Neuróglia

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As células da glia, geralmente chamadas neuróglia, nevróglia ou simplesmente glia (grego para "cola") ou gliócitos1 , são células não neuronais do sistema nervoso central que proporcionam suporte e nutrição aos neurónios. Geralmente arredondadas, no cérebro humano as células da glia são, aproximadamente, 10 vezes mais frequentes que os neurônios no corpo humano.2 Ao contrário do neurônio, que é amitótico, nas células gliais ocorre a mitose.

Por décadas, neurocientistas acreditaram que os neurônios eram os responsáveis por toda a comunicação no cérebro e sistema nervoso e que as células gliais, embora nove vezes mais numerosas que os neurônios, apenas os alimentavam.

Novas técnicas de imagem e instrumentos de “escuta” mostram que as células gliais se comunicam com os neurônios e umas com as outras sobre as mensagens trocadas pelas células nervosas. As células gliais são capazes de modificar esses sinais nas fendas sinápticas entre os neurônios e podem até mesmo influenciar o local da formação das sinapses.

Devido a essa proeza, as células gliais podem ser essenciais para o aprendizado e para a construção de lembranças, além de importantes na recuperação de lesões neurológicas. Experiências para provar isso estão em andamento.


Função[editar | editar código-fonte]

As principais funções das células da glia são cercar os neurônios, e mantê-los no seu lugar, fornecer nutrientes e oxigênio para os neurônios, isolar um neurônio do outro, destruir patógenos e remover neurônios mortos. Mantêm a homeostase, formam mielina e participam na transmissão de sinais no sistema nervoso.

As células de glia têm a importante função de produzir moléculas que modificam o crescimento de dendritos e axónios. Descobertas recentes no hipocampo e cerebelo indicam que também participam ativamente nas transmissões sinápticas, regulando a libertação de neurotransmissores ou libertando-os elas mesmas e libertando ATP que modela funções pré-sinápticas.

São cruciais na reparação de neurônios que sofreram danos: no sistema nervoso central a glia impede a reparação - os astrócitos alargam e proliferam de modo a produzirem mielina e moléculas que inibem o crescimento de um axónio lesado, no sistema nervoso periférico as células de Schwann promove a reparação regressando a estado de desenvolvimento mais jovem.

Oligodendrócito é um tipo de célula da glia

Tipos de glia[editar | editar código-fonte]

Microglia[editar | editar código-fonte]

Micróglia consiste em macrófagos especializados, capazes de fagocitar, que protegem os neurônios. São as menores de todas as células gliais e correspondem a 15% de todas células do tecido nervoso. Da microglia fazem parte as células ependimárias e as células de Schwann.

Já da macroglia fazem parte os Astrócitos, Oligodendrócitos e os Glioblastos.

Macroglia[editar | editar código-fonte]

Os tipos de células da macróglia são astrócitos, oligodendrócitos, glioblastos.

Localização Nome Descrição
SNC Astrócitos

Forma estrelada; sinalização celular; a comunicação neurónio-astrócito dá-se em ambas as direcções; os pés dos astrócitos ligam neurónios e vasos sanguíneos (função nutritiva).

SNC Oligodendrócitos

Fabricação da mielina a partir de lípidos e proteínas; neurónios do SNC revestidos por oligodendrócitos.

SNC Célula radial (Glioblastos)

Na retina esta é a principal célula glial e participa na comunicação bidireccional dos neurônios...

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. RELAÇÕES MORFOFUNCIONAIS ENTRE OS NEURÔNIOS E AS CÉLULAS DA GLIA: UM ESTUDO HISTOLÓGICO.
  2. Journal of Comparative Neurology, 2009
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