Nicodemos

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São Nicodemos
Estátua de Nicodemos no Adro do Bom Jesus, Braga
Nascimento Século I
Morte Século I
Veneração por Igreja Católica
Festa litúrgica 3 de agosto
Gloriole.svg Portal dos Santos

Nicodemos (em grego: Νικόδημος) viveu no século I, foi um fariseu e contemporâneo de Jesus Cristo. Defendeu-o perante o Sinédrio e sepultou-o. Atribuem-lhe um evangelho apócrifo, outrora chamado de Atos de Pilatos.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nicodemos foi um fariseu, membro do Sinédrio, mestre da Lei, que, segundo o Evangelho de João, mostrou-se favorável a Jesus. Ele aparece três vezes nesse evangelho: na primeira, visita Jesus uma noite para ouvir seus ensinamentos (João 3:1-21); na segunda, afirma a lei relativa à detenção de Jesus durante a Festa dos Tabernáculos (João 7:45-51); e na terceira, após a crucificação, ajuda José de Arimatéia na preparação do cadáver de Jesus para o enterro (João 19:39-42). O nome era natural da Grécia, transcrito para o Knot: (Νικόδημος), aparecendo um livro de autoria de Aristóteles (384 a.C. — Atenas, 322 a.C.), como ética a Nicomacos, e outro é ética a Nicôdomos.

O debate com Jesus é a fonte comum de várias manifestações do cristianismo contemporâneo, especificamente a frase descritiva do "nascer de novo", utilizada para descrever a experiência de crer em Jesus como o Salvador, e o versículo "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16, frequentemente citado para descrever o plano de Deus a respeito da salvação.

A salvação descrita parece completa, pois não há nada que, surgindo depois, venha a lhe completar a forma; e parece que o re-nascer também seja desta natureza, pois ele é um todo, se encontrando como um prolongamento á morte (João 16: 27 - 28).

O livro apócrifo Evangelho de Nicodemos, foi provavelmente produzido entre os séculos II a V, e é, em grande parte, uma narrativa dos atos de Pilatos.

Embora não haja nenhuma fonte de informação clara sobre Nicodemos fora do Evangelho de João, muitos historiadores identificam-no com Nicodemos Ben Gurion, mencionado no Talmude como um homem rico, figura respeitada, generosa e popular, com a reputação de ter tido poder milagroso.

A tradição cristã também afirma que foi martirizado no primeiro século. A igreja católica venera-o como São Nicodemos. A Ordem Franciscana ergueu uma igreja que tem o seu nome e o nome de São José de Arimatéia em Ramla, Israel.

Referências

  1. «Quem foi Nicodemos». Consultado em 3 de janeiro de 2016 
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Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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