Nelson Jobim
| Nelson Jobim | |
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| Foto oficial. | |
| Ministro da Defesa do |
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| Mandato: | 25 de junho de 2007 até 4 de agosto de 2011 |
| Nomeação por: | Luiz Inácio Lula da Silva Dilma Rousseff |
| Antecessor(a): | Waldir Pires |
| Sucessor(a): | Celso Amorim |
| 51º Presidente do Supremo Tribunal Federal do |
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| Mandato: | 19 de maio de 2004 até 29 de março de 2006 |
| Antecessor(a): | Maurício Corrêa |
| Sucessor(a): | Ellen Gracie |
| Ministro do Supremo Tribunal Federal do |
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| Mandato: | 15 de abril de 1997 até 29 de março de 2006 |
| Nomeação por: | Fernando Henrique Cardoso |
| Antecessor(a): | Francisco Rezek |
| Sucessor(a): | Cármen Lúcia Antunes Rocha |
| Ministro da Justiça do |
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| Mandato: | 1 de janeiro de 1995 até 7 de abril de 1997 |
| Nomeação por: | Fernando Henrique Cardoso |
| Antecessor(a): | Alexandre de Paula Dupeyrat Martins |
| Sucessor(a): | Milton Seligman |
| Deputado Federal pelo |
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| Mandato: | 1 de janeiro de 1987 até 31 de dezembro de 1994 |
| Nascimento: | 12 de abril de 1946 (70 anos) Santa Maria, RS |
| Alma mater: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
Nelson Azevedo Jobim (Santa Maria, 12 de abril de 1946) é um jurista e político brasileiro. Exerceu os cargos de deputado federal, ministro da Justiça, ministro do Supremo Tribunal Federal, corte da qual foi presidente, e ministro da Defesa.
Índice
Biografia[editar | editar código-fonte]
Primeiros passos[editar | editar código-fonte]
Neto do ex-governador do Rio Grande do Sul Walter Só Jobim, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, obteve o diploma de bacharel em ciências jurídicas e sociais (1964-1968).
Após a formatura, dedicou-se ao exercício da advocacia, foi presidente da sub-secção da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Maria, no biênio 1977-1978, e vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Sul, no biênio 1985-1986. Também foi membro do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul e do Instituto dos Advogados Brasileiros, sediado no Rio de Janeiro. Advogou de 1969 até 1994.
Magistério[editar | editar código-fonte]
Professor Adjunto do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Maria em Direito Processual Civil, Introdução à Ciência do Direito e Filosofia do Direito. No magistério, foi professor da Escola Superior de Magistratura da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, lecionando Direito Processual Civil, Introdução ao Direito e Filosofia do Direito (1980-1985). Também lecionou na Escola Superior do Ministério Público da Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, até 1986. É professor-adjunto da Universidade de Brasília.
Política[editar | editar código-fonte]
Na política, foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul, para a 48ª legislatura (1987-1991). Durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, foi relator-substituto na elaboração do Regimento Interno da ANC; suplente da Subcomissão do Poder Legislativo; Suplente da Comissão de Organização dos Poderes e Sistema de Governo; membro titular da Comissão de Sistematização; relator-adjunto da Comissão de Sistematização. Exerceu as funções de vice-líder e, posteriormente, líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação da Câmara dos Deputados, em 1989.
Reeleito deputado federal para a 49ª legislatura (1991-1995), foi relator da Comissão de Reestruturação da Câmara dos Deputados (1991), relator da Comissão Especial relativa à denúncia contra o presidente da República, Fernando Collor, pela prática de crime de responsabilidade (1992), Relator da Revisão constitucional (1993-1994) e Relator do Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil[1]
Exerceu o cargo de ministro da Justiça, de 1 de janeiro de 1995 a 7 de abril de 1997, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em 25 de julho de 2007 assume o cargo de Ministro da Defesa do governo Lula, ocupando a vaga de Waldir Pires, desgastado pela crise aérea.
Foi confirmado pela presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), no cargo de Ministro da Defesa de seu governo.[2]
Atividades oficiais internacionais[editar | editar código-fonte]
Desempenhou, então, as seguintes missões oficiais: chefe da Delegação Brasileira na Conferência Ministerial sobre Lavagem de Dinheiro e Produtos da Atividade Criminosa, realizada em Buenos Aires, Argentina, em 1º de dezembro de 1995; palestrante no Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, Floresta Amazônica e o Papel do Direito, realizado na Universidade do Texas, EUA, em 29 de fevereiro de 1996; membro da Delegação Brasileira na 52ª Sessão da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, realizada em Genebra, Suíça, em 25 de março de 1996; Chefe da Delegação Brasileira na V Conferência dos Ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa, realizada em Maputo, Moçambique, em 10 de maio de 1996; Chefe da Delegação Brasileira na III Reunião Ministerial Americana sobre Infância e Política Social, realizada em Santiago do Chile, em 8 de agosto de 1996; Integrante da Comitiva presidencial em viagem à República Italiana, ocasião em que foi firmado o Acordo para Combate às Drogas e ao Crime Organizado, em Roma,Itália, em 12 de fevereiro de 1997.
Participou, ainda, já como integrante do Supremo Tribunal Federal, da Comisión Binacional sobre Medidas de Confianza Mútua y Seguridad e Acuerdo para la Fijación de Medidas para Asegurar el Funcionamento Eficaz del Canal de Zuramilla, 8 de outubro de 1998, Peru/Equador.
Supremo Tribunal Federal[editar | editar código-fonte]
Foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, por decreto de 7 de abril de 1997 do presidente Fernando Henrique Cardoso, na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Francisco Rezek, havendo tomado posse em 15 de abril de 1997.[3]
Escolhido pelo Supremo Tribunal Federal, integrou o Tribunal Superior Eleitoral como Juiz Substituto (1º de julho de 1997 a 8 de fevereiro de 1999), passando a efetivo em 9 de fevereiro de 1999. Em 6 de março de 2001 tomou posse no cargo de vice-presidente e, em 11 de junho seguinte, no de presidente do Tribunal, escolhido por seus pares. Presidiu o processo eleitoral de outubro de 2002, no qual foram eleitos o presidente e vice-presidente da República, governadores de estados, deputados federais estaduais e do Distrito Federal e renovados dois terços da composição do Senado Federal. Em sessão plenária de 9 de abril de 2003, foi eleito Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal, tomando posse no cargo a 5 de junho seguinte.
Em sessão de 19 de maio de 2004, foi eleito presidente do Supremo Tribunal Federal. Assumiu a Presidência do Tribunal em sessão solene realizada em 3 de junho de 2004.
Aposentou-se do Supremo Tribunal Federal do Brasil voluntariamente em 29 de março de 2006,[3] pouco antes do término de seu mandato de presidente da corte. Especulou-se que o motivo de sua aposentadoria precoce teria sido a possível candidatura ao cargo de vice-presidente da República juntamente com o presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que não ocorreu.
Saída do Ministério da Defesa[editar | editar código-fonte]
A demissão do Ministério da Defesa ocorreu após uma entrevista dada à revista piauí, na qual ele teria afirmado que a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, seria "muito fraquinha" e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Ele nega o ocorrido.[4] Deixou o cargo a 4 de agosto de 2011.
Foi substituído no cargo de ministro da Defesa pelo ex-chanceler Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores durante os oito anos do Governo Lula.[5]
Em 2013, tornou-se diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas, sucedendo Ronaldo Lemos, fundador e diretor do órgão desde 2003.[6]
Referências
- ↑ «4 de Julho de 1994: Sanção do Estatuto da Ordem». Consultor Jurídico. 21 de junho de 2011. Consultado em 28 de setembro de 2012.
- ↑ «Jobim assumiu ministério em meio a crise no setor aéreo». G1. 15 de dezembro de 2010. Consultado em 26 de dezembro de 2010.
- ↑ a b «Linha sucessória» (PDF). Supremo Tribunal Federal. Abril de 2010. Consultado em 6 de janeiro de 2011.
- ↑ «Jobim nega ter dado declarações a revista com críticas a ministras». G1. 4 de agosto de 2012. Consultado em 4 de agosto de 2011.
- ↑ «Jobim entrega carta de demissão, e Celso Amorim assume a Defesa». G1. 4 de agosto de 2012. Consultado em 4 de agosto de 2011.
- ↑ «Petição dos Alunos da FGV Direito Rio em apoio ao prof. Ronaldo Lemos e ao Centro de Tecnologia da FGV». Avaaz. 30 de Abril de 2013. Consultado em 04 de agosto de 2013.
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Curriculum do Ministro da Defesa (em português)
- Anatomia de uma fraude à Constituição (em português)
- Biografia de Nelson Jobim na galeria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (em português)
- GRILL, Igor Gastal. Parentesco, redes e partidos: as bases das heranças políticas no Rio Grande do Sul. UFRGS, Porto Alegre, 2003. (em português)
| Precedido por Alexandre de Paula Dupeyrat Martins |
Ministro da Justiça do Brasil 1995 — 1997 |
Sucedido por Milton Seligman |
| Precedido por Maurício José Corrêa |
Presidente do Supremo Tribunal Federal Federal 2004 — 2006 |
Sucedido por Ellen Gracie Northfleet |
| Precedido por Waldir Pires |
Ministro da Defesa do Brasil 2007 — 2011 |
Sucedido por Celso Amorim |
- Nascidos em 1946
- Ministros do Governo FHC
- Ministros do Governo Lula
- Ministros do Governo Dilma Rousseff
- Ministros da Defesa do Brasil
- Ministros da Justiça do Brasil
- Ministros do Supremo Tribunal Federal
- Juristas do Brasil
- Membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro
- Professores da Universidade Federal de Santa Maria
- Professores da Universidade de Brasília
- Alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
- Deputados federais do Rio Grande do Sul
- Naturais de Santa Maria (Rio Grande do Sul)
- Família Jobim
