Neoconcretismo

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Neoconcretismo foi um movimento artístico surgido no Rio de Janeiro, Brasil, em fins da década de 1950, como reação ao concretismo ortodoxo.[1]

Os neoconcretistas procuravam novos caminhos dizendo que a arte não é um mero objeto: tem sensibilidade, expressividade, subjetividade, indo muito além do mero geometrismo puro. Eram contra as atitudes cientificistas e positivistas na arte. A recuperação das possibilidades criadoras do artista (não mais considerado um inventor de protótipos industriais) e a incorporação efetiva do observador (que ao tocar e manipular as obras torna-se parte delas) apresentam-se como tentativas de eliminar a tendência técnico-científica presente no Concretismo.

Ferreira Gullar em 2009

O movimento neoconcreto nunca conseguiu impor-se totalmente fora do Rio de Janeiro, sendo largamente criticado pelos concretistas ortodoxos paulistas, partidários da autonomia da forma em detrimento da expressão e implicações simbólicas ou sentimentais.

O Manifesto Neoconcreto[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de março de 1959, o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil , dirigido por Reynaldo Jardim , participante do movimento, publicou o 'Manifesto Neoconcreto', assinado por ele mesmo, além de Ferreira Gullar, Theon Spanudis, Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark e Lygia Pape.[2]

As primeiras exposições de arte neoconcreta[editar | editar código-fonte]

No mesmo dia da publicação do Manifesto, ocorreu a 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com a presença dos sete artistas assinantes do Manifesto. Duas outras exposições nacionais de arte neoconcreta ocorreram nos anos seguintes: uma em 1960, no Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, e outra em 1961, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Itau Cultural (16 de março de 2017). «Neoconcretismo». Enciclopedia Itau Cultural. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  2. Infoescola. «Neoconcretismo». Consultado em 24 de agosto de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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