Nautilus pompilius

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Uma concha de N. pompilius. Segundo o texto que acompanha esta fotografia, as conchas de Nautilus coletadas perto da ilha de Panglao (ao norte do Mar de Bohol), nas Filipinas, e ao sul do Mar de Camotes, a leste de Cebu, têm as mesmas variações incomuns de cor, levemente arroxeadas, e algumas, raramente, exibem linhas roxas profundas.
Uma concha de N. pompilius. Segundo o texto que acompanha esta fotografia, as conchas de Nautilus coletadas perto da ilha de Panglao (ao norte do Mar de Bohol), nas Filipinas, e ao sul do Mar de Camotes, a leste de Cebu, têm as mesmas variações incomuns de cor, levemente arroxeadas, e algumas, raramente, exibem linhas roxas profundas.
Ilustração esquemática do molusco Nautilus pompilius, com o animal, mostrando o sifão e suas câmaras internas de flutuabilidade; retirada de The anatomy of Nautilus pompilius (Series: Memoirs of the National Academy of Sciences vol. 8, 5th memoir., Washington , Govt. print. off., 1900).
Ilustração esquemática do molusco Nautilus pompilius, com o animal, mostrando o sifão e suas câmaras internas de flutuabilidade; retirada de The anatomy of Nautilus pompilius (Series: Memoirs of the National Academy of Sciences vol. 8, 5th memoir., Washington , Govt. print. off., 1900).
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Cephalopoda
Subclasse: Nautiloidea
Ordem: Nautilida
Agassiz, 1847[1]
Família: Nautilidae
Blainville, 1825[2]
Género: Nautilus
Linnaeus, 1758[2]
Espécie: N. pompilius
Nome binomial
Nautilus pompilius
Linnaeus, 1758[3]

Nautilus pompilius (nomeada, em inglês, emperor nautilus[4], pearly nautilus[5] e chambered nautilus)[6] é uma espécie de molusco cefalópode nectônico marinho do Indo-Pacífico, pertencente à família Nautilidae e à ordem Nautilida[2], sendo classificada por Carolus Linnaeus, em 1758, na sua obra Systema Naturae[3], junto à sua determinação de gênero (Nautilus).[2] Possui o comprimento máximo de 22.2 centímetros, sendo a espécie mais conhecida e mais bem distribuída destes moluscos; dotada de um umbílico preenchido por uma concreção, além de sua concha possuir marcações de cor avermelhada se estendendo por quase toda sua superfície[4][5]; porém o terço terminal de suas voltas é branco.[7]

Distribuição geográfica e habitat[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma espécie associada a recifes de coral, habitando uma faixa de profundidade entre 60 e 240 metros (podendo ir do nível médio do mar a 750 metros) e se distribuindo das ilhas Andamão (no oceano Índico) para as Filipinas e Austrália, até Fiji (no oceano Pacífico).[4]

Diferenciação entre N. pompilius e N. belauensis[editar | editar código-fonte]

Nautilus pompilius é muito semelhante à espécie Nautilus belauensis, compartilhando com esta um umbílico fechado, coberto por um calo (ou concreção). Difere desta com base em uma rádula modificada e nos sulcos finos e levantados através e ao longo da concha de N. belauensis, que formam uma textura de grade cruzada.[9] A espécie belauensis (Palau nautilus) também é o maior Nautilus, quando bem desenvolvida (com 22.6 centímetros), habitando unicamente a região de Palau.[10]

Referências

  1. «Nautilida» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  2. a b c d «Nautilus Linnaeus, 1758» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  3. a b «Nautilus pompilius» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  4. a b c «Nautilus pompilius Linnaeus, 1758 - emperor nautilus» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  5. a b c OLIVER, A. P. H.; NICHOLLS, James (1975). The Country Life Guide to Shells of the World (em inglês). England: The Hamlyn Publishing Group. p. 312. 320 páginas. ISBN 0-600-34397-9 
  6. ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 377. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  7. a b SABELLI, Bruno; FEINBERG, Harold S. (1980). Simon & Schuster's Guide to Shells. An Easy-to-Use Field Guide, With More Than 1230 Illustrations (em inglês). New York: Simon & Schuster. p. 422. 512 páginas. ISBN 0-671-25320-4 
  8. DUGDALE, H. K.; FAULKNER, D. (janeiro de 1976). Exquisite Living Fossil: The Chambered Nautilus (em inglês). National Geographic. Vol. 149, Nº 1. p. 38-41. 146 páginas.
  9. Jereb, P. (2005). Family Nautilidae. In: P. Jereb & C.F.E. Roper, eds. Cephalopods of the world. An annotated and Illustrated catalogue of species known to date. Volume 1. Chambered nautiluses and sepioids (Nautilidae, Sepiidae, Sepiolidae, Sepiadariidae, Idiosepiidae and Spirulidae) (em inglês). FAO Species Catalogue for Fishery Purposes. No. 4, Vol. 1. Rome, FAO. pp. 51–55.
  10. «Nautilus belauensis Saunders, 1981 - Palau nautilus» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 28 de outubro de 2018 
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