 8 (2013) 7
2010 "Você Me Encantou Demais" - 9
2012 "Supernova" - 18
2013 "Quero Ser Feliz Também (Acústico)" - 21
2016 "Dou Não Dou" - 38
2017 "Sol do Meu Amanhecer" - 69
"Na Positiva" - 40
2018 "Serei Luz" (part. Thiaguinho) - 64
2019 "I Love" (part. Morgan Heritage) - 90

Prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Ano Organização Prêmio Nomeação Resultado Ref
2013 Grammy Latino Melhor Álbum Pop Contemporâneo Natiruts Acústico no Rio de Janeiro Indicado [6]
2016 Associação Brasileira dos Produtores de Discos DVD de Ouro Natiruts Reggae Brasil Venceu
2021 Grammy Latino Melhor Canção em Língua Portuguesa "Lágrimas de Alegria" (com Maneva) Indicado [7]

Referências

  1. «Natiruts - Geocites» 
  2. «Natiruts - Jovem Pan» 
  3. Natiruts Gravação do DVD, acesso em 11 de janeiro de 2015
  4. A Tarde Luau Natiruts une clássicos do reggae em encontro histórico, acesso em 11 de janeiro de 2015
  5. «Top 50 Nacional Português». Euro200. Consultado em 18 de dezembro de 2007. Arquivado do original em 27 de maio de 2008 
  6. «Indicados - 14a Entrega Anual do Latin GRAMMY». Grammy Latino. Consultado em 5 de março de 2014. Cópia arquivada em 5 de março de 2014 
  7. Tozzato, Luíza (18 de novembro de 2021). «Grammy Latino 2021: Veja a lista completa de vencedores». POPline. Consultado em 30 de dezembro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]