Ney Lopes de Souza

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ney Lopes
Deputado federal pelo Rio Grande do Norte
Período 1975-1976
1988-2007
Vice-prefeito de Natal
Período 1989-1993
Antecessor(a) Roberto Furtado
Sucessor(a) Eveline Guerra
Dados pessoais
Nascimento 14 de fevereiro de 1945 (76 anos)
Natal, RN
Cônjuge Abigail de Andrade Souza
Partido ARENA (1965-1979)
PDS (1980-1986)
PFL (1986-2007)
DEM (2007-2016)
PSD (2016-presente)
Profissão jornalista, advogado, professor

Ney Lopes de Souza (Natal, 14 de fevereiro de 1945) é um jornalista, advogado, professor e político brasileiro que foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte.[1][2][3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Josias de Oliveira Souza e Neusa Lopes de Souza. Sua carreira jornalística começou na Tribuna do Norte em 1958. Um ano depois trabalhou no Jornal do Commercio e ao voltar ao Rio Grande do Norte trabalhou por cinco anos em A Ordem[nota 1] e quando ingressou no ensino superior passou a dar aulas para estudantes do ensino primário e do ensino médio na capital potiguar. Em 1964 atuou como promotor de justiça em Ceará-Mirim e a seguir foi assistente jurídico no Serviço Social do Comércio (SESC) de Natal. De volta ao Recife em 1966, prestou serviços para a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), colaborou com O Cruzeiro e com a Folha de S.Paulo, da qual foi correspondente na capital potiguar, situação idêntica a desenvolvida junto ao Diario de Pernambuco.[1]

Mantendo sua atividade jornalística, em 1967 formou-se advogado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, instituição da qual seria professor, e no ano seguinte presidiu a Associação dos Funcionários Públicos do Rio Grande do Norte. Estreou na vida pública a convite do então governador Cortez Pereira, a quem serviu como chefe da Casa Civil, secretário de Governo, secretário de Justiça, e diretor administrativo da Companhia Energética do Rio Grande do Norte.[1] Eleito deputado federal via ARENA em 1974, teve o mandato cassado pelo Ato Institucional Número Cinco em 4 de agosto de 1976,[2] mas recuperou seus direitos políticos três anos mais tarde graças à Lei da Anistia.[4] Eleito primeiro suplente do senador Carlos Alberto pelo PDS em 1982,[5] migrou para o PFL com a Nova República. Eleito suplente de deputado federal em 1986, foi efetivado em 1988, dias após a morte de Jessé Freire Filho,[6] e no mesmo ano Ney Lopes foi eleito vice-prefeito de Natal na chapa de Wilma de Faria.[nota 2][nota 3][nota 4]

Reeleito deputado federal em 1990, votou a favor do impeachment de Fernando Collor em 1992[7] conquistando novos mandatos em 1994, 1998 e 2002.[3][2] Candidatou-se a prefeito de Natal em 2004 e a vice-governador do Rio Grande do Norte na chapa de Garibaldi Alves Filho em 2006, sendo derrotado por Carlos Eduardo Alves e Wilma de Faria, respectivamente.

Notas

  1. Não confundir com o homônimo jornal capixaba.
  2. Na época Wilma de Faria era casada com Lavoisier Maia e usava o nome de "Wilma Maia", de quem se divorciou em 1991.
  3. O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta Magna facultou aos senadores, deputados federais e deputados estaduais eleitos em 1986 o direito de exercerem os mandatos parlamentares sem perder o de vice-prefeito, desde que o titular do Poder Executivo não renunciasse.
  4. Informa a Câmara dos Deputados que Ney Lopes exerceu interinamente o cargo de prefeito de Natal de 5 de abril a 1º de maio e de 31 de julho a 5 de agosto de 1989, além de 29 de janeiro a 5 de fevereiro de 1990.

Referências

  1. a b c «Biografia de Ney Lopes no CPDOC/FGV». Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  2. a b c «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Ney Lopes». Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  3. a b «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  4. «BRASIL. Presidência da República: Lei n.º 6.683 de 28/08/1979». Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  5. TRE define suplência (online). O Estado de S. Paulo, 16/01/1983, Geral, p. 05. Página visitada em 4 de janeiro de 2020.
  6. «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Jessé Freire Filho». Consultado em 3 de janeiro de 2020 
  7. Collor fora (online). O Estado de S. Paulo, São Paulo (SP), 30/09/1992. Capa. Página visitada em 3 de janeiro de 2020.